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terça-feira, 27 de setembro de 2016

VOLTANDO A CASA DO PAÍ...


                                               VOLTANDO A CASA DO PAÍ...
Tenho quase certeza que você já ouviu a história (ou estória para alguns) do filho pródigo. Em minha opinião é uma história verdadeira. Esta história tem-se repetido a milhões de anos; desde que há homens sobre a face da terra.
Como em toda a escritura sagrada, esta passagem bíblica (Lucas 15.11-32) tem ensinamentos verdadeiros e profundos.
Pra começar, o que me chama atenção no filho mais novo é a sua atitude intempestiva. Algo que é típico da juventude, como outras características, tais como: Senso de independência; vigor físico; entusiasmo; falta de sabedoria e discernimento, etc. Note bem que listei algumas características e qualidades; algumas boas, outras ruins. Existem outras não citadas.
Nesta comovente história estão implícitas duas situações interessantes, com as quais podemos e devemos aprender: A primeira, como lidar com os jovens (cabeças duras). A segunda, relacionada à primeira, é que a própria vida os ensinará certas lições.
O moço (Lucas 15.11-24) tinha atitude, motivação/entusiasmo, idéias; mas, esqueceu-se de considerar Provérbios 16.1, 2, 25. O Pai como um ancião, um sábio, não discute, mas deixa dois dos maiores professores (A vida e o Tempo) ensinarem ao filho a grande lição que desprezou.
Talvez, ao sair da casa do Pai, o filho, tivesse muitas idéias boas e pretensões idem. Mas, ao se deparar com a Ilusão do mundo (o grande teste da vida), ficou iludido e encantado, e, sem que se desse conta, esbanjou/desperdiçou/gastou toda a sua herança, todos os seus bens. O mundo é assim… Parceiro fiel nos prazeres temporários. Ele está contigo até que você perca tudo. Depois? Te joga na sarjeta, sem dó nem piedade!
O grande ensinamento de Provérbios 16 é que “há caminhos que parecem corretos (direitos), mas, no fim, nos farão encontrar com a morte”. Maior problema que estar nesses caminhos é que, na maioria das vezes, só nos damos conta tarde de mais. Ou seja, quando morremos, ou estamos à beira da morte.
Em meio a sua caminhada, o filho pródigo viu o que era ruim tornar-se pior. Diante da fome que assolou o país onde estava vivendo, começou a passar necessidade, e chegou a mendigar pão para comer. Viveu entre porcos; e, nem o que os porcos comiam ele pôde comer! Que situação degradante e humilhante!
Em algumas frases de efeito que costumo usar, digo: “Pior que passar por certas situações é não aprender com elas!”.
Passado algum tempo – e a bíblia usa uma expressão interessantíssima -, acontece algo: “E, tornando em si…” (Vs. 17). Isto quer dizer que ele aprendeu a lição. E digo: Não basta a vida nos ensinar; temos que aprender a lição!! E uma vez que aprendamos a lição, a vida, requererá de nós uma atitude!!
Novamente o que me chama a atenção no filho moço é a sua atitude. Muitos são homens/mulheres para deixar os caminhos retos, fazer besteira, etc. Mas, não são homens/mulheres para admitirem e arcar com as consequências! Ao contrário do filho pródigo. A mesma atitude que fez  sair da casa do pai, fez ele voltar para os braços dele.
Apesar dos pesares, por fim, é admirável e comovente a atitude e o pensamento do rapaz. Todavia, mais admirável e mais comovente é a atitude e pensamento do Pai, o qual, quando vê o filho não esconde a aflição que passara e alegria de reencontrá-lo. Emocionante!
Talvez, para você, essa seja apenas uma bela Estória. Eu digo, porém, que não! Isto de fato acontece a todo o instante. Olhe ao seu redor, isto não só acontece a todo instante, como, muitos “ficaram” e permanecem como este filho pródigo em terras estrangeiras!
O pai é o Pai Celeste; e o filho é a humanidade; somos cada um de nós. E tal atitude que o filho pródigo tomou em relação ao seu pai e as consequências que ele viveu de sua atitude, é a que nós tomamos e sofremos, muitas vezes, em relação ao nosso Pai Celestial.
Muitos são semelhantes ao filho em sua primeira atitude, mas não em sua última. A verdade é que não foi o Pai que abandonou o filho; mas, sim, o filho ao Pai. E sempre é assim; o Pai nunca nos abandona, nós é que o fazemos.
Contudo, o Pai,  não deixou (e não deixa) de pensar e afligir-se um dia se quer por causa do filho. O Pai está só esperando uma atitude do filho em retornar para casa. Ele está de braços abertos.
Foi homem/mulher para sair; seja homem/mulher para voltar à presença do Pai. O Pai Celeste quer dizer o mesmo de ti, como o pai disse ao filho pródigo:
“Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido e foi achado…” (vs. 24).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

AMALDIÇOA A DEUS É MORRE...


                                           AMALDIÇOA A DEUS É MORRE...
Imagine um dia que começa como qualquer outro. Você se levanta para ir ao serviço e, chegando na firma, encontra as portas lacradas. A firma fechou, sem aviso. Você, inesperadamente, ficou desempregado. Tendo obrigações para cumprir, você decide ir ao banco para sacar dinheiro e pagar algumas contas que estão vencendo. Mas, chegando ao banco, eles dizem que sua conta foi fechada, sem explicação, e que você não tem nenhum centavo. O dia já está piorando. Você resolve voltar para casa, ainda tentando entender o que está acontecendo. Chegando perto de sua rua, você percebe vários bombeiros e ambulâncias correndo por todos os lados. Suas vizinhas estão na rua, chorando inconsolavelmente. Antes de você chegar até sua casa, um dos vizinhos chama você e fala palavras que jamais esquecerá: "Aconteceu tão rápido", ele diz, "que não foi possível salvar ninguém. A casa, de repente, explodiu. Todos que estavam dentro morreram. Eu sinto muito. Todos os seus filhos estão mortos."
Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: "Eu não entendo a sua atitude", ela diz. "Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!" Com essas palavras, ela sai do quarto.
Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, veem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: "Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seu bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!" Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.
De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, veem a feiura do seu rosto e corpo, e saem correndo. "Nunca vi nada tão feio", uma delas comenta.
Tudo ficção? Jamais aconteceria uma coisa tão terrível? Modifiquei os detalhes para ajudar você, o leitor moderno, sentir na pele o que aconteceu na vida de Jó. O livro de Jó é, possivelmente, o primeiro livro bíblico escrito. Um homem fiel e abençoado por Deus perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. A própria esposa foi contra este homem de Deus, e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre" (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões, começando no 2:11 e continuando até 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (19:13-19).
O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. É um livro rico e cativante que todos os servos de Deus precisam estudar. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ele será útil na sua vida. Neste artigo, vamos considerar algumas lições claras e importantes desse livro.
Pessoas boas sofrem
Talvez o ponto principal do livro é o simples fato que pessoas fiéis a Deus ainda sofrem nesta vida. O primeiro versículo do livro já define, do ponto de vista de Deus (veja, também, Jó 1:8) o caráter de Jó: "Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal." Enquanto entendemos que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado (Gênesis 3:16-19), aprendemos em vários trechos bíblicos que a dor e a tristeza atingem as pessoas boas e dedicadas. Jó, um homem íntegro, sofreu imensamente. Paulo, um servo dedicado ao Senhor, sofreu muito mais do que a grande maioria dos ímpios (2 Coríntios 11:23-27). Mesmo quando ele pediu a Deus, querendo alívio de algum problema, Deus recusou seu pedido (2 Coríntios 12:7-9). Mas, não devemos estranhar com isso, pois o próprio Filho de Deus sofreu na carne (Hebreus 2:9-10,18). Os que servem a ele sofrem, também.
O diabo quer nos derrubar com nosso sofrimento
O propósito de Satanás fica bem claro nos primeiros dois capítulos de Jó. Ele vê o sofrimento como uma grande oportunidade para derrubar a fé dos servos de Deus. Ele aceitou o desafio de tentar destruir a fé de um dos homens mais idôneos do mundo. Depois, ele foi tão ousado que desafiou o próprio Jesus, usando todas as tentações imagináveis para vencê-lo (Mateus 4:1-11). O diabo entende muito sobre a natureza humana. Ele sabe que pessoas que servem a Deus fielmente quando tudo vai bem à vida podem ser tentadas por meio de alguma calamidade pessoal. Problemas financeiros, a morte de um ente querido, alguma doença grave -- tais sofrimentos na vida são, frequentemente, o motivo de abandonar a Cristo. Enquanto a mulher de Jó não prevaleceu na vida do próprio marido, o conselho dela (Jó 2:9) vem derrubando a fé de muitas outras pessoas que enfrentam dificuldades na vida. Jó não sabia a fonte de seu sofrimento (capítulos 1 e 2 contam a história para nós, mas ele não sabia de tudo que estava acontecendo entre Deus e Satanás). Às vezes, nós não temos noção da fonte das nossas dificuldades. Mas, podemos ter certeza que o diabo está torcendo para que tropecemos e afastemos de Deus.
Amigos nem sempre ajudam
Três amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento, "e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo" (Jó 2:11). Mas as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram de falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo. A mesma coisa acontece hoje. Quando alguém sofre de um problema de saúde, outras pessoas tendem falar sobre algum caso triste de alguém que teve a mesma doença e morreu. Quando uma pessoa amada morre, muitas pessoas procuram confortar a família com palavras insensatas e até mentirosas. É melhor falar umas poucas palavras com compaixão do que falar muito e entristecer a pessoa mais ainda. Quando sofremos perda, é melhor procurar conselho na palavra de Deus e da boca de pessoas que a conhecem e que vivem segundo a vontade do Senhor.
Deus não explica tudo
Quando sofremos, é natural perguntar: "Por quê?". Jó fez isso (Jó 3:24). Habacuque fez a mesma coisa (Habacuque 1:3). Milhões de outras pessoas têm feito a mesma pergunta. É interessante e importante observar que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Pode ler o livro de Jó do começo ao fim, e não encontrará uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor. Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos a ponderar o problema. Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. A partir do capítulo 38, Deus afirma que o homem, como mera criatura, não é capaz de entender muitas das coisas de Deus, e não é digno de questionar a sabedoria divina. Jó entendeu a correção de Deus, e respondeu humildemente:” Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei" (Jó 40:4-5). Jó pediu desculpas a Deus por ter duvidado da justiça e da bondade do Criador: "Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia....Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42:3,6).
Depois do sofrimento, vêm as bênçãos.
O sofrimento desta vida é temporário. O sofrimento de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou, e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas. A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Vivendo na época da nova aliança de Cristo, nós temos uma grande vantagem. Temos uma esperança bem definida de uma recompensa eterna no céu (Hebreus 11:13-16,39-40; 12:1-3; 13:14). Qualquer sofrimento é pequeno quando o colocamos no contexto da eternidade.
Fiéis no sofrimento
Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres que ou não conhecem ou não aceitam a palavra do Senhor. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estêvão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Às vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

domingo, 25 de setembro de 2016

VOZ QUE CLAMA NO DESERTO...


                                              VOZ QUE CLAMA NO DESERTO...
“Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor” – João 1.23.
Ser profeta na prosperidade é fácil. Difícil mesmo é ser em tempo de escassez. Falar também que Deus reserva coisas boas, não é tão complicado. Mas, botar o dedo na ferida, denunciar defeitos e falar de justiça, é uma tarefa dificílima.

Apesar do grande desafio, assim profetizou João Batista para os Israelitas dos seus dias: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor”.

Deserto é lugar de escassez de alimento, de perigos constantes e de uma tremenda solidão. Apesar disto, João não se intimidou e pregou: “Eu sou a voz”. Ele era uma voz. Ele assumiu o difícil, o desafio e o perigo. O Senhor deseja que sejamos uma voz.

Depois: “Eu sou a voz que clama”. Mesmo diante de poucos não economizou energias e“clamou”, ministrou com autoridade. Devemos empregar esforços para o Reino de Deus.

A medida da certeza de sua revelação, o último dos profetas ministeriais diz: “Eu sou a voz do que clama no deserto”. Ele estava afirmando que não escolhia lugar para falar da parte de Deus. A vontade não era dele, mas do Senhor. Não estava interessado na aparência ou do que outros achavam desde que tivesse paz interior em cumprimento às determinações do alto. Um ministério genuíno é o que está centralizado na vontade divina.

E o recado não era adocicado: “Endireitai”. Deus é Santo e não compactua com o erro, com o torto. Não importa o padrão humano e sim o Divino. O Grandioso Deus somente aceita o certo, o correto, o direito e por isso, endireitai! O Deus Santo exige santidade da nossa parte.

E quando ele afirmou: “o caminho do Senhor”, estava afirmando amor, misericórdia e graça. Que Jesus, apesar de ser o Filho Deus, santo, perfeito e lindo, iria passar pelo deserto. O caminho do Senhor não desviaria do deserto e sim o cruzaria. Quando prestamos atenção nessas coisas, descobrimos a maravilha de ter Deus como nosso Pai. Apesar de todo padrão humano, de toda a situação de miséria, de toda forma de feiúra, não seria desprezada pelo Senhor. Podemos ter a certeza, de que o Invencível Deus compreende, visita, intervém e transforma totalmente.

João Batista, o precursor de Jesus, preparou o caminho para Ele. Antes de Cristo exercer o maior ministério de todos os tempos (intervindo em tudo e todos), Israel foi sacudido pelo profeta do deserto, que se vestia de pele de camelo e se alimentava de gafanhoto e mel silvestre. Desta forma, o Filho de Deus, ilimitadamente, pode mudar o rumo da história morrendo numa cruz e ressuscitando ao terceiro dia.

Apesar do deserto espiritual em que vivemos, sejamos uma voz do coração de Deus,endireitando veredas e preparando o caminho para a segunda vinda gloriosa de Jesus.
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

sábado, 24 de setembro de 2016

SUPREMA EXCELÊNCIA DO AMOR...


                                          SUPREMA EXCELÊNCIA DO AMOR...
Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela diz que: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
No grego antigo, havia três palavras que significavam amor: "eros", "phileo" e "ágape". Eles usavam a palavra de acordo com o tipo de amor a que estavam se referindo.
A palavra "eros" se referia ao amor sexual e, como sabemos, deve existir dentro do casamento.
A 2a palavra "phileo" significava o amor que existia entre pais e filhos, e entre irmãos. Este tipo de amor, que se desenvolve com o tempo, também deve existir no casamento.
Por último, temos o amor "ágape" que é o mais profundo e o mais sublime de todos. Este amor sempre caracterizou Deus. Em João 3:16 a Bíblia nos mostra o tão grande amor do nosso Deus quando diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho..." Existe maior amor do que este? Encontramos também este amor expresso em I Coríntios 13:4-7 . Um casamento fundamentado no AMOR ÁGAPE pode sobreviver a qualquer tipo de tempestade, desencontros, desavenças, etc. Se alicerçamos nosso casamento no AMOR ÁGAPE, a palavra de Deus se torna realidade quando Ele diz: "o amor nunca acaba". Certamente este tipo de amor precisa ser aprendido e esta aprendizagem exige muito esforço e conhecimento. Todos precisamos aprender a amar. Mas, para que um casamento seja feliz é necessário existir estes três tipos de amor.
Em I Coríntios 13:4-7, Deus nos mostra as 15 características do amor que eu e você devemos expressar em nossas vidas:
1. A Bíblia nos diz primeiramente que o amor é SOFREDOR. Se tenho dentro de mim esta qualidade de amar alguém, então custo a ficar zangada, nunca levanto a voz ou perco a calma.
2. Em seguida, aprendemos que o amor é BENIGNO. Se tenho esta tão preciosa característica, então sou uma pessoa bondosa e criativa em pôr minha benignidade em prática. Procuro sempre elogiar em vez de criticar. Vejo sempre, na outra pessoa, algo positivo.
3. A Bíblia nos ensina também que o amor NÃO É INVEJOSO. Se possuo este tipo de amor, não fico com ciúmes quando a outra pessoa tem, por exemplo, um emprego melhor do que o meu; não fico insegura se a outra pessoa é mais capacitada ou mais atraente do que eu.
4. O amor NÃO TRATA COM LEVIANDADE. Se realmente amo, como digo, então não procuro ser o centro das atenções nas conversas, nem me gabo das minhas habilidades, fazendo com que meu noivo ou marido se sinta inferior ou deixado de lado.
5. A Bíblia continua dizendo que o amor NÃO SE ENSOBERBECE. Se tenho este tipo de amor, então não sou orgulhosa, nem arrogante diante da pessoa que amo. Não espero ser bajulada para fazer o que é de minha responsabilidade. Não procuro fama para mim mesma.
6. O amor NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA. Com esta outra característica do amor, não sou grosseira para com a pessoa que amo. Não sou sarcástica nem crítica. Procuro, cada vez mais, demonstrar meu amor com cortesia.
7. Na Palavra de Deus vemos também que o amor NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES. Este tipo de amor não é "auto centralizado" mas "outro-centralizado". Não me centralizo nem focalizo em mim, mas sim naquele a quem amo, buscando seu bem eterno, suas necessidades reais-eternas. Estou sempre procurando descobrir os interesses dele. Não sou possessiva com aquela pessoa que amo, não vivo exigindo os meus direitos e querendo que faça a minha vontade.
8. Aprendemos ainda que o amor NÃO SE IRRITA. Se amo, não me exaspero, nem fico facilmente amargurada. Se amo não procuro ficar sempre na defensiva, nem sou super. - sensível.
9. O amor NÃO SUSPEITA MAL. Se amo verdadeiramente, tenho que demonstrar que, de todo meu coração, confio em quem amo e tenho dentro de mim a capacidade de perdoar. Não procuro me vingar pagando o mal com o mal.
10. A Bíblia nos diz que o amor NÃO FOLGA COM A INJUSTIÇA. Com este amor na minha vida, nunca vou me regozijar quando a pessoa que amo falha, nem quando recebe a justa punição, muito menos quando recebe injustiça, seja ela pequena ou grande.
11. O amor FOLGA COM A VERDADE. Se é só a pessoa que amo que recebe o elogio ou recompensa que em parte também caberia a mim, eu assim mesmo me alegro.
12. Deus nos ensina que o amor TUDO SOFRE. Se amo, sou capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia pelo bem daquele a quem amo.
13. O amor TUDO CRÊ. Com este amor, confio na pessoa que amo. Creio nela e no seu valor diante de Deus.
14. O amor TUDO ESPERA. Se estou realmente amando, creio que Deus está agindo na vida da pessoa que amo, trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro. Nunca desanimo.
15. O amor TUDO SUPORTA. Pela pessoa que amo sou capaz de tudo suportar. Não fico desanimada, nem triste.
Finalmente, podemos dizer que o AMOR ÁGAPE é aquele amor que se dá e se sacrifica pelo mais alto bem da outra pessoa. Tal sublime amor prático é completamente abnegado, ou seja, busca o que é melhor para aquele que ama. O AMOR ÁGAPE também é dedicado, ou seja, continua amando aconteça o que acontecer.
Um excelente treinamento para o casamento: “Mostre amor pelas pessoas da sua família”. Lembre-se que você não tem que esperar até 'sentir' amor. Aja agora e procure amá-las.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

OS SETE CHOROS DE JOSÉ...


                                             OS SETE CHOROS DE JOSÉ...
Quem era José:
Amado pelos pais (Gn 37: 3)
Invejado pelos irmãos (Gn 37: 4 e 11)
Sonhador (Gn 37: 5 e 9)
Obediente (Gn 37: 13)
Persistente (Gn 37: 15 a 17)
Dedo-duro (Gn 37: 2b)
Bonito (Gn 39: 6b)
Correto (Gn 39: 8 e 9)
Preso por fazer a coisa certa  (Gn 39: 12 a 20)
Próspero em qq atividade (Gn 39: 2 a 5 ; Gn 39: 21 a 23)
Homem sensível (Gn 40: 6 a 8)
Homem de visão, planejador estratégico (Gn 41: 29 a 36)
Sábio, inteligente (Gn 41: 39 e 40)
Os  Sete Choros:
1º. Choro: escondido, pela profunda dor do passado (Gn 42: 24)
2º. Choro: secreto em seu quarto mistura dor e amor (Gn 43: 30)
3º. Choro: todos ouviram até os egípcios, liberou sua dor (Gn 45: 2)
4º. Choro: transparente, se revela (Gn 45: 14 e 15)
5º. Choro: saudade (Gn 46: 29)
6º. Choro: luto (Gn 50: 1)
7º. Choro: perdão, RESTAURAÇÃO (Gn 50: 17).
Indícios de pessoa ferida
Choro
Hipocrisia põe uma máscara, finge que não conhece, se porta como um estranho, passa-se por outro, não se expõe, não se revela (Gn 42: 7 e 8)
Aspereza: fala duramente (Gn 42: 7)
Dor pelo passado (Gn 42: 9)
Age como acusador: repete 3 vezes que os irmãos são espiões (Gn. 42 vv. 9, 12 e 14)
Escravo do passado, tem uma visão distorcida (Gn 42: 12)
Desconfiado, não acredita (Gn 42: 15 e 16)
Abuso de autoridade: usa o nome de Faraó (Gn 42: 15 e 16)
Vingativo, mete os irmãos na prisão (Gn 42: 17)
Chantagem: se não trouxessem o irmão mais novo, não daria mais alimentos (Gn 42: 19 e 20)
Fingido (Gn 42: 23)
Justiça própria: prende Simeão (Gn 42: 24)
SINAIS DE RESTAURAÇÃO (Gn 45: 1 a 13)
Expressa sua dor (vv. 1 e 2)
Usa de transparência (v. 3) - sem a verdade, é difícil a restauração
Aceitou os irmãos (v. 4)
Perdão (v. 5)
Reconhece a soberania de Deus (v. 7)
Ministra na vida dos irmãos e do pai Jacó - filho de Abraão (vv. 9 a 12).
DEUS não desperdiça nada e transforma até o mal em bem! (Gn 50: 20).

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

VOCÊ É JOIA RARA NAS MÃOS DE DEUS...


                                     VOCÊ É JOIA RARA NAS MÃOS DE DEUS...
Mateus 13:45-46
Introdução: Nesta parábola o mercador é Jesus, a pérola é a igreja, e o grande preço é a morte de Jesus na cruz. As pérolas têm sido usadas durante séculos como objetos de beleza. Vamos dar uma olhada na pérola e perceba como ela ilustra várias lições espirituais maravilhosas sobre o Senhor Jesus Cristo e Sua igreja.
1. A pérola é produto do sofrimento
A. A pérola é formada quando uma ostra recebe um grão de areia presa na carne macia dentro de sua concha.
Este pedaço de areia irrita a ostra e então ela responde pelo revestimento do grão com camadas de saliva e de cálcio.
B. A igreja foi formada a partir de terríveis dores e a morte de Cristo pelos pecadores sobre a cruz! (Efésios 5:25 - Apocalipse 1:5)
2. A pérola é formada de matérias inúteis
A. A pérola é formada por todos os tipos de lixo. Pedaços de areia, fragmentos de ossos de peixes mortos, e outros resíduos no fundo do mar.
B. A composição da igreja saiu de pecadores condenados e presos ao inferno! (Mateus 9:12-13 - Efésios 2:1-3)
3. A pérola é uma coisa composta
A. É uma combinação de várias coisas. Há pelo menos três materiais utilizados na formação de uma pérola - o material irritante, saliva da ostra e o cálcio.
B. A Igreja é composta de todos os tipos de pessoas de todas as raças e origens (Gálatas 3:26-28). Eles têm uma coisa em comum - a salvação pela graça mediante a fé em Cristo!
4. A pérola cresce gradualmente
A. Depois que um grão de areia entra na ostra, pode levar até 3 anos para a ostra produzir uma pérola magnífica.
B. Deus tem forma lenta e gradual de edificar a sua igreja neste mundo. Ela vem crescendo há dois mil anos enquanto o Espírito Santo convence os pecadores e chegam assim a um conhecimento salvífico de Jesus Cristo (Efésios 2:21-22).
5. A pérola é um trabalho oculto
A. A pérola cresce escondida na ostra submersa na água.
B. Além do aspecto físico numérico, ninguém pode realmente ver o crescimento espiritual real da igreja. Nós só podemos ver a igreja local visível, mas não o corpo espiritual invisível que forma a vastidão de toda a igreja (Efésios 1:22-23).
6. A pérola é um objeto muito valioso
A. As pérolas podem valer uma fortuna. De fato um colar de pérolas pode realmente valer milhões de dólares.
B. A igreja valeu o tesouro do céu, para Deus! Ele pagou o preço mais elevado, o melhor do Céu - Seu Filho amado, Jesus Cristo, para salvar a Igreja do inferno! (Romanos 5:6-8)
C. A igreja é realmente muito valiosa para o mundo, mesmo quando o mundo realmente não aprecia isso. A igreja serve como força de contenção contra o mal que um dia varrerá todo o mundo. Portanto, ela vale a pena todo o preço e os esforços que precisamos dar para se manter viva, ativa e forte no Senhor. Vale a pena todas as nossas orações, nossa doação, nosso trabalho, nosso sacrifício. A igreja vale a pena tudo o que podemos dar a ela!
7. A pérola é uma unidade
A. A pérola é a única gema conhecida pelo homem que não pode ser cortada. Grandes diamantes são cortados e realizados em vários menores, pedras mais valiosas. A pérola não pode ser dividida, sem destruir seu valor natural e beleza.
B. A igreja local pode ser dividida aos olhos do homem, mas a verdadeira igreja (o verdadeiro corpo de Cristo, composta de ambos mortos e vivos em Cristo) será para sempre um (Filipenses 1:27).
C. Quando qualquer igreja local é dividida, ela perde o seu valor e beleza para o mundo ver! Portanto, há uma grande necessidade para que sejamos de uma mente e de um acordo por causa do testemunho! Não é bom quando o povo de Deus não pode se dar bem uns com os outros!
8. A pérola reflete a luz
A. Uma das qualidades mais notáveis da pérola é a sua capacidade de refletir a luz. A Igreja é chamada para refletir a verdadeira luz do mundo - o Senhor Jesus Cristo (João 8:12; 9:5).
B. A Igreja, como a lua reflete a luz do sol durante a noite, isto é para refletir a luz do Senhor Jesus Cristo a este mundo espiritualmente escuro (Filipenses 2:15).
Conclusão: E assim vimos que a pequena pérola ensina várias grandes verdades da Bíblia sobre Cristo e Sua igreja. Vamos aprender uma lição com as qualidades da pérola - a partir de sua beleza e valor ao dono! A próxima vez que você vê uma pérola medite sobre estas verdades maravilhosas!
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre  e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MIRIÃ UMA MULHER DE FIBRA E CORAJOSA...


                               MIRIÃ UMA MULHER DE FIBRA E CORAJOSA...
A História de Miriã está inserida num dos mais importantes da vida dos hebreus. Ela viveu no Egito na época em que o seu povo sofria os horrores da escravidão, e ultrapassou essa dolorosa circunstância para cantar às margens do Mar Vermelho a vitória da libertação.
Dentro deste contexto ela assiste e participa das lutas para saída do seu povo do Egito de maneira valorosa.
Pensando nas características da personalidade de Miriã, não podemos deixar de refletir sobre as raízes que lhe foram lançadas desde a infância, no seu lar.
Única mulher filha de Anrão e Joquebete tinha dois irmãos, Arão Moisés. Seus pais foram para ela provavelmente exemplos de fé e de profunda confiança em Deus. Joquebete desafiou os poderosos da época escondendo em casa o seu filho Moisés após o nascimento, até que resolveu colocá-lo num cesto sobre o Nilo, lançando-o às águas na esperança de que Deus traria salvação aquela criança. Este foi um grande ato de fé do qual Miriã participou ativamente.
Pelo resultado da família de Anrão e Joquebete podemos comprovar o cuidado quem tinham em transmitir aos filhos os ensinamentos de Deus, a tradição de seu povo, a dependência e a confiança no Deus Todo-Poderoso. Joquebete foi uma mãe vitoriosa porque contemplou, através de seu filho, a bênção de Deus e a confirmação das promessas ao povo de Israel. Assim é que Moisés foi o grande líder e legislador. Deus falava com ele face a face (Nm. 12.8); Arão foi o fundador do sacerdócio levítico e porta-voz de seu irmão Moisés e Miriã a grande líder que mesmo me circunstâncias desfavoráveis, contribuiu para libertar o seu povo do cativeiro egípicio.
Que lições podem tirar para nossas vidas hoje, através do exemplo de Miriã, essa líder do povo hebreu?
- Comecemos por Miriã como criança.
A primeira coisa que nos salta aos olhos é a sua ousadia, sua coragem.
Tinha ela, provavelmente, entre 7 e 10 anos quando, indiferente aos perigos que poderiam sobreviver, postou-se à margem do rio, cuidando á distância do bebê Moisés na esperança de que algo misterioso pudesse acontecer. Não se intimidou, mesmo na expectativa da chegada de alguém da parte de um rei tirano que era o centro do palco da história que ela vivia.
Ao contemplar a chegada da ilha de Faraó e de suas damas, não perdeu tempo. Como criança que era, aproximou-se curiosamente para ver mais de perto o que se passava. Observou cuidadosamente a cena e logo lançou a pergunta resoluta e objetiva: “Irei eu a chamar uma ama das hebreias, que crie este menino para ti?” (Ex. 2.7).
Momento importante da história. O plano não podia falhar. Miriã foi decidida. Sua atitude corajosa já apontava para seu futuro, para a mulher e a líder que seria. Esta maneira de agir era um tanto incomum para as meninas de sua idade. Demonstrou, porém, inteligência e astúcia. E tem mais, não deixou transparecer em seus olhos, ou em suas palavras, seu parentesco com aquele bebê. Obtendo permissão da filha de Faraó, corre rapidamente a traz de sua mãe para servir como ama para Moisés.
Com isto, Miriã ajudou a salvar seu próprio irmão. Provavelmente, não tinha consciência plena do seu ato, mas ela estava certa de que seu povo devia ser preservado. As raízes nacionalistas plantadas com profundidade no seu coração de menina já desabrochavam.
Aprendera com sua mãe a história do povo de Deus, os planos e as promessas divinas, e assim deveria agir como parte deste povo. Sua nação precisava subsistir e Moisés era membro do seu povo e necessitava ser salvo.
Não fazemos nós também parte de uma grande família, o Israel de Deus? Quem sabe às vezes estamos escondidos entre juncos, com medo de assumirmos o nosso lugar e não fazemos como Miriã, saindo ousadamente para a luta!? As tempestades vez por outra procuram trazer desânimo ao nosso espírito e induzem-nos a fugir para um lugar obscuro onde nada nos perturbe, não sejamos cobrados e fiquemos livres, livres de problemas. Não é esta, porém, a vontade de Deus para nossa vida.
Pensemos mais um pouco sobre a coragem de Miriã.
Havia uma razão para sua atitude: Conhecimento de Deus, de suas promessas e da história de seu povo.
Nisto ela demonstrou acreditar. Se nós conhecermos melhor o nosso Mestre, teremos mais ousadia para fazer a sua obra.
1 – Precisamos aprender com Miriã a ter coragem para testemunhar.
Uma atitude bem diferente teve Pedro, seguindo o Mestre de longe, quando o Senhor gostaria de ter seus amigos ao seu lado, o que é natural. Pedro chorou amargamente sua atitude. Vivemos num mundo bem difícil. Às vezes, parece-nos que o errado é que está certo, e o certo é errado.
A inversão de valores é tão violenta que tenta confundir as pessoas. E quantos, quem sabe, têm vergonha de ser honesto.
Como precisamos estar atentos e prepararmo-nos com Deus para termos coragem de testemunhar! O testemunho cristão é talvez uma das maiores necessidades do mundo presente. Quem sabe precisamos nós, primeiramente, acreditar na mensagem que pregamos para vivê-la intensamente e refleti-la para o mundo. Só através do Espírito Santo dominando as nossas vidas, isto será possível.
Se quisermos crescer como povo de Deus, precisamos marcar presença através do testemunho pessoal que exige uma preparação constante e muito profunda com o nosso Mestre.
É um grande desafio que devemos ardentemente conquistar.
2 - Precisamos ainda aprender com Miriã a ter coragem para servir.
Estava disponível para o serviço. Não saiu do seu lugar enquanto algo não aconteceu e ela estava pronta para fazer a sua parte dentro do plano. O que realizou, o fez com perfeição, não vacilou, não choramingou, não temeu nem procurou jogar a sua parte para qualquer outra pessoa.
Assumiu seu papel com dignidade. Quantos seríamos hoje, se em nossas igrejas todos estivessem prontos a servir?
Quantas almas seriam ganhas se todo o povo de Deus estivesse evangelizando alguém?
Quando chegaremos a esse nível?
O serviço cristão enobrece, engrandece a alma e traz recompensas eternas. Daí a expressão do salmista: “ aquele que leva a preciosa semente andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126.6).
Jesus nos dá o maior exemplo de serviço: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e Dara sua vida em resgate de muitos”.
3 – Aprendemos com Miriã a ter coragem para realizar a obra com dedicação e amor.
Aquela serva do Senhor lançou-se ao trabalho com inteligência e sagacidade, mesmo numa circunstância que não compreendia bem da qual conseguiu obter todos os resultados possíveis. Não foi negligente, nem distraída.
A oportunidade era ímpar, e Miriã não podia falhar. Dedicação é um elemento indispensável ao servo de Deus. Se nós o amarmos e o colocarmos em primeiro lugar em nossa vida, será uma gloriosa tarefa nos empenhar no trabalho do Senhor. Que beleza vida daquelas mulheres que acompanham o Mestre até ao pé da cruz! Que inspiração a vida de Paulo com sua declaração magnífica: “Não mais eu, mas Cristo vive em mim”. O nosso Mestre declarou: “Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4.34).
“Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça”. Busquemos realizar a obra do Senhor com toda dedicação porque ele merece o melhor de cada um de nós.
4 – Miriã, na circunstância em que estava envolvida, também teve senso de oportunidade.
“Irei chamar uma ama”. Precisamos estar atentos para os propósitos de Deus em nossa vida e não perder os momentos oportunos que o Senhor nos oferece. Necessitamos desenvolver uma visão clara do reino de Deus e dos seus propósitos. Levantemos os nossos olhos para enxergar além das nossas limitações e tenhamos fé num futuro glorioso por vir, se formos disponíveis para Deus e se colocarmos nossa vida no altar para o serviço.
Conclusão
Esperamos que as lições positivas e preciosas extraídas da vida de Miriã sejam assimiladas por todas nós que buscamos servir cada vez mais ao nosso Mestre.
Com certeza Deus espera que cada mulher encontre de fato o seu lugar no seu reino e se enquadre dentro do plano divino para a vida de cada uma de nós.

Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.