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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

QUAL O TAMANHO DE SUA LÍNGUA...


                                             QUAL O TAMANHO DE SUA LÍNGUA...
Mateus 7.2
-Introdução: A fofoca é uma forma de vingança. Através da língua pode-se fazer o que quiser com outra pessoa. Certamente o fofoqueiro atrai para si intrigas e sai semeando contendas. Depois se faz de vítima lamentando que ‘falaram de mim’.
O que seria então um ‘remédio’ contra o veneno da língua?
Podemos receitar duas doses para curar isso:
1º- Ignore o fofoqueiro e suas conversas, pois o que deseja é confusão.
2º- Encare a situação e tire a limpo se for algo que compromete sua moral.
Quanto mais assunto você der, mais o fofoqueiro alcança seu objetivo, por isso é bom primeiro ignorar. Se o problema persiste, então é a hora de perguntar o que acontece e de onde tira as conversas. Alguns fofoqueiros desanimarão na primeira tentativa, outros não suportarão a segunda. Ambos são fracos e covardes.
A bíblia condena a fofoca orientando para “não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo” (Levítico 19.16) e alerta que “o mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios” (Provérbios 20.19).
Qual a medida de sua língua?
Vamos continuar refletindo à luz do texto de Tiago 3.1-12:
1ª medida – Tropeço: v.2 “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo”
A primeira medida da língua é um tropeço ou obstáculo pequeno que pode fazer a pessoa tombar ao chão. Interessante que ninguém tropeça num grande bloco de granito, mas pequena brita pode fazer cair por terra. A língua é um tropeço quando falamos algo que poderia ficar sem dizer.
Antes de falar a pessoa sabe que pode guardar sua língua. Contudo, depois que solta a fala, não tem como retornar de volta. Semelhante a quem joga sabão sobre o chão molhado é preciso tomar cuidado com quem fala demais porque é escorregadio e perigoso.
Você já tropeçou em sua língua?
Guarde as palavras somente para quando for necessário!
2ª medida - Freio: v.3 “Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro”
A segunda medida da língua é o freio ou o momento em que a pessoa tem que começar a se esforçar para soltar mais a língua, como se esticasse o órgão para conseguir falar. É neste ponto que o ‘sinal vermelho’ acende e a consciência tem a última oportunidade de parar o erro que começou. Se não frear agora, pode se tornar como um carro desgovernado morro abaixo.
A bíblia nos adverte para não ser “como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Salmos 32.9). Uma característica de fofoqueiros é não ter freios na boca. Vive sempre fazendo perguntas para colher informações sobre os outros e sempre tem uma novidade pra contar.
Você já tentou em frear sua língua?
Resista a vontade de falar!
3ª medida - Leme: v.4 “Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro”
A terceira medida é comparada ao pequeno leme de um grande navio. A função do leme é guiar a direção correta. Isso mostra que o que falamos direciona nossas vidas.
Quem fala muito de futebol, quem conversa muito com política, televisão e tantos outros assuntos, acaba se envolvendo demasiadamente com o que fala, pois “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.34).
O fofoqueiro, entretanto não tem direção em sua vida. Vive querendo conduzir a vida alheia. Com isso acaba seguindo os passos errados das pessoas que persegue.
Como você tem guiado sua língua?
O que você fala conduz a sua vida!
4ª medida - Fogo: v.5,6 “Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”
A quarta medida é comparada a uma fagulha de fogo que pode provocar grande destruição. Uma palavra é algo tão pequeno como uma fagulha, mas pode ter consequências incontroláveis. As palavras são como uma caixa de fósforo que guarda o fogo e depois de acesos os palitos não se pode mais conter seus efeitos.
Quando você sente aquela vontade de falar o que vêm na ‘ponta da língua’ este fogo está se acendendo e quando você solta a palavra, o fogo consome quem estiver perto.
Você já sentiu a língua queimar com vontade de falar?
Cuidado para não provocar incêndios!
5ª medida - Indomável: v.7,8 “Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero”
A quinta medida da língua é ‘indomável’. Pense bem, se já passou pelas medidas do tropeço e caiu; do freio e não se controlou; do leme e não se guiou e do fogo e não se conteve, quando chega aqui a língua já não tem controle mais.
O texto declara que todos os animais são domáveis, contudo a língua não tem sido domada pelo ser humano. A arte de domar animais exige paciência e muito treinamento. Do mesmo modo, para domar a língua é preciso se treinar, colocar limites e se esforçar muito.
Uma estratégia que aconselho para domar a língua é cantar um hino de louvor,  meditando na letra de um cântico para se distrair e tentar esquecer o que deseja falar e mudar de assunto assim que possível com uma “palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Colossenses 4.6).
Você tem domado sua língua?
Adestre sua boca para falar somente o que edifica!
6ª medida - Fonte: v.10,11 “De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?”
A sexta medida se compara a uma fonte. A fonte é onde brota água. Esta se mistura facilmente e absorve sabor. Desta maneira, não há meio termo. Ou é boa ou ruim, pois “um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gálatas 5.9).
O profeta Eliseu certa vez curou uma fonte de água amarga jogando um pouco de sal (II Reis 2.21). Muitas vezes nossas palavras estão faltando este ‘sal da terra’ que cura para temperar nossas palavras. Falar do Evangelho e compartilhar a Palavra é uma maneira garantida de manter a boca ocupada com coisas edificantes.
A água depois que sai da fonte não retorna nunca mais. Assim também é a palavra que sai da boca e nunca mais tornará de volta. Então é preciso muito cuidado antes de falar, pois depois de dito e ouvido, os efeitos surgirão naturalmente.
Que tipo de palavras têm fluído de sua boca?
Procure dizer palavras que edificam quem ouve!
7ª medida - Fruto: v.12 “Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce”
A sétima medida da língua mostra que nossas palavras dão fruto. Cada semente dá um tipo de fruto e no seu tempo. Então devemos ter muito cuidado com as palavras que estamos plantando porque certamente colheremos de acordo com elas. E “não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6.7). Quem semeia confusão colhe contenda. Quem semeia bênção colhe edificação.
O fofoqueiro vive semeando contendas, espalhando conversas que cruzam e aumentam passando de um por um até a confusão estar formada. Depois o fofoqueiro se faz de vítima e diz que não entendeu ou desmente tudo.
O que você tem semeado e colhido?
Semeie bênçãos para colher vitórias!
Cuidado com a língua!
-CONCLUSÃO: Tiago 4.11,12
Para a língua há uma solução. Guardá-la na boca. Cada um cuide de sua vida. Deus deu a cada um dois ouvidos e uma só boca para que “seja pronto para ouvir, tardio para falar” (Tiago 1.19).
Além disso devemos orar pedindo “SENHOR, livra-me dos lábios mentirosos, da língua enganadora” (Salmos 12.2) e “põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Salmos 141.3).
Se você fosse medir sua língua a qual destas medidas chegaria?
1ª medida – Tropeço: está tropeçando em suas palavras?
2ª medida - Freio: precisa se controlar mais?
3ª medida – Leme: falta guiar melhor o que diz?
4ª medida – Fogo: está acendendo incêndios?
5ª medida – Indomável: não tem mais limites?
6ª medida – Fonte: tem jorrado vida ou morte?
7ª medida – Fruto: tem colhido bênçãos ou confusão?
Consagre seus lábios para ser usado pelo Senhor...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

domingo, 24 de agosto de 2014

CAMINHANDO LADO A LADO COM JESUS...


                                     CAMINHANDO LADO A LADO COM JESUS...
Atos 23.11
-Introdução: Na caminhada da vida sempre é preciso parar um pouco para se fortalecer e então continuar até o destino. Essa pausa muitas vezes não é intencional. São situações que se levantam como barreiras para nos parar um pouco. Em momentos como num tratamento de saúde, mudança de emprego ou outras crises, pode ser o tempo oportuno para renovar a vida e recomeçar uma nova etapa de maneira diferente.
Paulo estava vivendo um momento assim. A perseguição contra seu ministério se tornou tão forte que ele foi preso e desta vez parecia que seria o fim. Já tinha enfrentado o sinédrio e sabia o que queriam fazer com ele. Neste momento estava sozinho em uma cela fria e escura de uma fortaleza. Talvez aquela fosse sua última noite de vida.
Aos olhos humanos Paulo estava refém entre os interesses políticos dos romanos e judeus. Mas soube se aproveitar disso usando sua cidadania romana (Atos 22.25-28) visto que os judeus já tinham decido matá-lo (Atos 23.10).
Na verdade Paulo sabia que sua vida não estava nas mãos dos homens e sim nas mãos de Deus. Estava preparado para morrer com Cristo se fosse preciso (Filipenses 1.21). Neste momento em que Paulo pensava ser o fim, Jesus lhe apareceu novamente para fortalecê-lo.
Certamente você já tenha passado por dias assim. São momentos em que não sabemos se teremos forças para continuar. O coração precisa de esperança para viver.
Está precisando de forças pra continuar?
Vamos refletir nas palavras deste versículo e ver como Jesus nos fortalece quando mais precisamos:
1- Jesus está ao seu lado: “na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele”v.11a
No meio da noite, quando estava sozinho na escuridão úmida do calabouço, Paulo sente uma presença diferente com ele. O Senhor Jesus, a quem conheceu no caminho de Damasco, apareceu novamente para ele ali quando mais precisava de um companheiro.
Interessante que Jesus não ficou à sua frente ou acima dele, preferindo estar ao seu lado. Com este gesto, Jesus estava mostrando para Paulo que estava junto com ele, ombro a ombro. Isso é próprio da pessoa de Jesus Cristo que deixou os céus para se tornar humano e morrer pelos pecadores (Filipenses 2.6-8).
Jesus está contigo o tempo todo, mas quando você mais precisa aí que Ele se coloca do seu lado para que “quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Isaías 43.2). Nas oras difíceis Ele está mais perto ainda pra te ajudar.
Você acha que está sozinho?
Jesus está ao seu lado neste momento!
2- Jesus fala com você: “e disse: Coragem!” v.11b
Paulo reconheceu aquela voz firme e suave. Talvez sentisse algo como o calor do hálito do Senhor falando ao seu ouvido: CORAGEM! Que som maravilhoso. A voz de Jesus que tem autoridade sobre todas as coisas (Mateus 28.18) neste momento estava lhe dando uma ordem para ter coragem.
O coração de Paulo deve ter se enchido naquele instante. Como um balão de ar que estufa com o sopro, sua alma se recompôs com “alegria do senhor é a nossa força” (Neemias 8.10).  Aquela palavra de Jesus foi a força que Paulo precisava.
Uma só palavra de Jesus é o suficiente para reanimar sua vida. Deus com Sua Palavra criou todas as coisas (Hebreus 11.3). Por isso o que precisamos para ter forças é de ouvir a voz do Senhor.
Você já ouviu a voz do Senhor em seu coração?
Ore e peça ao Espírito Santo para falar com você!
3- Jesus te garante continuar: “pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” v.11c
Paulo estava em Jerusalém e tinha acabado de dar o testemunho de sua conversão, por isso foi preso (Atos 22). Jesus deu uma garantia para Paulo de que aquela não seria sua última noite de vida. Ele continuaria pregando. Da mesma maneira que Jesus o ajudou quando começou seu ministério, seria até o fim.
O Senhor Jesus apontou para Paulo o seu destino que seria dar testemunho do evangelho em Roma. Talvez nunca pensasse que chegaria tão longe. A promessa de Jesus se cumpriu. Jesus livrou Paulo de uma cilada dos Judeus (Atos 23.12-21) e ele foi protegido por “duzentos soldados, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros” (Atos 23.23). 
Em sua caminhada até Roma testemunhou para o governador Félix e sua esposa Drusila (Atos 24.22-27), para o governador Festo (Atos 25.1-12) e para o rei Agripa e a rainha Berenice (Atos 26.1-23). Na viagem sobreviveu a um naufrágio (Atos 27.27-44) e finalmente chegou a Roma onde teve oportunidade de pregar (Atos 28.22-29) e teve uma vida normal “por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (Atos 28.30,31).
Jesus tem um plano de paz para você (Jeremias 29.11) e se você viver o propósito Dele em sua vida Ele te garante a vitória. Assim como mostrou para Paulo o que queria dele, também pode revelar a você onde quer que alcance pela fé. E pode te levar muito além do que você imagina porque Ele “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Efésios 3.20).
Você Já sabe o propósito de Deus para sua vida?
Vivendo o propósito de Deus, Jesus te garante a vitória!
Jesus te ajuda continuar!
-CONCLUSÃO:
Quando você achar que a caminhada está difícil e estiver desanimado lembre-se que Jesus está ao seu lado, Ele fala ao seu coração te dando coragem e te garante a vitória mostrando o propósito que tem para sua vida.
Não desanime! Jesus está contigo e te ajudará até o fim...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

sábado, 23 de agosto de 2014

SOMENTE JESUS FAZ VOCÊ VENCER O DESANIMO...


                                   SOMENTE JESUS FAZ VOCÊ VENCER O DESANIMO...
Todas as pessoas têm decisões a serem tomadas todos os dias. Muitas dessas são extremamente importantes e, às vezes, não sabemos exatamente de que maneira resolver uma questão. Porém, é preciso tomar a decisão. E mais, precisamos acertar, pois, senão, teremos um alto preço a pagar como consequência negativa da decisão errada.
O melhor momento para pescar é durante o amanhecer ou no pôr-do-sol, em épocas de lua cheia ou nova, e João 21: 2-6 mostra uma pescaria dos discípulos, depois da crucificação de Jesus. Pedro disse: “Eu vou pescar”. Ele estava decidido, era um pescador experiente, mas escolheu a hora errada. Foi num momento em que estava desanimado por causa da aparente derrota de Jesus na cruz.
Pedro e os discípulos haviam deixado para trás carreiras prósperas, suas famílias e até mesmo a religião judaica para seguir a Jesus. Eles tiveram confiança total de que Ele era o Filho de Deus. Também se tornaram celebridades, indo com Jesus de cidade em cidade. As multidões saíam às ruas para conseguir apenas um olhar de Jesus e dos doze discípulos. Mas, agora, tudo parecia que tinha acabado: Jesus havia sido crucificado. A última imagem que tinham na mente era de um Jesus pendurado no madeiro. Vejamos que lições isso traz para nós hoje.
 Nunca tome decisões com desânimo
O pior momento para se tomar qualquer tipo de decisão é quando você está desanimado. Biblicamente, desanimar implica em renunciar toda e qualquer esperança, é estar completamente destituído de medidas ou recursos emocionais positivos para a realização de algo. Foi num momento em que Pedro estava no mais baixo nível emocional de sua vida cristã que disse: “vou pescar”. Ele estava realmente desanimado, depois que Jesus foi crucificado e tudo parecia acabado!
Mais cedo ou mais tarde, todos nós temos de lidar com estes dias de desânimo. Ninguém deveria tomar decisões importantes para sua vida quando está desanimado. Empresários tomam rumos errados nos negócios quando estão desanimadas; casais conduzem mal o casamento quando estão desanimados e, então, mais tarde, se arrependem do que fizeram; cristãos abandonam suas igrejas em um momento de desânimo e, então, ficam distantes, fora de sintonia com Deus; funcionários têm feito trocas equivocadas de emprego ou profissão, em momentos de desânimo.
O Salmo 34: 19 afirma: “muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra”. Há grande diferença em esperar em Deus e fazer o que vier à mente em momentos de desânimos. Nos sentimentos ruins há derrotas, mas a fé firmada em Deus produz renovação interior e direção certa para as decisões diárias.
 Cuidado com as pessoas desanimadas
O desânimo é contagioso e pode afetar aqueles que estão ao seu redor. Essa influência negativa pode fazer com que as pessoas tenham uma indisposição resoluta e inalterável, em face de situações difíceis. Foi exatamente isto que aconteceu com os discípulos e, sendo influenciados por Pedro, decidiram pescar também. Esta decisão foi tomada com pressa, sem nenhuma reflexão ou análise se deveriam mesmo fazer aquilo: “o simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos”, Pv 14: 15.
Por isso temos de orar mais para não tomarmos decisões precipitadas que possam influenciar negativamente nossa vida. É melhor que você tome um tempo e ore antes de comprar uma casa nova, antes de comprar um carro novo, antes de decidir abandonar o seu lar, antes de deixar o emprego ou escolher outro, antes de pôr tatuagens por toda parte do seu corpo. Daqui a 10 anos você pode estar disposto a dar qualquer coisa para se livrar delas.
Decisões erradas afetam a nós e aos outros, principalmente, aqueles que estão à nossa volta ou que dependem de nós. Por isso, não se deixe levar pelas aparências. Pare, pense, analise, ore antes de tomar qualquer decisão: “os meus olhos se elevam continuamente ao Senhor, pois ele me tirará os pés do laço”, Sl 25: 15.
  Decisões erradas trazem decepções
A Bíblia fala que eles tentaram pescar a noite toda, mas não pegaram nada. Ficaram mais decepcionados do que estavam antes. Isso aconteceu porque estavam fora de sintonia com Deus. Por isso, cuidado com as decisões que está pensando em tomar. Vigie, ore ao Senhor e Ele dará as devidas orientações e direcionamentos: “instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho”, Sl 32: 8. Jesus conhece as suas dificuldades e tem sua vitória preparada para o momento certo.
Jesus aparece na praia, perguntando por alimento, mas os discípulos não tinham pescado nada. Significa que estavam com fome. Para saciar seus discípulos, Jesus os orienta e convence-os a fazer nova pesca e a transforma num grande sucesso. Deus nunca perde o controle de nada e nunca perderá. Por isso, confie nele e você verá o milagre acontecer. Ao darem ouvidos ao que Jesus mandou fazer, eles viram suas frustrações irem embora, pois o milagre aconteceu.
Dê ouvidos somente à voz de Deus e Ele fará com certeza o milagre acontecer: “bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado”, Jó 42: 2. Deus quer renovar as suas forças com o alimento que Ele já tem preparado para você. Ele espera você. A aproxime-se dele, ceie com Ele e tenha forças para continuar: “os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”, Is 40: 31.
 Considerações finais
O cristão passa por momentos ruins e bons, por circunstâncias negativas e positivas, por situações de aparente fracasso e por grandes vitórias. Jesus afirmou: “no mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”, Jo 16: 33. Enquanto o crente estiver nesse mundo não faltarão motivos para se sentir desanimado, mas para aqueles que confiam no Senhor sempre existirá um Deus que fortalece e dá ânimo ao coração para que haja prosseguimento da caminhada cristã até a Jerusalém celestial...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência de Religião Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

FAZEI TUDO O QUANDO O MESTRE VÓS DISSER...


                                 FAZEI TUDO O QUANTO O MESTRE VÓS DISSER...
Uma festa é sempre uma festa e todos gostamos de participar de festas, especialmente nas festas de casamento, que são bonitas, românticas, com leituras Bíblicas e músicas especiais. Mas não podemos esquecer que há festas e festas! Festas sadias, edificantes, mas há festas pecaminosas, corruptoras, que pervertem, destroem. Muitas festas em nossa sociedade são maléficas, tanto para o corpo como para a alma. A bebida alcoólica, as drogas, e a prostituição prejudicam e isso está presente em grande parte das festas de hoje. Uma grande parte das festas de hoje são de cunho religioso, dedicadas às imagens esculpidas pelos homens, portanto, idolatria; e há toda sorte de pecados. Quantas mortes acontecem nestas festas promovidas pelo catolicismo? Caná da Galiléia foi uma festa de casamento, onde a família de Jesus estava presente, e também o colégio apostólico. Algumas lições podemos aprender através deste texto Bíblico…
Jesus estava na festa de casamento porque havia sido convidado pelos noivos. “E foi também convidado Jesus e seus discípulos para as bodas” v.2. Esse casamento foi uma bênção, porque Jesus estava presente; esse casamento foi abençoado, porque Jesus realizou um milagre. A maioria dos casamentos em nossos dias não conta com a presença de Jesus, porque os noivos não O convidam para estar presente. E sem a presença de Jesus não é abençoado, se torna uma tragédia. Grande parte dos casamentos hoje, só deixam traumas, feridas profundas. Mas Jesus aceita convites, você precisa convida-lo para fazer parte de sua vida. “Eis que estou a porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo” Apoc. 3:20. Jesus está esperando que você o convide para entrar em sua vida e fazer parte dela.
“E faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não tem vinho” v..3. Maria estava diante de um problema, faltou vinho; o que fazer? Ela nos dá um grande exemplo: Levou o problema para Jesus. Isso mostra que ela não tinha poder para resolver qualquer problema. Se ela pudesse fazer o milagre, teria feito; mas sabia que só Jesus poderia resolver aquela situação. Com essa atitude de Maria, aprendemos que devemos levar nossos problemas e dificuldades a Jesus. Maria era uma mulher muito sábia, consciente de sua humanidade….não tinha qualquer poder e sabia disso… uma pena que seus fãs sejam tão cegos e não consigam ver que todo problema deve ser levado a Jesus, pois só Ele tem poder para fazer maravilhas. Exatamente como disse Pedro: “Em nenhum outro nome há salvação, porque também debaixo do céu não existe outro nome dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” Atos 4:12. Só o nome de Jesus. Só o nome de Jesus! Aprendamos com Maria a levar nossos problemas e dificuldades diretamente a Jesus, porque só Ele tem poder para nos ajudar…” Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Sem mim nada podeis fazer”. E Maria sabia disso.
“Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” v.4. Isso mostra que não é como nós queremos. Jesus sabe a hora de agir! Nada acontece, nem antes e nem depois da hora estabelecida por Deus. Às vezes pedimos algo, temos um problema que precisa de solução, e Ele diz: Ainda não é chegada a minha hora. Quando o cego Bartimeu clamou: “Jesus filho de Davi, tem misericórdia de mim” Jesus perguntou o que ele queria e o atendeu imediatamente. “Vê, a tua fé te salvou” Abraão também orou pedindo um filho e Deus mandou que ele esperasse, e durante 25 anos esperou até que Deus cumprisse a promessa. O nosso tempo pode não ser o tempo de Deus. Isso mostra que Maria era tão humana como nós. Levou o problema a Jesus, que disse que mas ainda não era chegada a hora. Jesus agiu no tempo certo.
“Disse-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre sala. E levaram. E, logo que o mestre sala provou o vinho…chamou o noivo. E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.” 7-10. Tudo o que Jesus ordenou que os serventes fizessem, eles fizeram. Foi uma prova para a fé deles. Mas o milagre foi a recompensa… se os serventes não tivessem obedecido a Jesus, o milagre não teria acontecido. Nossa obediência a Jesus é uma prova de fé, é uma prova de amor… e sem dúvida seremos recompensados. Um detalhe na obediência! A obediência precisa ser completa e não pela metade ou 70%. Jesus exige obediência 100% “Jesus mandou encher as talhas e os serventes encheram até em cima. Isto é, completamente. Todas as pessoas que são conscientes sabem da importância da obediência a Jesus. E Maria demonstra ser uma pessoa consciente, pois disse aos serventes: “Fazei tudo o que Jesus vos disser”. Maria obedecia a Jesus e ensinava as pessoas a obedecerem a Jesus. É de se lamentar que tanta gente não entenda isso e esteja ensinando o contrário. Estão ensinando a obedecer e a pedir a Maria….quando ela mesma ensinou pedir a Jesus… Graças a Deus, porque nós, evangélicos, fazemos o que Maria fez e ensinamos o que Maria ensinou, ela era uma evangélica, uma crente fiel e dedicada. Aliás, grande parte dos santos da Igreja católica são os crentes em Jesus do passado.
A água foi transformada em vinho… todas as vidas e famílias que convidaram Jesus para fazer arte de suas vidas foram abençoadas, grandemente abençoadas! Minha vida foi abençoada desde que convidei Jesus para fazer parte. Viver sem Jesus é viver a vida do filho pródigo, é comer das bolotas que os porcos comiam, é um lixo. Mas as pessoas têm facilidade em se acostumar a viver mal, infelizmente. Se você deseja ter uma vida abençoada, convide Jesus para fazer parte dela. Faça como os noivos de Caná da Galiléia!
“Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nEle.” V.11. Não é a todos que se manifesta a glória de Deus, mas apenas para aqueles que o convidam para fazer parte de suas vidas. Estevão viu a glória de Deus porque Jesus fazia parte de sua vida…enquanto o apedrejavam, ele estava com seus olhos fitos ao céu e via o céu aberto,e Jesus assentado no trono e os anjos que desciam e subiam. Morreu apedrejado por causa de sua fé, mas morreu vendo a glória de Deus. Jesus manifestou sua glória em Caná da Galiléia e os que ali estavam e acompanharam os acontecimentos foram fortificados na fé. “Creram nele”. Se você quiser ver a glória de Deus, entregue-se a Ele. Convide Jesus para fazer parte de sua vida, obedeça a Jesus com 100% de obediência e você crescerá em sua vida de fé. Deixará de ser religioso para ser um discípulo de Jesus.
Assim aprendemos grandes lições através das bodas em Caná da Galiléia. O Senhor vai onde é convidado. Não entra sem convite! Pois não é ladrão e nem salteador. Satanás sim entra sem ser convidado. Podemos levar todos os nossos problemas e dificuldades a Ele na certeza de que atenderá na hora certa, pois coloca em prova nossa fé para depois nos recompensar. Não podemos esquecer que onde Jesus entra, leva bênçãos, manifesta a sua glória e fortifica a fé. Deixe Jesus entrar em tua vida agora. Convide Jesus para entrar em tua vida… Ele quer, Ele deseja te abençoar...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O AMOR PATERNAL...


                                                              O AMOR PATERNAL...
TSS 4:9-12
O crescimento do número de pessoas que afirmam crer em Cristo, serem salvas por Cristo, mas não querem vivenciar um vínculo comunitário. A questão é: será que a fé pessoal em Jesus pode abrir mão de um vínculo comunitário por causa de Jesus? será que é possível viver o grande mandamento de Jesus – “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” -  sem relacionar-se efetivamente com aqueles que como nós já creram em Jesus? Por mais que se tente provar o contrário a resposta é e sempre será NÃO! O amor só se concretiza pela via do relacionamento, sem ela é um mero discurso vazio e hipócrita!
Por isso, é oportuno ouvir Deus nos exortar hoje em Paulo que faz-se necessário progredir no amor fraternal. Como se dá este progresso?
I – PROGREDIMOS NO AMOR FRATERNAL VIVENCIANDO AS SUAS BASES (v. 9-10a)
Paulo reconheceu que a igreja de Tessalônica já discernira as bases do amor fraternal e, mais do que isto, as vivenciava. Quais são estas bases?
1. Amor envolve aprendizado (v. 9)
No amor não existe “autodidatas” = pessoas que têm a habilidade de aprender sozinhas. Por isso os tessalonicenses matricularam na “escola do amor”, foram devidamente “instruídos” e tiveram a grande vitória de aprender as lições chaves do amor. Só pode amar quem tem a humildade de admitir: “não sei amar” e, humildemente, trilhar todas as etapas do aprendizado do amor.
2. Amor envolve verticalização (v. 9)
Os tessalonicenses não foram autodidatas do amor, pelo contrário, foram instruídos pelo maior e melhor de todos os mestres do amor: o próprio Deus. Assim aprenderam a amar pelo método vertical que podemos chamar de “teodidata”  = o ensino ministrado por Deus pois, na verdade, somente ELE pode nos instruir sobre os grandes mistérios do amor. “Está escrito nos profetas: e serão todos ensinados por Deus, portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim” (Jo 6:45). Jr 31:33-34
3. Amor é mandamento (v. 9)
Os tessalonicenses não viram o amor como uma dentre muitas alternativas de vida ou apenas uma opção a mais no leque da existência. Compreenderam, desde cedo, que amar é uma ordem que precisa ser obedecida: “novo mandamento vos dou – que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros; nisto conhecerão todos que sois meus discípulos – se tiverdes amor uns aos outros” ( Jo 13:34-35), Jo 15:12,17, I Jo 3:11, 23
4. Amor envolve reciprocidade (v. 9)
Os tessalonicenses, em meio ao sofrimento, compreenderam nitidamente que o amor fraterno não admite exclusão, discriminação, rejeição, seleção.... , pelo contrário, ele é um convite permanente à uma reciprocidade sadia. Trocando em miúdos: aquela lista de pessoas especiais por quem você nutre muito apreço e que fazem parte do seu seleto rol do verdadeiro amor precisa ser ampliada imediatamente com a inclusão daquelas  com as quais você tem se empenhado o máximo para “manter distância”.
PAULO arremata com alegria e sinceridade o diagnóstico que ele fazia da igreja de Tessalônica: “na verdade estais praticando isso mesmo para com positivo todos os irmãos em toda a Macedônia” (v. 10a). Enfim, amar para eles não era um mero discurso lembrado no culto dominical das 19 horas, mas uma realidade inquestionável e  indubitável!
 II – PROGREDIR NO AMOR FRATERNAL VIVENCIANDO A SUA PROFUNDIDADE (V. 10)
Apesar deste maravilhoso elogio, Paulo, com a ousadia que lhe era peculiar, exortou aos tessalonicenses sobre a necessidade de “progredirem cada vez mais no amor fraterno”. Aqui ele os está convocando para viverem uma dimensão diferenciada de amor por meio da qual eles não só estarão seguros de que amam, mas, acima de tudo, de que amam verdadeiramente com profundidade. Paulo os convoca para vivenciarem um amor que vai além das convenções humanas de amor, um amor como o de Jesus que no passado exaltávamos cantando: “o amor de Jesus é maravilhoso......” O que envolve esse amor profundo?
1. Amor  profundo envolve insatisfação
A consciência de que quanto mais amo, mais amor eu preciso dar....
2. Amor profundo  envolve submissão
A  consciência de que amar é mandamento para ser obedecido agora...
3. Amor profundo envolve comunhão
A consciência de que nunca imergiremos no amor se não imergimos na comunidade do amor – a igreja....
III – PROGREDIR NO AMOR FRATERNAL VIVENCIANDO OS SEUS LIMITES (V. 11-12)
1. Limite da “privacidade” (“tranqüilidade”) – v. 11
Paulo afirma que eles deveriam “diligenciar” , ou seja, considerar como questão de honra “viver tranquilamente cuidando efetivamente do que é deles”. O sentido desta tranqüilidade não está numa vida de muita mordomia, lazer, descanso no estilo “sombra e água fresca”, mas numa vida onde conforme lembra Howard Mashall eles “não deveriam ser abelhudos” respeitando a privacidade pessoal e familiar das pessoas (II Ts 3:11 “.... pessoas que se intrometem na vida alheia”). “Trocando em miúdos”: amar é administrar bem o que Deus nos tem dado para que não seja necessário explorar de forma injusta e inadequada o irmão que Deus nos tem desafiado a amar..... Amar é respeitar este limite da privacidade.....
2. Limite da produtividade com responsabilidade (v. 11)
A igreja de Tessalônica estava  muito focada na volta de Cristo. Na verdade, desde sua conversão, eles aguardavam com muita esperança que ela acontecesse logo (1:10 e cp 5). Contudo, em nome desta esperança, alguns irmãos estavam deixando o trilho do amor responsável para andar pelo trilho da vagabundagem: “já que Jesus voltará logo, para que trabalhar, vamos servir ao Senhor e deixar que Ele levante pessoas para nos sustentarem”. Paulo, transparentemente, dá um basta nesta distorção lembrando que a ordem clara e objetiva de Deus é que cada um deve “trabalhar com as próprias mãos” (I Co 4:12; Ef 4:28). Traduzindo: quem trabalha honestamente e dedicadamente, não vai precisar de viver às custas dos outros e nem terá tempo para “dar pitaco” na vida dos outros. Amar é respeitar este limite da produtividade com responsabilidade...
3. Limite da irrepreensibilidade (v. 12)
Paulo diz que no relacionamento com aqueles que não são crentes em Jesus (“são de fora”) eles deveriam se portar com “dignidade para que nada viessem a precisar”, ou seja, não basta ter uma boa conduta diante de Deus (2:12), é necessário ter uma boa conduta diante dos homens (Col 4:5 “portai-vos com sabedoria para com os que são de fora...” Rom 13:13, I Tm 3:7, I Pd 2:12). Trocando em miúdos: amar é deixar de ser uma parasita social, alienado, indiferente, insensível, para transformar-se num cidadão do Reino que valoriza a cidadania da nação como um trabalhador honesto, sincero, dedicado, solidário que se vê como uma solução positiva para os desafios que tem à sua volta (II Ts 3:6-13), como fez Neemias no passado....
CONCLUSÃO:
Somos chamados hoje pelo Senhor a progredir no amor fraternal
1. Amando urgentemente
Para isto precisamos reavaliar nossos  planos, prioridades, agenda, nosso foco.... O que adianta progredir sem amor?
2. Amando especificamente
Para isto precisamos nos libertar da correria que nos aprisiona e começarmos a buscar relacionamentos significativos
3. Amando gradativamente
Um grande amor é feito de pequenos gestos de amor...
Bispo. Capelão/ Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

SENHOR TRANSFORMA O MEU CORAÇÃO DE PEDRA EM UM CORAÇÃO DE CARNE...


SENHOR TRANSFORMA O MEU CORAÇÃO DE PEDRA EM UM CORAÇÃO DE CARNE...
“... Faraó continuou de coração endurecido...” (Êx. 8.15)
Coração foi a palavra que a maioria dos povos escolheu para simbolizar o centro das emoções e dos sentimentos. Alguns nativos de lugares bem exóticos têm entendido que o centro das emoções e sentimentos é a garganta, para outros é o fígado, outros ainda acham que são os rins. Mas a maioria dos habitantes do Universo escolheu o coração como símbolo daquilo que hospeda as mais fortes sensações do ser humano, e até os escritores bíblicos entendem assim. Mas cientificamente todo e qualquer sentimento está no cérebro, ainda que alguns reflexos possam ser percebidos em órgãos do nosso corpo.
A Bíblia diz que Faraó tinha o coração duro, ou seja, um coração resistente e desobediente a Deus. Era um verdadeiro coração de pedra, no qual nenhuma semente divina podia brotar. Muitos são assim hoje em dia, endurecem o coração e só fazem as coisas ao seu próprio modo, são incapazes de ouvir um conselho ou uma sugestão. São incapazes de admitir que estão errados. As pessoas com coração de pedra têm as seguintes características.
1. São auto-suficientes. Não querem a ajuda de ninguém. Sentem vergonha de admitirem que precisam de ajuda e por isso fazem muitas coisas mal feitas por não permitirem que alguém lhes ajude. Preferem ‘quebrar a cara’ do que solicitar ajuda.
2. São teimosas. Insistem com seus pensamentos errados só para não admitirem que se equivocaram, e com isso muita gente acaba sendo prejudicada por causa dos seus caprichos. E se alguém tenta corrigi-las acaba tendo que ouvir muitos desaforos.
3. São competitivas e invejosas. Não admitem que alguém saiba mais do que elas ou que alguém faça algo melhor do que elas. Não gostam de reconhecer o sucesso das pessoas, antes, normalmente se entristecem quando percebem que alguém está obtendo sucesso em algo que ela não obteve.
4. São ciumentas. Sentem-se mal ao verem pessoas que lhe querem bem demonstrando carinho para outras pessoas.
Tais pessoas necessitam urgentemente se converterem ao Senhor Jesus, pois é muito improvável que alguém assim, isto é, um coração de pedra, seja realmente convertido.
Coração de Pedra (II)
“Se hoje ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb. 4.7)
Na última reflexão vimos que Faraó tinha um coração muito endurecido, isto é, petrificado espiritualmente. Mas o texto de hoje deixa claro que às vezes, nós mesmos, que somos crentes, endurecemos o nosso coração. O texto acima nos diz que não devemos estar com o coração duro quando ouvirmos a voz de Deus. Isto é uma mensagem necessária para nossos dias, pois normalmente só ouvimos a nossa própria voz, isto é, a voz do nosso próprio coração enganoso. Então, quando Deus fala conosco, nós ignoramos, porque não nos interessa ouvir coisas que não está de acordo com o nosso coração. Quem endurece o coração quando ouve a voz de Deus, torna-se uma pessoa mais ou menos assim:
1. Insensível. Não percebe os sentimentos das pessoas e jamais entende o verdadeiro valor da vida, pois a vida só tem sentido se for carregada de ternura, candura e amor. Mas um coração de pedra jamais pode ter esses sentimentos, pois nas pedras não brotam essas sementes, especialmente a principal semente que é a Palavra de Deus.
2. Bruto. Alguém disse que “os brutos também amam”, mas não é verdade, pois quando ele experimenta o amor, certamente deixa de ser bruto. A brutalidade nada mais é do que a carência de algo suave que lhe penetre o coração. Mas se o coração for de pedra, jamais poderá entrar algo suave nele. O poeta Vinícius de Morais disse: “Ai de quem não rasga o coração! Esse não vai ter perdão”.
A voz de Deus (que é a Palavra de Deus) às vezes vem sobre nós para nos converter e nos modificar, afim de que sejamos plenamente felizes. O problema é que muitas vezes endurecemos o coração e rejeitamos essa voz, e por causa disso perdemos a bênção que o Senhor tinha reservado para nos dar. Portanto, meus queridos, não sejam insensíveis nem brutos, pois isso acaba com o ser humano. Então “se hoje ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração”.
Coração de Pedra (III)
“…Ainda não considerastes, nem compreendestes? Tendes o coração endurecido”
(Mc. 8.17)
Nas duas reflexões anteriores vimos que o ser humano que tem coração de pedra normalmente é alguém orgulhoso, teimoso, competitivo, ciumento, bruto e insensível. Mas a passagem bíblica que escolhemos hoje nos diz que aquele que tem o coração de pedra é, consequentemente, alguém que ‘não considera, nem compreende’. Este texto fala sobre a preocupação dos discípulos com o fato de não terem levado pão no barco. Assim ficaram com medo de lhes faltar alimento. Diante disso foi que Jesus lhes disse o que está escrito no versículo acima. Jesus os repreendeu porque eles não tinham fé. Estavam com Jesus dentro do barco e tinham medo de morrer de fome. Isso é ou não é falta de fé? Assim sendo, os que têm coração de Pedra são pessoas que:
1. Não têm fé. É lógico, uma pessoa com um coração petrificado, endurecido, jamais conseguirá crer na providência de Deus. Mesmo que Deus more no barco junto com ela, sua confiança sempre estará nos seus bens, naquilo que possui. Um coração assim não tem chances de conhecer verdadeiramente a Deus, mesmo que freqüente a igreja e participe de todos as suas reuniões.
2. Não consideram. Os discípulos não levaram em consideração o fato de que ter Jesus em nosso barco é mais importante do que ter pão. Jesus ficou ofendido com a preocupação deles. Deus também se ofende conosco quando resmungamos por coisinhas que nos faltam. Ele se entristece porque não consideramos que a Sua presença em nosso barco é mais importante do que qualquer coisa.
3. Não compreendem. Realmente, quem tem um coração de pedra não compreende que os bens espirituais são infinitamente superiores aos materiais. Jesus perguntou-lhes com certo espanto: “Vocês não compreenderam?” Ele esperava que cada um deles compreendesse que aquele barco era um barco de fé que navegava sobre as águas do mar da vida (cheia de problemas, dores, lutas e vitórias para os que têm fé). Mas eles não compreendiam isso. Os que têm o coração endurecido também não podem entender esta verdade. E a verdade é que sem fé não há barco, nem mar, nem vida, nem nada.
O seu barco é a sua vida. Jesus está em seu barco? Não estou perguntando se você é membro da igreja, mas pergunto se encher seu barco de dinheiro e pão é mais importante do que enchê-lo com a presença de Jesus. Às vezes queremos colocar tantas coisas dentro do nosso barco que acaba faltando lugar para Jesus entrar. Isto é características de quem tem o coração petrificado e não consegue confiar totalmente em Jesus.
Coração de Pedra (IV)
“porque, onde está o meu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt. 6.21)
O que é um coração com pedras? Nossa mensagem hoje quer falar sobre as pedras preciosas (tesouros) nas quais nosso coração quer morar. No contexto do versículo acima, Jesus está falando para não ajuntarmos tesouros nesse mundo. Pois nosso coração vai querer morar no mesmo lugar em que os nossos tesouros estiverem. Assim, se nosso tesouro está neste mundo, o nosso coração também vai querer estar. Mas se nosso tesouro está no céu, então nosso coração vai querer estar lá também. Nossos corações procuram pelas pedras preciosas (tesouros), mas será
duramente cruel se as pedras que nosso coração desejam forem simplesmente pedras preciosas desta vida.
Se as nossas maiores preocupações são as coisas desta vida (comida, bebida, roupas, conforto, trabalho, etc.) isso significa que nosso coração também mora no meio disso tudo. Pois nosso coração só vai querer morar no meio das coisas mais importantes da nossa vida. Se você só se preocupa com as coisas que não têm nada a ver com Deus, isso quer dizer que seu coração mora no meio disso tudo, entende?
Seu coração pode e deve ser um coração com pedras (com pedras preciosas), pedras que simbolizam o tesouro que Deus pôs no peito de cada um dos seus filhos. Essas pedras são tão preciosas que não é possível vê-las com os olhos. E se você quer sentir toda a alegria de possuir esse tesouro, então abra seu coração e deixe que Jesus ponha dentro de você aquilo que nenhum olho jamais viu, que nenhum – a plenitude do Espírito. Esse é o grande e verdadeiro tesouro que Deus reservou para você. Busque-o e será seu!
“…tirarei o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne” (Ez. 11.19).
Querido irmão ou irmã, finalmente estamos terminando esse assunto, e com tantos alertas que fizemos sobre o coração, talvez você já esteja dizendo o que está escrito em Jeremias 4.19: “Há, meu coração, meu coração! Eu me contorço em dores. Há, paredes do meu coração! Meu coração se agita”.
Ás vezes tem um coração tão petrificado que nada pode penetrar, mas outras vezes até que nosso coração não está tão duro assim, e mesmo neste caso nada lhe penetra porque existem paredes cercando-o. Se você tem um coração de pedra ou simplesmente tem paredes ao redor do coração, você está distante de Deus e a semente da Palavra de Deus não pode brotar na sua vida. Isso é mais sério do que você possa imaginar. Se você é alguém que não se arrepende de nada do que faz; que nunca aceita opiniões; que nunca muda de ideia, então cuidado! Você está no grupo dos que têm coração de pedra ou têm paredes no coração. E Deus não abençoa esse tipo de pessoas, pois uma das condições para a bênção de Deus nos alcançar é justamente o amolecimento do coração.
Mas eu quero te dar esperanças. No texto acima, junto do nosso título, Deus está dizendo que vai retirar o seu coração de pedra e vai lhe dar um de carne, isto é, um coração sensível, obediente e flexível. Os que têm um coração assim normalmente são pessoas que recebem facilmente as bênçãos de Deus. E eu honestamente espero que você esteja entre estas. Espero que Deus quebre todas as paredes que cercam o seu coração e assim você terá dentro do peito tudo o que você necessitava e que as pedras do coração não deixavam entrar. Você nasceu para ser feliz e servir a Deus de coração e alma limpos. Que Deus abençoe o seu coração...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante

terça-feira, 19 de agosto de 2014

DESVIADO, EU, JAMAIS ISSO ACONTECERÁ COMIGO, SERÁ...


                      DESVIADO, EU, JAMAIS ISSO ACONTECERÁ COMIGO, SERÁ...
O que fazer para manter meu filho dentro da igreja? Esta é uma pergunta feita por muitos pais cristãos.
Aqueles que têm filhos pequenos querem fórmulas para prevenir que seus filhos não se desviem da igreja, e os que têm filhos grandes, que se distanciaram da igreja, desejam que Deus realize um milagre.
O que fazer?
Em primeiro lugar, todo cristão deve estar consciente que ‘os filhos da carne não são filhos de Deus’. Como? O meu filho, nascido em berço evangélico e/ou protestante não é filho de Deus?
Ora, se ‘filho de crente fosse filho de Deus’, teríamos que concordar que todos os descendentes de Abraão também são filhos de Deus, porém, não é isto que a bíblia ensina.
O apóstolo Paulo ao escrever aos cristãos em Roma, deixou claro que, ser descendente da carne de Abraão não é o que concede filiação divina “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos” ( Rm 9:6 -7 ).
Ou seja, “... não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência” ( Rm 9:8 ). Ora, se os filhos de Abraão não são filhos de Deus, segue-se também que filho de crente não é filho de Deus.
Logo, qualquer que queira alcançar filiação divina tem que ter a mesma fé que teve o crente Abraão, ou seja, para que um filho de um cristão seja filho de Deus, necessariamente precisa crer do mesmo modo que o pai creu na mensagem do evangelho “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” ( Gl 3:7 ).
Somente os que são gerados através da semente incorruptível, que é a palavra de Deus, são filhos de Deus, ou seja, filhos de cristãos não são necessariamente filhos de Deus.
Em segundo lugar, todos cristãos devem estar cônscios que o corpo de Cristo, que também é nomeado de igreja, não pode ser confundido com instituições humanas, tais como a família e a igreja. Fazer parte de uma instituição humana não torna o homem pertencente ao corpo de Cristo, ou seja, salvo.
Como membro da sociedade os pais cristãos precisam educar seus filhos, e não deve deixar tal encargo sob responsabilidade da igreja, ou de qualquer outra instituição. Tal incumbência é única e exclusivamente dos pais. Se faltar os pais, tal incumbência deve ser transferida a outra pessoa que desempenhe este papel: avós, tios, ou, em último caso, uma instituição estabelecida pela sociedade (orfanato).
Por que a missão de educar filhos não pode ser delegada? Porque dentro da normalidade os pais são as pessoas que possuem a melhor e maior relação de confiança nos primeiros anos de vida de um indivíduo. Com base nesta relação de confiança a instituição família torna-se um laboratório onde todos os ensaios para se produzir um cidadão responsável é levado a efeito.
Dentro da família é que se aprende o que é autoridade e responsabilidade. No seio da família é que se aprende e se desenvolvem as relações humanas, tais como fraternidade, amizade, confiança, respeito, afetividade, etc.
Como os pais possuem a melhor e maior relação de confiança, também são eles os mais indicados para apresentar o evangelho de Cristo às crianças durante o processo educativo. Portanto, é salutar que os pais não apresentem aos filhos um Deus vingativo e rancoroso. Frases do tipo: “– Não faça isto porque papai do céu não gosta! Ou, - se você fizer isto, Deus castiga!”, não reflete a verdade do evangelho e causa um prejuízo enorme a compreensão da criança.
A relação que o evangelho estabelece entre Deus e os homens se pauta pela confiança e fidelidade. É possível confiar em alguém rancoroso e vingativo? Não! Ora, como é possível um jovem confiar em Deus, se o que lhe foi apresentado não condiz com a verdade do evangelho?
Os pais precisam demonstrar aos filhos que alguns comportamentos não são tolerados porque efetivamente o pai e a mãe desaprovam. Que tais atitudes são proibidas efetivamente pelo pai e pela mãe. Que tal comportamento é pernicioso e toda a sociedade também desaprovam.
Não apresente para seu filho um Deus rancoroso, nervoso, que está pronto a castigá-lo diante de qualquer erro de conduta. Tal comportamento por parte dos pais demonstra claramente que estão fugindo de sua responsabilidade como educador.
Educar os filhos estabelecendo uma relação de medo, tendo Deus, a igreja, o pastor, o padre, o diabo, o inferno, a polícia, boi da cara preta, etc., como algozes ou elemento de punição, acaba por produzir homens que não respeitam as instituições e desprezam os que exercem autoridade. Este tipo de educação estabelece o medo em lugar do respeito, pois a relação de confiança não é estabelecida. Quando o medo passa já não há mais motivo para obedecer.
Os pais que agem desta maneira ao educar os seus filhos têm sim sua parcela de culpa no desencaminhar dos filhos. A igreja também tem o seu quinhão, pois deixou de apontar os pais como únicos e legítimos responsáveis pela educação dos seus filhos. O estado também é culpado, pois assume o papel de educador, quando na verdade, é somente veículo de transmissão de conhecimento.
Se as bases da educação não forem delineadas no seio da família, e tais conceitos aplicados e experimentados nas relações familiar, qualquer outra instituição humana, como a igreja e o estado estarão fadados ao fracasso.
Muitos pais se aplicam ao trabalho, ao estudo e a igreja, porém, não investem tempo na educação dos filhos. A educação dos filhos se dá em tempo integral e não é salutar negligenciar este tempo.
A preocupação com os filhos geralmente surge apenas quando os pais cristãos sentem que seus filhos estão se distanciando da instituição igreja. Temerosos apelam para a imposição e coerção, obrigando os filhos a irem à igreja. Tal atitude é ainda mais equivocada do que não ter instruído a criança no tempo certo.
Estas questões sobressaltam alguns pais cristãos porque não sabem divisar qual é o seu papel como membro da sociedade, e qual a sua missão como embaixador do evangelho. Pais cristãos não podem misturar estas duas funções.
Os pais cristãos têm duas missões bem distintas: a) educar os filhos para serem membros da sociedade, e; b) anunciar as maravilhosas promessas do evangelho aos filhos para que jamais se distanciem da fé.
Estas missões devem ser desempenhadas desde a mais tenra idade, tendo o cuidado de se ocupar simultaneamente da educação e formação de um cidadão, sem negligenciar o ensino da palavra da verdade, enfatizando o amor e a fidelidade de Deus.
Desde pequenino a criança deve ser ensinada a respeitar as autoridades, e é através dos pais que a criança será exercitada quanto à submissão a autoridade. Através dos irmãos, avós e tios a criança aprenderá o respeito e o convívio. Como os amigos, professores, vizinhos e estranhos a criança aprenderá as relações com o mundo.
E quanto ao evangelho? O que a bíblia recomenda? Lemos em Deuteronômio o seguinte: “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” ( Dt 6:7 ). Sobre o caminho da vida a criança deve ser instruída em todo tempo, ou seja, em casa, no caminho, no deitar e no levantar.
A instrução das sagradas ‘letras’ é encargo dos pais! Delegar tal função ao professor da escola dominical não é o recomendado pelas escrituras, além do mais, restringe o tempo de ensino acerca de Cristo a uma vez por semana, por um período de apenas uma hora. Totalmente diferente do que a escritura recomenda: ensino diário.
Os pais precisam ajudar as crianças a compreenderem que todos devem obediência aos pais e a sociedade. A submissão aos pais hoje, é um ensaio e um aprendizado à submissão que será exigido pela sociedade, tanto na escola quanto no trabalho.
Após ser instruído, mesmo que o jovem não queria seguir o evangelho de Cristo, teremos um cidadão comprometido com certos valores sociais.
Um dos problemas pertinente a educação de filhos de cristãos hoje está em misturar educação familiar com igreja. Delegar à igreja a responsabilidade de transmitir valores socioculturais é um grande erro. Quando o jovem cresce e se decepciona com certas pessoas dentro da instituição, acaba se afastando da igreja e ao mesmo tempo rebela-se contra todo e qualquer tipo de valores sociais.
Quando os pais estão cônscios de que não geram filhos para Deus, se aplicam mais na educação e evangelização dos filhos. Também não se desesperam quando virem que seus rebentos não estão com vontade de ir à igreja. Não se sentirão culpados ou responsáveis por seus filhos quando eles não acatarem algumas questões institucionais.
É preciso educar os filhos através do ensino da palavra de Deus, porém, sem esquecer-se de transmitir e inculcar valores sociais. Na educação está inserido a conversa, a brincadeira, a repreensão, o alerta, etc. Permita aos filhos vivenciarem todas as fases da vida, desde a meninice, a adolescência e a juventude.
Mas, o que fazer quando os filhos se desviam da igreja? Em primeiro lugar é necessário distinguir se os filhos se desviaram do evangelho ou se distanciaram de uma determinada instituição.
Desconhecer princípios elementares do evangelho leva os pais a confundirem o que é ser filho de Deus com o pertencer a uma determinada igreja. Se um filho deixou de ser assíduo na igreja, não deve ser rotulado de desviado, ou que está a passos largos para o inferno, etc.
Se uma pessoa professa a verdade do evangelho conforme diz as escrituras, isto significa que não é um desviado, antes deve ser alertado somente quanto à necessidade de se congregar. Talvez seja necessário que os pais investiguem o motivo pelo qual os seus filhos estão deixando o hábito de reunir-se com outros cristãos.
Agora, se o filho não professa a verdade do evangelho e continua congregando por habito, a condição dele diante de Deus é preocupante. O que ele sabe acerca do evangelho? Ele professa a fé do evangelho? Se a resposta é negativa, é necessário anunciar-lhe a verdade do evangelho, para que ele creia e venha a ser salvo, e não somente um frequentador de igreja...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante