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segunda-feira, 25 de março de 2013

O PRUMO DE DEUS...



                                                            O PRUMO DE DEUS...

A mensagem do profeta Amós aplicada nos dias atuais
Amós foi um profeta de Deus no 8º século antes de Cristo. Foi enviado de Judá, o reino do sul, a Israel, o reino mais corrupto ao seu norte, para chamar o povo ao arrependimento. A tarefa de Amós foi difícil. Sob o governo do rei Jeroboão II, a nação de Israel vivia na maior prosperidade desde os reinados de Davi e Salomão mais de 200 anos antes. Aquele povo, como muitas pessoas religiosas hoje, interpretava a prosperidade como sinal da aprovação divina e, por isso, foi resistente aos desafios lançados por profetas como Amós. Mas Jeroboão II, como todos os reis do Norte antes e depois dele, foi um homem desobediente ao Senhor. Depois de séculos de idolatria e rebeldia, o povo estava chegando cada vez mais perto do castigo de Deus.
Vamos observar alguns dos temas das pregações de Amós para ver, depois, aplicações nos dias de hoje.
Um povo abençoado pode perder o favor de Deus
Houve uma época em que o povo de Israel foi muito privilegiado. Deus o chamou da escravidão no Egito e lhe deu a terra de Canaã. Mas, ele prometeu castigar a nação se ela se tornasse desobediente (3:1-3). Israel tinha um passado glorioso, mas, na época de Amós, não estava mais servindo ao Senhor. O problema foi simples – eles deixaram de andar conforme a vontade de Deus: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (3:3). [Nota: Citações neste artigo que não incluem o nome do livro são de Amós]
O povo se acostumou tanto com a sua prosperidade e o conforto que gozava que não conseguia nem imaginar um castigo severo. Não esperava a justiça de Deus, embora seus atos estivessem invocando a ira do Senhor sobre a nação rebelde: “Vós que imaginais estar longe o dia mau e fazeis chegar o trono da violência” (6:3).
Pode nos surpreender descobrir que este mesmo povo rebelde ainda mantinha diversas práticas religiosas. Hoje em dia, muitas pessoas acham suficiente fazer parte de alguma igreja e aparecer com alguma freqüência nas reuniões de louvor, talvez levando alguma oferta à igreja. Devemos congregar em uma igreja fiel (Hebreus 10:24-25), e devemos fazer as nossas ofertas (2 Coríntios 9:7), mas Deus quer mais. O povo de Israel levava sacrifícios diários e levava os dízimos até duas vezes por semana (4:4), mas Deus o rejeitou! Apesar de participarem de alguns atos de adoração, esses israelitas não se converteram ao Senhor (4:6,8,9,10,11). Mesmo pessoas que freqüentam uma igreja e ofertam seu dinheiro podem ser rejeitadas pelo Senhor!
O Prumo de Deus (Amós 7:1-9)
No início do capítulo 7, Amós relata uma série de três visões de julgamento: os gafanhotos, o fogo consumidor e o prumo. Nas duas primeiras, Deus atendeu às súplicas do profeta e desistiu dos seus planos de destruir a nação. Mas na terceira visão, Deus deixou claro que não voltaria atrás. Israel seria julgado.
Amós viu um muro levantado a prumo (7:7). Israel foi construído conforme a planta de Deus, cumprindo as profecias dadas a Abraão, Isaque e Jacó. Quando se trata do povo de Deus, devemos lembrar que a casa pertence ao Senhor. Ele fez a planta original. Israel começou bem, conforme o plano de Deus.
O Senhor tinha um prumo na mão e disse que poria um prumo no meio do povo (7:7-8). Deus voltou, séculos depois da construção original de Israel, para ver se o edifício ainda estava reto segundo a planta original. A mesma medida usada na construção é utilizada para fiscalizar a obra séculos depois. Deus não procurava alterações e “melhoramentos” humanos. Ele queria um povo fiel às instruções originais. Jesus disse que ele nos julgará pela palavra revelada no primeiro século (João 12:48). Devemos nos preocupar com a nossa fidelidade à planta original.
Deus levanta com a espada na mão (7:8-9). Quando a casa não passou na fiscalização divina, Deus mandou derrubá-la! Entendendo a severidade de Deus contra o povo que desviou de seu propósito original, quem teria coragem hoje de mudar alguma coisa na casa dele?
A Rejeição de Amós (Amós 7:10-13)
Quando Amós transmitiu a mensagem de Deus ao povo, ele enfrentou forte oposição. Amazias, sacerdote de Betel, opôs-se ao trabalho de Amós e tentou expulsá-lo do país (7:10-13). Considere as táticas e os argumentos dele:
●   Usou a sua influência política, pois não tinha argumento das Escrituras (7:10).
●   Usou o povo – e não a palavra de Deus – como padrão, dizendo: “a terra não pode sofrer as suas palavras” (7:10-11).
●   Desprezou o profeta de Deus por ser estrangeiro ao invés de considerar a mensagem dele (7:12). Amós não escolheu o lugar de seu nascimento, mas decidiu ser fiel ao Senhor e pregar a palavra pura de Deus.
●   Defendeu seu “território” com a autoridade dada pelos homens, citando o santuário do rei – não de Deus! – e o templo do reino – não do Senhor! (7:13).
A Resposta do Profeta (Amós 7:14-17)
Amós não foi intimidado pela censura de Amazias. A réplica dele consiste de três pontos importantes, que ensinam lições importantes para os dias de hoje. Considere as palavras de Amós:
●   “Não sou profeta, nem discípulo de profeta” (7:14). Amós não tinha o “pedigree” certo para impressionar os homens. Na linguagem moderna, ele teria dito que não fez seminário, nem curso superior de teologia. Ele veio da roça para pregar a palavra de Deus! Ele não pertencia a algum “clube de pastores” que se elevava acima das pessoas comuns, e até acima da própria palavra de Deus.
Amós seria bem-vindo na maioria das igrejas hoje? Pedro poderia pregar nelas? João Batista, com suas roupas rústicas e costumes esquisitos, poderia subir aos púlpitos nas igrejas nas nossas cidades? O próprio Jesus, rejeitado pelos líderes religiosos de sua época, seria aceito pelos líderes hoje?
Muitas igrejas hoje se preocupam muito em impressionar o mundo. Sua literatura e seus sites na Internet destacam os feitos profissionais e educacionais dos homens. Não dá nem para imaginar Pedro apresentando “o nosso irmão, o famoso Doutor Paulo, formado em teologia na escola de Gamaliel, reconhecido internacionalmente como missionário de renome...”. O próprio Paulo considerava tais qualificações “como refugo” (Filipenses 3:4-11) e determinou pregar apenas a mensagem simples e importante de Jesus Cristo crucificado (1 Coríntios 2:1-5). As igrejas de hoje que engrandecem as qualificações carnais dos homens devem sentir profunda vergonha diante de exemplos como Amós, João Batista, os apóstolos e o próprio Jesus.
●   Mas o Senhor me mandou pregar (7:15). A única autorização que precisamos para pregar a palavra de Deus é a ordem do Senhor! Não depende de diploma, certificado ou qualquer outro documento humano. Jesus enviou seus apóstolos ao mundo (Mateus 28:18-19), e estes equiparam outros servos, que ensinaram outros a continuar fazendo o trabalho do Senhor (2 Timóteo 2:2).
●   Você pode tentar proibir a pregação da verdade, mas não mudará nada da vontade de Deus. Sua rejeição trará a ira de Deus sobre você (7:16-17).
O Prumo de Deus Hoje
A construção deve ser uma casa espiritual com Jesus como a pedra angular (1 Pedro 2:1-8). Ilustrações como esta nos convidam a examinar as nossas práticas à luz das Escrituras, comparando a planta de Deus com o muro torto dos homens. Como o prumo deve ser aplicado hoje? Considere alguns exemplos:
●   Pregar Cristo ou pregar doutrinas dos homens (1 Coríntios 2:1-2,5)? Em muitas igrejas hoje, pregações e aulas têm pouco conteúdo bíblico e muitas idéias de psicólogos querendo deixar os ouvintes se sentirem bem. Paulo nos alertou deste perigo e nos deu a resposta certa (2 Timóteo 4:1-5).
●   Louvar a Deus, conforme a sua vontade, ou fazer show para atrair os homens?
●   Respeitar as instruções de Deus sobre a liderança nas igrejas, ou escolher homens e mulheres conforme a vontade da sociedade?
●   Pregar tudo que a Bíblia diz sobre a salvação, ou diluir a palavra para tentar facilitar o ingresso no reino?
●   Abrir mão do materialismo e das coisas que o mundo valoriza, ou pregar a prosperidade e a saúde como direitos dos fiéis?
A Fiscalização de Deus
A mensagem de Amós não foi bem aceita, mas foi verdadeira. Ele avisou o povo do perigo de ser religioso sem ser obediente a Deus. Agora, mais de 2.700 anos mais tarde, o que nós faremos com a mensagem deste profeta? Se Deus ficasse no meio do povo religioso hoje – seja católico, seja evangélico – com seu prumo na mão, qual seria o resultado da fiscalização?
Se o muro está torto, devemos ter coragem para derrubá-lo e voltar à planta original!
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

domingo, 24 de março de 2013

O PRÓDIGO QUE NÃO VOLTOU...




O PRÓDIGO QUE NÃO VOLTOU...


2º Samuel - 18 - 9 : 15
É assim que termina a história de um moço que tinha tudo para ter uma carreira brilhante. A começar pelo nome, Absalão: “pai da paz”. Mas a sua vida mostra que ele, na verdade, “era pai da encrenca”, não pai da paz. Era também, segundo o relato bíblico, considerado o moço mais formoso/bonito do seu tempo. Seria hoje galã de novela “FÁBIO ASSUNÇÃO” da globo. Não bastasse isso era filho do rei. Mas com toda virtude estética, com a descendência real, com um nome tão promissor, ..... o seu caráter era horroroso.

Absalão faz um contraste com o personagem que nós estudamos às quartas-feiras na chamada “parábola do filho pródigo”. Vimos naquela parábola seis mensagens enfocando o Pródigo que voltou, mas Absalão é o pródigo que não voltou. - Ele se distanciou do pai, gastou os seus talentos, a sua vida, a sua energia, gastou tudo longe do pai e acabou morrendo longe do pai.

Pródigo é alguém que dissipa, que gasta. Dissipou a vida, a mocidade, as oportunidades, tudo e termina sua vida com uma história um tanto trágica. Ele vai fugindo num mulo e acaba ficando ferido porque fica enganchado num carvalho. Joabe, seu inimigo, vem e atravessa três dardos no seu coração e o mata, e a fúria contra ele é tão grande que vem mais dez moços matá-lo bem matado, para ter certeza de que realmente está morto. ... Absalão, o pródigo que não voltou.

Ficamos pensando em histórias não muito felizes de pessoas que estão desperdiçando a vida longe de Deus. Como pródigos estão gastando seu tempo, seus bens, sua saúde, dissipando as oportunidades, todas estas coisas estão indo embora por entre seus dedos e com certeza a história delas será também trágica.

Estudamos por seis semanas a história do pródigo que voltou e foi restaurado, e nesta noite vamos ver a história do pródigo que não voltou. Gostaria que examinássemos a vida de Absalão centrando-nos em alguns textos fora deste que é o básico, mas não o único para verificarmos se não é o caso de termos também alguém aqui que esteja, à semelhança de Absalão, correndo o risco de morrer longe do Pai celestial.
A história do pródigo que não voltou começa porque ele afastou-se do pai por causa do pecado e não foi o que nós chamaríamos do ponto de vista social, um “pecadinho”, esse foi dos grandes. (Se bem que para Deus não existe “pecadinho” ou “pecadão” – É tudo pecado...) - Absalão matou o próprio irmão, e tramou o assassinato, não por um impulso, mas foram dois anos tramando e maquinando a morte do irmão.

O capítulo 13:23 nos informa que passados dois anos, Absalão convidou todos os filhos do rei para uma festa e, no v. 28 diz que ele mandou seus empregados embebedar seu irmão Amnom e depois de ficar bêbado, pelo seu sinal, eles deveriam mata-lo!

Juntou uma tropa para matar um bêbado! ... Este era o critério de Absalão. Por dois anos ele acalenta a morte do irmão, e conseguiu. Por isso agora, entre ele e o pai, o rei Davi, foi construída uma enorme barreira, e ele tem que fugir, porque evidentemente o pai não deixaria que aquilo passasse em branco, e o v. 34 traz este relato: Absalão fugiu. É o que tinha para fazer. É a história de um homem que levanta uma barreira entre ele e seu próprio pai. Ele não tem como ficar na presença do pai.

Vamos transportar isto para a área espiritual. Da mesma maneira o pecado levanta uma barreira entre o homem e seu pai celestial. O pródigo da parábola que estudamos, o que voltou para casa, também teve um pecado: o de não aceitar o domínio do pai. Ele não aceitava a direção do pai, não queria viver sob sua tutela, queria autonomia, quis viver longe dele. Seu pecado foi o da arrogância eu posso viver sem meu Pai, eu não preciso Dele.

Agora o pecado deste é o ódio, o rancor, a falsidade, a insubmissão para com o pai. O irmão errara, mas cabia ao pai cobrar o irmão, que também não era flor que se cheirasse: tinha violentado a irmã. Por isso Absalão veio matá-lo. Mas a cobrança cabia a Davi, o pai! Agora, depois do ódio guardado no coração, da insubmissão à vontade do pai, do não conformismo à postura do pai ele é obrigado a distanciar-se dele.

Quantas e quantas vezes nosso inconformismo, nossa insubmissão à vontade de Deus, nosso desejo de autonomia, vontade de prescindir da direção Dele, de presumir que podemos fazer nossa ida com os nossos valores pessoais, ... nos impulsiona para longe dele.
As vezes pensamos em pecado e achamos que pecado é só coisas como este de Absalão: matar, roubar, esfolar. Quando eu era criança, não sei porque, dizia-se que pecado é “roubar e não poder carregar”. Mas muita gente pensa em pecado como alguma coisa escabrosa. Entretanto a Bíblia diz que pecado é basicamente a insubmissão à vontade de Deus, é não aceitar aquilo que Deus determinou e que tem estabelecido.

Isso nos impulsiona para longe de Deus, nos afasta Dele. Aliás, o profeta Isaías (59:2) diz assim: “O problema são os seus pecados; por causa deles, vocês estão separados de Deus. Por causa dos seus pecados, Deus virou o seu rosto de vocês e não ouve mais o que vocês pedem”. - Ou seja, quando há pecado não há comunhão. Quando se vive em insubmissão à vontade de Deus só haverá fuga, distanciamento, haverá uma barreira que nós mesmos levantamos.

Entretanto alguém pode dizer: “Puxa, ainda bem que não sou como Absalão, não matei irmão. Ainda bem que não sou como Amnon, jamais me passou pela cabeça fazer uma coisa dessas com mulher nenhuma e muito menos com minha irmã”. - Mas não é questão da violência sexual ou física, é a atitude que está no coração, a incapacidade de aceitar a vontade de Deus para a sua vida, de não se submeter a ele, de traçar suas próprias diretrizes. E Absalão se afastou, foi embora por causa do pecado...

Há um dado interessante nesta história: Talvez não tenha sentido falta, mas o capítulo 13:39 nós lemos uma frase que não pode passar ignorada: Davi, o pai, tinha saudades de Absalão! O filho não prestava, mas ele como pai sentia saudade do filho. Havia espaço no seu coração para um filho que errara, mas ele não voltou. Saiu porque quis, voluntariamente, não foi enxotado, saiu porque não podia ficar.

Vamos de novo transportar isso a área espiritual: Deus não enxota ninguém da sua presença. Se você se afastou de Deus foi você que se afastou, não foi ele quem lhe virou as costas, não foi ele quem deixou de lhe estender as mão. Assim como Davi sentia saudade de seu filho também Deus tem saudade de cada filho que se distanciou dele. Absalão, o pródigo que não voltou, afastou-se do pai por causa do pecado, e este foi o início de sua trágica história. Absalão, o pródigo que não voltou, endureceu o coração contra o pai.
Podemos fazer um contraste deste que não voltou com o que voltou da parábola contada por Jesus. O que voltou caiu em si, o texto de Lucas 15 diz: “caindo porém em si disse: quantos empregados de meu pai tem fartura de pão e eu aqui pereço de fome”. Ou seja, este não, ficou dois anos distantes sem nenhuma preocupação. Ele voltou definitivamente para casa...

E o capítulo 14:28 de II Samuel nos informa que Absalão voltou para Jerusalém, a cidade onde morava a família, mas ficou dois anos sem ver a face do rei. Ou seja, voltou para a cidade onde seu pai estava, para a sua cidade natal, era filho do rei, mas ficou dois anos sem ver o pai.

Neste tempo que voltou para a cidade, não foi procurar o pai ou reconciliar-se com ele. Endureceu o coração contra o pai. Foi tramando no seu coração alguma coisa contra o pai. Nunca houve no seu coração o desejo de pedir perdão ao pai. - .......... É um fardo enorme para uma pessoa viver longe de Deus e não sentir necessidade de perdão. É colocar-se sob condenação, assumir um distanciamento de Deus, satisfazer-se com isso e em momento algum sentir um peso no coração e reconhecer que necessita de perdão.

Esse moço achou que não precisava de perdão. O capítulo 15 de II Samuel nos informa que Absalão começa a maquinar a derrubada do Rei, seu pai. Diz o capítulo 15 que Absalão reunia seus homens e ficava na porta da cidade abordando as pessoas que vinham à Jerusalém buscar auxílio do rei para suas demandas. E então Absalão dizia às pessoas: “Se eu fosse o rei não deixaria você nesta situação. Quem me dera ser o Juiz nesta terra para ajuda-lo...” - Ele foi destruindo a imagem que o pai construíra em quase 40 anos de monarquia. Ele tentou derrubar o próprio pai.

E aí você pode dizer: bem pastor esta analogia não me cabe porque não posso derrubar Deus. Mas quem sabe você vem tentando fazê-lo. Quando você tenta dirigir a sua própria vida sem se submeter a Deus está tentando destronar a Deus. Quando vira as costas para a sua graça, para o seu amor, está tentando destronar a Deus, quando despreza a mão que Ele lhe estende na pessoa de Jesus, manifestando-lhe a vontade de te dar a salvação, está tentando destroná-lo.
Absalão ignorou o seu pai como rei. Ignorar o seu Pai Celestial como rei é também endurecer o coração. Talvez haja alguém aqui que também está endurecendo o coração contra Deus, houve o evangelho domingo após domingo e não liga a mínima para isto. Pode parecer engraçado, mas é uma desgraça, saber que o evangelho é a verdade e não querê-lo, saber que só Jesus Cristo salva e insistir em não recebe-lo.

É a pessoa que endurece o seu coração. No fim, a atitude de rebelião de Absalão chegou a tal ponto que ele chegou a tentar matar o pai. Pior que se distanciar é endurecer o coração, pior que se afastar é a atitude continuada de rebeldia, de insistência em viver longe de Deus.

O da parábola pediu perdão e este não. A pessoa que endurece o seu coração contra Deus não só chama a inimizade de Deus contra si, mas vai semeando inimizade por onde passa. O pródigo que não voltou afastou –se do pai voluntariamente, o pródigo que não voltou endureceu o seu coração contra o pai e, em último lugar o mais trágico, o pródigo que não voltou morreu longe de casa.

O outro voltou para casa, e houve festa, uma alegria enorme, banda de música, mataram o bezerro cevado, bebidas, uma alegria enorme, voltou para casa. Este não. Enquanto o outro tem uma história terminada em festa a história de Absalão termina na cova, na sepultura. Morte, e o que é pior, morte eterna, é o destino do rebelde contra Deus.

A proposta de Deus para o ser humano é tão simples, embora dura, voltar ou morrer. Render-se, depor as armas ou continuar na rebeldia até a morte. Levanta um exército, foi o texto que lemos, seu exército é desbaratado pelo exército do pai. Joabe, o homem em cujo campo ele pôs fogo o mata, e aí vem os moços e o rematam para ter certeza que ele está bem morto mesmo, aquele camarada tão ruim que tem que ter certeza que está morto. Acabou-se a história de Absalão. Morreu longe de casa.

Mas o trágico não foi apenas isto, o trágico é que ele morreu sem deixar descendência, sem deixar nenhum filho, na seqüência da história lemos que Absalão morreu sem deixar nenhum descendente, sua memória se apagou. Para os orientais esta era a maior vergonha, morrer sem deixar descendente.
E o moço que era filho do rei, que era posudo, galã, fazia as moças suspirarem quando passava, morre vergonhosamente, pendurado num carvalho, com o exército desbaratado, sem deixar filhos, na vergonha. O outro sentiu vergonha da sua situação e voltou para casa. Quantos empregados de meu pai tem fartura de pão e eu estou morrendo de fome. Este não sentiu vergonha e morreu não de fome, mas morreu na rebeldia.

Como disse numa das mensagens do pródigo que voltou, este é o dilema, voltar ou morrer. Insistir em viver longe de Deus é morrer espiritualmente até a morte eterna. Você está longe? Não faça como Absalão. Volte para casa.

Mas não quero terminar falando de Absalão. Vou terminar falando do pai dele. Davi não queria a morte de Absalão. II Samuel 18:5 diz assim: “O rei ordenou a Joabe, a Abisai e a Itai: Por amor a mim, tratem bem o jovem Absalão! E todo o exército ouviu quando o rei deu essa ordem sobre Absalão a cada um dos comandantes..”

Ele foi a todos os comandantes e disse: tratem o moço com brandura. - Ele era rebelde, imprestável, assassino, encrenqueiro, queria destronar e aniquilar o próprio pai mas a postura do pai era de amor, “tratai o moço Absalão com brandura por amor de mim”. - Pode ser que para vocês ele não valha nada mas é meu filho, tratem-no com brandura.

É isto que Deus faz com todo pecador, vejam o que nós lemos em Ezequiel 33:11: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos dos vossos maus caminhos, pois por que haveis de morrer, oh casa de Israel?”

Deus não deseja a perdição de ninguém e não desejava a de Absalão. Absalão morreu e o capítulo 18:33 diz assim: “O rei entendeu as palavras do mensageiro e desandou a chorar. Saindo das portas da cidade, foi para o seu quarto chorando e clamando: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Se fosse possível eu daria a minha vida pela sua! Ah, Absalão, meu filho! Meu querido filho!
Este é o clamor de um pai. Quem me dera que eu morrera por ti. Davi amava tanto a Absalão que queria morrer por ele, mas não pode. Nenhum de nós pode morrer pelo outro. Não podemos morrer pelos nossos pais nem pelas nossas mães. Não podemos morrer pelos nossos filhos, nenhum de nós pode morrer no lugar de outro, mas Cristo pode e a Bíblia diz que Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores.

Davi não pode morrer por Absalão, nenhum pai pode morrer pelo seu filho, mas o pai celestial providenciou uma morte no nosso lugar, Jesus morreu para que nós não morrêssemos. “Aquele que crê em mim ainda que esteja morto viverá”. - “Eu sou o caminho a verdade e a vida”, disse Jesus. Aquele que põe nele a sua fé, que crê que ele morreu pelos seus pecados, este nunca morre longe de casa, morre fisicamente, mas ressuscita para viver eternamente e viverá eternamente com ele.

Por mais que o seu pai lhe ame ele não pode morrer no seu lugar, por mais que seu filho lhe ame ele não pode morrer em seu lugar, por mais que qualquer pessoa das suas relações lhe ame não pode morrer em seu lugar e você não pode morrer no lugar de ninguém, mas Deus ama você muito mais do que qualquer pessoa e providenciou alguém que morreu pelos seus pecados e, porque Jesus Cristo morreu por nós, porque sofreu a morte que era para nós, nenhum de nós precisa morrer longe de casa, nenhum de nós precisa ficar longe de casa.

Continuar longe do pai, indiferente, insensível ou com o coração endurecido é uma insensatez. Se você é um pródigo que ainda não voltou, alguém morreu no seu lugar, a sua morte é desnecessária, volte para casa, receba o senhor Jesus Cristo como salvador, de-lhe a sua vida e reconcilie-se com o pai. Não morra longe de casa...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

sábado, 23 de março de 2013

O MEU JUSTO VIVERÁ DA FÉ...



O MEU JUSTO VIVERÁ DA FÉ...


Hebreus - 10 - 32 : 39

Quem pode afirmar que tem a verdadeira fé? O próprio Senhor Jesus falou sobre pessoas que receberam a palavra, mas depois desistiram (Lucas 8: 12). Ele se referiu a pessoas que receberam a palavra, mas o diabo veio e tirou o que elas tinham, para que não fossem salvas. Assim há ainda outros, que pareciam ter fé, mas que depois desistiram. Já vimos pessoas que ficaram muito alegres quando entraram na igreja. Aquelas pessoas eram bastante animadas. Algumas delas até mostraram vontade de fazer projetos na igreja. Mas o que aconteceu com algumas daquelas pessoas tão animadas? Na hora da provação, na hora do teste, elas recuaram. Alguém as chateou, alguém lhes deu um cascudo, surgiram dificuldades nas suas vidas, um amigo as chamou para beber, houve uma falha da parte dos irmãos e de vez acabaram tanto a alegria como também a fé. Será que podemos dizer que aquelas pessoas tiveram em momento algum a verdadeira fé? Não podemos dizer isto. Há ainda outros casos. Já aconteceu que certas pessoas entraram pobres na igreja. Elas aceitaram a palavra de Deus como sua única e maior riqueza. Participaram dos cultos e fizeram profissão de fé. Mas o que aconteceu? Depois de alguns anos, aquelas pessoas ganharam bens, uma casa própria, um barco, um carro, um emprego, uma empresa, e na medida que os bens materiais cresciam, diminuía a fé daquelas pessoas. A fé delas sumiu como se fosse uma pedra de gelo no calor tropical. Podemos dizer que aquelas pessoas em momento algum tiveram a verdadeira fé em Deus? Não podemos dizer isto.

A pergunta se temos ou não a verdadeira fé é bem importante para todos nós. Pois "somente aqueles são salvos, que pela verdadeira fé são unidos a Cristo e aceitam todos os seus benefício. Somente aqueles que crêem verdadeira e sinceramente no Senhor Jesus, escapam da condenação e são salvos. Eles recebem, por pura graça, a remissão dos pecados e a justiça eterna. No entanto, aqueles que não têm a verdadeira fé, não são salvos. Aquelas pessoas podem, talvez, agradar a homens. Elas podem ter muitas riquezas e muitos amigos. Elas podem ser respeitadas pela sociedade inteira. Elas podem até participar por algum tempo de cultos e estudos. Mas elas, não tendo a verdadeira fé em Deus, não agradam a ele. Pois "sem fé é impossível agradar a ele", diz a Escritura (Hebreus 11: 6). Por isso é muito importante estarmos preocupados com este assunto. Deve ser uma preocupação muito grande de cada um. Precisamos perguntar-nos se temos ou não a verdadeira fé. Esta questão é uma questão de vida ou morte. É uma questão que merece consideração máxima. Pois como será salvo aquele que não tem fé, aquele que não agrada a Deus? Ele não será salvo. Às vezes encontramos homens, que acham que a fé e a igreja são negócios só para mulheres. Aqueles homens preferem fazer outras coisas: trabalhar, jogar, beber. Não pensam nem um segundo em entrar na casa de Deus para adorar a ele e para receber a santa palavra de Deus. A mulher, tudo bem, ela pode participar da igreja quanto quiser. Mas o chefe da casa, que é o dono do seu próprio nariz, ele não quer saber nada de religião e de crentes. Ora, essa atitude incrédula, é extremamente perigosa. Pois aquele que acha que a fé é só para mulheres, está correndo sério risco de perder a vida eterna.

Então, irmãos, vamos nos perguntar: Será que eu, que estou aqui na casa de Deus, tenho a verdadeira fé? Será que eu tenho a fé que permanece? Vamos avaliar cada um por si, se tem a verdadeira fé. E vamos tirar proveito do catecismo, pois esta confissão antiga nos dá uma grande ajuda. A palavra de Deus logo diz o que é o mais importante para recebermos a verdadeira fé. O mais importante para recebermos a verdadeira fé, é termos "certeza de que é verdade tudo que Deus revelou em sua palavra. Isto significa que aqueles que tem a fé, devem ter, antes de mais nada, a convicção de que tudo que Deus falou e revelou, é verdade. Tudo que Deus prometeu, será cumprido. O que Deus prometeu, pode demorar para ser realizado. Pode até demorar séculos e séculos para Deus cumprir as suas santas promessas. Mesmo assim temos que ter por certo que Deus cumprirá todas as suas promessas. Podemos pensar que Deus fez promessas impossíveis de cumprir. Podemos, de vez em quando, ter as nossas dúvidas e perguntas. Pois aquilo que Deus prometeu excede a nossa imaginação! Deus até prometeu fazer nova terra e novo céu! Que promessa quase inacreditável! Porém, irmãos, cabe a nós acreditarmos em todas as promessas de Deus. Pois nada é impossível para ele. A única coisa que Deus não pode, é mentir. Pois Deus é fiel a si mesmo. Por isso, irmãos, creiamos firmemente na palavra de Deus, crendo em tudo que ele revelou, confiando em todas as promessas que ele fez. Este é o primeiro e mais importante passo para podermos crer e receber a verdadeira fé.

Vamos ver um exemplo da história do povo de Deus, um exemplo de um homem que mostrou o  Poder da fé. Quase quatro mil anos atrás, Deus fez uma grande promessa a Abraão. Deus jurou por si mesmo, dizendo: "Abraão, certamente o abençoarei e lhe darei muitos descendentes". Será que esta promessa de Deus era acreditável? Vejam só: Abraão e sua esposa eram idosos! Já tinham passado a idade normal de ter filhos. Eles tinham uma idade muito avançada, já podiam ter sido bisavós. Além disso, Sara, a esposa de Abraão, era estéril. Então, não havia nada que indicava que Abraão ainda podia ter filhos com sua esposa. A única previsão lógica e natural era de que ele e sua esposa morreriam sem deixar herdeiros. Mas Deus fez uma promessa a Abraão. Ele lhe prometeu o impossível. Deus prometeu que Abraão teria muitos descendentes! Agora, passaram-se muitos anos, e nada aconteceu. Não era para Abraão ficar desconfiado? Deus não havia prometida uma coisa impossível, algo que jamais poderia ser realizado? Irmãos, vejam só como foi a atitude de Abrãao: ele esperou pacientemente. Em momento algum ele duvidou das promessas de Deus. Desta forma, tendo certeza da verdade da promessa de Deus, Abraão mostrou o  Poder da fé. Foi deste jeito, esperando, mostrando confiança em Deus, que Abraão alcançou a promessa (Hebreus 6: 15). Sara engravidou e recebeu um filho. Irmãos, essa história está na Bíblia (tanto no antigo como no novo Testamento), para que possamos aprender, que nós também devemos confiar nas promessas de Deus.

Este grande fato, irmãos, o fato que é verdade tudo que Deus falou e prometeu, é fundamental. Aqueles que não têm esta certeza, aqueles que andam questionando as palavras e as promessas de Deus, eles não estão em condições crer em Deus. Crer é confiar. Crer é ficar calmo e alegre pelo fato que Deus nos garantiu a eterna salvação pela fé. Chamamos isto a aliança de Deus. A aliança de Deus é o compromisso que Deus assumiu com seu povo. A parte essencial desta aliança que Deus fez com seu povo é a promessa segura de Deus. A parte principal da aliança que Deus fez conosco é que dá para confiar em Deus, pois Deus não mente. Há ainda outra parte, também uma parte muito importante. Esta outra parte é que todos que confiam nas palavras e promessas de Deus, têm a obrigação de cumprir os mandamentos de Deus. A nossa fé em Deus somente é fé de verdade, se cumprimos os mandamentos de Deus. Precisamos ter consciência que o mesmo Deus que nos deu suas promessas seguras, exige que nós também façamos a nossa parte. Deus exige que façamos a vontade dele. Deus exige que cumpramos o que ele ordenou. Nosso Deus quer a nossa obediência.

Agora, se vocês querem ter certeza se têm ou não a verdadeira fé, verifiquem se vocês, além de crer nas promessas seguras de Deus, também têm o desejo sincero de observar tudo quanto Deus ordenou. Estas duas partes, crer e observar, crer nas promessas de Deus e observar os mandamentos dele, são os dois lados da mesma moeda. Nem um desses dois lados poder ser desprezado. Que Deus faça a parte dele, é o mais importante, sim. Mas que nós façamos a nossa parte não pode ser deixado de maneira alguma. Cabe a todos que receberam a promessa de Deus, obedecer a ele. Todos que crêem nele, devem lutar contra seus pecados e viver em santidade. Não podemos desanimar ou enfraquecer. Não podemos ser preguiçosos e muito menos devemos desistir. A ordem é perseverar. "Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu", diz o Senhor (Hebreus 10: 36). Assim fica claro o nosso dever. Se cremos em Deus, não pode haver moleza. Se cremos em Deus, não devemos ser inconstantes. Se cremos em Deus nunca devemos deixar de cultuar e adorar a ele. Nunca alguém deve abandonar a igreja ou a fé por causa de tribulações ou perseguições ou chateações. O próprio Deus nunca deixará de cumprir tudo que prometeu. Deus é fiel. Por isso nós também devemos ser fiéis. Vejam o exemplo dos irmãos hebreus. Eles eram sofridos e perseguidos. Eles lutaram e sofreram ao mesmo tempo (Hebreus 10: 32). Os bens deles foram confiscados. O governo tomou as casas e os terrenos dos irmãos, sem dar-lhes uma indenização (Hebreus 10: 34). Mas eles não deixaram de crer em Deus! Eles continuaram alegres andando nos caminhos do Senhor. Eles confiavam nas promessas seguras de Deus, sabendo que possuíam bens superiores e permanentes (Hebreus 10: 34).

Irmãos, esta verdadeira fé não é a fé de pessoas que entram na igreja e depois de algum tempo saem. Esta verdadeira fé não é a fé de pessoas que receberam a palavra de Deus, mas que depois de algum tempo se tornam piores do que os incrédulos. Esta verdadeira fé não é a fé daqueles que entraram na igreja em busca de vantagens e lucro, para depois abandonar os irmãos. Esta verdadeira fé é a fé daqueles que crêem nas promessas firmes de Deus, e que se comprometem a fazer a vontade dele até a morte. Esta verdadeira fé é a fé daqueles que lutam e sofrem, mas que são alegres e felizes no Senhor. Esta verdadeira fé sempre fica de pé, mesmo nas angústias e nas perseguições. Esta verdadeira fé nunca morre. Ela vem do Espírito Santo, que a opera em nossos corações. Aqueles que têm esta fé certamente serão salvos e herdarão a vida eterna. Aqueles que têm esta fé podem ter certeza de que Deus lhe perdoou todos os seus pecados. Irmãos orem sempre a Deus, para que esta verdadeira fé seja operada em seus corações, e para que esta verdadeira fé seja fortalecida cada vez mais. "Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu" (Hebreus 10: 35-36)...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

sexta-feira, 22 de março de 2013

O FILHO PRODIGO...



                                                            O FILHO PRÓDIGO...

Lucas 15.11-32
O capítulo 15 começa falando que alguns pecadores foram ter com Jesus com o interesse de ouvi-lo: (v.1) "Aproximaram-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para ouvir". Só que infelizmente quando os pobres e publicanos chegaram para ouvir Jesus, os fariseus (perushim= separados) e escribas, que eram religiosos e doutores da lei, vendo a conversa de Jesus com os pecadores logo criticaram e murmuraram: (v.2): "E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles". Então Jesus começa a contar parábolas referentes àqueles que estão perdidos, pois, o marco e a finalidade do ministério de Jesus é salvar e restaurar todos aqueles que estão perdidos no mundo de pecado: (Mt.15.24) "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel". (Mt. 9.12) "os sãos não precisam de médico, e sim os doentes".

1. Sentido estético: (v.12) "Parte dos bens que me cabe":
Na verdade, existiam 3 motivos para que o pai não desse a herança ao filho mais moço, o que não foi o caso: 1) O pai ainda estava vivo; 2) ele não era o filho mais velho; 3) o direito de domínio e administração de uma herança era do primogênito. Seria mesmo só a herança que ele queria? Ele poderia receber a herança e continuar vivendo com o seu pai. Era a independência que ele queria. E é aí que entra o fator "Estético do ser humano".

• O que é o sentido Estético:
É quando a pessoa procura viver uma liberdade ilimitada, uma vida de liberdade sexual e hedonismo, de vício, nas drogas. Fixa naquilo que é passageiro, por isto quer aproveitar tudo. A liberdade disfarçada de libertinagem escraviza mais do que qualquer coisa: (II Pd. 2.19): "Prometendo-lhe liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois, aquele que é vencido fica escravo do vencedor". As propagandas de cigarro, bebidas, show's e boate querem passar o sentido de liberdade, mas, uma liberdade que escraviza. Só tem uma liberdade que Liberta: Jesus (Jo. 8.32 e 36). "

Vivendo dissolutamente (v.13b):
Viver no sentido da estética é viver dissolutamente, que é o mesmo que irresponsavelmente. E o pecado faz o ser humano viver uma vida desorganizada, sem direção, ao ponto de nunca saber o que realmente quer. Mas chega uma hora em que a pessoa vê que tudo aquilo que buscou não faz mais sentido, tudo não passa de ilusão e fantasias, e é preciso se libertar para as coisas mais essenciais da vida e passar então para o outro sentido da vida.

2. O sentido da vida ética (v15):
A vida ética é quando a pessoa começa a entender que não é só viver o momento, e que muitas decisões nas nossas vidas precisam ser ligadas com o futuro. É quando começa a ter o entendimento do porque da situação em que vive e que se encontra, e começa a ter responsabilidade e propósitos na vida. Só que infelizmente, o entendimento ético é como se fosse a idade adulta de uma pessoa, que pode ser aos 20, 30, 40 anos, ou talvez nunca chegar para alguns, pois, sempre estão tomando decisões como se "fossem um moleque qualquer", como aconteceu com o filho pródigo: "arrumou um trabalho", lembrou de como o seu pai tratava os seus empregados e de como era a relação de seu pai com os empregados. Muitas vezes quando a pessoa está neste estágio, quer esquecer o seu passado fazendo caridades e ajudando o próximo, mas isto não é o bastante, é preciso passar para o outro sentido que é o espiritual. Por isto que Jesus afirmou: "Ninguém é bom, senão um, que é Deus" (Lc.18.19).

3. O sentido da vida espiritual:
O 1º passo para uma vida espiritual é o reconhecimento: (v. 18) "Levantar- me- ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de Ti". O reconhecimento foi tão forte que ele colocou às claras a situação que se encontrava depois que distanciou de seu pai: caído; O 2º passo é querer levantar para se transformar: Isto requer querer mudar de vida, isto é, converter-se, que no grego significa metanoica (meta: mudança ou transformação; nóia: horizonte ou compreensão); e o 3o passo é ir em direção a Deus. Talvez você pense: Será que Ele vai me aceitar? Mas na sua volta, você verá o que Ele tem para você.

a) Vinha ele ainda de longe: Isto significa que o pai teve o sentimento de espera e de paciência de que o filho um dia iria voltar. Há muito tempo Deus também está à espera do retorno de muitos filhos que se afastaram em busca de uma "certa" independência. Isto é, Ele jamais esqueceu de você. Se a sua vida está completamente sem sentido, isto significa que é necessário voltar: ao começo, ao princípio, e voltar para Deus.

b) Talvez o seu medo hoje de voltar para Deus é de ser julgado: Note que quando o pai o avistou, compadeceu-se, correu em sua direção, abraçou e o beijou. Deus não quer lembrar do momento em que você se retirou, e sim, do retorno a Ele, e jamais vai te acusar dos seus erros e das suas falhas, pelo contrário, Ele sempre estará com seus braços abertos esperando você voltar. Se você conseguiu entender que é preciso voltar a Deus, significa que você entrou na terceira parte da existência humana, que é o sentido espiritual.

4. O que acontece quando alcançamos o Sentido Espiritual da Vida:
Passamos a compreender e reconhecer o pecado. Como este pai, Deus sempre está disposto em nos receber de braços abertos e trazer novo sentido para a vida espiritual do ser humano:

a) Melhor roupa: Qual seria a melhor roupa? Na verdade, é no sentido espiritual, pois, a Bíblia nos fala da necessidade de lavarmos as nossas vestes no sangue do Cordeiro de Deus. Ele estava perdoando os erros e as falhas do seu filho, pois, o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.

b) Anel no dedo: O mais importante não é o anel e sim o selo da família. Ele estava voltando a fazer parte da família. Quando voltamos para Deus recebemos também o selo: (2 Tm. 2.19): "Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem". O selo também representa autoridade: "ainda que Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo da minha mão direita, eu dali o arrancaria (Jr.22.24).

c) Sandálias nos pés: Isto significa que ele estava descalço. Esta era a condição de escravo, pois, só os escravos andavam descalço. Sendo assim, muitos foram escravizados pelo pecado, e nesta hora Deus quer te libertar - não quer que você viva uma vida de escravo e sim de filho e filha de Deus (Ef.2.14 - 19).

Conclusão: Este é o momento de decisão para você! Em qual estágio na vida você se encontra? Chegou a hora de você entender que o sentido da sua vida no mundo é viver junto do Pai, que é Deus, através da aliança com Jesus Cristo...

BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

quinta-feira, 21 de março de 2013

O ENCONTRO COM A MULHER SAMARITANA...




                              O ENCONTRO COM A MULHER SAMARITANA...


João Capitulo 4, versículos 1 ao 30

Ela era discriminada por ser mulher (v.27); uma pessoa rejeitada pelos judeus por ser samaritana (v.9); rejeitada pelos próprios samaritanos por ter vida sexual irregular (v.18). Foi buscar água ao meio-dia (hora sexta, v.6) para não se encontrar com ninguém no poço. O horário de se buscar água era pela manhã. Ela vivia fugindo, se escondendo. Tinha vergonha de si mesma. A mulher samaritana precisava: encontrar, conhecer, comprometer-se e testemunhar.

1- Encontrar Jesus
Ele foi até onde ela estava. Não é pelo esforço humano que se encontra Deus. Ele veio até nós.

2- Conhecer Jesus (em etapas, níveis de conhecimento).

2.1 - Reconhecendo que Jesus é maior.
O Senhor é maior que o nosso pai Jacó? (v.12). Jesus é maior. Uma idéia importante, mas vaga. Poço ou fonte? Jacó nos deu um poço natural (v.12). Falar sobre religiões, o que elas nos deram (herança, v.5) e a insatisfação apesar de tudo isso (sede, v.13); (Jeremias 2.13). Jesus nos deu uma fonte espiritual (v.14), viva e eterna, um manancial. Quem tem a fonte dentro de si, não precisa depender de poços exteriores para ter alegria, esperança etc...

2.2 Reconhecendo que Jesus é profeta (v.19).
Uma idéia correta, mas incompleta. Muitos vêem Jesus como profeta, como mestre, etc. etc. etc... Isso não os salva. Valorizam os ensinamentos de Cristo e não a sua pessoa nem a sua obra.

2.3 - Reconhecendo que Jesus é o Cristo (v.29).
Esta é a conclusão indispensável. Significa o reconhecimento de Jesus como a solução divina para a alma humana. Significa o reconhecimento de Jesus como o salvador prometido.

3- Comprometer-se com ele.
"Senhor, dá-me dessa água" (v.15). Mesmo sem ter ainda pleno entendimento, ela quis o que o Senhor oferecia. Não adianta reconhecer e não se comprometer.

4- Testemunhar aos outros a respeito de Jesus.
A mulher foi e anunciou em Sicar sobre seu encontro com Jesus (v.28-29). A mulher quebrou seu estado de isolamento social, deixou para trás o cântaro e foi evangelizar. Muitas coisas são deixadas para trás quando se entrega a vida a Cristo.

5- A samaritana “vivia de história”, se alimentava do passado:
“O pai Jacó nos deu o poço...”. Estava presa ao passado. Estava presa à experiência que Jacó teve com Deus. A água do poço de Jacó pode representar a experiência do patriarca com Deus. Foi legítima e exemplar, mas não servia para a samaritana. Não era satisfatória.

6- A samaritana lançava sua esperança para um futuro distante:
“Quando o Messias vier nos anunciará todas as coisas...”

7- Mas... Como estava seu tempo presente?
“Não tenho marido.” Talvez isso não seja problema para algumas pessoas, mas, naquelas circunstâncias, representava o fracasso de uma vida. Além disso, não sabia onde adorar. Estava espiritualmente desorientada.

8- A proposta de Jesus:
“A hora vem, e AGORA É”. O tempo para a experiência com Deus é o presente. Este é o momento para se ter uma experiência com Deus. Você não vai ficar dependendo da água dos outros, da experiência de Jacó, mas vai ter acesso direto à fonte.

BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE


quarta-feira, 20 de março de 2013

RENOVE AS SUAS FORÇAS POIS TU ÉS UM CRENTE ÁGUIA...

                          RENOVE AS SUAS FORÇAS POIS TU ÉS UM CRENTE ÁGUIA...

“ 30  Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem,  31  mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” (Isaías 40:30-31)

1.  Introdução

No mundo inteiro, a águia é símbolo de nobreza. Pela sua força, alteza e vigor ela desponta-se como campeã indiscutível deste símbolo de grandeza. A águia é forte, viva, corajosa, vencedora, símbolo daqueles que esperam no Senhor.
O povo de Deus é como a águia. É um povo forte. É um povo guerreiro. É um povo que triunfa sobre as tempestades. É um povo vencedor. É um povo que não retrocede diante das procelas borrascosas, não teme o perigo, nem se intimida com as ameaças do adversário. É um povo que marcha segundo as leis do céu, rompendo barreiras, vencendo grilhões, conquistando as alturas, refugiando-se no regaço do Deus todo-poderoso.
É preocupante, entretanto, perceber que existem, hoje, muitos cristãos vivendo um projeto diferente de vida. Ao contrário da águia, são tímidos, fracos, impotentes, dominados pelo medo. Longe de triunfar nas crises, soçobram vencidos e caminham pela vida cabisbaixos, derrotados e tristes.
É lamentável constatar como tantos cristãos vivem dominados pelo complexo de inferioridade, esmagados pela prejudicada auto-estima, com a auto-imagem achatada. São pessoas que vivem amargando e curtindo um profundo sentimento de auto-repúdio e desvalor. Estes, olham para dentro de si mesmos e enxergam-se com lentes embaçadas e olhos míopes, lendo de si mesmos os conceitos mais distorcidos e deslunetados.
Observei que a águia tem muito a nos ensinar. Ela é uma pedagoga de Deus. Sua vida, sua força, sua disciplina e seu cuidado com os filhos são balizas norteadoras para uma vida bem-sucedida.
O caminho da águia é no céu (Pv 30.19). Ela não foi criada para viver se arrastando nos vales da vida e nas depressões da terra. Deus a criou para as alturas.

2.  Com base neste fato, queremos destacar três lições da mais alta importância para a sua reflexão:

2.1    A águia voa alto.

A águia tem vocação para as alturas. Ela é a rainha do espaço, a campeã dos vôos elevados. Ela galga as alturas excelsas com suas possantes asas e voa com segurança e prodigiosa desenvoltura sobre o pico dos mais altos montes. Ela não é como o inhambu que vive tomando tiro na asa, presa fácil dos caçadores, porque só voa baixo.
Há muitas pessoas que vivem também num plano muito inferior, voando baixo demais, sofrendo ataque de todos os lados, porque não saem das zonas de perigo, vivem pisando em terreno minado, vivem com os pés no território do adversário. Por isso, constantemente estão feridas, machucadas, porque não alçaram vôo um pouco mais para cima.
Muitos não estão voando alto como a águia porque tem têm sido seduzidos pelas atrações e prazeres efêmeros do mundo! Como Esaú, vendem o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Trocam a paz de uma consciência pura por um momento de prazer. Trocam a alegria da salvação por um minuto de pecado.
Há crentes, hoje, que estão em amargura de espírito, no laço do passarinheiro, debaixo de opróbrio e vergonha, porque brincaram com a graça de Deus, foram profanos e zombaram do pecado. A Bíblia diz que quem zomba do pecado é louco (Pv 14.9).
Sansão era um homem consagrado a Deus. Era um nazireu.  Como tal não podia tocar em cadáver, beber vinho nem cortar o cabelo (Nm 6.1-4). Estes eram os seus votos de consagração ao Senhor. Sansão cresceu num lar piedoso. Seus pais andavam com Deus. Ele era um jovem forte, poderoso, muitas vezes possuído e usado pelo Espírito Santo. Mas Sansão não perseverou na santidade. Ele brincou com o pecado. Ele não levou Deus a sério. Ele fez pouco caso de seus votos de consagração. Por isso, foi afrouxando seus compromissos, foi transigindo com o pecado, foi anestesiando sua consciência, foi caminhando em direção ao abismo, foi descendo para os lugares baixos e tenebrosos, afogando sua alma no lodaçal pestilento da desobediência.
Sansão quebrou o seu primeiro voto de consagração ao procurar mel na caveira de um leão morto (Jz. 14.8 e 9). Há muitos crentes, hoje, também, procurando doçura e prazer no pecado.
Sansão quebrou seu segundo voto de consagração ao dar um banquete de sete dias, regado a vinho, para seguir a moda dos jovens de sua época (Jz 14.10). Sansão caiu quando quis seguir a moda. Sansão não teve coragem para se manter diferente. Ele cedeu à pressão do grupo. Ele tornou-se massa de manobra. Em vez de influenciar, foi influenciado. O povo de Deus precisa ter fibra. O cristianismo não serve para gente covarde (Ap 21.8). Não vivemos para agradar a homens (Gl 1.10). Há muitos pais cristãos que ao celebrarem a festa dos 15 anos de suas filhas ou as bodas de casamento, regam a festa com cerveja e Whisky  porque têm medo de quebrar as etiquetas sociais. Não têm a mente de Cristo. Vivem não pelas leis do céu, mas pelas imposições do mundo.
Sansão quebrou o seu terceiro voto de consagração, depois de macular sua honra, deitando-se com uma prostituta em Gaza (Jz 16.1). Dali saiu e deitou no colo de uma mulher ímpia e traidora. Sansão era um gigante. Sua força era descomunal, colossal, hercúlea. Sozinho vencia exércitos. Ninguém podia subjugá-lo. Ele era invencível. Mas o pecado o derrubou. Ele ficou preso pelas próprias cordas do seu pecado. Ele tornou-se cativo de suas paixões. Ele dominava exércitos, mas não conseguiu dominar seu próprio coração. Ele venceu com uma queixada de jumento mil filisteus (Jz 15.15), mas foi vencido pelas suas paixões sexuais. Seu cabelo foi cortado, seu voto foi quebrado. O Espírito de Deus retirou-se dele (Jz 16.19 e 20). Tornou-se, então, um homem comum, fraco, impotente. Os inimigos o subjugaram, vazaram-lhe os olhos. Seu nome significa sol, mas ele ficou em profunda escuridão.Foi vencido porque, em vez de voar nas alturas como a águia, ficou ciscando lixo e entulho, como uma galinha,  com os pés na lama.
Deus nos chamou para voar como a águia. Diz o apóstolo Paulo:
“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vivi”, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl. 3.1 e 2).

2.2    A águia voa cada vez mais alto.

A águia tem uma característica muito interessante, Quando ela faz o seu segundo vôo, ele é mais alto do que o primeiro. Quando ela faz o seu terceiro voo, ele é mais alto do que o segundo.
Ela sempre se esforça para voar cada vez mais alto. Com isto, ela tem uma lição muito profunda a nos ensinar. Se os que confiam no Senhor são como a águia, então nós não precisamos e não devemos viver uma vida de altos e baixos.
Será que, como a águia, você tem desejado voar cada vez mais alto?
Há muitos crentes que são instáveis demais. Sua fé oscila como a onda do mar. Não se firmam. Não crescem. Não amadurecem. São reincidentes em repetidas quedas. São crentes inconstantes, ora entusiasmados e cheios de vigor, ora curtindo um desânimo doentio. São crentes como Pedro antes do Pentecoste: fazem bonitas e profundas declarações sobre a messianidade de Jesus mas se deixam ser usados pelo diabo (Mt 16.15-23). Por um instante são ousados, mas depois se acovardam. Há momentos que Juram fidelidade a Jesus; logo depois o negam vergonhosamente.
Deus não nos chamou para vivermos um projeto de derrota e fracasso. Com Cristo a vida é sempre de triunfo (II Co 2.14). Com ele somos mais do que vencedores (Rm 8.37).
Lenin, um dos grandes lideres e revolucionários da União Soviética, dizia que “É preciso dar um passo para trás, para dar dois passos para frente.” Ele se referia as questões da história de seus país. Discordo de seu modo de pensar, pois acho que a nossa dinâmica com Deus não é dar um passo para frente e dois para trás, mas sim caminhar de força em força, sempre para frente, para o alvo, que é Cristo Jesus.

2.3    A águia voa acima da tempestade.

A águia ainda nos ensina uma terceira lição: sempre que ela avista no horizonte a chegada de uma tempestade agitada, ou sempre que ela vê as nuvens escuras e os relâmpagos riscando o céu, ou ouve o ribombar dos trovões, ela agiganta ainda mais os seus esforços e voa com intrepidez para as grandes alturas, pairando acima da tempestade, onde sobrevoa em perfeita bonança.
Temos, também, em nossa jornada, muitas tempestades. Muitas delas são ameaçadoras e perigosas. É insensatez viver abaixo dos fortes ventos da tempestade agitada e sofrer os eleitos catastróficos da tempestade, se podemos voar para o alto e desfrutar de tempos de refrigério e bonança nos braços do Deus vivo.
O segredo na hora da crise é voar um pouco mais alto e nos agasalharmos debaixo das asas do Deus onipotente. Ele é a nossa torre de libertação. Ele é o nosso alto refúgio. Ele é o nosso esconderijo seguro. Ele é a nossa cidade refúgio. Ele é o nosso abrigo no temporal.
Muitos crentes, entretanto, em vez de fugir do temporal, causam mais tempestade, transformando ventos em tormentas. São como Jonas, provocadores de vendaval. É bom lembrar que sempre que o crente deixa de obedecer a Deus, em vez de bênção, torna-se maldição; em vez de ajudar as pessoas ao seu redor, é um embaraço; em vez de ser um aliviador de tensões, é um provocador de tragédias. Todo crente na rota da fuga de Deus é uma ameaça, pois não apenas vive debaixo da tempestade, mas a sua vida é a própria causadora da tempestade.
A atitude acertada não é fazer como o avestruz, que ao ver o perigo, esconde a cabeça na areia, julgando com isto que o problema está eliminado. Na tempestade não adianta fugir nem se esconder. O segredo é voar alto e refugiar-se nos braços do Senhor.

3.  Conclusão

Lembra-se dos espias de Israel. Há pessoas que são como os dez espias de Israel. Eles eram príncipes, homens nobres. Foram escolhidos criteriosamente por serem homens fortes, inteligentes, líderes, representantes ilustres de suas tribos. Moisés os enviou para conhecerem a terra prometida e depois, com relatos vivos, incentivarem o povo a lutar com galhardia na conquista dela. Eles foram. Passaram lá quarenta dias. Ficaram deslumbrados com a exuberância da terra. Era uma terra fértil, boa, que manava leite e mel. Era tudo quanto Deus já havia falado para eles. Voltaram da jornada com os frutos excelentes da terra. Naquela terra, Deus lhes mostrou que eles podiam sonhar em viver nas alturas.
Todavia, na hora de dar o relatório, disseram a Moisés e ao povo que a terra era boa, mas devorava os seus habitantes; a terra manava leite e mel, mas eles não conseguiriam entrar lá; pelo contrário, morreriam no deserto, comendo pó, pois lá havia gigantes ameaçadores e imbatíveis, e, aos olhos deles, eles eram como gafanhotos. Vejam, eles eram príncipes, Deus lhes havia dado a visão de uma vida nas alturas, mas sentiram-se diminuídos diante dos gigantes, sentiram-se como insetos. Eles eram nobres, mas sentiram-se desprezíveis. Eles eram valorosos, mas sentiram-se como insetos. Eles foram tomados por um sentimento doentio de auto-desvalorização e, conseqüentemente, de impotência.
Aqueles espias conseguiram contaminar todo o arraial de Israel com o seu pessimismo e toda aquela multidão se alvoroçou rebelada contra Moisés, insurgindo-se contra Deus, porque foi envenenada pelo medo. Toda aquela multidão perambulou quarenta anos no deserto, porque deu ouvidos à voz dos arautos do caos e não às promessas do Deus fiel. Toda aquela multidão não subiu as alturas como as águias, porque ficaram limitados por uma visão pequena, tímida, e medrosa.
Mas, entre aqueles espias, haviam Josué e Calebe. Eles não se sentiram como insetos diante dos gigantes, não foram dominados por uma visão de impossibilidades como os outros. Eles desejaram voar com as águias, queriam subir as alturas. E assim foram colocados por Deus.
Será que você tem desejado subir as alturas? Que visão tem te dominado? Que sonhos estão em seu coração? Será que você subindo cada vez mais...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

O DRAMA DE JONAS...



O Drama de Jonas


O Drama de Jonas !!!

“Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.” Jonas 1:3

Por que Jonas, o profeta, ficou indignado (irado) ?

Quando se fala de Nínive, nos lembramos de Jonas. Quando se fala de Jonas, nos lembramos de Nínive.

Nínive era a capital da assíria. Dois nomes, Nínive e Assíria, são intercambiados, usados para designar a mesma potência. A cidade era assustadora. Além do poderio militar, que a fez assombrar o mundo por pelo menos meio milênio, Nínive era de uma incrível crueldade, além de seu grosseiro paganismo. Um de seus métodos para tratar os vencidos era o do empalamento: atravessar a pessoa com uma estaca afiada, que ia do ânus em direção ao tronco. O esfolamento, em que a pele da pessoa era tirada, com prática e com requintes de desumanidade; era um outro método de tratar os vencidos. Geralmente, conquistada uma cidade, alguns de seus habitantes eram levados como escravos para trabalhar na construção, mas outros, impossibilitados para o trabalho forçado, como doentes e idosos, eram levados como exemplo. Às portas de uma outra cidade sitiada, eram empalados ou esfolados, como sinal do que aconteceria aos moradores da cidade cercada se esta não se rendesse.

Em matéria de crueldade, Nínive era imbatível.

Níninve era bem protegida. A cidade media 48 Km de extensão por 16 de largura, sendo protegida por cinco muralhas e três fossos. A chamada “Nínive interior”, que era a capital propriamente dita.

A segurança geográfica aliada ao seu poderoso exército fez da Assíria uma nação arrogante. O que acontece comumente com os poderosos. Ela se julgava imbatível, acima das demais. Ela fazia as suas próprias leis. Assim podemos ter uma idéia do signficado aterrorizante dos ninivitas para as nações do Oriente Médio antigo.

Társis: Társis ficava ao sudeste da atual Espanha, a uma distância de aproximadamente 4.000 km de Israel. Era, portanto, um dos lugares mais remotos em relação à terra santa, em direção oposta a Nínive.

Nínive ficava a 3 dias de caminho de Jope (Jope é que ficava na divisa com a água de um lado e com Jerusalém).

Jope fazia divisa com Jerusalém.

Jonas pegou o navio em Jope que ia para Társis.

No mapa Nínive ficava à direita de Jope e Jerusalém

O Chamado de Deus é pessoal.

Uma das coisas mais fascinantes da Bíblia é que ela é acima de tudo um livro que fala de um Deus que se relaciona diretamente e pessoalmente com os seus escolhidos. Deus é o Deus de Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, Samuel, Davi, Pedro, Paulo, João, Jonas...
As relações com Deus se dão de forma pessoal. Deus não nos vê como um número nas estatísticas celestiais. Embora Apocalipse descreva a multidão dos eleitos como de tal dimensão que não se podia enumerar. Cada um deles tem um nome, um rosto uma história da qual nenhum detalhe é esquecido por Deus.

Deus se lembra do dia, da hora, do minuto e dos segundos quando você nasceu. Deus se lembra do momento em que você chorou ao nascer. Deus se lembra do sorriso de sua mãe ao vê-lo. Deus se lembra do dia em que você deu os seus primeiros passos. Deus se lembra de quando nasceu o seu primeiro dente. Deus se lembra do seu primeiro aniversário e de todos os demais. Deus se lembra de todas as vezes que você chorou. Deus se lembra de todas as vezes que você se viu aflito. Deus se lembra de quando você teve catapora. Deus se lembra de quando você se machucou jogando bola. Deus se lembra de quando você ganhou a sua primeira boneca e da sua alegria ao recebe-la.

Deus se lembra de todas essas coisas, não apenas porque Ele é um Deus onisciente, não apenas porque Ele é eterno, mas, porque para Ele você é especial, porque Ele te ama, porque Ele te escolheu, porque cada detalhe da sua vida é importante para Ele.
É por essa razão que há um livro que é escrito para contar a história de um profeta, desobediente, insensível, egoísta no que diz respeito à salvação, mas, que é escolhido por Deus e o seu nome é registrado para memória permanente.

O Deus do universo, de todas as estrelas, de todos os anjos dos céus, da multidão incontável do Apocalipse, é o Deus de Jonas.

Ele chamou a Jonas e é Jonas que deve ir.

O Chamado de Deus é específico.

Nínive.

Deus mandou Jonas ir para Nínive. O Alvo de Deus era Nínive. Jonas não tinha a opção de escolher nenhuma outra cidade da Assíria. Nenhuma outra cidade, mesmo que fosse mais pervertida, violenta, pecadora do que Nínive. O Chamado de Jonas era para Nínive e para Nínive tão somente. Se Jonas percorresse toda a Assíria e levasse nesse percurso todos os anos de sua vida e nessa empreitada convertesse todas as cidades visitadas, ele não teria agradado a Deus. Deus queria Jonas. Deus queria Nínive. Deus queria Jonas pregando em Nínive.

Mesmo que, no primeiro momento que Deus mandou Jonas ir para Nínive e ele fosse; mesmo que Jonas tivesse imediatamente pregado em Nínive assim que chegou, se ele não tivesse pregado o que Deus mandou, teria sido tão desobediente quanto se não tivesse ido.
Deus mandou Jonas pregar em Nínive uma mensagem específica. Jonas não tinha a opção de mudar a mensagem. Jonas não tinha a opção de adaptar a mensagem. Jonas não tinha a opção de moldar a mensagem. Jonas tinha a obrigação de entregar a mensagem que recebeu de Deus.

Hoje, pregamos uma mensagem em que se fala de salvação, mas não se fala de arrependimento.

Por mais sucesso que Jonas viesse a ter nas ruas de Nínive em sua pregação. Ele continuaria aos olhos de Deus sendo rebelde, obstinado e desobediente se não pregasse a mensagem que Deus lhe Deus: chamar os ninivitas ao arrependimento.

Imagine os pregadores de hoje no lugar de Jonas tendo que dizer para os ninivitas: ou vocês se arrependem ou Deus destrói esta cidade.

Os ninivitas eram arrogantes, presunçosos e confiantes da força do império assírio e da grandeza de sua cidade.

Nínive não precisava de bênção nem de cura, Nínive precisava de arrependimento. Nínive precisava varrer das suas ruas a violência, das suas vidas a iniqüidade, da sua religião a idolatria, do seu coração o pecado.

Deus não desistiu de você, o chamado que ele lhe fez permanece. Eu não sei quantas vezes ele lhe chamou. Se uma vez, duas vezes, três vezes ou cem vezes. Mas ele vai continuar insistindo com você. E a ordem de Deus para você é: não fuja mais, obedeça hoje!
Ele (Deus) acredita em você. Ele lhe criou, lhe sustentou e vai lhe capacitar. Creia, neste momento, Deus está pronunciando o seu nome e mais uma vez a palavra do Senhor vem a você como veio a Jonas.

O melhor lugar para se estar é no centro da vontade de Deus.

O Chamado de Deus não é para qualquer coisa. Também, não adianta ir para onde Deus mandou, fazendo aquilo que Ele não mandou.

Mas isso desagradou extremamente a Jonas, e ele ficou irado. E orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor! não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso é que me apressei a fugir para Társis, pois eu sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. Agora, ó Senhor, tira-me a vida, pois melhor me é morrer do que viver. Respondeu o senhor: É razoável essa tua ira? Jonas 4:1-4

Então perguntou Deus a Jonas: É razoável essa tua ira por causa da aboboreira? Respondeu ele: É justo que eu me enfade a ponto de desejar a morte.. Jonas 4:9

Jonas,tinha ficado irado, ele é um homem ressentido e este ressentimento dele Deus viu como ira. A atitude de Jonas oferece um suporte para todas as manifestações de ira porque basicamente a pessoa se ira porque as coisas não saem como ela quer que saia. Ela deseja ter o controle de tudo, manipular tudo, ela tem os seus esquemas, sua visão, ela é caprichosa e quer que tudo suceda de acordo com os seus conceitos, ai de quem a desaponta. Ai daquele que ousa obstar o seu caminho. Foi o caso de Jonas, ele tinha idéias próprias e aquela pessoa que é muito sistemática, que tem as idéias próprias, que nunca cede está muito perto da ira e quando não é vitimada por ela a ira excitada, que é a cólera, por vezes tem um ressentimento, o amuo, fica amuada, cara emburrada, e por aí vai.
Mas a questão aqui é a pergunta “é razoável esta tua ira?”. Jonas não respondeu. Virou as costas e saiu.

E Deus depois faz uma segunda pergunta em outro acesso de ira de Jonas “é razoável esta tua ira por causa da planta?”. Ele respondeu: é razoável a minha ira até a morte. Por que Jonas estava irado? Por que nós nos iramos? Por que muitos de nós perdemos o controle? Por que muitos de nós guardamos ressentimento anos a fio?

Por que nos iramos? Iramos-nos quando fazemos o que não queremos. Comecemos olhando a experiência de Jonas. Ele pregara a um povo que odiava. Ele pregou destruição quando Deus mandou pregar arrependimento. Ele não fez o que Deus mandou. Ainda quarenta dias e Nínive será destruída. Deus não disse isso. Ele pregou uma outra mensagem por conta própria e então Deus não honrou a palavra de Jonas porque não mandou que ele pregasse a destruição.

A cidade não foi destruída, a cidade se arrependeu, então Jonas ficou profundamente indignado. Não falei, não disse. Aqui está Jonas, “não falei, não disse, por isso que fugi para Tarsis, pois sabia que és Deus clemente, misericordioso, tardio em irar, grande em benignidade e que te arrepender do mal. Ele sabia que se pregasse o povo se converteria, ele prega outra coisa, o povo se converte e Deus perdoa. Não era o fato era sim que não se cumpriu o que Jonas queria, as coisas não aconteceram como Jonas queria. E há gente que fica irado com isso pois o mundo não é como nós queremos que seja. Nem sempre as coisas acontecem como queremos que aconteça, não são os fatos é a nossa atitude perante o mundo, perante os fatos. Jonas não estava fazendo o trabalho com amor. O amor que Jonas possuía era o amor próprio, um amor próprio muito acentuado. Não amava as pessoas e na verdade não amava nem a Deus. Ele é rabugento mesmo.

Jonas amava os seus conceitos. Tinha uma visão pessoal e ela não se cumpriu . O que fez por ordem de Deus fez sem amor.

Deus disse a Jonas: vai a Nínive. Vamos colocar Jonas no porto do Rio de Janeiro e Deus dissesse para Jonas: toma o navio meu filho e vai para o Recife. Jonas pegou o caminho e foi para o porto de Santos. Não é apenas a questão geográfica, o lado oposto Em Isaías 66:24 nós lemos que Tarsis era um lugar onde a palavra de Deus não estava. Tarsis não tinha ouvido a palavra de Deus, era um lugar que nunca ouvira a palavra de Deus, Jonas vai para um lugar onde ele pensa que Deus não pode lhe falar. É bom poder controlar tudo, é bom não ouvir vozes discordantes, é bom que todos concordem conosco, ele queria ir para um lugar e acabou, por vias transversas chegando a Nínive, porque Deus tinha outro plano.
Ele tem um ego exagerado, é perfeccionista, tem um complexo messiânico (fora de mim não há salvação), só eu sei fazer isso, só eu sei reger, só eu sei pregar, só eu seio que é melhor para a igreja, eu tenho a solução. Quando esta pessoa sabe até mais do que Deus, como Jonas sabia, quando essa pessoa sabe mais do que todo mundo, esta pessoa acaba muitas vezes estando onde não gostaria de estar, aí vem a ira.

Toda a narrativa apresenta, também, o mais comovente contraste entre a terna misericórdia de Deus e a rebelião, impaciência e egoísmo do Seu servo, bem como entre a facilidade com que se arrependeram os ninivitas pela pregação de um profeta que os visitou como estrangeiro, e a dureza que os israelitas mostraram para com os servos do Senhor, que entre eles viviam e trabalhavam. Mas, indubitavelmente, o grande propósito do livro foi ensinar aos israelitas que a compaixão de Deus não se limitava a eles próprios, mas se estendia aos homens de todas as nações.

***OBS.: “Vale a pena ao estudante da bíblia, que deseja mais compreensão e mais profundidade na Palavra de Deus, a leitura do livro do profeta Naum. É um livro pequeno, mas que mostra todo o desgosto divino contra a cruel Assíria...”
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE