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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A FALSIDADE E A MENTIRA PERTENCEM A SATANÁS, CHEGA DE FALSOS AMIGOS (AS)


   A FALSIDADE E A MENTIRA PERTENCEM A SATANÁS, CHEGA DE FALSOS AMIGOS (AS)

A Falsidade e a Mentira
A mentira é outro dos pecados mais generalizados de nossa sociedade, a tal ponto que a consciência de muitos cristãos têm se tornado insensível e debilitada com relação ao pecado da mentira. Existem muitas pessoas crentes que crêem "que não se pode viver sem uma mentirinha".
A mentira é covardia para não enfrentar a realidade. O homem se justifica ao mentir; considera que as mentiras são "piedosas" ou "por necessidade" ou ainda para evitar problemas maiores. São justificativas ilusórias e sem fundamentos, pois a falsidade e mentira são imorais e contrárias à conduta que Deus requer do homem.
Que é a Mentira?
Mentira: É uma manifestação contrária à verdade, cuja essência é o engano, e cuja gravidade se mede segundo o egoísmo ou a maldade que encerra. Está proibida pelo decálogo (10 mandamentos) divino (Ex 20:16), e um dos efeitos da conversão ao cristianismo é deixar de mentir (Ef 4:25).
A mentira direta, como a de Ananias e Safira (At 5:4), não é a única forma de mentira. Em algumas ocasiões se trata de meias verdades (que é uma "mentira inteira"), como Abraão disse de sua esposa Sara a Abimeleque: "É minha irmã." (Gn 20:2,12). O propósito é sempre enganar.
Pode ser também uma resposta evasiva, como a que Caim disse a Deus (Gn 4:9); um silêncio como o de Judas quando o Senhor o acusou indiretamente na última ceia (Jo 13:21-30), ou toda uma vida enganosa. "Se dissermos que mantemos comunhão com Ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade" (I Jo 1:6).
A mentira não é um "pecadinho", isto não existe: Os mentirosos irão para o lago de fogo (Ap 21:8).
Hipocrisia: Pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités", que significa ator ou protagonista no teatro grego. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam.
É daí que o termo hipócrita chegou a designar a pessoa que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.
Deus proíbe e condena a mentira e a falsidade
Não devemos enganar mentir, nem jurar falsamente (Lv 19:11,12); Mt 5:33-37)
Deus destruirá o mentiroso (Sl 5:6)
Deus aborrece a mentira (Pv 6:16-19; 12:22)
Pesos e medidas falsas são abominação ao Senhor (Pv 20:10)
As mentiras corrompem o homem (Mt 15:18-20; Mc 7:21-23)
Manifesta a relação filial entre o homem e Satanás (Jo 8:43-47)
O engano é parte integral da profunda degradação do homem (Rm 1:28-32; sl 58:3; 62:4; Pv 26:24-28; Jr 9:3-6)
Devemos rejeitar a mentira (Ef 4:22-25; Cl 3:9; I Pe 2:1)
O engano faz a vida infeliz, mas Deus promete bençãos e dias bons aos homem que fala a verdade (I Pe 3:10; Sl 34:12,13)
Deus condena a hipocrisia (Mt 6:2, 16-18; 15:6-8; 22:18; 23:27-28; Rm 12:9; I Tm 1:5-6; Tt 1:16; Tg 3:14; I Pe 1:22; 2:1-2)
Deus rejeita a religiosidade (Tg 1:26)
Cristo é o nosso exemplo de verdade
Não houve engano na Sua boca (Is 53:9; I Pe 2:21,22)
Veio ao mundo para ser testemunha da verdade (Jo 18:37)
Estamos "no verdadeiro" (I Jo 5:20)
Cristo, o Senhor, nos ordena a ser absolutamente verazes; "seja a tua palavra sim, sim e não, não" (Mt 5:37). Está preparando para si uma igreja sem mancha e sem ruga ( Ef 5:27), e como discípulos seus e parte do seu corpo, devemos ser absolutamente verazes, francos, sinceros, honestos, honrados; ainda quando tenhamos de sofrer por Sua vontade (1Pe 4:15-19; 3:17; Pv 19:22).
O povo de Deus aborrece a mentira (Sl 119:104, 128,163; Pv 30:8) e rejeita os que a praticam (Sl 40:4; 101:7; 144:11; Ef 5:11), orando para ser guardado da mentira (Sl 119:29; Pv 13:5).
O dano que faz a mentira e o engano.
A mentira anestesia a consciência do mentiroso; torna-o insensível à verdade; a verdade não penetra para uma transformação. A mentira vicia com mais facilidade, já que uma mentira conduz a outra.
A falsidade e a mentira são muito prejudiciais ao relacionamento entre os discípulos de Cristo. Cria a desconfiança, o receio, a incredulidade, a suspeita. Destrói o ambiente de fé, de amor, de compreensão e estimula o ciúme. O senhor nos ordena a rejeitar a mentira em todas as suas formas: falso testemunho, engano, hipocrisia, fingimento, exagero, calúnia, desonestidade, não cumprir os tratos injustificadamente, fraude, falsificação em todas as áreas de nossa vida: lar, trabalho, comércio, igreja, autoridades, colégio, amizades, etc.
A sociedade assentada sobre a mentira e a falsidade está destinada a desmoronar. É preciso edificar uma estrutura moral de veracidade em todas as ordens e escalas da vida: nos governantes e nos governados, nos pais e nos filhos, nos patrões e empregados, nos mestres e nos alunos, nos comerciantes, nos profissionais, nos clientes.
Como libertar-se e corrigir-se.
Arrepender-se: mudar de atitude e de mentalidade em relação à mentira e à falsidade. Rejeitar a mentira, eliminá-la da vida. Determinar obedecer a Deus em tudo e viver sempre na verdade. Disciplinar-se até cultivar uma nova atitude baseada na veracidade.
Confessar o pecado: (Pv 28:13-14; 1 Jo 1:9; 2:1) toda a mentira é pecado e deve ser completamente confessada, esclarecendo-se a verdade com Deus e com a pessoa enganada. Quando a mentira constitui um vício arraigado à maneira de viver, deve ser confessada a um irmão maduro, responsável, procurando uma ampla orientação (Tg 5:16).
Exortação (Tg 5:19-20: Gl 6:1-2; Ef4:25) como este pecado afeta as relações entre os irmãos, somos responsáveis uns diante dos outros para corrigir, admoestar, ensinar, etc...
BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE




terça-feira, 24 de setembro de 2013

MESTRE SEGURA EM MINHAS MÃOS...


                                                  MESTRE SEGURA EM MINHAS MÃOS...
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula (incontaminável) e imarcescível (que não murcha), reservada nos céus para vós outros, que sois guardados pelo poder de Deus mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo” (1Pe 1.3-5)
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (Jo 10.27-29).
Há quem não tenha certeza da salvação? Há quem, chamando-se cristão, não leve a sério a segurança dessa salvação? Sim; por essa razão, João explicou porque escreveu o Evangelho que leva o seu nome: “Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo. o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20. 30,31). E João, na sua Primeira Carta, “Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna”, porque havia já naquela época alguns que não tinham muita segurança da salvação concedida por Jesus ( 5.13). A PESSOA QUE TEM MEDO DE PERDER A SALVAÇÃO AINDA NÃO É SALVA… POIS A SALVAÇÃO É O MAIOR TESOURO DE ALGUÉM… AQUELE QUE O GANHA NÃO O JOGA FORA. Rm 8.18 “Pois para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”…
I Co 15.19 “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”.
É privilégio do salvo saber e viver como quem está eternamente salvo (glória a Deus por isso!), mas não é privilégio algum viver na incerteza da salvação.
E isso porque “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis (não podem ser anulados)” (Rm 11.29 TEB).
Pedro fala-nos da Regeneração: verbo ANAGUENAU, = fazer nascer de novo. A idéia de um novo começo, mediante um novo nascimento com a infusão da vida divina.
Imperecível – não perece
Imaculável – não é contaminada pelo mal
Imarcescível – não murcha
Ideia dos três adjetivos é que a salvação (herança = desfrutamos hoje, é uma propriedade já recebida, mas ainda aguardada) é intocável pela morte, impermeável ao mal e impenetrável pelo tempo.
A CERTEZA DA SEGURANÇA
A certeza da segurança da salvação, a certeza da perseverança vem de uma compreensão clara das coisas elementares dessa salvação. O regenerado se caracteriza por certas qualidades éticas e espirituais. Por exemplo, pelo discernimento da verdade . Não está aqui na palavra de Deus? “Quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei” (1Jo 2.27).Essa é uma grande verdade espiritual que nós temos.
Querem ver outra que nos dá segurança? A posse do Espírito Santo. Não andamos ansiosamente buscando o Espírito Santo, não, porque quando cremos recebemos o Espírito: Ele é nosso (creio que fica melhor dizer, nós somos dEle); não é um objeto a ser possuído, Ele é que nos possui quando somos convencidos do pecado, da justiça e do juízo (1Jo 3.24; Rm 8.9, 14).
Uma terceira realidade espiritual é o amor à paz e à fraternidade (1 Jo 3.10,11,14). Vejo que todas elas são privilégios maravilhosos dados ao crente pela misericórdia de Deus. A justificação, quando você é declarado reto, livre, limpo dos seus pecados do passado (Rm 5.1); a adoção como filho de Deus, realidade marcante do seu presente (Jo 1.12; Rm 8.14, 15; Gl 3.26; 1Jo 3.1); e a santificação, quando você é declarado separado para Deus, como reserva especial para o nosso Pai .
E isso se perde? Podemos perder a justificação, e a adoção , a santificação, e a glorificação que nos aguarda? Somos reservados, regenerados para uma herança incorruptível (ela não decai, não se estraga), incontaminável (nenhum fungo pode maculá-la), e ela não murcha, essa herança que está reservada nos céus para os santos. Isso é a glorificação! E isso se perde? E isso vai para o lixo? Não! Estamos seguros! E por que estamos seguros? Por causa do amor de Deus que é imutável (Hb 6.17,18). Não pode existir essa idéia que Deus me ama hoje, mas amanhã ,não sei não… O amor de Deus não muda! Estamos seguros por causa de Suas promessas. E as promessas de Deus mudam? A palavra de Deus diz, “ele mesmo disse: Não te deixarei,
nem te desampararei” (Hb 13.5). Que promessa extraordinária! Quero ainda ir à Carta aos Hebreus: “para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos poderosa consolação, nós, os que nos refugiamos em lançar mão da esperança proposta” (Hb 6.18). As gloriosas promessas de Deus não mudam!
Porque temos segurança da nossa salvação? Por causa da aliança feita com Deus. No profeta Jeremias, o texto diz: “E lhes darei um só coração, e um só caminho, para que me temam para sempre, para o seu bem e o bem de seus filhos, depois deles; e farei com eles um pacto eterno de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.39,40). Como Deus é fiel; nós cantamos sempre a Sua fidelidade para conosco:
“Tu és fiel, Senhor, meu Pai celeste,
pleno poder aos teus filhos darás.
Nunca mudaste, tu nunca faltaste:
Tal como eras, tu sempre serás”.
Estamos seguros por causa do valor do sacrifício de Jesus Cristo, que não foi um sacrifício em vão. Vejo em João 6.39, o próprio Senhor dizendo, e repetimos o que já foi mencionado: “A vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia”.
Estamos seguros por causa do Espírito Santo que vive nos salvos, “o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória” (Ef 1.14). “
PEDRO DIZ QUE “somos guardados pelo poder de Deus” vs 5. Assim, até parece que as perguntas de Romanos 8.31 a 39 foram feitas a pessoas que não criam na salvação eterna do crente. essas perguntas são:
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (v. 31b);
“Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?” (v. 33a);
“Quem os condenará?” (v. 34a);
“Quem nos separará do amor de Cristo?” (v. 35a);

e , aí, temos outras perguntas: “a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, etc.” (cf. v. 35), perguntas que falam de um modo tão claro, e para cada uma delas a resposta é “nada, ninguém, coisa alguma pode nos separar”. É verdade que Satanás, que é o nosso arqui-inimigo, tudo faz para derrubar o crente. Ele usa anjos maus, é verdade, e usa gente incrédula, é verdade. E a lista do verso 35 de Romanos 8 fazem parte de um rol das possíveis dificuldades que poderiam ser interpretadas como ausência do amor de Deus. Quais são elas? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo (seja qual for), a espada . Não, nada disso nos separa do amor de Deus. Pelo contrário, vou, então, ao Salmo 44.22, e encontro a expressão, “Mas por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; somos considerados como ovelhas para o matadouro”.
Assim, a nossa maior qualidade dada por Jesus Cristo é sermos “mais que vencedores”, diz a Escritura (Rm 8.37).
Um salvo pode cair em pecado? Pode distanciar-se de Deus? Sim, porque o crente em Jesus Cristo, o verdadeiro crente, não fica derrubado, não. Miquéias, o profeta, diz: “Não te alegres, inimiga minha, a meu respeito; quando eu cair, levantar-me-ei; quando me sentar nas trevas, o Senhor será a minha luz. Sofrerei a indignação do Senhor, porque tenho pecado contra ele; até que ele julgue a minha causa, execute o meu direito. Ele me tirará para a luz, e eu verei a sua justiça” (7.8,9), pois, “Confirmados pelo Senhor são os passos do homem em cujo caminho ele se deleita; ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor lhe segura a mão” (Sl 37.23,24).
Até o erro, o pecado, tem seu lado de crescimento. Paulo quando escreve o Hino de Exaltação a Deus pelo Seu cuidado amoroso, diz que “sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Até o pecado, até o engano, até aquilo que não devíamos fazer mas fazemos, sendo circunstancial, ele nos ensina, tem seu valor pedagógico. O crente em Jesus Cristo não pode perder a salvação porque tem um grande Salvador que não deixa a Sua obra pela metade, não. A missão de Jesus não ficou no Calvário, não: foi até à ressurreição, e Ele saiu dentre os mortos, e garantiu a nossa salvação. Como é que um grandioso Salvador como esse nos deixaria na metade do caminho?
Também porque não podemos perder a nossa redenção, visto que, mesmo acusados por Satanás, temos um advogado diante do Pai (1Jo 2.1; cf. Hb 9.24).
SEGURANÇA E PERSEVERANÇA
No entanto, que tranquilidade tem o crente em Jesus Cristo que leva a sério a segurança da salvação!… As promessas do Senhor nos dão segurança (cf. Jr 32.40; Jo 6.37; 2Tm 2.19); vida eterna não é fumaça (cf. Jo 6.47)! (cf. 1Jo 5.11-13). Nós estamos seguros, seguros nas mãos fortes do Senhor! (cf. Sl 37.23,24,28a; 97.10). E lembremos que a ressurreição de Jesus Cristo é o alicerce desta segurança (Ef 2.6).
Vejam agora uma coisa muito séria: só quando se confia em Jesus até certo ponto é que se tem medo de perder a salvação. Se a nossa confiança é até certo ponto, fica difícil, porque aí você tem medo de perder a salvação porque nunca viveu de verdade o amor de Deus… Nunca olhou em seus olhos como o filho perdido que voltou para casa e não merecendo nada, teve o amor do pai exposto a ele. TEMOS MEDO?
Como fica, então, a promessa de Jesus em João 14.18 que diz: “Não vos deixarei órfãos”? E aquela que diz “estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”? (Mt 28.20). Ou Jesus é nossa esperança para tudo, ou não é esperança para coisa nenhuma! Mas, Paulo, apóstolo, nos fala ao coração dizendo: “o qual vos confirmará até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” (1Co 1. 8,9). Que palavra linda e extraordinária! Por isso, à luz destes fatos, não entendo como há quem pregue que a salvação pode ser perdida?! e graças a Deus não é salvação temporária, não é condicional, não é até certo limite. É uma eterna e gloriosa salvação! Por isso, os santos perseveram: porque Deus é fiel (1Co 1.9). E Deus é fiel no que planejou, e no que prometeu.
Mas há quem saia do nosso meio? Há? Sem dúvida! E a Bíblia diz que há aqueles que não se aguentaram no nosso meio porque “saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos” (1Jo 2.19). Voltaram para o mundo porque a ele pertenciam, abandonaram a família de fé. Mas, há quem saia do nosso meio? Há sim: são aqueles a quem Jesus Cristo vai dizer, “Nunca vos conheci” (cf. Mt 7.21-23).
A Escritura Sagrada tem três lições que não podemos jamais esquecer. A perdição humana é total, porque a Queda foi total, e todos fomos arrastados pelo pecado.
MAS DEUS NOS DEU VIDA ESTANDO NÓS MORTOS. Essa vida não se perde… É uma herança
que a morte não pode tocar = incorruptível
Que o mal não pode alcançar = sem mácula
Que o tempo não pode vencer = imarcescível…
RESERVADA AONDE? Nos céus… PARA QUEM? Para vós que sois guardados pelo poder de Deus...

BISPO/JUIZ.MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

OS SETE PINGOS DE SANGUE DERRAMADO POR JESUS...


                           OS SETE PINGOS DE SANGUE DERRAMADO  POR JESUS...
Cada lugar pelo qual Jesus passou trazia consigo sinais e representatividade do que estava para acontecer no mundo espiritual e físico. Nesta Páscoa, queremos celebrar este momento tomando posse de forma plena e consciente de todos os benefícios que Deus disponibilizou a nosso favor.
Vamos celebrar a Páscoa em memória dEle, vamos lamentar o ocorrido no sofrimento do nosso Senhor Jesus, mas não vamos ficar por aí, vamos levantar-nos e celebrar os milagres grandiosos que Ele nos proporcionou por causa do Seu sangue derramado naqueles dias.
O homem pecou no Jardim do Éden e trouxe a ruína. Ele precisaria de redenção, pois sem derramamento de sangue não há remissão de pecados. Este decreto foi estabelecido assim, pois o sangue é meio de expiação. Antes de sair do Egito, os hebreus tiveram suas casas marcadas com sangue do Cordeiro para que entrassem na terra prometida livres das maldições do Egito.
Na caminhada pelo deserto, em busca da terra que manava leite e mel, os hebreus anualmente celebravam o dia da expiação, que através de um sumo sacerdote tinham seus pecados expiados através do sangue que era aspergido por setes vezes no santíssimo lugar. As sete vezes da aspersão tinham grandes significados que apontavam para o Cordeiro perfeito que haveria de ser manifesto.
Jesus, como Cordeiro de Deus, derramou Seu sangue para nossa redenção e por sete vezes diferentes aspergiu seu próprio sangue, comprando de volta nossa liberdade. A fonte de poder de Deus na vida de cada crente é o sangue do Senhor Jesus que foi derramado a favor dos que haveriam de ser chamados de redimidos pelo sangue. O derramamento do sangue pode trazer-nos de volta para o lugar original que tem bênçãos e grandiosas provisões.
Vejamos os lugares onde o sangue de Jesus foi derramado e os seus significados para nossas vidas.
1. Força de Vontade
Tudo começou em um Jardim. Em Gênesis 3:6-17, Adão e Eva decidiram comer o fruto que Deus tinha dito que não comessem. Mas o desejo e a vontade deles foi superior e deixaram-se seduzir pelo pecado.
A coisa mais incrível que foi perdida para toda a humanidade foi a habilidade de entrar em concordância com a vontade do Pai e escolher contra a vontade do inimigo. Naquele momento, o primeiro Adão sacrificou a força de vontade de toda a humanidade.
O primeiro lugar que Jesus derramou seu sangue foi no Jardim do Getsêmani (Mt 26:30-34). A nossa primeira perda foi através de Adão em um Jardim e agora vemos Jesus, o último Adão, redimindo a nossa vontade em um jardim, também. Três vezes nós vemos Jesus clamando ao seu Pai dizendo: “Pai, se for possível, passe de mim este cálice, todavia seja feita não a minha vontade, mas a tua vontade”.
Lucas 22:43-44 diz que Jesus entrou em grande agonia, que Ele suou gotas de sangue que caíam sobre o chão. Médicos afirmam que angústia intensa, agonia e grande pressão estressante podem fazer com que os vasos sanguíneos se rompam por baixo da pele e o sangue venha para fora como se fosse suor.
O poder do sangue nos ajuda a sermos servos submissos à vontade do Pai. A grande luta da humanidade é submeter-se à vontade do Pai em vez da sua própria. Podemos vencer drogas, imoralidade, o secularismo desenfreado que assedia nossa vontade através de uma vontade redimida e entregue nas mãos do Pai.
2. Chicoteado e Flagelado
A desobediência da humanidade fez com que doenças se instalassem no planeta como consequência do pecado. Somente a redenção traria cura divina. Em Mateus 27:26, vemos que Jesus foi entregue para ser flagelado. Flagelamento era a pior e mais cruel forma de punição. A carne era geralmente cortada com açoites horríveis.
Jesus foi publicamente chicoteado com um chicote de nove tiras, e isto por 39 vezes. Esse tipo de chicote tinha as tiras de couro carregadas com pedaços de metais dentados ou ossos pesados ao final.
Debaixo de uma punição judaica, um açoite deveria ser dado a um prisioneiro em 40 chicotadas, além de ser uma grande humilhação pública para um judeu (Dt 25:3). Raramente davam-se 40 chicotadas, porque ser açoitado por 40 vezes poderia ser fatal.
Salmo 129:3 diz: “Passaram o arado em minhas costas e fizeram longos sulcos”. Este é um pequeno quadro daquilo pelo qual Jesus passou. Lemos em Isaías 50:6: “Ofereci minhas costas àqueles que me batiam, meu rosto àqueles que arrancavam a minha barba; não escondi a face da zombaria e dos cuspes”.
Nosso Senhor passou ferimentos terríveis para nos redimir das doenças. Em Isaías 53:3 lemos: “Por suas pisaduras nós fomos sarados”. Seu sangue foi derramado pela segunda vez e correu por todos os órgãos expostos do seu corpo. Por conta disso, reivindicamos nossa cura no nome de Jesus por Seu sangue derramado.
Médicos têm comprovado que existem 39 raízes de doenças. Jesus foi chicoteado 39 vezes. Cada chicoteada representava uma raiz de doença. Ele foi batido com o chicote de nove tiras. E nove é o número que significa totalidade. Cada doença foi redimida na sua plenitude. Por suas feridas, nós somos curados. A cura divina já foi providenciada para nós. Enfermidades são maldição da lei. Em Cristo, todas as maldições são quebradas.
3. Coroa de Espinhos
A desobediência trouxe maldição sobre o solo: espinhos e cardos. Um espinho tem poder de ferir tremendamente. Um cardo multiplica-se tão rapidamente que é dito que alguns tipos de cardos podem ter de 3 a 400 sementes dentro de uma só cabeça. Esses espinhos e cardos prejudicam e obstruem o solo e destroem a esperança de qualquer fazendeiro. Isso fez com que Adão fizesse algo que ele nunca tinha feito antes: trabalhar duro e pesado para ganhar a vida com o suor do seu rosto (Gn 3:19).
Depois que Jesus foi chicoteado, eles colocaram uma coroa de espinhos em sua testa. É dito que os espinhos da coroa tinham em média 20 cm. Enquanto ela foi enfiada em sua cabeça, não foi suor que saiu de sua testa, mas sangue que correu sobre a sua face.
Jesus derramou o seu sangue pela terceira vez com a coroa perfurando sua testa e seu sangue vertendo sobre a sua face, para quebrar a maldição da pobreza da nossa terra.
Em Mateus 27:29, vemos que o símbolo da pobreza foi colocado em sua cabeça, e nossa liberdade de trabalhar e andar em abundância foi obtido. Fomos reconectados na prosperidade através do sangue que foi vertido em sua cabeça. Ele se fez pobre para que pela Sua pobreza fôssemos em tudo enriquecidos.
4. Suas mãos foram perfuradas
Gênesis 1:26-28 diz que Deus colocou todo o domínio e autoridade nas mãos de Adão e Eva. Por causa do pecado, Adão e Eva perderam tal autoridade e poder. Quando os pregos perfuraram as mãos de Jesus e o sangue escorreu, seu sangue, agora derramado pela quarta vez, redimiu nosso domínio e autoridade. Por causa do sangue que cobriu suas mãos, podemos tomar posse daquilo que nos foi tirado.
Olhe na história de José. Ele foi levado para a casa de Potifar e mesmo naquele lugar ele prosperou. Em Gênesis 39:2-3, lemos: “E o Senhor era com José e ele era um homem próspero e passou a morar na casa do seu senhor egípcio. Quando este percebeu que o Senhor estava com ele e que todas as obras de suas mãos prosperavam, colocou-o como mordomo em sua casa e administrador até de suas finanças”.
Precisamos tomar posse de que as obras de nossas mãos são abençoadas por causa do sangue derramado através dos pregos que perfuraram as mãos de Jesus. Imponha suas mãos sobre você mesmo, sobre seus filhos, seus negócios, sua igreja, e tome posse daquilo que foi tomado no Jardim. Tudo que você colocar as mãos para Deus, por causa do sangue, certamente prosperará.
5. Os seus pés foram perfurados
Deuteronômio 28:13 diz: “E o Senhor te porá por cabeça e não por cauda, estarás sempre por cima e não por baixo.” Essa foi a promessa de Deus aos filhos de Israel se eles ouvissem aos mandamentos do Senhor, mas eles não quiseram ouvir e então a maldição de enfermidades se instalou.
Em Deuteronômio 11:24, lemos: “Todo lugar que puseres a planta do vosso pé será vosso por herança”. Quando o prego atravessou os pés de Jesus e o seu sangue correu pela quinta vez,
Autoridade e o Domínio foram tomados de volta. Seu sangue precioso nos deu novamente autoridade no nosso caminhar.
Aonde quer que estejamos o Reino de Deus está a nossa disposição. Somos benditos ao entrar e benditos ao sair. Temos autoridade de ir no campo do inimigo, despojar seu território, e amarrá-lo no nome de Jesus, por causa do sangue do Cordeiro.
Deus disse a Josué que todo solo que pisasse a planta do seu pé seria dele. É chegada nossa hora. Vamos reconquistar os territórios perdidos de nossa casa, família, finanças e tudo o mais.
6. Seu lado foi traspassado
O sexto lugar onde sofremos perdas é onde o inimigo colocou dores, pesares e sofrimentos em nossos corações. O sexto momento em que Jesus derramou seu precioso sangue foi quando uma lança foi enfiada em sua lateral. Quando isto aconteceu, na mesma hora, sangue e água jorraram dali.
Jesus sabia o que era ter um coração quebrantado e ferido. Ele foi traído por Judas, foi rejeitado pela multidão que pedia que ele fosse crucificado. Uma pessoa de dentro do seu círculo íntimo de amizades o havia negado. Sua nudez foi vista por todos e ele sofreu a pior experiência de todas: ter sido abandonado por Deus Pai (Mc 15:34). Sua dor resumiu-se em um profundo clamor: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” Seu coração se arrebentou de dor e pesar naquela experiência.
Clinicamente é dito que, quando você sofre tamanha agonia, o seu coração desenvolve um saco de água ao redor dele. Os soldados não perfuraram o seu coração. Nosso Senhor morreu com um coração ferido pela própria humanidade, fazendo com que a água e o sangue fossem derramados por nós.
A alegria do Senhor é roubada quando temos corações feridos. Não temos forças. A vida inteira de uma pessoa pode ser afetada. Perdão é a chave para seu coração curado.
Jesus anunciou o seu ministério em Lucas 4:18 dizendo: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pelo que ele me ungiu para pregar as boas novas aos pobres ele me enviou a curar os quebrantados de coração”.
Porque o sangue e a água escorreram, podemos reivindicar nossos corações sarados de volta. Podemos andar na alegria do Senhor, sermos fortes emocionalmente e seguros, e vivermos debaixo de céus abertos.
7. Ele foi ferido
A última parte que sofremos perdas em nossas emoções é a do nosso homem interior. Em Isaías 53:5 vemos: “Ele foi traspassado por nossas transgressões, ele foi moído por nossas iniquidades”.
A sétima vez que Jesus derramou o seu sangue foi quando Ele foi moído por nossas iniquidades. Ser moído fala de uma hemorragia interna. A Bíblia diz que os pecados dos pais são visitados na terceira e quarta geração. Isto é chamado de maldição hereditária.
Muitos sofrem de dores internas resultado das iniquidades de seus antepassados repassados a eles. E isso resulta, muitas vezes, em dores emocionais ou sofrimentos. Jesus foi moído de tal forma que podemos ser curados de dentro para fora. Por causa do sangue, podemos ser curados física, emocional e espiritualmente.
Tais bênçãos e recursos encontram-se à disposição de todos aqueles que crerem, confessarem as conquistas e se dispuserem a reinar com Cristo em vida. Podemos viver nesta vida aquilo que Deus projetou para Adão e Eva, sim.
No mundo, teremos aflições, mas Ele nos promete a vitória, o consolo e o êxito. Ele nos promete fazer mais do que vencedores, por causa da redenção, para que possamos conquistar a terra que mana leite e mel nos mais diferentes setores da sociedade que estivermos inseridos, desfrutando da vida abundante que Ele, como bom Pai, quer para nós, Seus filhos...

BISPO/JUIZ.MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR. EDSON CAVALCANTE

domingo, 22 de setembro de 2013

COMO SUPERAR UMA CRISE CONJUGAL...


                                             COMO SUPERAR UMA CRISE CONJUGAL...
TEMA: Superando crises no relacionamento conjugal e familiar.
“As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo. Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa por este amor será todo desprezado” (Ct 8.7; Pv 6.35; Ef 5.28)
Introdução
No mundo vivemos diante de tantas diferenças, mas temos que aprender a conviver com elas em todos os aspectos, seja na vida profissional, amizades, na vida amorosa, entre outros. As lições que vivenciamos no cotidiano servem de aperfeiçoamento a fim de fazermos melhor. Os conflitos são os maiores aliados da separação entre amigos e relacionamentos amorosos, essas tensões apesar de deixar seqüelas elas também nos impelem para o prélio, para isso é necessário atenção nos momentos de antagonismo, explanarei com singeleza sobre alguns relacionamentos e crises conjugal.
I. Quatro pilares de sustentação do relacionamento
1.Amor é à base de todo bom relacionamento humano, “amor ao próximo”;
2.Humildade, sem ela é impossível você se relacionar bem;
3.Compreensão, se não soubermos lidar com as diferenças, jamais nos relacionaremos satisfatoriamente;
4.Valorização; devemos estimar as pessoas e considerá-las tão importantes quanto a nós mesmo.
II. Três tipos de relacionamentos
Poderia comentar outros tipos de relacionamentos, até mais significantes, entretanto me aproprio desses três, enfatizando a família.
1. Interpessoais
Devemos ter em comum o relacionamento entre pessoas, sem distinção de cor, raça, classe social, religiosa etc. Esse tipo de relacionamento é o mais natural e fácil de fazer, entretanto há outros mais próximos e afetivos.
2. Intrapessoal
Esse tipo de relacionamento se desenvolve dentro da própria pessoa, se questiona,
responde, decide, entre outros. Quando o individuo não interage bem consigo mesmo, muito menos com os outros, a dificuldade já começa dentro dele (a) mesmo “vai bem contigo?” (2 Rs 4.26). Entretanto podemos também interrogar e responder a nós mesmos como fez o salmista (Sl 116.12,13).
3. Conjugal e familiar
Esse é um relacionamento importante, com ele o casal deve conviver afetuosamente todo tempo. O AMOR é causa principal da subsistência amorosa entre marido e mulher, ambos têm compromissos e deveres um para com o outro, a mulher é uma auxiliadora tirada do próprio homem (Gn 3.18), ela deve ser tratada com dignidade, reconhecendo-se o seu valor (I Pe 3.7), uma mulher amada é tida por mulher virtuosa, cujo valor excede o dos rubins e o coração do seu marido está nela confiado (Pv 31.10.11; Pv 12.4), uma esposa fiel, cuidadosa e amorosa, é presente de Deus (Pv 18.22), ela é como a videira frutífera aos lados da tua casa (Sl 128.3), é como um manancial e a gazela graciosa (Pv 5.18,19), ler ainda (Pv 31.10-31). O marido deve amar a esposa como o seu próprio corpo, Paulo compara o amor dos cônjuges como o de Cristo e a igreja (Ef 5.25-28). A submissão da mulher ao marido não deve ser entendido pelo lado pejorativo, essa é uma posição sob missão (Ef 5.22,24; I Pe 3.5,6), sem dúvidas envolve o amor; a submissão deve ser com amor, o mais é constrangimento. No relacionamento conjugal ninguém deve interferir entre os cônjuges, outras pessoas quando se envolvem pai, mãe, sogros ou outros de grau parentesco próximos, geram problemas e crises, diz às escrituras que o homem deixará pai e mãe e apegar-se-á a sua mulher (Gn 2.24; Mc 10.7). A palavra de Deus nos ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3:7). Elas não devem ser tratadas como nossas: Lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objeto de prazer sexual ou mesmo como simplesmente mãe dos nossos filhos, ela merece toda a nossa atenção.
“Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derruba com as suas próprias mãos” (Pv 14.1)
Relacionamento entre pais e filhos deve ser dentro de um clima de consenso, há uma recomendação paulina que não devemos provocar ira dos nossos filhos (Ef 6.2; Cl 3.21; Gn 18.19; Pv 19.18). Cabe aos pais ensinarem aos seus filhos se relacionarem bem com os seus semelhantes, isso deve ser feito desde cedo no lar, ensinando-lhes o caminho que devem andar (Pv 22.6). Os filhos devem obedecer aos pais e tê-los em honra, pois esse é o primeiro mandamento com promessa (Ef 6.1-3; Ex 20.12; Dt 5.16).
III. Crises
Quando falamos em conflitos no casamento, sabemo-los que eles surgem na vida de muitos casais, portanto eles devem ser superados com bastantes diálogos, essa é a melhor maneira de conviver com a situação, marido e mulher devem evitar qualquer tipo de atitudes inconvenientes, e para termos vitória é necessário abrir mão de alguns privilégios inclusive reconhecer as faltas entre ambos, se perdoarem, essa é a melhor maneira de superar crises no casamento, as diferenças sempre irão existir, jamais os cônjuges devem medir forças, pois é importante salientar que nenhum conflito será resolvido dessa forma, mas com muita ponderação administrando as diferenças.
Considerações finais
Jamais devemos deixar de valorizar a nossa família, Satanás é o causador de destruição dos lares, ele sabe muito bem que a família é à base da sociedade; se ela for destruída toda sociedade mergulhará num caos, devemos pedir a Deus graça e paciência para não jogar fora tudo aquilo que você conseguiu durante a sua vida conjugal, orar, vigiar e ler a palavra de Deus é imprescindível para manter a unidade familiar. Antes de você tomar qualquer atitude sobre a sua vida conjugal, PENSE!
Se você é feliz no seu casamento, continue cultivando com adubo do amor, pois muitos gostariam de ser feliz como você, e não são.
“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugas, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida”. (Ec 9.9)...

BISPO/JUIZ.MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

sábado, 21 de setembro de 2013

O QUE TINHA POR TRÁS DA REFORMA PROTESTANTE...


                             O QUE TINHA POR TRÁS DA REFORMA PROTESTANTE...

A Reforma Protestante começou em 1517, quando Martinho Lutero divulgou suas 95 Teses em Wittenberg, Alemanha. O que levou ao movimento é mais complexo. O movimento foi condicionado pelos fatores políticos, sociais, econômicos, morais e intelectuais. Mas, acima de tudo, foi um movimento religioso liderado por homens interessados em uma reforma verdadeira do cristianismo.
O declínio do poder papal
O surgimento de monarquias nacionais nos séculos XIII a XV veio às custas do poder do papado. Este fato é ilustrado pela luta do Papa Bonifácio VIII com o rei da França, que resultou na humilhação e morte precoce do papa em 1303. O papado subseqüentemente estava localizado em Avinhão, França durante um período de aproximadamente 75 anos, conhecido na história como o Papado de Avinhão ou o Cativeiro Babilônico da igreja (1303-1377). Durante aquele tempo o papa foi dominado pela monarquia francesa. Esforços de restaurar o papado para Roma apenas provocaram, inicialmente, uma divisão, conhecida como o Grande Cisma. Papas rivais alegaram legitimidade até a situação finalmente se resolver em 1417.
Acontecimentos tão escandalosos na alta liderança da Igreja Católica Romana levaram ao aumento de corrupção e à perda de confiança na igreja. Muitos questionaram a autoridade absoluta reivindicada pelo papa. Outros clamavam cada vez mais por uma reforma da igreja nos “líderes e membros”.
Corrupção moral na liderança da igreja
Os anos antes da Reforma Protestante também foram marcados pela corrupção moral e o abuso de posição na igreja Católica Romana. O sacerdócio era culpado de vários abusos de privilégios e responsabilidades, inclusive simonia (usar as próprias riquezas ou influência para comprar uma posição eclesiástica), pluralismo (ocupar vários cargos simultaneamente) e absentismo (a falha em residir na paróquia onde deviam administrar). A prática do celibato que foi imposta pela igreja no sacerdócio muitas vezes era abusada ou ignorada, levando a conduta imoral por parte do clero. Padres ignorantes com mentes mundanas corromperam suas posições pela negligência e abuso de poder.
Durante o século XV, o mundanismo e a corrupção na igreja chegou ao pior. O problema da corrupção chegou até o papado.
Entre aqueles que pediam uma reforma da igreja estava o domiciano Giralamo Savonarola (1452-1498) de Florença, Itália. Este pregador impetuoso falou contra os morais corruptos dos líderes da cidade e dos abusos do papado. O povo foi ganho pela causa de Savonarola em Florença, mas devido a rivalidades religiosas e circunstâncias políticas, o movimento durou pouco. Savonarola foi enforcado e queimado por heresia em 1498.
Primeiros movimentos religiosos da Reforma
Durante o final da Idade Média surgiram vários movimentos que desafiaram algumas das doutrinas básicas da Igreja Católica Romana. Muitos destes movimentos foram oficialmente condenados pela igreja como heresias e foram severamente oprimidos.
Os Albigensianos surgiram no sul da França no final do século XII e início do século XIII. Os Albigensianos (também chamados de Catari) seguiam um dualismo rigoroso semelhante ao antigo gnosticismo. Eles defendiam o Novo Testamento como o único padrão de autoridade — um desafio à autoridade alegada pelo papa. A seita tornou-se o objeto de uma campanha terrível de perseguição quando o Papa Inocêncio III lançou uma cruzada contra eles em 1204.
Um movimento conhecido como os Waldensianos provavelmente foi fundado no século XI por Pedro Waldo. Pregadores viajantes conhecidos como os Homens Pobres de Lyons enfatizaram o estudo e a pregação da Bíblia. Traduziram o Novo Testamento para a língua comum do povo, rejeitaram as doutrinas católicas do sacerdócio e purgatório, e defenderam à volta às Escrituras como a única autoridade na religião.
Na Inglaterra, João Wiclif (1324-1384), um professor bem-conhecido da Oxford, também desafiou a autoridade do papado. Durante o Papado de Avinhão, ele argumentou que todo o domínio legítimo vem de Deus e é caracterizado pela autoridade exercida por Cristo na terra – não de ser servido mas sim, de servir. Durante o Grande Cisma, Wiclif ensinou que a verdadeira igreja de Cristo, em vez de consistir em um papa e hierarquia da igreja, é um corpo invisível dos eleitos. Ele promoveu o estudo das Escrituras sobre a tradição da igreja. E ensinou que as Escrituras devem ser colocadas nas mãos dos eleitos, e na sua própria língua. Assim Wiclif fez uma tradução inglesa em aproximadamente 1384.
No fim, Wiclif foi condenado por heresia, mas sua influência continuou. Seus seguidores, chamados de lolardos espalharam seus ensinamentos como um movimento oculto na Inglaterra. Rejeitaram a doutrina da transubstanciação, a veneração de imagens, o celibato do clero e outras doutrinas católicas como abominações. Foram uma influência importante na Inglaterra na véspera da Reforma Protestante.
Uma outra voz precoce clamando pela reforma foi a de João Hus (1369-1415), um pregador e estudioso boêmio. Influenciado pelos escritos de Wiclif, Hus argumentou que a verdadeira igreja não era a instituição como definida pelo catolicismo, mas o corpo dos eleitos sob a liderança de Cristo. Ele insistiu que a Bíblia é a autoridade final pela qual o papa e qualquer cristão será julgado. Hus foi queimado por heresia em 1415, aproximadamente um século antes da resistência de Lutero em Wittenberg. O movimento Husita continuou a crescer depois da morte do seu líder, preparando o caminho para a Reforma Protestante.
Religião, movimentos místicos e pietistas
No final da Idade Média uma forma de misticismo religioso surgiu na Alemanha. Muitos dos místicos, como Meister Eckhart, enfatizaram temer o divino através da contemplação mística, em vez de através de uma abordagem racional à religião.
Outros, como Gerhard Groote, ensinaram uma abordagem mais prática ao cristianismo. Groote fundou os Irmãos da Vida Comum como um esforço de chamar seguidores a uma devoção e santidade renovadas. Seguiram a devotio moderna, uma vida de devoção disciplinada centralizada em meditar na vida de Cristo e seguir a mesma. A obra de mais influência desta escola de pensamento foi A Imitação de Cristo, escrita por Thomas à Kempis. Quando não se opuseram à igreja católica ou à hierarquia, o movimento criticava a corrupção da igreja. Seu ênfase no relacionamento pessoal com Deus parecia minimizar o papel da função sacramental da igreja. Escolas fundadas pelos Irmãos enfatizavam escolaridade e devoção e tornaram-se centros para a reforma. Muitos dos líderes da Reforma Protestante foram influenciados pelos seus ensinamentos.
O Renascimento
O Renascimento (ou Renascença) foi um movimento que constituiu a transição do mundo medieval para o mundo moderno. Começou no século XIV na Itália como resultado de um interesse renovado na cultura clássica ou humanística da Grécia e Roma. Estudiosos do Renascimento estudaram antigos manuscritos recuperados de um mundo que era decididamente mais secular e individualístico do que religioso e unido. Os artistas do período enfatizaram a beleza da natureza e do homem. A religião no Renascimento tornou-se menos importante conforme os homens voltaram sua atenção ao prazer do aqui e agora.
O Renascimento afetou os papas do período. Muitos dos “Papas do Renascimento”, como Júlio II (1441-1513), eram humanistas mais interessados na cultura clássica e arte do que em assuntos espirituais. Alguns, como Alexandre VI (1431-1503), viveram vidas notoriamente malvadas e escandalosas. Leão X (1475-1521), o filho de Lorenzo de’Medici e papa quando Martinho Lutero afixou as 95 Teses, uma vez disse que Deus lhe deu o papado, então ele ia “aproveitar”.
O Renascimento contribuiu para a Reforma de outras maneiras mais positivas. A invenção da prensa de impressão móvel por Johann Gutenberg, em aproximadamente 1456, forneceu um meio para a divulgação de idéias. Estudiosos do Renascimento ao norte dos Alpes dividiram muitos dos mesmos interesses – uma paixão pelas fontes antigas, uma ênfase no ser humano como indivíduo e uma fé nas capacidades racionais da mente humana. No entanto, esses “cristãos humanistas do norte” estavam menos interessados no passado clássico do que no passado cristão. Eles aplicaram as técnicas e os métodos do humanismo do Renascimento no estudo das Escrituras nas suas línguas originais, assim como o estudo dos “pais da igreja” como Augustinho. Sua preocupação principal com os seres humanos era pelas suas almas. Sua ênfase era étnica e religiosa em vez de estética e secular.
O resultado desta ênfase era um interesse num retorno às Escrituras e a restauração do cristianismo primitivo. Os humanistas bíblicos apontaram os maus na igreja da sua época e pediram uma reforma interna. Talvez quem teve mais influência foi Disidério Erasmo (aproximadamente 1466-1536). Conhecido como o “príncipe dos humanistas”, Erasmo usou sua ampla escolaridade para desenvolver um texto do Novo Testamento em grego, baseado em quatro manuscritos gregos que estavam disponíveis para ele. Como a ajuda da prensa de impressão, Erasmo publicou o texto grego do Novo Testamento em 1516. A capacidade de estudar a Bíblia na sua língua original encorajou uma comparação mais precisa da igreja dos seus dias com a igreja do Novo Testamento. Martinho Lutero, por exemplo, usou imediatamente o texto grego de Erasmo. Ele logo percebeu que a interpretação da Vulgata Latina em Mateus 4:17 de “pagar penitência” mais precisamente seria “arrepender-se”. Tal conhecimento contribuiu para uma percepção crescente de que o sistema sacramental não era apoiado pelas Escrituras.
Assuntos doutrinárias e autoridade religiosa
O assunto imediato que levou Lutero a afixar suas 95 propostas para debate em 1517 foi o abuso do sistema católico romano de indulgências. A doutrina de indulgências, inicialmente formulada no século XIII, era associada com o sacramento de penitência e a doutrina do purgatório. Enquanto acreditava-se que o sacramento fornecia perdão dos pecado e do castigo eterno, acreditava-se que havia uma satisfação temporal que o pecador arrependido teria que cumprir nesta vida ou no purgatório. A indulgência era um documento que a pessoa podia comprar por uma certa quantia de dinheiro que a livraria da punição temporal do pecado. Acreditava-se que os méritos excedentes de Cristo e dos santos seriam guardados numa “tesouraria de mérito” celestial da qual o papa podia tirar méritos para o benefício dos vivos. Em 1517 o dominicano Johann Tetzel estava vendendo uma indulgência plena especial (prometendo o perdão completo dos pecados) para conseguir dinheiro para a igreja. Metade do dinheiro seria dada ao Arcebispo Alberto, a quem o papa havia dado uma dispensa especial para ocupar dois cargos. O resto ajudaria a financiar o término do catedral de São Pedro em Roma. O protesto de Lutero inicialmente era contra o que via como o abuso do sistema de indulgências. Também era um desafio à autoridade papal que tornava tais abusos possíveis.
Depois de um tempo Lutero rejeitou todo o sistema sacramental católico romano. Mais do que qualquer outro fator, suas conclusões surgiram de seu estudo intensivo da Bíblia. A partir de aproximadamente 1513 até 1519 Lutero discursou sobre as Escrituras na Universidade de Wittenberg. Ele estava convicto de que a Bíblia era a única autoridade verdadeira na religião (sola scriptura), em oposição ao papa ou um conselho geral da igreja. Através do seu estudo ele percebeu que muitos dos aspectos do sistema teológico da Igreja Romana não eram baseados nas Escrituras. Lutero acreditava que havia resgatado a verdadeira essência do cristianismo nos seus ensinamentos de que a salvação é pela graça através da fé em Cristo (sola fide), e não através de um sistema de obras como manifestado no sistema sacramental católico. Ele desafiou o conceito católico do sacerdócio com a declaração de que o Novo Testamento ensinava o sacerdócio de crentes.
Enquanto muitos outros fatores se combinaram para tornar a Reforma Protestante possível, acima de tudo era a crença dos reformadores em voltar à autoridade única da Bíblia que definiu o movimento. A que ponto conseguiram em fazer uma verdadeira reforma pode ser julgado pelo quanto aderiram a esse princípio...
BISPO/JUIZ.MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE

COMO SER UM VERDADEIRO LÍDER EVANGÉLICO...


                                    COMO SER UM VERDADEIRO LÍDER EVANGÉLICO...
Introdução

1. Num de seus livros, Stanley Jones faz referência à conversa de dois pastores sobre a plenitude do Espírito Santo; o primeiro, bem conservador, expressava a sua preocupação quanto aos exageros emocionais por ele presenciados em reuniões pentecostais; o segundo, desejoso de experiências mais profundas com o Espírito, disse para ele não ter receio, pois, só Jesus tem, de fato, a plenitude, uma vez que o Pai não lhe dá o Espírito por medida (João 3.34-35). E concluiu: o máximo que uma pessoa cheia do Espírito pode alcançar é ser como Jesus. Jesus é o modelo não apenas de uma pessoa cheia do Espírito, mas também ele é o modelo de liderança. Os líderes cristãos vivem e agem no Espírito de Cristo. O máximo que um líder cristão pode alcançar é ser igual a Jesus! Este é um desafio permanente para o líder!
2. Como já vimos os servos do Senhor, que exercem funções de liderança na igreja, são chamados pelo Espírito Santo, confirmados e enviados pela igreja e usados por Deus no poder do Espírito Santo! A Igreja confirma o chamado pela eleição e imposição de mãos. Por isso, o conhecimento da natureza da liderança cristã, segundo o modelo que temos em Jesus, é importante para nos ajudar como Igreja na escolha e comissionamento dos oficiais.
3. Como já vimos na mensagem anterior, todos nós somos servos (1 Pedro 4.10), podendo ser chamados para exercer funções no Corpo Cristo (Romanos 1.1); num certo sentido, todos nós também somos líderes, pois, lideramos e somos liderados em casa, no trabalho, na igreja, na sociedade, no lazer etc. As lições do texto, sobre liderança cristã, aplicam-se, portanto, a todos nós!
4. No texto, Jesus está pacientemente treinando os seus discípulos para a missão que deviam cumprir. Observemos os contrastes entre o modelo de liderança de Jesus e as expectativas dos discípulos quanto à função que teriam como líderes. Jesus também nos ensina com amor e paciência!
I – Jesus lidera com coragem; seus discípulos o seguem admirados e medrosos
1. Jesus ia adiante dos discípulos (Mc 10.32). O líder vai sempre na frente dos seus liderados. Sabe aonde quer chegar e aglutina pessoas para que o acompanhem! É assim que o Pastor conduz as ovelhas (João 10.2-4).
2. Jesus caminhava resolutamente para Jerusalém, sabendo que sofrimentos indescritíveis o esperavam (Lucas 9.51-53; Marcos 10.33-34). Como os discípulos já tinham sido anteriormente avisados pelo Mestre sobre o que o esperava em Jerusalém (Marcos 8.31; Marcos 9.31), eles o seguiam admirados e cheios de medo, de apreensões! Essa atitude dos discípulos contrasta com a do Mestre. O verdadeiro líder é aquele que não recua diante das dificuldades e do alto preço que tem de pagar para cumprir completamente a sua missão! Ele não é um herói por acaso!
3. Júlio César, para conquistar a Grã-Bretanha, fez os soldados atravessar o Canal da Mancha, destruiu todos os barcos e deu este comando: “Vencer ou morrer”! O nosso hino oficial nos desafia: Com valor! Sem temor!/ Por Cristo prontos a sofrer!/ Bem alto erguei o seu pendão, / Firmes sempre até morrer! Precisamos de líderes corajosos como Jesus que não desistem até a vitória completa sobre as hostes espirituais da maldade para a libertação de vidas para o Reino de Deus!
II – Jesus segue o caminho da cruz; os discípulos ambicionam a glória
1. Para Jesus, o caminho da glória passa pela cruz; os discípulos queriam a glória sem a cruz. O pedido de posições honrosas no Reino de Cristo foi feito por dois apóstolos depois de Jesus ter falado aos doze sobre a cruz (Marcos 10.32, 35-37)! No Evangelho de Mateus, o pedido foi feito através da mãe (Mateus 20.20-21). Toda a família estava envolvida. O diabo tentou desviar Jesus do caminho da cruz, oferecendo-lhe a glória e o poder dos reinos deste mundo (Mateus 4.8-10). Ele continua tentando hoje os discípulos de Jesus. Como Jesus venceu, podemos ser vitoriosos nele!
2. Somos exortados a ter a mesma atitude de Cristo que foi obediente até ao sacrifício (Filipenses 2.5-8) para que fosse glorificado pelo Pai (Filipenses 2.9-11). A carne (natureza humana pecaminosa) não serve a Deus (Romanos 8.6-7); precisa ser crucificada (Gálatas 5.24; 6.14). Quando morremos para a carne, para o mundo, a vida de Jesus se manifesta em nós (2 Coríntios 4.10-11).
3. Precisamos de líderes que estejam mortos para a carne, para o mundo, para as ambições terrenas para que possam conduzir o povo de Deus para uma genuína espiritualidade!
III – Jesus exerce autoridade para servir; os discípulos ambicionam poder para dominar
1. Houve uma crise no colégio apostólico por questão de poder! (Marcos 10.41). Manifestou-se outra vez a tendência de discutir quem dentre eles era o maior (Marcos 9.33-35). Teria acontecido uma divisão no Colégio Apostólico, não fosse a intervenção rápida de Jesus (Marcos 10.42-45).
2. A grandeza, o espírito nobreza, se manifesta na disposição de servir. O maior é quem serve. Jesus ensina pelo exemplo (Marcos 10.45). Este ensino tem uma grande sabedoria e pode ser aplicado em todas as áreas da vida. A verdadeira prosperidade vem pelo serviço humilde, honesto, digno e persistente!
3. A liderança cristã, segundo o modelo de Jesus, adota o princípio dos quatro esses. Submissão ao Superior e Serviço ao Subordinado. Este é o modelo de Jesus.
Conclusão
Apesar das atitudes mesquinhas e inadequadas dos discípulos, Jesus foi tolerante e compassivo com as suas fraquezas, mas firme quanto aos princípios do Reino de Deus. Apesar de tudo, eles seguiam a Jesus e criam na vitória do Mestre! Precisavam, porém, aprender a natureza da vida e da missão cristãs.
Essa paciência e compaixão de Jesus nos enchem de esperança. Deixemo-nos moldar pelo divino Mestre para que sejamos preparados para a sua obra. Por certo, o Senhor tem trabalhado na vida de servos, da Igreja, preparando-os para o exercício de funções de liderança. Que o Senhor ilumine a Igreja para que possa fazer escolhas acertadas...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES. DR. EDSON CAVALCANTE

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O VIVER É CRISTO...

                                                        O VIVER É CRISTO...
II Cor. 8:9
“Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós Se fez pobre, para que pela Sua pobreza fôsseis enriquecidos” (Il Coríntios 8:9).
Elisabeth Fry – uma mulher inglesa muito conhecida pelos seus trabalhos em favor dos sofredores – entrou na prisão de Newgate, em Londres, para visitar 300 mulheres que lá estavam presas, espremidas em pequenas e desconfortáveis celas.
Ao chegar, foi-lhe dito que devia deixar na portaria a sua bolsa e o relógio de ouro para que não fossem furtados. Ela recusou fazê-lo, afirmando que a sua demonstração de confiança era um poderoso meio de ajudá-las na sua recuperação
A Bíblia diz que quando Jesus veio à prisão deste mundo de pecado, Ele trouxe consigo todas as joias celestiais: amor, misericórdia, pureza e santidade.
O Céu se abriu para a Terra. E Deus enviou Aquele “em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Col. 2:3). Deus doou o que tinha de mais precioso. Deus deu a humanidade, pobre e sofredora, tudo o que possuía. Deus nos deu o Seu Filho unigênito. Deus ofertou o Seu Filho não apenas para ser Emanoel (Deus conosco), mas também, para ser Jesus (Salvador).
A cruz nos fala de perdoo, aceitação, paz e libertação. A cruz nos fala de condescendência divina — Deus Se demonstrando totalmente favorável a nós, na Pessoa do Seu Filho amado, Jesus. “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela Sua pobreza vos tornásseis ricos” (II Cor. 8:9).
O Peso da Cruz
Existe uma finda poesia, “A Cruz de Cristo”; ela afirma o seguinte;
Para viver entre nós, numa cama emprestada,
Ele humilde nasceu
E em jumento emprestado andou toda a estrada
Da montanha à cidade e à cidade desceu
Mas a cruz dolorosa
E a coroa espinhosa
Eram Suas bem Suas:
A ninguém as deveu!
Tomou o pão dum menino e o peixinho emprestado
E ambos abençoaram:
Fez o povo assentar-se em redor pelo prado:
Foi o pão repartindo e a todos saciou.
Mas a cruz dolorosa
E a coroa espinhosa
Eram Suas bem Suas,
De ninguém as tornou.
Num barco emprestado, a vagar de mansinho,
Ele pôs-se a ensinar.
O pardal tem sua casa, a andorinha seu ninho…
Para Ter Seu descanso, Ele nem teve lar!

Mas a cruz dolorosa
E a coroa espinhosa
De ninguém foi tomar
Eram Suas bem Suas.
A caminho da tumba, em salão emprestado,
Um jantar celebrou.
Foi em morto envolvido em lençol emprestado
E em sepulcro emprestado, afinal repousou.
Mas a cruz dolorosa
E a coroa espinhosa
Eram Suas Bem Suas:
De ninguém as tomou!
Mas o berço entregou, entregou o jumentinho, Devolveu casa e barco, e os tecidos de linho Ressurgindo, vazio o sepulcro deixou.
Mas as vestes de luz
E as marcas da cruz
Essas eram bem Suas
E consigo as levou!
Você já sentiu alguma vez o peso da cruz? Já tentou calcular o quanto Jesus sofreu por você, em seu lugar? Anton Lang, um jovem que representou Jesus diversas vezes no drama “A Paixão de Cristo”, na pequena cidade alemã chamada Oberamergow, afirmou o seguinte: Eu não posso representar bem a parte de Jesus se eu não sentir realmente o peso da Cruz”.
As pessoas que ouviram o jovem dizer essas palavras pensaram que ele estivesse blefando. Foi então que, numa noite, depois da dramatização, um amigo saiu do palco e quis saber o peso do cruz, pensando que ela fosse leve. Ele mal conseguiu tirá-la do lugar onde estava.
Morte Anunciada
Os sofrimentos de Jesus foram bastante aumentados porque foram previstos. Ele sabia o que O esperava. Durante os 33 anos de Sua vida na Terra, Ele viveu à sombra de uma cruz solitária. Antes dessa cruz ser cravada no Monte da Caveira, ou Gólgota, ela estava cravada no coração de Jesus (O humilde nazareno, o Salvador do mundo).
No livro A Cruz de Cristo, o autor, John Stott, fala a esse respeito — ao responder à pergunta: “Qual a perspectiva de Jesus acerca da Sua própria morte?’ Stott afirma: “Além de qualquer dúvida, Ele sabia que ela ia acontecer — não no sentido em que todos nós sabemos que morreremos um dia, mas no sentido em que Ele teria uma morte violenta, prematura e, contudo, intencional”.
O famoso teólogo apresenta três motivos pelos quais a morte de Jesus era inevitável:
1) Primeiro, Ele sabia que ia morrer por causa da hostilidade dos líderes nacionais judaicos.
2) Segundo, Ele sabia que ia morrer porque era isto o que estava escrito nas Escrituras acerca do Messias. “Pois o Filho do homem vai, como está escrito a Seu respeito” (Marcos 14:2]). Jesus insistiu neste assunto mesmo depois da sua ressurreição.
Ele disse aos discípulos na estrada de Emaús: “Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha- lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lucas 24:25-26).
3) O terceiro e mais importante motivo pelo qual Jesus sabia que iria morrer era Sua própria escolha: deliberada, voluntária. Ele decidiu cumprir o que estava escrito acerca do Messias, por mais doloroso que isso fosse. Essa atitude não era fruto de uma visão fatalista e nem, tampouco, era complexo de mártir.
Simplesmente Jesus cria que a Escritura do Antigo Testamento era a revelação do pai e Ele estava totalmente decidido a realizar a vontade do Pai e terminar a obra do Pai.
Além disso, Seu sofrimento e morte não seriam sem propósito. Ele tinha vindo “buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10). Era pela salvação dos pecadores que Ele morreria, dando a vida em resgate por eles (Marcos 10:45). Assim, Jesus tomou a firme decisão de ir para Jerusalém. Nada O deteria ou O desviaria do Seu objetivo.
É por essa razão que aparece várias vezes o termo “deve”, quando Jesus fala de Sua morte. O Filho do homem deve sofrer muitas coisas e ser rejeitado. Tudo o que foi escrito a respeito dEle deve ser cumprido.
De forma que, embora Ele soubesse que devia morrer, não morreria por ser uma vítima indefesa das forças do mal dispostas contra Ele. Nem tampouco morreria vítima de um destino inflexível contra Ele decretado; morreria porque, de livre vontade, abraçou o propósito do Pai com o fim de salvar os pecadores, como a Escritura havia revelado: ‘Por isto o Pai Me ama, porque dou a Minha vida para retomá-la. “Ninguém a tira de Mim, mas Eu de Mim mesmo a dou…” (5. João 10:17- 18).
Apesar da grande importância do Seu ensino, exemplo e obras de compaixão e poder, nenhuma destas coisas ocupava o centro do missão de Jesus. O que lhe dominava a mente não era viver, mas dar a Sua vida. Este sacrifício era a Sua “hora”, para a qual Ele tinha vindo ao mundo. “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por a mor de vós se fez pobre, para que pela Sua pobreza fôsseis enriquecidos” (II Cor. 8:9).
Os Benefícios da Cruz
Hoje, chega a cada um de nós “O Desafio da Cruz”. De nada adianta conhecer os fatos acerca do sacrifício de Jesus, se não estivermos nos apropriando dos benefícios de Sua morte.
O próprio Jesus falou sobre isso, pouco antes de Sua morte: “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o Seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Porque que a Minha carne verdadeiramente é comido, e o Meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem como a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele” (João 6:53-56).
Ao participar da Ceia do Senhor, medite no seu significado e aproprie-se dos benefícios da morte do Senhor Jesus, Eles são inúmeros: Perdão, paz com Deus, força espiritual, poder para vencer o pecado, salvação, vida eterna.
Experiência: Quando o filósofo grego Sócrates morreu, após ser forçado a tomar uma bebida venenosa chamada cicuta, os seus discípulos saíram tristes afirmando que a humanidade tinha ficado, para sempre, empobrecida. Poucos dias após da morte de Jesus, no Calvário, os homens e mulheres que presenciaram o Seu sacrifício saíram, destemidamente, proclamar pelo mundo inteiro que a humanidade havia sido enriquecida eternamente...

BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR. EDSON CAVALCANTE