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terça-feira, 24 de junho de 2014

O CORDEIRO PERFEITO...


                                                       O CORDEIRO PERFEITO...
O projeto de Deus para a vida do homem é muito simples. A figura que Deus sempre usou desde os primeiros dias foi a do Cordeiro; a ênfase sempre foi ao Cordeiro. Quando Deus falou com Caim e Abel, Ele queria uma dádiva. Caim oferece o fruto da terra, Abel oferece o cordeiro.
O texto está relacionado com Abraão e Isaque. Abraão já idoso, casado com Sara também idosa, e um dia Deus promete um filho ao casal. Nasceu o menino Isaque. Algum tempo depois, Deus pede a Abraão que sacrifique Isaque. Aquilo foi um fato notório que marcou não só a vida de Abraão, mas de todo o povo de Israel até os nossos dias. Era seu único filho e Deus lhe pediu para que o sacrificasse.
A pergunta feita por Isaque: – ”Onde está o cordeiro?”
No momento que Abraão sobe com Isaque para imolá-lo ao Senhor, Isaque diz: ”A lenha e o fogo estão aqui, o altar está pronto, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”
Em todos os momentos do projeto de Deus para o homem, nos momentos mais decisivos, a figura do Cordeiro estava sempre em evidência, não só no texto que lemos. Quando Jacó vai oferecer alguma coisa a seu pai, enquanto Esaú, que tinha o direito da primogenitura foi para longe buscar uma caça para fazer o guisado que o ” velho ” Isaque queria, a mãe de Jacó diz para ele ir depressa apanhar o cordeiro ( estava no quintal, no redil ) para que matemos o Cordeiro.
A figura do cordeiro usada por Deus
Na experiência de Abraão com Isaque, observamos a figura do Cordeiro. Isto significa Deus marcando o homem na sua individualidade, ou seja, Deus e o homem individualmente. Num segundo momento, desta vez com Jacó, notamos mais uma vez a presença do Cordeiro, no entanto como simbologia para a transmissão da herança patriarcal: Isaque estava transmitindo para Jacó a herança do patriarcado.
A terceira experiência na qual podemos observar a presença do cordeiro é quando da saída do povo de Deus do Egito, após cativeiro de 400 anos naquelas terras. E veio a orientação: “mata o Cordeiro, coloca o sangue na verga e nos umbrais das portas e coma o Cordeiro”: aqui está a orientação a respeito do Cordeiro. Israel já era um povo liberto, mas era necessário o Cordeiro. A figura do Cordeiro vem se solidificar quando Jesus vem ao mundo e é visto e apontado por João Batista no Jordão quando ele diz: – “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O Cordeiro foi morto. Jesus veio ao mundo, morreu na cruz e estabeleceu uma nova ordem de coisas.
Agora há salvação para o homem, todos os que aceitassem, que participassem do Cordeiro, quando Jesus pega o pão e o vinho e usa a figura desses elementos para simbolizar Sua morte até que Ele viesse. Aqui já é a instituição da Igreja, da universalidade, do Evangelho, a graça do Senhor derramada sobre o mundo para salvar o homem e o entendimento de que Deus usa a figura do Cordeiro em todos os instantes para marcar a vida daqueles que ele ama.
”Onde está o cordeiro?”
A Igreja está entrando em seu terceiro milênio. Embora a contagem feita pelo homem não seja precisa, neste momento o que interessa para a Igreja é que ela tem toda a compreensão de que o relógio de Deus marca com precisão um momento que é da Igreja: o momento em que Jesus vai buscá-la; é a saída da Igreja deste mundo. Não estamos determinando dia ou hora, mas Jesus fala de uma geração que não passará, e é a geração dos fatos que tem acontecido nas últimas décadas.
A Igreja vai sair deste mundo? Vai ser arrebatada? Sim, claro. Todos os profetas, apóstolos e o próprio Jesus, apontaram para este acontecimento, mostraram que o lugar da Igreja não é aqui. O arrebatamento é o projeto de Deus para o homem. Mas ainda fica a pergunta: ”Onde está o Cordeiro?”
Abraão era a marca da obediência, da fé que ia se instituir para a eternidade, que levaria o homem a conhecer a salvação através de Jesus (o Cordeiro). Na vida de Jacó a marca era a herança patriarcal (Abraão, Isaque, Jacó). E mais tarde na bênção da saída do povo de Israel do Egito. Nesse momento a marca não deveria ser esquecida jamais, ou seja, o sangue do Cordeiro na verga das portas e também como alimento da família; Israel era agora um povo liberto, uma grande nação, um povo com identidade que ia para sua própria terra.
Jesus veio ao mundo (o Cordeiro), o tempo passou, a luta da Igreja transcorreu em diversas épocas e agora se prepara para o arrebatamento. As evidências e os sinais estão presentes, mas onde está o Cordeiro? Será que está nos grandes ajuntamentos, nas liturgias, nas dispersões, nas máscaras que o homem faz para enganar? O Cordeiro está com aqueles que estão ouvindo Sua voz!
Quem está ouvindo a voz do Cordeiro?
O apóstolo Paulo escreve que ao toque da última trombeta a Igreja será arrebatada. Então  conhecer os toques da trombeta é fundamental para a Igreja que vai subir. O toque será ouvido individualmente A Igreja (Obra) está mostrando uma coisa diferente que o mundo não pode mostrar porque é necessário que ela ouça e esteja sintonizada e em condições de ouvir o toque da trombeta.
A Palavra diz que nos momentos finais a trombeta tocará. Os sinais estão aí, o primeiro, o segundo e o terceiro toques ninguém ouviu, mas o quarto toque a Igreja tem que estar atenta para ouvir, pois este toque está relacionado com a eternidade, com o encerramento do projeto de Deus com a Igreja aqui no mundo.
Mas como ouvir a trombeta? Onde está o Cordeiro? Nos tempos do Velho Testamento a trombeta era feita do chifre do carneiro. Para a confecção do instrumento, era necessário que o carneiro (Cordeiro) estivesse morto. Fazendo uma analogia com os dias atuais, quem não conhece o sacrifício de Jesus, quem não tem experiência com a morte e ressurreição dEle, não vai ouvir o toque da trombeta. Não é simplesmente ir à igreja, ouvir um louvor ou uma mensagem mas, sim, ouvir o som da eternidade, difícil de ser ouvida num mundo conturbado como hoje.
O toque da trombeta
Para ouvir o toque da trombeta é necessário estar identificado com a morte do Cordeiro, saber porquê Jesus morreu e ressuscitou, ter experiência com este fato, saber que Ele veio para derramar Seu sangue, que para nós significa o derramamento de Seu Espírito (VIDA) sobre nós.
A mesma experiência que Abraão teve quando ia imolar Isaque, pois o Cordeiro estava ali presente vivo. A experiência de Jacó que também tem a presença do Cordeiro vivo no quintal (obediência). A experiência do povo na saída do Egito o Cordeiro estava presente em cada família. Agora, na saída da Igreja o Cordeiro está presente.
A Igreja tem que estar preparada, em vigilância. Será apenas um toque, como “num abrir e fechar de olhos”. O toque da trombeta está identificado com a morte do Cordeiro, pois para a fabricação do instrumento era necessário que o carneiro (Cordeiro) estivesse morto. Em seguida o chifre era levado ao fogo para retirada das impurezas internas e externas como restos de carne e odor, caracterizado hoje como o cheiro de morte (pecado).
A  forma do chifre era modificada duas vezes: primeiro para ser limpo. E em seguida, para ser usado, o sacerdote fazia um orifício para a passagem do ar que deveria ser proporcional ao tamanho do chifre. Fazendo uma alusão aos dias de hoje, isto significa a preparação do homem para ser usado como trombeta de Deus.
Deus retira os vestígios do pecado do homem limpando-o por dentro e por fora, e o molda como servo Seu. E como é o toque da trombeta? A trombeta é o próprio Cordeiro, o sopro é do Espírito, o som é a Palavra do Pai. O Cordeiro está na Trindade presente no meio da Igreja, o orifício é o canal que liga o coração do homem à eternidade de Deus. Deus fala e o homem reconhece a voz do Espírito Santo.
Só a Igreja conhece o som da trombeta
Israel usava as trombetas para vários tipos de anúncios ao povo por meio de toques curtos, prolongados e alternados entre outros. Como os toques eram como códigos, o inimigo não conhecia de modo nenhum o significado do som que a trombeta ecoava.
O toque da trombeta ainda hoje é o mesmo. Mas somente quem estiver afinado, sintonizado com o Cordeiro vai ouvir a trombeta, seja o toque de recuar, avançar, preparar para a guerra etc. A Obra do Espírito vive este exercício diariamente. O toque da trombeta, a voz do Pai através do Cordeiro que dá o sopro da vida (Seu Espírito), os dons espirituais são códigos usados pelo Senhor para falar com Sua Igreja. Este é o momento mais extraordinário da vida da Igreja.
Deus usa o homem como a Sua trombeta, e por isso a palavra diz: “…se separares o precioso do vil, serás a boca de Deus ” (a limpeza do chifre). Quando nós começamos a entender isso, constatamos que se o cheiro da morte saiu, agora vem o sopro da vida (a morte do Cordeiro. A ressurreição tem que estar na vida da Igreja).
Este é o anúncio feito pela Igreja (a trombeta é a boca de Deus) dos momentos solenes e especiais. Onde está o Cordeiro? Será que Ele está em sua casa? Na sua vida? Na obediência? Nos lugares incertos do homem? Nas badalações? Nas festas profanas? Onde está o Cordeiro? Quantos estão preparados nesta hora?
Vivemos um momento profético. Diz a Palavra que: “…o sopro da boca do Senhor enganará o adversário”. O inimigo não sabe o momento da vinda do Senhor porque ele não conhece os sinais (códigos).
Os códigos estão sendo emitidos todos os dias no meio da Igreja. O momento é de definição pessoal, pois a trombeta está pronta para ser usada. A Igreja conhece o código da trombeta, que é a Revelação, é aquilo que para muitos é um mistério  nesta última hora. O mundo e o dono do mundo não vão ouvir porque não conhecem os mistérios da Igreja.
A Igreja sabe que o Cordeiro está presente quando existe obediência; ou num momento de dificuldade, aflição e até mesmo num momento de libertação...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfases e Divindades Dr. Edson Cavalcante

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O AGRICULTOR E A VIDEIRA...


                                                    O AGRICULTOR E A VIDEIRA...
Vamos recordar o ladrão da Cruz, um daqueles que foi crucificado juntamente com Jesus: Quando viu ao seu lado um Justo, recebendo o mesmo julgamento que ele, logo, reconheceu a autoridade de Jesus e procurou ser verdadeiro com Ele. Confessou seus pecados e erros e suplicou por uma nova oportunidade em Seu Reino, se Ele assim permitisse e, alcançou seu pedido!
Deus promete renovar todas as coisas e, sua Palavra é fiel e verdadeira (Apocalipse 21:5). Na mesma proporção que queremos que Ele venha até nós, temos também que ir até Ele. A pergunta é: Será que temos sido para Deus tudo quanto exigimos que Ele seja para conosco?!
“Eu Sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vos já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:1-5)
Jesus é a videira genuína plantada pelo próprio Deus neste mundo. Se estamos ligados a Ele, naturalmente damos frutos (seremos testemunhos de uma vida plenamente abençoada). Quem está nEle e não vive segundo a Sua Palavra, conforme a Sua orientação, automaticamente será cortado. Deus cuida e limpa a Sua Obra, cortando os “ramos secos”, e a própria pessoa se elimina do corpo da sua igreja, porque não quer fazer parte da árvore, se recusando a alimentar-se dela! Ora, cada um deve analisar a sua vida com sinceridade e honestidade, para não termos a decepção de sermos excluídos do corpo de Cristo!
A Palavra é que limpa e purifica, por isso, talvez seja esta, a parte mais difícil ao ser humano: dar ouvidos à Palavra de Deus! Muitos são os que dormem durante uma pregação, ficam desatentos, se distraem facilmente, ficam dispersos, não conseguem prestar atenção, e, assim, não conseguem assimilar nada do que é falado e com isso, continuam a andarem no erro, viverem de modo incorreto, impuros e sujos. Esta é a estratégia do mal e, tem logrado êxito na vida de muita gente. Mas, atenção que é você quem decide dar ouvidos ou não! Para isso recebemos o livre arbítrio. O mal sugere, eu executo se quiser… Sem assimilar a Palavra de Deus, sem purificação, sem limpeza – resultado: Sem Salvação!
Se, sem Jesus nada podemos fazer, logo, o que nos é impossível com Ele?! Nada! Tudo é tudo! Ele promete tudo, mas seus supostos “filhos” tem sido tímidos diante das situações deste mundo, tem-se deixado levar pelas palavras de desânimo, pelo negativismo que sufocam a humanidade, trocam a autoridade de Cristo pela humilhação do diabo, anulam com esta atitude, o sacrifício da cruz. Depois, não há como queixar-se do caos em que vive!
Agora vamos pensar no Rei Saul: Podia desfrutar dos benefícios que sua posição lhe proporcionara, mas nunca usá-la de modo incorreto, ilícito, aproveitar-se dela, ou abusar do poder que esta lhe concedia. Quando deixou de olhar para os desígnios de Deus e passou a olhar a volta, então pecou. Desceu do plano espiritual para o material, desprezou a Glória de Deus para desejar a dos homens (terrena, passageira e que conduz ao orgulho, a perdição e a morte eterna). Foi aí que viu a Davi.
Não precisamos humilhar ninguém, abusar de qualquer autoridade concedida por Deus a nós, seja ela qual for, reinado ou responsável por uma limpeza; quando Saúl perdeu seu foco, deixou de ajudar o povo (para o qual fora escolhido para servir) e, passou a preocupar-se com Davi, a perseguí-lo, humilhá-lo e até o tentou matar!
Ao invés de buscar levar o povo a uma comunhão com Deus, buscava uma forma de destruir a Davi. Seu alvo passou a ser a satisfação pessoal, sustentar seu reinado com as próprias forças, seu fim: Suicídio (morte eterna, lago que arde com fogo e enxofre)!
JESUS é O caminho, A verdade e A vida! Sem Ele tudo perde o sentido! Por mais que seja difícil, a única solução é orar por aqueles que nos perseguem, ter olhos de misericórdia para com aqueles que tentam destruir sua vida. É questão de tempo, cedo ou tarde, Deus entregará a vitória em suas mãos...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante.


domingo, 22 de junho de 2014

AMIZADES VERDADEIRAS OU FALSAS...


                                           AMIZADES VERDADEIRAS OU FALSAS...
Amizades são uma parte importante da nossa vida. Desde a criação do primeiro casal, Deus mostrou a necessidade do companheirismo na vida humana. Em famílias, igrejas e comunidades criamos laços de amizade. Precisamos compartilhar a vida com outras pessoas.
Na Bíblia, Deus nos orienta sobre amizades. Ele fala do valor dos bons amigos e adverte-nos sobre os perigos dos companheiros errados. Ele oferece instrução e apresenta exemplos que nos ensinam. Estas orientações valem para os jovens que ainda estão escolhendo o seu rumo, e também ajudam os adultos no seu caminho pela vida.
Instruções sobre amizades
As Escrituras nos orientam sobre a escolha e o tratamento dos nossos amigos. Amigos têm muita influência em nossas vidas: "O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar" (Provérbios 12:26). Por este motivo, a escolha de companheiros é um assunto de grande importância: "Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau" (Provérbios 13:20). No final de contas, nossas escolhas não envolvem apenas pessoas, mas decidem a nossa direção na vida e na eternidade. Tiago frisou bem este fato quando perguntou: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4:4). O mesmo livro fala de um homem de grande fé que rejeitou os caminhos errados de outros homens e mostrou a sua lealdade ao Senhor. O resultado desta escolha de Abraão? "Foi chamado amigo de Deus" (Tiago 2:23). Devemos escolher bons amigos que nos ajudarão, especialmente em termos espirituais.
É fácil escolher mal. Muitas pessoas que não amam a Deus e não respeitam a palavra dele nos oferecem a sua amizade. Às vezes, podemos influenciar tais pessoas pela nossa fé e o exemplo de uma vida reta. O próprio Jesus fez questão de ter contato com pecadores, oferecendo-lhes a palavra eterna da salvação (Lucas 15:1; Mateus 9:10-13). O perigo vem quando não confessamos a nossa fé no meio de uma geração perversa (Marcos 8:38). Ao invés de conduzir outros a Cristo, deixamos as más influências nos corromperem.
Algumas pessoas querem nos induzir a pecar contra Deus. "Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos, encheremos de despojos a nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos uma só bolsa. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue" (Provérbios 1:10-16). Infelizmente, observamos a mesma tragédia espiritual na vida de muitas pessoas hoje. Quantos jovens são induzidos a usar drogas, ou até de se tornar traficantes, pela influência de "amigos"? Quantos se integram a gangues e acabam cometendo vários tipos de crime?
Algumas amizades precisam ser totalmente evitadas:"Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Salmo 1:1). Quando outros querem nos conduzir ao erro, precisamos sair correndo: "Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora. Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há boa vontade" (Provérbios 14:7-9).
Alguns dos amigos mais perigosos são aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas coisas erradas. "Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato" (Eclesiastes 7:5). O amigo verdadeiro nos corrige, e a pessoa sábia procura ter amigos com coragem e convicção para a repreender quando for necessário. Por outro lado, o insensato evita pessoas que corrigem e criticam, procurando aprovação acima de sabedoria. "O escarnecedor não ama àquele que o repreende, nem se chegará para os sábios... O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia" (Provérbios 15:12,14). Ninguém gosta de ser corrigido, mas todos nós precisamos de amigos que nos amam tanto que mostram os nossos erros: "Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" (Provérbios 27:5-6).
Paulo mostrou aos coríntios que, mesmo entre pessoas religiosas, é necessário evitar influências negativas: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes" (1 Coríntios 15:33). No caso dos coríntios, alguns irmãos estavam espalhando doutrinas falsas, negando a ressurreição dos mortos. O fato de alguém participar de uma igreja ou se dizer cristão não é garantia de uma amizade saudável e edificante. Alguns aproveitam a amizade para induzir outros a aceitar doutrinas e religiões falsas. Moisés avisou sobre parentes e amigos que incentivam os servos de Deus a servir outros deuses e mandou que não concordassem, nem ouvissem, nem olhassem com piedade para aqueles falsos professores (Deuteronômio 13:6-8). Temos que julgar a árvore pelos frutos (Mateus 7:15-20), retendo o que é bom e nos abstendo de toda forma de mal (1 Tessalonicenses 5:21-22).Uma vez que escolhemos bons amigos, devemos ser bons amigos! As Escrituras nos aconselham sobre as responsabilidades de companheiros fiéis. Amigos contam com a presença uns dos outros: "Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe" (Provérbios 27:10). "O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos" (Provérbios 15:30). Por outro lado, não devemos abusar da amizade, causando aborrecimentos: "Não sejas freqüente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça" (Provérbios 25:17). Não devemos abandonar nem trair os nossos amigos (Provérbios 27:10). Amigos verdadeiros não são interesseiros, mas aqueles companheiros fiéis que ficam nos bons tempos e nos maus: "Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão" (Provérbios 17:17). A amizade verdadeira traz benefícios mútuos: "Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo" (Provérbios 27:17).
As orientações bíblicas são valiosas para nos guiar em fazer e manter boas amizades.
Exemplos de amizades boas e más
Deus nos ensina, também, por exemplos. Três gerações da mesma família servem como exemplos de amizades boas e más. Considere estes casos:
Davi e Jônatas. Talvez a mais conhecida amizade na história seja a de Davi com Jônatas, filho do rei Saul. O ciumento rei tentou matar o jovem Davi, escolhido por Deus como seu sucessor. Pelo mesmo motivo, Jônatas poderia ter olhado para Davi com inveja ou ódio. Se Deus não tivesse nomeado Davi, o próprio Jônatas seria rei depois da morte de Saul. Mas Jônatas não mostrou tais atitudes. Ele manteve uma amizade especial com Davi durante toda a sua vida. Quando Saul tentou matar Davi, foi Jônatas quem protegeu o seu amigo (1 Samuel 20). Davi lamentou amargamente a morte deste amigo excepcional (2 Samuel 1:17-27). Mesmo depois da morte de Jônatas, Davi mostrou bondade para com seu filho aleijado, Mefibosete (2 Samuel 9).
Amnon e Jonadabe. Amnon, um dos filhos de Davi, não escolheu seus amigos como o fez o seu pai. Ao invés de cultivar amizades boas e saudáveis, ele escolheu como companheiro seu primo Jonadabe (2 Samuel 13:3). Quando Amnon falou com este amigo sobre os seus desejos errados pela própria irmã, Jonadabe teve uma oportunidade excelente para corrigir e ajudar o seu primo. Infelizmente, ele fez ao contrário. Ele "ajudou" Amnon a descobrir uma maneira de estuprar a própria irmã! Além de levar Amnon a humilhar e odiar a moça inocente e a magoar profundamente o seu pai (2 Samuel 13:4-21), o conselho de Jonadabe levou, afinal, à morte do próprio Amnon (2 Samuel 13:22-36). Jonadabe até teve coragem de tentar confortar Davi depois da morte de Amnon! Que amigo!
Roboão e seus colegas. Roboão, neto de Davi, se tornou rei depois da morte de Salomão. No início do seu reinado, ele procurou conselho de várias pessoas antes de tomar uma decisão importantíssima. Ele valorizou a amizade com seus colegas acima da sabedoria dos homens mais velhos e experientes (1 Reis 12:7-11). A "ajuda" destes amigos contribuiu para a divisão do reino e diminuiu muito a influência de Roboão. Nossos amigos podem falar coisas que nos agradam, mas devemos dar ouvidos à sabedoria de pessoas mais sábias!
O que aprendemos?
De tudo que a Bíblia fala sobre amizades, devemos aproveitar algumas lições importantes. Entre elas:
Escolher cuidadosamente os nossos amigos, evitando amizades que nos levariam ao pecado.
 Valorizar amigos que nos corrigem quando erramos.
Ž Cortar amizades que prejudicam a nossa vida espiritual, especialmente quando os "amigos" incentivam o pecado e participação em religiões falsas.
Ser amigos fiéis e de confiança, especialmente nos momentos difíceis quando os amigos mais precisam de nós.
Sempre manter nossa relação com Deus acima de qualquer amizade humana, confessando a nossa fé no meio de uma geração perversa.
Quando se trata de amizade, devemos valorizar qualidade, e não quantidade: "O homem que tem muitos amigos sai perdendo, mas há amigo mais chegado do que um irmão" (Provérbios 18:24)...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

sábado, 21 de junho de 2014

O AMOR É TUDO E FELIZ É QUEM AMA...


                                           O AMOR É TUDO E FELIZ É QUEM AMA...
O que é amar. Teorizar sobre o amor não é difícil. Escrever poemas de amor não é difícil. O difícil é amar concretamente. É amar através de gestos. É demonstrar esse amor nas diversas instâncias da vida.
Por isso, hoje, quando as suas vidas estão no altar de Deus para se unirem, não venho aqui teorizar sobre o amor. Não venho aqui tecer loas e versos a respeito do amor. Mas venho tomar como ponto de partida para falar de amor uma história que fala de alguém que, efetivamente amou e demonstrou esse amor através de gestos claros e definidos na esperança de que ao longo de sua vida conjugal vocês possam sempre ler essa história e dos princípios que dela emanam fazer os alicerces da história de amor que vocês vão escrever.
1Samuel 1. 1-9
Havia um homem da tribo de Efraim, chamado Elcana, que vivia na cidade de Ramá, na região montanhosa de Efraim. Ele era filho de Jeroão, neto de Eliú, bisneto de Toú e trineto de Zufe. Elcana tinha duas mulheres, Ana e Penina. Penina tinha filhos, porém Ana não tinha. Todos os anos Elcana saía da sua cidade e ia a Siló a fim de adorar e oferecer sacrifícios ao Deus Todo-Poderoso. Hofni e Finéias, os filhos de Eli, eram sacerdotes do Deus Eterno, em Siló. Cada vez que Elcana oferecia o seu sacrifício, ele dava uma parte para Penina e outra para todos os seus filhos e filhas. Mas para Ana ele dava uma porção dobrada. Elcana a amava muito, embora o Deus Eterno
não permitisse que ela tivesse filhos. Penina, sua rival, provocava e humilhava Ana porque o Eterno não permitia que ela tivesse filhos.
Isso acontecia ano após ano. Sempre que iam à casa do Deus Eterno, Penina irritava tanto Ana, que ela ficava só chorando e não comia nada. Um dia o seu marido Elcana lhe perguntou: - Ana, por que você está chorando? Por que não come? Por que está sempre triste? Por acaso, eu não sou melhor para você do que dez filhos?
1. É dar além do esperado.
O texto nos diz que Elcana dava a Ana porção dobrada porque a amava muito. Amar é ir além do esperado.
Todos os anos eles subiam, todos os dias ofereciam sacrifícios. Elcana, como o chefe de família providenciava os elementos para o sacrifício. A Penina dava o convencional. Mas por causa do seu amor dava a Ana, porção dobrada.
O esperado era que ele desse a Ana o mesmo que dava a Penina. Mas o verdadeiro amor é dotado de generosidade e excede as expectativas. Se vocês se amam, demonstrem esse amor com gestos generosos. Sejam pródigos nisso, não se conformem com o ordinário, com o comum. Se o esperado é lavar a louça, enxugue também. Cuidem um do outro como a jóia mais preciosa jamais encontrada, como a flor rara e delicada que jamais existiu.
Todos nós sabemos como é maravilhoso quando todas as nossas expectativas são superadas. Não deixem que o egoísmo mine a
beleza do amor, mas a cada dia se superem na doação e na entrega por amor um ao outro. Porque amar é ir além do esperado.
2. É não mudar mesmo recebendo aquém do desejado.
Se amar é ir além do desejado, também é verdade que o verdadeiro amor permanece, quando, mesmo tendo ir além do esperado recebendo aquém do esperamos.
Hoje, vivemos o imperativo da estética. A beleza está em primeiro plano. Naquela época não era assim. Não que a beleza física, já naquela época não atraísse. Mas, a realização do homem estava na procriação. O salmista expressando essa idéia corrente dizia: Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção. Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado. Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal.” Salmo 127 3-6.
Elcana amava Ana mesmo ela não lhe dando o que esperava. Ana nesse sentido ficava aquém das expectativas, mas isso não era motivo para que ele a amasse menos.
Quero dizer para vocês nesse momento. Em alguns aspectos vocês estarão aquém das expectativas do outro. Por melhor que vocês sejam. Não são perfeitos. Há áreas da nossa vida em que somos mais frágeis.
Por isso, lembrem-se: mesmo que você vá além do esperado. Não faça cobranças naquilo em que as suas expectativas forem frustradas. Não mudem de atitude. Não amem menos, pelo contrário, amem mais pois essa é a grandeza do amor.
O amor não é troca é entrega, é doação incondicional.
O grande exemplo é o de Deus que nos ama além do que merecemos, recebendo em troca bem menos do que merece.
É a essência de Deus. Ele é amor.
O apóstolo Paulo, dotado de muita sabedoria disse: “quem ama não busca os seus próprios interesses”.
3. É ser para quem se ama melhor que o mais sonhado.
Há um momento em que Ana se desespera. Quer filhos. Eles não vêm. O seu sonho maior não se realiza. Quem teve um grande sonho e não o viu concretizar sabe o que Ana sentia no coração. Para aumentar ainda mais a sua tristeza a outra desfila diante do seu rosto a sua alegria; os filhos, o anelo mais profundo de Ana.
É nesse momento que Elcana intervém. Não te sou eu melhor do que dez filhos.
Não penso que Elcana esteja sendo pretensioso quando fala essas coisas. O relato já nos mostrara anteriormente como, a despeito da esterilidade de Ana ele a amava e dava a ela a distinção devida.
Portanto, não é com presunção, mas, com convicção que ele afirma ser para ela dez vezes melhor do que sonho maior de sua vida, um filho.
Amar é ser para o outro, melhor que o desejo mais profundo do coração, que anelo o anelo mais entranhado em nosso ser, que tudo o que mais sonhamos.
4. É ser solidário e compreensivo quando necessitado.
Mas Deus em sua misericórdia concede o desejo do coração de Ana, um filho. É nesse momento que Elcana demonstra mais uma vez o seu amor. Ele é solidário e compreensivo com ela quando ela diz que não subirá com ele ao Santuário enquanto a criança não estiver desmamada. Isso levaria uns três anos. Ele é compreensivo com ela. Faça o que achar melhor é o que diz para ela.
Lendo o texto hoje não compreendemos a riqueza do que isso significava. Aquela era uma época patriarcal, os direitos do homem dentro da casa eram absolutos e inquestionáveis. Uma mulher ter vontades e ser compreendida não era algo comum.
Depois que o menino é desmamado ela o leva para viver na Casa de Deus. Mas uma vez Elcana demonstra compreensão e solidariedade. Não se percebem no texto contrariedade, objeção, entraves.
Imaginem a dramaticidade daquele momento para Ana estava levando o seu filho para longe dela para viver na Casa do Senhor. Elcana está do seu lado, ele a apoia ele a compreende porque ele a ama.
Haverá momentos decisivos na vida de vocês. Momentos dramáticos em que o peso da decisão será muito grande e o gesto de apoio, carinho, a companhia, o ombro amigo são mais do que necessários.
Amar não é apenas estar ao lado nos momentos fáceis, nos momentos de calmaria, mas nos momentos de tempestades.
É estar junto compreensivo e solidário nas horas agônicas e difíceis.
Gostaria que vocês, olhassem um para o outro e dissessem:
Eu quero te dar além do que você espera, mesmo que receba aquém do que desejo. Quero ser para você, melhor que o mais.
Sonhado por você e estar ao seu lado sempre que você precisar...

Bispo. Capelão/Juiz Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

sexta-feira, 20 de junho de 2014

ESPÍRITO SANTO VISITA A MINHA CASA E REVESTE-A DE PODER...


                         ESPÍRITO SANTO VISITA A MINHA CASA E REVESTE-A DE PODER...
Atos Capitulo 10
Em Atos 9:1-30 Lucas focou Saulo que viria a se tornar o “apóstolo dos gentios”. Em At 32:31 ele forneceu uma visão da vitalidade da Igreja.  De  Atos 9:32 até o capítulo 13 ele retomou o seu foco no apóstolo Pedro – no final do capítulo nove curando o paralítico Enéias e ressuscitando a costureira Dorcas (Tabita) e no capítulo 10 e 11 encontrando um homem chamado Cornélio, um encontro que atingiu toda a casa de Cornélio que ficou cheia do Espírito Santo. COMO NOSSA CASA PODE SE TORNAR HOJE CHEIA DO ESPÍRITO.
 I – TEM UM LÍDER COTIDIANAMENTE  SINTONIZADO COM DEUS (v.  1-2)
 Cornélio era um líder militar de Cesaréia (v. 1) – como centurião tinha sob sua responsabilidade uma “centúria” =  um pelotão de cem soldados (6 “centúrias” formavam uma “coorte”). Mas sua maior liderança era espiritual: piedoso (v.2), temente a Deus (v. 2), preocupado com a espiritualidade de sua família (v. 2), caridoso (v.2), priorizava a oração (v. 2). A presença do Espírito Santo nas casas passa por uma mudança de postura exemplar de seus líderes que são chamados a serem sacerdotes.
 II – É ABERTA PARA ACOLHER OS SERVOS DE DEUS (v. 3-24)
 Neste ambiente doméstico de espiritualidade Cornélio recebeu uma visão especial de Deus (v. 3-8): teve a intimidade de Deus (v. 3), a aprovação de Deus (v. 4), a direção clara de Deus (v. 5-6) e uma submissão completa a Deus (v. 7-8).
O cenário agora é Jope (v.8) e o personagem principal é Pedro: um homem com fome de Deus (v. 9), fome de comida (v. 10) que também recebe uma visão de Deus (v.11-12), ouve Sua palavra (v. 13) e, ao contrário de Cornélio, reage com insubmissão (v. 14; Lv 11). Porém,
trabalhado pacientemente por Deus (v. 15-16), passa da “perplexidade” (v. 17-18) para a “humildade”: meditando sobre a visão (v. 19a), conhecendo e obedecendo à direção específica do Espírito (v. 19b-23). Chegando na casa de Cornélio, acompanhado por seus dois servos e seis companheiros (11:12) encontra todos os presentes completamente abertos para a visitação de Deus (v. 24). Cada vez que abrimos as portas de nossa casa para acolher irmãos em Cristo estamos abrindo as portas para acolher o Espírito Santo.
III – CONHECE TODAS AS ORDENANÇAS DE DEUS (v. 25-35)
Cornélio estava tão ávido pela visitação de Deus em sua casa que,  ao exagerar no acolhimento do servo de Deus  Pedro (v. 25-26), acabou sendo corrigido por ele. Na seqüência fez com Pedro uma espécie de “checagem” de suas visões (v. 27-33a), concluindo de maneira profundamente comprometida: “agora, pois, estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que foi ordenado da parte do Senhor” (v. 33).... Cornélio – agilmente, coletivamente, sensivelmente, submissamente – estava com o coração preparado para receber a mensagem do Deus que não discrimina pessoas (v. 34-35). Uma casa cheia do Espírito é uma casa que prioriza a Palavra inspirada do Espírito...
IV – EXPERIMENTA A SALVAÇÃO PELA FÉ NO CRISTO SENHOR FILHO DE DEUS (v. 36-44).
Para alguns este é um ponto surpreendente: Cornélio, apesar de toda a sua espiritualidade, ainda não havia reconhecido Jesus como CRISTO Salvador e Senhor (11:12—14, 18b). Por isso Pedro lhe apresenta a mensagem do Evangelho salvador que nos fala de um  CRISTO SENHOR revelado (v. 36): na palavra (v.37), na autoridade do Espírito (v. 38a-39a), na cruz (v.39b), na ressurreição (v.40), aos discípulos em particular (v. 40b-41), na autoridade de juiz (v. 42) e de salvador (v. 43) que deve ser crido e seguido...
 Uma casa cheia do Espírito é uma casa que tem como alicerce o nascer do Espírito (Jo 3:1-15)
  CONCLUSÃO
1. Uma casa cheia do Espírito experimenta um saudável derramar do Espírito   (v. 44-46)
 a) Pela Palavra (v. 44; Ef 5:18-20))
 b) Indiscriminadamente (v. 44)
  c) Despreconceituosamente (v. 45a)
d) Imeritoriamente (v. 45b)
e) Sinalizadamente (v., 46)
2. Uma casa cheia do Espírito integra seus membros pelo batismo (v. 47-48)
3. Uma casa cheia do Espírito continua sendo a estratégia de Jesus para alcançar uma cidade
a) Nossas casas – Jos 24:14-15(ruptura e aliança)
a) Casas dos não cristãos – Atos 18:5-8 (Corinto, sinagoga, Tício Justo)
b) Casas hospedeiras – Col 4:15 (havia uma igreja reunida na casa de Ninfa...)
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante


    


quinta-feira, 19 de junho de 2014

ESTUDO RECEBA O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO...


                                    ESTUDO RECEBA O  BATISMO DO ESPÍRITO SANTO...
Conta um evangelista que em certa cidade um jovem sem cultura fora conduzido ao Salvador. No modesto emprego que ocupava começou a testemunhar de Cristo, com apreciáveis resultados. A atenção do evangelista sobre o jovem foi despertada por um cavalheiro que por ele se interessava e o trouxera  simplesmente para que o pastor o visse e falasse com ele.
Convidou-o para falar em uma de nossas tendas, colocada em um dos piores e mais turbulentos bairros. Nessa tenda certa vez uma revolta organizada havia interrompido o culto completamente. Era muito difícil prender a atenção dos ouvintes naquele lugar.
O jovem começou a falar de um modo muitíssimo vulgar: Pensou ter cometido um erro. Porém, começou a orar silenciosamente e a prestar atenção ao auditório. Não havia nada de notável em seu discurso, a não ser os muitos erros gramaticais. Mas notou que todos o ouviam com atenção e continuaram até o fim. Quando o pastor perguntou se alguém dos presentes queria aceitar a Cristo, um bom número de pessoas, dispersas pelo amplo salão, acudiu ao apelo. Admirado, falou com o homem que conhecia o jovem, e ele disse: "É sempre assim, todas as vezes que ele fala." Qual a explicação disto? Este jovem sem cultura tinha recebido o batismo e o poder do Espírito Santo.
 O  PODER  DO  ESPÍRITO SANTO
 Certa noite, depois de um sermão sobre o batismo do Espírito Santo, um ministro evangélico veio ao púlpito e disse ao pastor: "Necessito desse poder e desejo que o senhor ore por mim neste sentido." O ministro disse: "Ajoelhemo-nos agora mesmo"; e assim fizeram.
Algumas semanas depois encontrou um senhor que tinha sido testemunha ocular do acontecido, o qual lhe disse: "Lembra-se daquele ministro  que lhe pediu que orasse por ele para receber o Espírito Santo? Pois esse ministro voltou à sua igreja e agora todos os domingos o seu salão de cultos se acha repleto, vendo-se no auditório muitos jovens, e as conversões são em grande número." Ele tinha evidentemente recebido o batismo e o poder do Espírito Santo.
 IMPEDINDO  O  ESPÍRITO  SANTO
 Um Senhor  fala-nos de uma senhora que durante dias orou fervorosamente pelo batismo do Espírito Santo, sem receber resposta. Afinal, orando uma noite, levou a mão à cabeça, arrancou um adorno que sempre a estorvava na ocasião de orar, e lançou-o fora. Imediatamente ela recebeu a bênção pela qual tanto suspirava. Aquele enfeite, que parecia uma coisa de nada, era o impedimento da grande bênção.
 CONSELHO  SÁBIO
 Um homem encontrou as janelas de sua casa cobertas de gelo e procurou tirá-lo cortando os vidros.
– Que faz aí?, perguntou-lhe o vizinho.
– Estou quebrando o gelo, porque não posso ver através destes vidros.
Vendo o vizinho como era lento e duro este trabalho, disse-lhe: –  Põe fogo, porque, esquentando a habitação, o gelo desaparecerá por si mesmo.
Sábio conselho. Se temos ficado frios de coração, por causa da incredulidade e da frialdade que nos rodeia, não procuremos em vão livrar-nos do gelo por esforços próprios, mas peçamos ao Senhor sabedoria e o fogo necessário e espiritual para o nosso coração, e então desaparecerá o gelo.
O  ESPÍRITO  SANTO  MORA  NO  CRENTE
 Um pastor entrou numa casa uma noite e a luz era muito fraca porque o vidro do foco estava sujo. Tomando um trapo de pano molhado, ele lavou o vidro e a luz se fez sentir mais forte e brilhante. Para que o foco dê melhor luz é necessário que se limpe diariamente.
É possível que a luz seja muito boa dentro do foco, porém, quando o foco está sujo, ela não brilhará por fora. Assim é com a luz da vida cristã. O Espírito Santo entra no crente quando se converte, para morar ali, procurando manifestar o Seu poder, brilhar na vida e alumiar o caminho para os que vivem em seu derredor.
Muitas vezes, porém, o Espírito Santo não pode fazê-lo devido as manchas da vida. É preciso que o cristão tenha cuidado para não manchar o seu corpo que é morada do Espírito, porque o Espírito não poderá brilhar por meio de seus feitos.
 NÃO  ENTRISTEÇAIS  O  ESPÍRITO  SANTO
 Certa ocasião, um homem dono de uma formosa casa convidou a um de seus amigos para morar com ele. Preparou-lhe um quarto especial e deu-lhe lugar em sua mesa. Mais tarde encontrou outro homem que também o agradou muito e também o convidou para viver consigo. Dirigiu-se ao que o convidara primeiramente e perguntou-lhe se o estrangeiro podia ocupar o mesmo quarto que ele ocupava. Um pouco mais tarde, o primeiro hóspede teve que ceder sua cama ao outro e depois o lugar na mesa. Não nos admirará dizer que o primeiro convidado se entristeceu e se sentiu humilhado por tal depreciação.
Muitos homens têm entristecido o Espírito Santo, o Hóspede bendito do seu coração, dando preferência às coisas do mundo. Tenham cuidado quando o mundo começa a lutar contra o Espírito Santo para possuir o seu coração. Não dêem lugar ao mundo em seu coração para que não venham a entristecer o Espírito, nem o humilhem a tal ponto que Ele não se manifeste mais em sua vida. Para que o Espírito Se mostre com poder em sua vida deve ter o primeiro lugar e deve, também, ser apreciado sobre todas as coisas.
CONTESTAÇÃO  SÁBIA
 Uma senhorita durante os dias da perseguição, dirigia-se, num domingo, para o lugar de culto, quando encontrou uma companhia de cavalaria, inimiga dos cristãos, cujo chefe lhe perguntou para onde ia. Nesse momento ela se recordou da promessa de Cristo, que prometia ensinar-lhe o que deveria falar. Pediu em silêncio que o Espírito Santo desse a confirmação de tal promessa e repentinamente lhe vieram estas palavras à mente: "Estou a caminho para casa de meu Pai; meu Irmão maior morreu; Seu testamento será lido hoje e eu tenho interesse nele."
O chefe de armas deu permissão que a senhorita seguisse o seu caminho, expressando o desejo de que ela recebesse uma porção rica do testamento do seu Irmão mais velho.
 O  PODER  DO  ESPÍRITO  DE  CONVENCER  DO  PECADO
 Na igreja os diáconos estavam inquietos porque havia tão pouco movimento por parte dos inconversos, tão pouco convencimento do pecado nos cultos de reavivamento, que eles resolveram ter reuniões de oração para que Deus mandasse o Espírito Santo a fim de mostrar aos pecadores os seus pecados.
Depois desses serviços de oração, um domingo, à noite, um homem nos bancos da frente e inclinado para o púlpito deu mostras de muito interesse no sermão. Era um viajante e ao mesmo tempo um jogador. Durante o seu sermão o pregador, embora não tivesse planejado fazer um convite para tornar o seu argumento mais forte, disse em voz elevada: "Quem aceitará a Cristo esta noite?" e instantaneamente o homem citado levantou-se e em voz alta e penetrante, disse: "Eu O aceitarei como o meu Redentor", e sentou-se muito emocionado.
Este jeito produziu um choque elétrico, e o pregador viu que era tempo propício para estender o convite aos inconversos, porque ele não estava ali para pregar só o seu sermão, mas sim para salvar os pecadores. Então disse: "Que outra pessoa está pronta a aceitar a Cristo como seu Salvador pessoal?"
Em todas as partes do salão homens e mulheres se levantaram, aceitando a Cristo como seu Salvador. Entre os que se manifestaram havia um ancião que era coronel, pertencente a uma família que o havia mandado e pagava todas as suas despesas num hotel, porque ele estava se matando com bebidas alcoólicas. Seus parentes não o puderam suportar mais em casa e por isto teve que buscar um alojamento no hotel. Porém essa noite o Espírito Santo tocou em seu coração e ele se converteu verdadeiramente, passando a viver uma outra vida.
LÍNGUA  DE  FOGO
 Suponhamos que víssemos um exército ante uma fortaleza e nos dissessem que iam derrubá-lo. No momento perguntaríamos: "Como?" Eles nos apontariam uma grande bala de canhão. "Sim, porém, não há poder nesta bala;" – responderíamos – "é pesada, e se todos os homens do exército a arrojassem contra a fortaleza, ela apenas faria uma fraca impressão na pedra dura." Eles nos diriam: "Olhe o canhão." "Bem", diríamos ainda, "mas, não há poder no canhão; uma criança poderia subir nele sem nenhum perigo; um pássaro poderia parar na sua boca com o mesmo resultado; é uma máquina e nada mais." "Olhe a pólvora." "Sim, mas não há poder nenhum nela sozinha; as crianças podem pegá-la e os pássaros colhê-la sem resultado algum.
Mas com esta pólvora impotente e com esta bala sem poder no canhão também impotente e uma chispa de fogo chegada à pólvora, será o suficiente para haver uma explosão que arrojará a bala com um poder irresistível, fazendo ruir a fortaleza.
Assim é com o maquinismo da igreja hoje em dia: temos o instrumento para derrubar as fortificações do inimigo; só se precisa do fogo do Espírito Santo.
 A  REGENERAÇÃO  SE  VERIFICA  NO  INTERIOR
 Um dia, certo cristão rico disse a um de seus jovens: "Tiago, suponhamos que eu tome um tinteiro, tape-o hermeticamente, amarre um cordão comprido no seu gargalo, jogue-o ao rio, segurando, porém a ponta do cordão, e comece a puxar o cordão para cima e para baixo depois. Quanto tempo necessitaria para limpá-lo bem, por dentro?"
O jovem com um sorriso contestou: "Nunca poderia limpá-lo." O chefe tomou isto como uma ilustração a fim de mostrar ao jovem que o batismo nunca pode limpar o homem interior porque isto é obra do Espírito Santo.
 O  CORAÇÃO  HUMANO
 Faz alguns anos, encontrava-se numa exposição de Londres notável pintura. Era um monge em atitude de oração, com suas mãos estendidas para o céu e a cabeça inclinada. Mas ao nos aproximarmos, e depois de examiná-la com bastante cuidado, vemos que não era mais do que um homem espremendo limão numa caçarola.
Que majestoso retrato, do coração humano! Examinado superficialmente parece ser o centro de todo o bem nobre e feliz do homem; mas em realidade, antes de ser transformado pelo Espírito Santo, é o centro de toda corrupção. "Esta é a condenação porque a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas, porque suas obras eram más."

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MINHA VIDA É UMA TEMPESTADE, MAS O SENHOR ESTÁ COMIGO, FICA COMIGO Ó MESTRE AMADO...


MINHA VIDA É UMA TEMPESTADE, MAS O SENHOR ESTÁ COMIGO,FICA COMIGO Ó MESTRE AMADO...
O dia foi cansativo. Multidões de enfermos e endemoninhados curados. De manhã, até à noite, Jesus e os discípulos pouco haviam comido ou repousado. Encerram os trabalhos e entram em um barco em direção a outra margem do lago da Galiléia. Nas cercanias do lago, também chamado de Tiberíades ou Genezaré, havia muitas cidades: Gadara, Cafarnaum, Betsaida... Para onde quer que fossem, ao desembarcarem nas margens do lago, havia pessoas esperando por eles.

Jesus exausto não resiste e dorme tão logo recosta a cabeça em uma almofada na popa do barco. Os discípulos conversam sobre as maravilhas que viram. Era tarde da noite, estavam no meio do lago, em lugar profundo quando se levanta um temporal de vento “E subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia, havia também com ele outros barquinhos” Mc 4:35, 36.

Certamente, todos os outros barcos que navegavam na Galiléia, foram atingidos pela adversidade. Não sabemos de que forma reagiram. Mas no barco de Jesus, houve desespero. Alvoroçados, acordam o Mestre: “Não se te dá que pereçamos?” Mc 4:38. Jesus dormia na popa. A popa é a secção traseira dos barcos e por razões funcionais, é onde se localiza o aparelho de manobra do leme ou da roda de leme. Jesus dormia, mas era o capitão por ali. O barco estava a seus cuidados e direção. Os discípulos ainda não haviam entendido isso. Precisaram ser corrigidos: “Por que sois tão tímidos”? Ainda não tendes fé? Mc 4:40.

Nenhuma adversidade pode ser maior que o poder de Jesus. Aquele barco, jamais iria a pique. Ele precisava chegar à outra margem. Um lugar em que a experiência com Deus, testemunharia para outras vidas. Quantos barquinhos estavam por ali naquela noite? Não se sabe. Mas os que estavam estancados nas margens não sofreram tanto. Se quisermos crescer em graça e conhecimento, é necessário “pegar um barco para outra margem”. Nesse ínterim, vai haver dor, sofrimento. Mas uma coisa é certa; Jesus estará na popa. Dormindo tranquilamente, não só porque confiamos nEle, mas porque Ele confia em nós. Já nos deu Sua palavra e tudo que temos que fazer é colocá-la em prática.

Para outra Margem

Quando Deus aporta em um coração quebrantado e sedento por servi-Lo, tem inicio um processo de busca e comunhão que não deve ser rompido, ainda que soprem ventos e fortes ondas. Haverá o tempo da colheita: “E o vento se aquietou e houve grande bonança” Mc 4:39.

José foi jogado em um “barco” como mercadoria a deriva. Vendido como escravo, caluniado e preso, chega ao posto de governador do Egito e senhor de seus irmãos. No lugar profundo, bem no meio das águas ele vivenciou a ventania, mas não desistiu: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o Espírito de Deus”? Gn 41:38. José não guardou mágoa, rancor ou revolta contra Deus e o mundo. Ele prosseguiu acreditando que “Jesus dormia na popa do barco” e acordaria na hora certa. E o que dizer de Jó, Moisés, David, Ana, Esther, Noemi, Maria, Paulo e tantos outros que experimentaram temporais até desembarcarem na “outra margem”?

Outros Barquinhos

O lago da Galiléia é abundante em peixes, alguns barquinhos eram conduzidos por pescadores, de perto,  de longe, a perder de vista. Todos foram atingidos por ventos e ondas. Quando pensardes que sóis o único a sofrer lembre: “Havia outros barquinhos”. Jesus no comando é que faz a diferença.

Elias pensou que era o único barquinho a ser sacudido pela tempestade: “Só eu fiquei por profeta do Senhor, tem quatrocentos e cinqüenta homens atrás de mim” I Rs 18:22. Ao que Deus respondeu: “Elias, Elias, tem mais barco ai na tempestade, moço!”. Sabe o que me impressiona? È que Deus só fala isto para Elias muito depois de ouvir “só eu fiquei”. Deus não quis acabar com a exclusividade dele de imediato. Este sentimento também é comum em nós e podemos levar algum tempo até descobrirmos que o sofrimento não é uma exclusividade nossa.

O Silêncio de Deus

“Mestre não se te dá que pereçamos”? Em outras palavras: não vais fazer nada? Será que não estás vendo? Acaba logo com esse sofrimento! A reação dos discípulos é tipicamente humana e alheia ao conhecimento de Deus. É imediatista centrada nas emoções: frio, medo, barulho das águas, desconhecido.

“Ó Deus, não fiques em silêncio! Não cerres os ouvidos nem fiques impassível, ó Deus” Sl 83:1.

É importante dizer que além do processo de cura e crescimento proporcionados pelas tempestades da vida, existe também o sofrimento causado pelo pecado, pelo nosso silêncio em relação a Deus: Não nos arrependemos, confessamos, ou O obedecemos. Por tudo isso, não conseguimos ouvi-Lo. Não é que Ele tenha nos deixado, nós é que nos distanciamos de tal forma que não reconhecemos Sua voz.

Davi viveu momentos de profunda comunhão com Deus. Inspirado, criou Salmos belíssimos. Foi uma líder profeta para as nações. Mas quando mandou matar Urias para ficar com Bate-Seba experimentou o silêncio dos céus, jejuou e chorou para que o filho não morresse, mas não foi atendido: “Quem sabe se Deus se compadecerá de mim, e viverá a criança” A criança morreu (II Sm 12:22). Um barco, no meio do lago da Galiléia, sacudido pelo temporal.

Até que ele despertou Jesus com a sua adoração, arrependimento e confissão: “Tem misericórdia de mim ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias” Sl 51:1. Davi chegou à outra margem do lago e foi agraciado com o nascimento do filho Salomão – aquele que tem paz - o salmista viu no filho uma nova época em que reinaria paz, bonança.

O silêncio de Deus é algo angustiante para os que O amam, mas representa apenas uma pausa em Sua voz, um intervalo entre noite e dia, entre uma margem à outra do lago.

O Poder da Palavra

Jesus é O Verbo, A Palavra (Jo 1:1) que transformada em carne veio ao mundo para dizer aos homens que tudo é possível ao que crê (Mc 9:23). Não existe nenhum sistema, religião, filosofia ou o que quer que seja criado pelos homens que se equipare a supremacia das Escrituras. Certo homem estava com o criado doente e aproximando-se de Jesus suplicou: “Dize só uma palavra e meu criado sarará” Mt 8:8 Uma só palavra tem poder de mover o céu. Um soldado americano testemunhou para a imprensa mundial que sobreviveu a guerra e as doenças graças a sua fé em Jesus. Todos os dias eu confessava: “Maior é o que está em mim do que o que está no mundo” I João 4:4

Enquanto não agimos confiantes na Palavra, Ela dorme para nós. Se a fé vem pelo ouvir Rm 10:17, é necessário que atentemos para Ela a fim de trazer à existência aquilo que ainda não existe (Hb 11:1). O milagre, não é um mérito humano, mas Divino. Agora, o objeto do milagre, precisa está revestido de fé, é a porção divina que lhe cabe. Ou seja, o homem nada é sem a Palavra e a Palavra não opera sem a fé do homem. Deus fez dessa forma para que a Ele fosse concedida toda a glória.

Jesus Dorme

Mas tem a direção do barco. Nele podemos descansar. Se deixamos a multidão para navegar com Jesus, saibamos que certamente Ele nos levará para a outra margem. Um lugar onde a bonança será fruto do nosso crescimento e experiência com Deus. Nas águas profundas, na intensidade da comunhão, haverá dor - Ele nos molda nas revoltas águas. Ensina-nos a confiar, a perceber Sua presença ainda que silenciosa. Em qualquer situação adversa enfrentada sempre haverá “outros barquinhos”, sinalizando que você não é o único e nem está sozinho no meio do lago. Outros barquinhos podem até ir a pique ou mesmo desistir de prosseguir, mas se você está com Cristo, Ele te anima a chegar à outra margem.

Ventania espalha sementes, mobiliza sensações desagradáveis, mas é preciso acreditar que Ele tem o leme, e Sua voz chegará na hora certa para “aquietar o vento e calar as águas”. As sementes cairão em outros “barquinhos” e germinarão pela voz do Mestre. Sim, os tripulantes de outras embarcações perceberão de onde vem a poderosa voz e serão atraídos. No meio do lago, sejamos socorro. Ao desembarcar na outra margem, sejamos benção...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante.