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domingo, 29 de abril de 2012

A PAIXÃO DE OSÉIAS POR GOMER...


O amor de Oséias por Gomer

Volta Ó Israel para o Teu Deus Os 14:1


Essa história me leva às lágrimas. Como pode alguém insistir tanto em um amor não correspondido? É isso, o amor insiste quando aparentemente, não há motivos para existir. Assim é a história do profeta Oséias que recebe de Deus o conselho de casar-se com uma prostituta. Uma mulher infiel. É um relato verdadeiro, com personagens reais situados em Israel, no reinado de Jeroboão, em 750 a.C. A nação estava em declínio econômico, moral e espiritual. Embaixo de toda e qualquer sombra as pessoas prestavam culto a Baal e Astarote deuses da colheita e da fertilidade: “Eles porém não reconhecem que lhes dei o grão, o mosto, o oléo e lhe multipliquei a prata e o ouro que eles usaram para Baal” Os 2:8

Deus prosperava e sustentava Israel, mas eles não reconheciam, atribuíam o sustento a Baal. A palavra hebraica ba'al significa marido. Esse termo era usado para designar literalmente maridos e proprietários de terras. Israel, portanto, ao cultuar esses deuses, estava dizendo ser casada com eles, Israel e Baal em aliança pagã.

Através da vida do profeta Oséias, Deus estabelece uma alegoria para a nação. Israel representava a prostituta e Oséias a graça Redentora:“Vai toma uma mulher de prostituição e filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” Os 1:2.

Oséias casou com a prostituta Gomer, em um tempo que as prostitutas eram apedrejadas, discriminadas. O primeiro filho de Gomer foi gerado por Oséias, os outros, foram frutos de relacionamentos extraconjugais. Esse não é um bom exemplo para se seguir, podemos achar a história absurda, mas é justamente o que acontece conosco espiritualmente!

Diga-me: Você teria coragem de revelar em voz alta todos os seus pensamentos? Todas as suas obras? Não sei o que seria de mim se não fosse a graça Divina. Para ser mais precisa, o que seria de nós, sem a graça?

Oséias compra a própria esposa

Gomer passou pouco tempo casada com Oséias até que resolve voltar a sua antiga vida de muitos amantes e recompensas materiais:“Porque sua mãe se prostituiu , aquela que os concebeu houve-se torpemente porque diz: Irei atrás de meus namorados , que me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o meu vinho, o meu óleo e as minhas bebidas “ Os 2:5.

Gomer estava caminhando para destruição, buscando paz e conforto onde não havia. Assim era Israel se prostituindo com Baal em troca de riqueza e paz, mas tudo que lhe sobrevinha era aflição e pobreza. O fim de Gomer poderia ser trágico, desprezada pelos muitos amantes, ela coloca-se a venda em um mercado de escravos. Quem aparece para comprá-la? Oséias! Aquele que nunca deixou de amá-la, que cuidou dos filhos e dos bens enquanto ela esteve ausente. Aquele que chorou e orou pela restauração de Gomer.


Cristo nos resgatou

Que linda história de amor! Gomer representa todos nós que desconhecendo  a alegria da Salvação, nos voltamos para deuses e deuses em busca de felicidade, sem contudo, obter paz.  Oséias, representa Cristo que através do sacrifício expiatório, nos resgatou do mercado de escravos para uma vida abundante.“Bem como o filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” Mt 20:28 Quando nos voltamos para esse amor, aliançamos nosso coração com Deus, em vínculo eterno.

Imagino Gomer abatida: suja e pobre naquele mercado, infeliz. Até que chega seu marido, paga o melhor preço que alguém poderia pagar por um escravo na época e coloca de volta a aliança no dedo de Gomer. Essa alegoria é perfeita para ilustrar a graça de Deus e a obra salvadora em Jesus.

A Restauração de Gomer

Mais maravilhosa ainda se tornou para mim estudar sobre o amor de Oséias por Gomer, ao descobrir o significado do nome da esposa do profeta. Deus cuidadosamente providenciou cada detalhe dessa narrativa para transmitir o quanto nos ama, apesar de nossa rebeldia. Sim, mas esse amor, que transcende o compreensível, anseia por nos transformar a ponto de O amarmos acima de tudo e todos. Oséias deve ter sido zombado, humilhado por quem era incapaz de amar como ele, ainda assim amou.

Gomer significa “completo”, cuja raiz é “gamar” ou seja: aperfeiçoar, terminar. Aleluia! Deus amou Gomer de tal maneira que não sossegou enquanto não completou sua obra, comprando-a do mercado de escravos para os braços de Oséias restaurando sua vida e família. Oséias, significa: salvação, libertação.

“Eu a atrairei, a levarei para o deserto e lhe falarei ao coração. Lhe darei as suas vinhas e o Vale de Acor por porta de esperança e ela será como nos dias da mocidade, como no dia em que subiu da terra do Egito. Naquele dia, ela me chamará : Meu marido e não mais:Meu Baal” Os 2:14-16.

Deus não desiste de nós, fomos comprados com sangue, do mercado de escravos que é o pecado e a morte eterna. Essa é a obra que nos completa, que nos faz retornar e restaurar o espírito. Deus nos busca diligentemente, até que Sua obra se complete em nós. 

A completude sob perdão e arrependimento

O final do livro reserva uma promessa, reservada aos que voltam para os braços do Marido que é Deus: "Os que se assentam de novo à sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano. Quem é sábio que entenda estas coisas, quem é prudente que. as saiba, porque os caminhos do senhor são retos e os justos andarão neles". Os 14:7,9.

Em Cristo, O que nos resgata...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

sábado, 28 de abril de 2012

DO DESESPERO À ESPERANÇA...


DO DESESPERO À ESPERANÇA
"Um jovem perguntou-me com os olhos cheios de emoção:

- Pastor, se Deus me perdoou porque não me devolve a saúde?

Esse jovem estava vivendo os momentos dramáticos da fase terminal da AIDS e buscava a Jesus em desespero.

Minha pergunta é: pode Deus perdoar alguém que O procura só porque já não sabe mais para onde ir? E o fato de Deus perdoar significa também a cura do mal?

Em São Lucas encontramos o seguinte relato: "E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda... E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje que estarás comigo no Paraíso." (São Lucas 23:33, 39-43)

Da cidade de Jerusalém saíam dois caminhos: um deles descia para Jericó e o outro subia para o Monte do Calvário. No primeiro caminho, os marginais, ladrões e delinqüentes viviam sua vida errada, amparados pelas sombras da noite. Matavam, violentavam, roubavam e abusavam das pessoas. Tinham a impressão de que nunca, ninguém, iria descobrir o que estavam fazendo.

Naquele caminho que descia para Jerusalém, estes homens viviam sua vida depravada, sem rédeas e sem normas. Argumentavam, discutiam e tentavam justificar as suas atitudes. Viviam desesperados e vazios, mas continuavam fazendo tudo aquilo tentando de alguma maneira encontrar um sentido para a vida.

O que eles esqueciam era que, um dia, como resultado de terem descido tão baixo, teriam que subir o Monte do Calvário. E lá, no topo da montanha, teriam que pagar o preço das suas atitudes erradas.

No Brasil, não existe a pena de morte. Mas naquela ocasião e naquela terra, existia, e não era executada numa câmara de gás, numa cadeira elétrica ou por fuzilamento. Era executada pela crucificação.

Hoje é difícil entendermos o significado deste tipo de morte. Não era uma morte simples. Os homens faziam uma cruz e cravavam o corpo do marginal nessa cruz. Depois a levantavam e com o peso do corpo as carnes do delinqüente se rasgavam.

Ninguém morre por causa de duas feridas que lhe fazem nas mãos e nos pés. As mãos e os pés não são pontos vitais do corpo humano. Se ao menos os pregos fossem colocados no coração, talvez o marginal morresse imediatamente. Mas os pregos eram colocados nas mãos e nos pés. O marginal não morria, ele era levantado na cruz, e dependendo da resistência física, podia ficar pendurado nessa cruz um, dois ou mais dias.

De dia, o sol implacável queimava suas carnes; de noite, o frio castigava seu corpo. A lei permitia que só lhe dessem de beber um pouco de vinagre. Este pobre marginal ia perdendo seu sangue gota a gota, ia perdendo sua vida lentamente. Ele não morria de repente. Era pendurado ali, para que tivesse tempo suficiente para lembrar de sua vida passada, e se arrepender de todo o mal que tinha causado à vítimas inocentes.

Chegava um momento em que o pobre marginal pedia aos soldados:

- Por favor, me matem, não me deixem mais aqui. Quero morrer. Por favor, me dêem um golpe fatal.

Mas a lei não permitia. O homem tinha que morrer lentamente. A morte de cruz, era uma morte cruel. Era a vingança da sociedade contra homens que tinham abusado dela. Todo mundo concordava que aqueles homens mereciam morrer ali, daquela maneira.

Quero que você imagine o monte do Calvário. Lá no topo deste monte estão três cruzes. Na cruz do meio, está supostamente o pior deles: "Jesus". Os outros dois ao lado estão ali porque transgrediram a lei de Roma. O do meio, Jesus, está ali porque transgrediu a lei dos Judeus. Os dois ao lado estão ali porque quebraram a lei de Deus, o do meio, Jesus, está ali simplesmente porque quebrou a tradição dos homens. O moralismo barato nunca poderá entender qual é a diferença entre a lei de Deus e a tradição dos homens.

Ali estava Jesus pendurado no meio de dois ladrões. Amigo querido, precisamos entender esta atitude de Jesus. As últimas horas de Sua vida Ele passou entre dois malfeitores, dois pecadores, dois homens sem esperança, dois marginais. Sabe por quê? Porque Jesus veio a este mundo para salvar o pecador; veio a este mundo para buscar aqueles que não têm mais esperança, aqueles que não têm mais para onde ir, aqueles que não têm mais o que fazer com sua vida, aqueles a quem seus pais olham e pensam que para eles não há mais remédio, aqueles a quem a sociedade olha e diz que já não têm mais saída, nem recuperação. Ele veio a este mundo, e durante toda a sua vida, procurou esse tipo de pessoas.

Um dia, quando Jesus chegou à Jerusalém, era um dia de festa, Ele foi ao pórtico do templo, perto do tanque de Betesda. Ali estavam os pobres pecadores lamentando a triste conseqüência física de seu erro. Jesus sempre sabia onde encontrá-los. Isto não é reconfortante e alentador para alguém que viveu uma vida tortuosa no passado e não consegue ver-se livre do tormento da culpa? Jesus veio para morrer justamente pelos homens que têm uma história negra. Jesus morreu para devolver-lhes a dignidade e a paz.

Quero que você imagine a montanha do Calvário neste momento. Observe três reações diferentes dos homens ali presentes. Um foi incrédulo e criticou Jesus. O outro aceitou a Jesus e se arrependeu da vida passada. E a multidão simplesmente olhava. Foi indiferente.

Hoje também existem estes três tipos de pessoas: aquelas que carregam no coração um sentimento de incredulidade e crítica para tudo que tem a ver com Cristo e com a religião. Existem outras pessoas que têm uma atitude de reconhecimento, de aceitação, de arrependimento e entrega a Cristo. E também existem pessoas que permanecem indiferentes ou na melhor das hipóteses, que ficam simplesmente olhando para ver o que vai acontecer.

Quero meditar na atitude do primeiro marginal. Aquele que olhou para Cristo e disse: "... Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós" (Lucas 23:39).

"Se tu és o Cristo". Você já percebeu que enquanto Cristo acreditava nos homens, estes sempre duvidavam dEle? O diabo no deserto disse a Jesus: "... Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães" (Mateus 4:3).

O povo disse: "... Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus" (Lucas 23:35).

E aquele marginal, na agonia, olha para Jesus com incredulidade e diz: "... Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós" (Lucas 23:39).

Mentes conturbadas, arrasadas pela dúvida, reclamando uma demonstração de poder:

- Eu acreditarei em Deus, se Ele fizer isto. Eu entregarei a minha vida a Jesus, se Ele fizer aquilo...

Todo mundo queria uma demonstração de poder. Mas, para quê uma demonstração de poder, se tanta demonstração de amor não tinha sido capaz de cativar estas mentes?

O ladrão que pediu provas a Deus na cruz do Calvário, é o símbolo de muitos de nós que estamos morrendo neste mundo, consumidos pelo sol da incredulidade, arrasados pelo vento gelado de nossas dúvidas. Sabemos que estamos indo a caminho da morte. Sabemos que a vida está fugindo de nossas mãos, mas queremos provas, queremos racionalizar:

- Se Tu és o Filho de Deus... por que há crianças pobres? Se Tu és o Filho de Deus, por que meu pai morreu? Se Tu és o Filho de Deus, por que perdi o emprego? Se Tu és o Filho de Deus por que há ricos muito ricos, e pobres muito pobres?

Como se Deus tivesse que resolver o que nós, os homens, temos que resolver aqui nesta Terra. Como se Deus estivesse lá no céu com uma vara mágica tendo que compensar nossa irresponsabilidade nesta Terra.

Ah, querido, mentes arrasadas pela dúvida, reclamando uma demonstração de poder!

Mas então aparece o outro ladrão, e recrimina seu companheiro, dizendo:

- Eu não entendo você. Está aí morrendo, e não quer aceitar a Jesus. Você e eu temos razão de morrer, porque somos maus, nós vivemos uma vida errada, nós fizemos tudo errado, desperdiçamos nossa vida, arruinamos nossa juventude, nos deixamos arrastar pela nova moral, vivemos sem valores, sem princípios. Fizemos de nossa vida o que nos deu vontade. Você e eu temos razão de morrer. Mas olha para esse homem, Ele não fez mal a ninguém.

Ah, querido, o único delito de Jesus foi acreditar no ser humano. Ele nunca fez mal a ninguém. O único delito do qual Ele podia ser acusado, era de ter amado o ser humano; de ter restaurado prostitutas, ladrões e marginais; de ter curado leprosos; de ter devolvido a vista aos cegos... de que mais podiam acusá-Lo?

Mas sabe por que mataram a Jesus? Aquele povo vivia sua vida moral à sua maneira. Aqueles homens tentaram ganhar a salvação por sua boa conduta, por seu comportamento correto, porque não faziam isto, ou aquilo. Seguiam suas normas milimetricamente. Agora Jesus vinha e oferecia a salvação a uma prostituta, que vendia seu corpo na rua; a um marginal que, mesmo pendurado na cruz, poderia ser salvo se conseguisse apenas crer. Aos leprosos, aos viciados, aos escravizados na miséria deste mundo. Aquele povo, que se esforçava para ganhar a salvação com seu bom comportamento, não podia entender isso:

- Como é que eu, que me esforço para não matar, não fumar, não roubar, vou me salvar juntamente com este homem que viveu pecando toda a sua vida? Isso não é justo. Só porque se arrependeu no último minuto é salvo? E eu que vivi toda a minha vida esforçando-me para obedecer, será que terei a mesma sorte que ele?

Ah, era duro demais para eles entenderem.

Jesus veio para abalar os alicerces de um povo que fundamentava sua salvação em suas boas obras, em sua boa conduta, em seu bom comportamento. Jesus veio ensinar a este mundo que a salvação não depende do que você faz, a salvação depende de Jesus. Ele veio ensinar que não é sua conduta que vai salvá-lo. Veio dizer que você tem que ir a Ele como está, porque Ele o ama, o recebe, e vivendo em você, pode transformar sua vida e levá-lo a viver uma vida de obediência, como resultado de sua comunhão com Ele.

Quero que saiba algo muito importante. Se estiver vivendo uma vida errada, 'Deus o ama muito'. Não porque você vive uma vida errada. Deus o ama apesar de você viver uma vida errada. Não estou dizendo que Deus está contente com a vida errada que você vive. Não estou dizendo que Deus aceita a vida errada que você vive. Não estou dizendo que Deus se sente feliz quando os homens vivem sem leis e sem normas, arruinando sua vida. Claro que não. Mas Deus não deixa de amá-lo por isso.

Ele não veio somente para perdoar seus pecados, Ele veio para transformar sua vida. Não veio simplesmente para livrá-lo de seu passado, veio para fazer de você, nesta vida, um homem vitorioso, para dar-lhe um presente limpo e um futuro maravilhoso de salvação. Então, você não tem o direito de ficar triste, sentindo que não tem esperança de vitória.

Não importa como você está vivendo. Não importa quem você é. Não importa quantas vezes tentou sair dessa situação sem conseguir. A mensagem de hoje é que Cristo tem poder para transformar sua vida.

Nos últimos minutos de sua vida, Jesus conseguiu conquistar o coração do bom ladrão. Ali, pendurado na cruz, aquele homem disse: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino" (Lucas 23:42).

"Lembra-te de mim". O que havia para lembrar na vida daquele homem? Que passado tinha que valesse a pena ser lembrado? Uma vida de marginalidade, de violência, uma vida de escravidão.

Não era a primeira vez que aquele homem estava vendo Jesus. Talvez o ladrão tivesse visto Jesus pela primeira vez quando Cristo estava iniciando seu ministério, ou talvez em outras ocasiões. Ele sentiu muitas vezes o apelo divino, mas estava tão cheio das coisas desta vida que não teve tempo para aceitar Jesus. Continuou vivendo como se a vida nunca fosse acabar. O que ele não sabia era que essa vida terminaria levando-o ao topo da montanha, para ser pregado como um animal selvagem, numa cruz.

Mas agora, no último momento da vida, ele vê Jesus sofrendo, e diz:

- Senhor, eu creio em Ti, apesar de estares morrendo.

Este homem não precisou de uma demonstração de poder. Ah, querido, muitos foram atraídos pelo Cristo que multiplicou pães, pelo Cristo que abriu o Mar Vermelho ou pelo Cristo dos milagres. Mas este homem acreditou num Cristo que estava morrendo, num Cristo em agonia. Este homem foi conquistado pelo amor, não pelo poder.

"Lembra-te de mim". O que havia no passado deste homem que valesse a pena ser lembrado? Mas, embora não tivesse um bom passado, ele tinha um presente, e neste presente, se agarrou a Deus com toda as suas forças e disse:

- Senhor, não Te soltarei se não me abençoares.

Querido, vou dizer algo que merece ser lembrado. Talvez seu passado não seja um passado do qual você sinta orgulho. Talvez seu passado esteja cheio de coisas erradas, das quais você se envergonha. Talvez, deitado na cama, muitas vezes você tem dito a Deus:

- Senhor livra-me do meu passado.

Então ouça isto: ninguém vai se perder por causa do passado. Se um dia nos perdemos vai ser porque não aproveitamos o presente.

O ladrão na cruz tinha um passado tormentoso, não havia nada que valesse a pena ser lembrado. Mas ele tinha um presente, e neste presente ele aproveitou a sua oportunidade.

Enquanto o outro zombava, pedia provas, criticava e condenava, este ladrão, que não tinha nenhum passado do qual se orgulhar, se agarrou desesperadamente no Cristo que sofria e disse: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino" (Lucas 23:42).

Que grande dia aquele para o ladrão! De manhã estava com medo da morte; ao meio dia vieram tirá-lo da prisão. Fizeram-no carregar sua cruz e levaram-no até o topo da montanha. Quando chegou a tarde, lá estava ele pendurado, condenado a uma morte miserável, com um passado terrível, sem nenhum futuro, com um presente que não significava muita coisa... Mas ali, na hora da morte, encontrou Jesus a seu lado. Bastou dizer:

- Senhor, eu creio em Ti.

E agarrando-se naquele momento no braço poderoso de Jesus, pôde garantir um futuro maravilhoso para quando Ele voltar.

Quem sabe, você pode estar pensando: "Quer dizer que eu posso continuar vivendo uma vida errada, e no último momento posso me arrepender e aceitar o Salvador?" Sim, pode fazer isso. Só que talvez não seja um bom negócio.

Aquele ladrão se arrependeu e foi salvo por Cristo na cruz, mas teve que morrer. Ele receberá a vida eterna quando Cristo voltar. Mas, por que ser salvo para morrer, se você pode ser salvo para continuar vivendo nesta vida? Aí está a chave do problema.

Certa ocasião, estava preparando-me para a pregação quando uma mãe me apresentou o seu filho de dezoito anos, e me disse:

- Pastor, fale alguma coisa para ele. Meu filho está condenado à morte, está na fase terminal da AIDS.

E ele, com lágrimas nos olhos, me perguntou:

- Pastor, Deus está me castigando não está?

Eu o abracei e disse:

- Não filho, Deus não está castigando você. Você está sofrendo as conseqüências do seu erro. Mas Deus o ama, e se você se arrependeu, Deus já o perdoou.

E ele continuou perguntando:

- Se Deus me perdoou, por que Ele não me cura?

- Filho, - respondi, - há leis da natureza que precisam seguir seu curso. Se eu soltar meu relógio, ele vai cair e quebrar, porque existe a lei da gravidade. Você quebrou leis da natureza e está sofrendo as conseqüências do seu erro. Mas Deus o ama, Ele o perdoou, e você está salvo em Cristo.

Ali estava o ladrão na cruz. O seu passado foi perdoado. Mas ele teve que morrer.

A minha pergunta é: por que não vir a Jesus quando podemos lhe entregar nossa juventude? Por que não acreditar que Ele pode nos transformar? Não há ninguém por quem Jesus não possa fazer alguma coisa.

Se você é um homem que acha que não vale nada, venha a Ele. Se você é um bom cidadão cheio de qualidades, mas que lá no fundo do coração sente aquele vazio que dói, venha também a Ele. Se você é um homem que não tem nada de riquezas nesta Terra, venha a Ele. Se você é um homem que tem muitas riquezas, venha a Ele. Se você não tem cultura, venha a Ele. Se você tem muita cultura, também venha a Ele.

A pouco tempo conversei com uma pessoa que chegava da Alemanha. Ela trazia seu quinto doutorado. Cinco títulos doutorais. Os anos passam e ela não pára de estudar. Esta mulher, com um ar de tristeza nos olhos, me dizia:

- Pastor, eu não sou feliz. Eu não tenho paz.

A cultura é boa meu amigo, mas a cultura não pode ocupar o lugar que só Cristo pode ocupar.

Eu conheço gente que possui muitos recursos materiais e diz:

- Pastor, ore por mim, eu não tenho paz.

O dinheiro é útil, mas só Cristo pode dar sentido ao dinheiro.

Eu conheço gente que tem tudo, mas não é feliz. Porque tudo pode ser útil na vida, mas só Cristo pode dar sentido à existência.

Esta é sua grande oportunidade de aceitar Jesus. Abra seu coração.
ORAÇÃO
Querido Pai, como é maravilhoso saber que és capaz de transformar vidas. Como é bom saber que nunca é tarde para dizer sim. Neste momento quero que a esperança volte a brilhar em minha vida. Por favor, Pai, abençoa-me e fortaleça-me em minhas necessidades. Em nome de Jesus. Amém...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O JOVEM CRISTÃO E A MASTURBAÇÃO...


O JOVEM CRISTÃO E A MASTURBAÇÃO



Vivemos em uma era de liberdade de expressão e de um estilo "livre" de vida. Hoje vemos nos filmes, nas novelas, nas músicas, nas danças, nas roupas da moda, etc., uma comercialização do sexo. Em Gênesis 1:28, Deus disse ao homem: "E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra", ou seja, o sexo tinha uma função procriativa e fez Deus uma mulher idônea para Adão para que, dela, ele desfrutasse e, com ela, enchesse a terra (Gn 2:18).
Hoje em dia o sexo está tão banalizado que não há mais aquela expectativa dos noivos em se descobrirem aos poucos, em maravilharem-se um com o outro vivendo uma novidade maravilhosa de um toque, de uma fragrância, de surpresas que fortalecem o casamento e o amor. Com tamanha sobrecarga de "normal" (sexo antes do casamento é normal, homossexualismo é normal, filhos drogados é normal, você tem que aceitar...), porque não devemos ensinar nossos filhos a se masturbarem? Não é normal?

Vamos falar de áreas cinzentas da moralidade

Ao considerar as questões sexuais que não estão especificamente relacionadas na Escritura, tenha em mente certas experiências pré-sexuais que conduzem facilmente à lascívia ou à luxúria.

Nossos pensamentos

A batalha pela pureza sexual sempre começa na mente. Aquilo em que pensamos constantemente, acabamos fazendo. Enchemos nossa mente com o bem ou o mal, o puro ou o impuro, o certo ou o errado. Muitos crentes tentam abrigar ambas as tendências em seus pensamentos.
O pecado sexual declarado é concebido na mente, desenvolvido em várias experiências pré-sexuais, e finalmente torna-se realidade, quando a oportunidade aparece. Não somente a imoralidade resultante é pecado - os pensamentos impuros também são pecados. As palavras de Jesus, no Sermão da Montanha, são freqüentemente citadas a este respeito: "Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5:27,28). Não se confunda, a ponto de dizer: "Visto que já pequei em meu coração, posso também pecar com o corpo". Estes pecados não são os mesmos! Um é o pecado da mente, e em pensamento apenas uma pessoa peca. O outro é um pecado da mente e do corpo, e, com o corpo, duas pessoas pecam. Na mente, não há união física. Com o corpo, os dois chegam a se conhecer um ao outro de maneira irreversível. Note que, em Mt 5:28, Jesus menciona não apenas olhar, mas olhar para cobiçar. Isto implica um desejo ativo, imaginando uma união ou contato sexual.
Paulo diz que o crente de espírito controlado, na batalha espiritual, está "levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo" (II Co 10:5). E Pedro diz: "Cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios... não vos conformeis às concupscências que antes tínheis na vossa ignorância" (I Pe 1:13,14). Não podemos impedir todo pensamento impuro de entrar na mente, porém somos realmente capazes de controlar os pensamentos que permanecem e se desenvolvem.

Nossos olhos

O que nossos olhos vêem e lêem produz e controla a maior parte de nossos pensamentos. As Escrituras ensinam que os olhos são a "candeia do corpo" (Mt 6:22,23) e que se os "olhos forem maus", o corpo "será tenebroso". Esta verdade descreve mais do que um fato físico. Refere-se ao que os olhos deixam entrar na mente.
O apóstolo João adverte contra a "concupiscência dos olhos" (I Jo 2:16). Salomão escreveu: "Dirijam-se os teus olhos para a frente e olhem as tuas pálpebras diretamente diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e serão seguros todos os teus caminhos" (Pv 4:25,26). Salomão também diz: "Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos. Porque cova profunda é a prostituta; e o poço estreito é a aventureira" (Pv 23:26,27).
Devemos nos afastar da pornografia que vem sendo despejada em nosso caminho, lembre-se: "os olhos são a candeia do corpo". Se você não resiste à tentação, não olhe. Você não pode ser tentado a se masturbar se estiver lendo passagens da Bíblia.
Masturbação é pecado? A maioria dos não-crentes e também muitos crentes crêem que a masturbação não apresenta nenhum problema. Certamente, não acham que é pecado e que só constitui um problema quando é uma obsessão e um substituto psicológico total para as relações sexuais normais.



Masturbação é pecado?

A maioria dos não-crentes e também muitos crentes crêem que a masturbação não apresenta nenhum problema. Certamente, não acham que é pecado e que só constitui um problema quando é uma obsessão e um substituto psicológico total para as relações sexuais normais.
A muitos mitos sobre a masturbação, em escritos católicos e protestantes antigos, a este respeito. Alguns destes mitos são que a masturbação causa danos físicos, que destruirá a habilidade sexual no casamento ou que causará distúrbios emocionais. Estes mitos eram basicamente táticas para amedrontar e tinham pouca base em fatos.
Não há passagem específica na Escritura que fale diretamente da questão da masturbação. Há quem chame a atenção para Gn 38:8-10 e I Co 6:9-10.
8 Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão. 9 Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuia a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão. 10 E o que fazia era mau aos olhos do SENHOR, pelo que também o matou. (Génesis 38:8-10 BRP)

9 ¶ Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? 10 Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. (1 Coríntios 6:9-10 BRP)
Concordo com o escritor Herbert J. Miles, que estas passagens não falam de masturbação.
Mesmo assim, a Bíblia fornece orientações que lhe permitirão decidir se a masturbação é pecado ou não. Reflita sobre as seguintes observações:
1. Vejamos à definição de lascívia e luxúria: "Gratificação dos sentidos u indulgência para com o apetite; dedicado aos ou preocupado com os sentidos" e "desejo sexual intenso". A masturbação encaixa-se definitivamente nestas definições (veja Gl 5:19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,). Pode-se praticar a masturbação sem lascívia ou luxúria?
2. O teste seguinte é o de sua vida mental. Jesus disse: " Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5:27,28). Quando uma pessoa pratica masturbação, o que se passa em sua cabeça? As cachoeiras de Paulo Afonso? Pode alguém se masturbar sem imaginar um ato sexual ou ao menos cenas sensuais? O que é que você acha? Se você pratica a masturbação, pode sua mente permanecer pura?
3. Em seguida, reflita sobre a santidade e a intenção da relação sexual no casamento. Sem sombra de dúvida, a masturbação é uma tentativa de experimentar as mesmas sensações que são atribuídas ao casamento. É um substituto do ato verdadeiro - uma farsa, uma falsificação, um dolo.
4. A masturbação é também totalmente egocêntrica. Uma das características do egocentrismo é a auto-indulgência. Paulo descreve o modo de vida de quem é controlado por Satanás, dizendo: "Todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos" (Ef 2:3).
5. Finalmente, a masturbação pode nos levar à escravidão. Quando uma pessoa é dominada por uma indulgência carnal, ela peca. "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências" (Rm 6:12). Paulo também diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas" (I Co 6:12). Você é escravo da masturbação?
Reflita sobre os cinco enunciados acima, para determinar se, para você, a masturbação é pecado.

Liberte-se!

O impulso sexual é uma parte normal, dada por Deus, de qualquer homem ou mulher saudável. Envergonhar-se disto é duvidar da bondade de Deus para conosco. Abusar dele é contrariar a graça que Deus tenciona para nós. Ele nos criou com muitos impulsos e desejos, que podemos desenvolver ou usar de maneira errada. Como um deles, o impulso sexual ativa ou destrói os relacionamentos, de acordo com seu controle e aplicação.
A masturbação é um problema comum. Não devemos ter medo de conversar sobre ela nem de ajudar as pessoas a superá-la. Homens e mulheres acham que é um hábito igualmente opressivo, e buscam ajuda para a superação do problema. Compaixão, e não condenação, deve ser nossa resposta.
Minha conclusão é que a masturbação não deve fazer parte da vida do crente. I Coríntios 6:18-20, Gálatas 5:19 e I Tessalonicenses 4:3-7 são passagens que falam sobre a questão do uso de nossos corpos devidamente no sexo.
18 Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. (1 Coríntios 6:18-20 BRP)

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, (Gálatas 5:19 BRP)

3 Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; 4 Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; 5 Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. 6 Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. 7 Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. (1 Tessalonicens. 4:3-7 BRP)
Embora não possamos assentar todos os argumentos que dizem que a masturbação é pecado, não podemos negar que ela é resultado da lascívia e da paixão. Mas, na liberdade da graça de Deus, podemos escolher fazer o que é sagrado e direito aos olhos de Deus..
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

CRISE FINANCEIRA NA VIDA DO CRENTE...


O Cristão e os Problemas Financeiros
Você está enfrentando problemas financeiros? Faturas que você não consegue pagar? Cheques que você não pode cobrir? Necessidades que você não tem dinheiro para suprir? Vergonha? Frustração? Excesso de trabalho? Tensão? Problemas financeiros são excessivamente preocupantes e conduzem a muitos pecados: descontentamento, ingratidão, ira, desonestidade, impaciência, ansiedade e negligência das responsabilidades espirituais. A Bíblia ensina-nos como enfrentar muitas situações diferentes na vida, incluindo as dificuldades financeiras. A chave para enfrentar problemas financeiros está na atitude da pessoa. Para responder bem precisamos permitir que a palavra de Deus opere em nosso coração e mude nosso modo de ver as coisas.
Atitudes
Gratidão: Paulo insiste em que sejamos gratos. Precisamos estar "... transbordando de gratidão" (Colossenses 2:7). "Dêem graças em todas as circunstâncias..." (1 Tessalonicenses 5:18). Não devemos nos queixar nem sentir pena de nós mesmos, mas antes devemos considerar cuidadosamente todas as razões que temos para sermos agradecidos e louvar a Deus por suas bênçãos a nós. Os israelitas no deserto estavam se queixando constantemente, mas tinham se esquecido da grande libertação que Deus lhes tinha dado havia apenas pouco tempo. Temos que atentar para o que o Senhor nos tem dado e não para as coisas que não temos.
Contentamento: "Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei’" (Hebreus 13:5). A presença de Deus com seu povo deveria dar tanta alegria e segurança que poderíamos facilmente nos contentar com qualquer padrão de vida. Paulo estava contente na fome ou na abundância (Filipenses 4:10:13). Por outro lado, as Escrituras estão repletas de advertências contra a ganância e a avareza (veja Lucas 12:15, por exemplo). Por qualquer razão, nunca parecemos reconhecer o desejo desordenado por coisas em nossas próprias vidas. Pensamos que todas as coisas que queremos são necessidades e que a dívida que acumulamos ao buscar adquiri-las é perfeitamente aceitável. Poderia ser que poucos de nós admitem a ganância em nossas vidas porque nos cegamos e deixamos de perceber o verdadeiro estado de nosso coração? Paulo exortou: "Por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos" (1 Timóteo 6:8). Estamos satisfeitos somente com isto?
Sobriedade: Muitos textos nos exortam a sermos sóbrios (1 Tessalonicenses 5:6, 8; 1 Pedro 1:13; 4:7; 5:8). A pessoa sóbria encara os fatos e não deixa seus desejos colorirem sua percepção da realidade. Muitas pessoas tratam das finanças num mundo de sonho, sempre imaginando que tudo dará certo magicamente. Mas fugir de um problema ou negá-lo não ajuda e não está de acordo com o caráter de Cristo. Temos que reconhecer nossa situação atual, não importa quão triste seja, e ser "homens de coragem" (1 Coríntios 16:13). Ignorar os problemas não os extingue. Lutas financeiras não desvanecem sem mais nada, mas precisam ser resolvidas por disciplina séria e perseverante.
Honestidade: A honestidade é parte do caráter cristão (2 Coríntios 8:21; Tito 2:5). Pessoas honestas aceitam suas limitações financeiras e não tentam ser uma coisa que não são, vivendo num estilo de vida que suas condições não permitem. Pessoas honestas admitem que há muitas coisas que outras em torno delas têm ou podem fazer que elas não podem porque não têm dinheiro suficiente para isso. E pessoas honestas não fazem dívidas que não têm capacidade para pagar (veja Romanos 13:8).
Diligência: Algumas vezes, porém nem sempre, os problemas financeiros resultam da preguiça. "Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe sobrevirá como um homem armado" (Provérbios 6:10-11). "Por causa da preguiça, o telhado se enverga; por causa das mãos indolentes, a casa tem goteiras" (Eclesiastes 10:18). Problemas financeiros devem ser esperados quando nos mimamos com descanso e sossego, e não trabalhamos esforçadamente. Um homem deve sustentar sua família (1 Timóteo 5:8) mesmo que isso possa envolver trabalho difícil ou empregos desagradáveis, ou mesmo se o trabalho disponível é relativamente mal pago.
Espiritualidade: Precisamos manter nosso foco principal em Cristo, não em coisas materiais. "Ninguém pode servir a dois senhores: pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro... Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas" (Mateus 6:24, 33). Nossas posses, nossa posição e nosso sucesso nesta vida são matérias insignificantes para o verdadeiro cristão. Ele se vê como meramente passando através desta vida como um peregrino e portanto relativamente desinteressado nas suas condições. Ele nunca faz da prosperidade material uma meta séria (veja Lucas 9:57-58). O homem espiritual percebe que seu dinheiro e sua posição financeira não são as coisas importantes da vida.
Altruísmo: O servo do Senhor está sempre buscando dar, em vez de gastar consigo mesmo. Ele vê o dinheiro que ganha trabalhando como uma bênção que ele pode aplicar servindo a outros: "O que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade" (Efésios 4:28). Discípulos verdadeiros vêem a prosperidade material não tanto como algo para si mesmos, mas como algo útil para servir outros (2 Coríntios 9:8-11). Enquanto o cristão for egoísta, ele sempre sentirá frustrações ao lidar com assuntos financeiros.
Humildade: A humildade para admitir enganos e buscar corrigi-los é básica. Muitos de nós temos tido atitudes impróprias e não temos administrado bem nosso dinheiro. Nunca mudaremos até que admitamos que temos estado errados. Precisamos também ter a humildade de examinarmo-nos à luz da palavra de Deus e fazer as coisas que aprendermos (Tiago 1:21-24). Esta seria uma boa hora para parar de ler este artigo e rever as oito atitudes que precisamos ter e tentar honestamente avaliar-nos e resolver mudar nossa atitude nas áreas necessárias. Como Deus nos vê em cada uma destas atitudes?
Mudanças Específicas
As coisas específicas que precisamos fazer ao lidar com problemas financeiros dependem de nossa mudança e adoção das atitudes mencionadas acima. Sem perspectivas corretas, os passos seguintes terão pouca validade.
Œ Avalie honestamente sua situação. Encare os fatos. Talvez ajudasse pegar uma folha de papel e lançar todas as suas dívidas e anotar os valores de todas. Então, lançar sua renda e suas despesas mensais. Qual é, exatamente, sua situação financeira.
 Comece a pagar suas dívidas. "Não devem nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros..." (Romanos 13:8). Calcule quanto dinheiro por mês é necessário para pagar todos os juros e, também, comece a pagar o principal (o valor original do empréstimo, antes do acréscimo de juros). Se suas prestações e obrigações mensais forem mais do que tem disponível no orçamento da família, ha três coisas que poderia fazer de modo a ter dinheiro para pagar as dívidas: (a) Gastar menos. Quando for necessário, as despesas podem ser reduzidas às mínimas necessidades de comida e lugar para viver (veja 1 Timóteo 6:6-10). (b) Ganhar mais. Às vezes há oportunidades para trabalhar mais horas, ter um segundo emprego, ou encorajar os filhos adolescentes ou adultos que estejam vivendo no lar a trabalharem. (c) Vender coisas. Os cristãos primitivos vendiam casas e terras para aliviar as necessidades de seus irmãos (Atos 4:32-37); certamente não é irracional esperar que um discípulo de Cristo venda coisas para poder pagar o que deve.0142
Ž  Viva dentro dos limites de seu orçamento. A Bíblia adverte sobre a loucura de fazer dívidas: "O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta"(Provérbios 22:7). A escravidão aos credores é muito penosa; é melhor esperar pacientemente e comprar somente aquelas coisas que se pode pagar.
 Comece a aplicar sua renda no sentido de metas espirituais. Temos que chegar a ver tudo o que temos como pertencendo ao Senhor e começar a usar nossos recursos para servi-lo. O Novo Testamento exorta-nos a dar generosa e abundantemente (2 Coríntios 8-9). Conquanto seja verdade que não estamos mais obrigados ao dízimo, não devemos usar isso como uma desculpa para sovinice. Não devemos permitir que nossa oferta seja diminuída pela avareza (2 Coríntios 9:5).
Conclusão
m todas as áreas da vida, a palavra do Senhor nos fornece a orientação perfeita. Da mesma maneira, no campo financeiro devemos dar ouvidos à sabedoria de Deus revelada na Bíblia. Quando obedecemos os mandamentos do Senhor, recebemos tanto "a promessa da vida presente" como a da vida "futura" (1 Timóteo 4:8). Que sigamos estas instruções...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A VINGANÇA É DE DEUS...

Referência – Isaías 13.1-8
Tema – “VINGANÇA É DE DEUS"

INTRODUÇÃO

1. Deus conhece todos os nossos inimigos. Ele sabe das artimanhas deles para nos destruir. O Senhor está ajuntando todas as obras más que eles intentam contra nós para descarregar sobre eles a sua ira no dia do seu juízo. 
2. Toda mentira, toda tentação que eles levantam para nos fazer cair retornará em castigo.

A. A ira de Deus sobre a Babilônia (vv 1-8)

1. O profeta Isaías foi comissionado por Deus a profetizar uma “mensagem pesada” (heb. massã) sobre os babilônicos – também chamados de Babel pelos Judeus (v.1). O Senhor levantaria um povo, os Persas, para os arruinarem. 
2. O povo babilônico foi o opressor que deu o golpe final no povo de Judá. Como castigo pela destruição que ele causou ao povo de Deus sofreria a punição do Senhor através de outra nação.
3. O “estandarte”, ou seja, a bandeira de guerra de Deus seria erguida contra aquele povo que se orgulhava pela assolação que causava ao povo do Senhor (v. 2). Deus levantaria uma nação consagrada para guerrear contra os babilônicos (v. 3). 
4. São muitos os inimigos que tentam nos destruir. O nosso arque inimigo, o Diabo, levanta seus soldados para nos ferir e nos fazer desistir do Senhor. Porém, a vingança pertence ao Senhor. É ele quem vinga os nossos opressores.

B. Por que Deus é quem vinga aqueles que nos oprimem?

I. Porque é Deus quem conhece as fraquezas dos nossos inimigos (v. 2 “... acenai-lhes com a mão, para que entrem pelas portas dos tiranos”).

1. Ninguém conhecia melhor o as fraquezas da babilônia do que o próprio Deus. O Deus que tudo vê, via uma brecha no muro, onde os Persas poderiam atacá-los. A chamada porta dos tiranos era a fraqueza daquela grande e poderosa nação. Por elas a babilônia iria cair.
2. Por mais forte que pareçam os inimigos, eles têm suas fraquezas, e Deus conhece cada uma em seus detalhes. Eles confiam na força que possuem. Pensam que as armas desse mundo são poderosas para guardá-los. Todavia, serão destruídos pelo sopro do Senhor. A ira de Deus transformará em pó as armas deles.
3. A vingança daquilo que temos sofrido pelas mãos dos nossos adversários não tardará. Assim como foi com o Egito, que oprimiu o seu povo (Ex 12.12). O Senhor será conhecido pelos seus juízos e o mundo saberá que Deus sempre esteve conosco. 

II. Porque Deus tem os meios eficazes para a sua vingança (v. 3 “Eu dei ordens aos meus consagrados, sim, chamei os meus valentes para executarem a minha ira...”).

1. Deus contou com uma nação distante para cumprir o seu juízo. Os Persas foram preparados e consagrados por Deus para executarem a sua ira sobre a orgulhosa Babel.
2. O mundo está sob o governo do Senhor. Por isso, ele pode usar os meios inesperados para arruinar os seus inimigos. Deus não governa apenas os seus filhos, mas as pessoas, as cidades, as nações e o mundo. Tudo faz parte do governo dele que não deixa passar despercebido a maldade daqueles que afligem o seu povo.
3. Os meios usados pelo Senhor são eficazes em seus propósitos. Quando o juízo dele é decretado ele alcança o seu fim. Nada pode impedir a vingança do Senhor. Pois em breve muitos provarão o horror de ter oprimido os escolhidos de Deus.

III. Porque a vingança de Deus traz horror sobre os nossos opressores (v.7 “Pelo que todos os braços se tornarão frouxos, e o coração de todos os homens se derreterá”).

1. A nação que iria castigar os Babilônios causaria terror ao coração deles. Os guerreiros de Babel perderiam a habilidade no manuseio de suas armas. Os corações deles os fariam temer o ataque dos seus inimigos. Assim, seriam triturados pelo ataque dos Persas.
2. O maior desespero que alguém pode sentir será estar debaixo da ira de Deus. O coração não encontrará saída para a punição. Caso faça a sua cama no mais profundo Deus estará lá, se subir até as profundezas do universo ele também o encontrará. O inimigo engana o tolo lhe fazendo pensar que haverá escapatória para a ira de Deus. Todavia, o Senhor não deixará escapar nenhum dos seus inimigos. 
3. Nem mesmo o horror da cadeira elétrica, da injeção letal, ou de qualquer instrumento de punição, pode se comparar à vingança que Deus tem preparado para aqueles que passam essa existência oprimindo o seu povo.

CONCLUSÃO

1. Por fim, a vingança do Senhor virá e não tardará sobre todos aqueles que não cessam de nos oprimir. Ele conhece o “calcanhar de Aquiles” dos nossos adversários e impetrará eficazmente os seus juízos e aí daqueles que oprimem o povo de Deus, pois a vingança dele os levará ao desespero eterno.
2. Portanto, confiemos a Deus a maldade dos nossos inimigos. Não se adiante em sua ira, mas espere no Senhor e ele derramará o cálice de sua vingança, sobre todos os seus adversários. Amém...
NISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE

terça-feira, 24 de abril de 2012

DEPRESSÃO NA VIDA DO CRENTE...


DEPRESSÃO E SEU ALÍVIO EM JESUS CRISTO

Princípios de Equilíbrio Espiritual e de um Viver Vitorioso e Feliz,
1- Começar vida nova, conforme a vontade de Deus, por arrependimento e fé.
Arrependimento de um viver independente Dele.
Fé em Jesus Cristo, como único e suficiente Salvador pessoal. Em confiança na Sua obra redentora; não em obras humanas, como se por elas fosse possível obter salvação da condenação eterna:
“Necessário vos é nascer de novo” (Evangelho de João cap.3, versículo 7); “Porque isto é meu sangue, o sangue do Novo Testamento que é derramado por muitos, para remissão de pecados” – disse Jesus (Mateus26: 28); “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, isto não vem de vós, é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie”- afirmou o apostolo Paulo, em sua carta aos Efésios, cap.2, versículos 8 e 9.
2- Preferir, pois, o jugo de Cristo ao de Satanás “anjo” decaído: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei, Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis DESCANSO PARA VOSSAS ALMAS, Porque o meu jugo é suave e o meu fardo leve” - anunciava Jesus (Mateus11: 28-30).
Sim o jugo de Cristo é suave, não rouba a paz interior, não leva ao desespero, como o de Satanás.
3- Só então, uma vez regenerado, e, como nova criatura em Cristo, consegue o homem, habitado pelo Espírito Santo, subir as alturas da vida espiritual, e praticar os demais princípios expostos a seguir: porque “sem Mim nada podeis fazer” – declarou Jesus aos discípulos (João15: 5).
4- Praticar boas obras, por gratidão ao Salvador, por amor ao próximo, sem confiar nelas como perfeitas e merecedoras de salvação ou justificação, que tão somente a fé em Cristo é imputada por Deus ao ímpio arrependido (Romanos4: 5).
Fazer boas ações, portanto, no espírito e motivação própria de quem já alcançou salvação por graça, se de fato aceitou Jesus Cristo como Senhor, pratica-las sem confiar nas próprias forças para a sua realização, mas no poder de Deus.
Pois “é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo vivera da fé” (Gálatas3: 11), “porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos3: 20) – uma vez que não conseguimos mesmo, pois somos fracos, cumpri-la perfeitamente, e bastaria que deixássemos de guardar um só dos mandamentos da lei, para que nos tornássemos culpados de todos, conforme ensina a epistola de Tiago, cap.2, versículo 10.
Assim a lei só nos condenaria, dando-nos a conhecer nosso pecado se Cristo não a houvesse cumprido por nós, se não tivesse também sofrido o castigo de morte em nosso lugar. Conquanto não devamos praticar obras para a salvação, que é dada por graça, mediante a fé, devemos fazê-las para serviço a Deus e ao próximo, “porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efesios2: 8 a 10).
5- Servir, pois, a Deus e ao próximo por exercício continuo de fé Nele, não em nossos esforços : “...o justo viverá da fé” (Gálatas3: 11); “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele e Ele tudo fará” (Salmos37: 5); “Confia no Senhor de todo o seu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconheça-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitara as tuas veredas” (Provérbios3: 5,6). Portanto, não agir só. Depender de Deus em tudo, em exercício de fé contínuo e oração incessante.
Servi-lo, não na energia da carne, mas no poder do Espírito Santo, se é que se rendeu totalmente a Jesus Cristo como Senhor e passou, portanto, a ser habitado pela Pessoa do Espírito Santo, porque então “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade (Filipenses2: 13); ““... o fruto do Espírito é, caridade (amor mais explicito no texto em Grego), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Galatas5: 22)”; “Se vivemos em Espírito” (Galatas5: 25; pensando na direção do Pai Celestial; sujeitando-nos a Ele, por fé e ação, continuamente.
E para servir bem ao próximo, temos que viver antes para Deus, como a Pessoa e'm torno da qual toda a nossa conduta deve girar: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo20: 3); “Amaras o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus22: 37).
Pensar, pois, antes de tudo e de todos, Nele, discernir a Sua vontade e direção a cada passo, colocando-a acima de nossa própria vontade, acima da de nossos parentes, acima da de nossos Irmãos na fé, mesmo acima de Pastores, Igreja, bem como acima do Estado e suas autoridades.
“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos5: 29); “Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Efesios5: 17); “Não seja como eu quero, mas como Tu queres” – orava o próprio Filho de Deus, neste mundo (Mateus26: 39).
6- “Fazei tudo para glória de Deus”, exaltando-O em todas as circunstancias, sem nos exaltarmos, pois cada um de nossos pecados, ofensas contra o Altíssimo, nos faz dignos de condenação eterna; e, se somos salvos é pela Sua graça, mediante a fé Naquele que, tomando castigo por nós, fez expiação de nossa faltas; isto é; se alcançamos perdão gratuito, é pela “redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos3: 24).
Portanto, “quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Cor. 10: 31); em humildade, desde o pensamento, pois “Deus resiste aos soberbos; dá porem, graça aos humildes” (Tiago4: 6).
Eis a lição de Nabucodonozor: ““... Andando a passear sobre o palácio real de Babilônia, falou o rei, e disse:
“Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para a glória da minha magnificência? Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz: “Ó rei Nabucodonozor: Passou de ti o reino...”” (Daniel4: 29-31).
7- Manter escala correta de valores; como Jesus ensinou.
Viver com sabedoria, “remindo o tempo”, aproveitando-o bem, não permitindo que os valores menores da vida, como os prazeres fúteis, inúteis, e os pensamentos vãos, e as conversas ociosas nos prendam e desviem dos valores maiores e permanentes:
“Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus6: 33); “Não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido?” (Mateus6: 25).
Escrevendo aos Colossenses, Paulo, em sua epistola, no capitulo 3, versículo 1 e 2 assim se expressou:
“Portanto se já ressuscitastes com Cristo, buscais as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado a direita de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra...”. Evidentemente esta visão é hiperbólica, exagerada, para nos levar a desprezar, não de modo absoluto, mas relativo, os valores terrenos, passageiros, em favor dos celestiais, eternos. Do contrario, já não poderíamos sequer comer ou beber, para a justa e necessária preservação de nossa vida física.
E até Jesus Cristo, “o Filho do Homem veio comendo e bebendo”, neste mundo (Mateus11: 19).
8- Servir a Deus no AMOR e LIBERDADE DE FILHOS, não por MEDO ou fria OBRIGAÇÃO DE ESCRAVOS: “... Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, afim de recebermos a adoção de filhos: E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de Seu Filho, que clama: Abba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiros de Deus, por Cristo” (Galatas4: 4-7).
“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião a carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo como a ti mesmo” (Galatas5: 13-14).
“Estai, pois firmes na liberdade em que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Galatas5: 1). “... Se sois guiados pelo Espírito Santo, não estais debaixo da lei” (Gálatas5: 13).
Isto é, o crente em Cristo, habitado e guiado pelo espírito Santo, não mais necessita da lei do Velho Concerto, Velho Testamento, cumprida toda ela por Cristo, em lugar do homem, incapaz.
O filho de Deus em Cristo não precisa mais agir, motivado, obrigado, como escravo, por sistema legal com suas penalidades a amedrontá-lo. Ele pode agir na posição de filho livre e motivado pelo amor, incentivado, não mais por mandamentos legais de seu Código, “na velhice da Letra”, mas pelas exortações diretas do próprio Autor, uma Pessoa, o Espírito Santo que o dirige, relembrando-lhe os princípios da graça, de um Novo Concerto, Novo Testamento, e o habilita a servir a Deus “com novidade de espírito”. “... Agora estamos livres da lei, pois morreremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito e não na velhice da Letra” (Romanos7: 6) “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de Outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, afim de que demos fruto para Deus” (Romanos7: 45). Vale examinar também sobre tão relevante tema a epistola aos Hebreus7: 11, 12, 18, 19; 8:8, 9, 13; 9: 13-15; 10: 14-18; 12: 18, 22, 24.
9- Buscar a solução de cada problema por ORAÇÃO e AÇÃO; agindo por FÉ mais prudência: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, a ser-lhe-á dada” (Tiago1: 5).
PRUDENCIA: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Acautelai-vos, porem os homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas...”Quando vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra...” (Mateus10: 16, 17, 23).
FÉ: “... Mas quando vos entregarem não vos de cuidado como, ou que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer, porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mateus10: 19 e 20).
Assim, Deus espera AÇÃO dos seus servos, mas em FÉ Naquele que pode dirigi-los e suprir suas limitações humanas.
“... Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses2: 13).
10- Resolver cada problema a luz da Palavra de Deus (da Bíblia); se possível, quando necessário para maior clareza, com papel e caneta, em caderno ou fichas, onde se deve conservar anos futuros; pois as soluções ”de cabeça” somente, por vezes, são confusas; o pensamento é fugaz, e o papel, arquivado, pode, retendo o pensamento, conservar a reflexão e o problema solucionado, por mais tempo que a memória. Bom princípio a aplicar em todas as circunstancias é o exarado em 1Corintios14: 40: “Faça-se tudo decentemente e com ordem”.
11- Não pretender mais do que o próprio Deus. Fazer só a minha parte nos planos e vontades do meu Senhor, a que Ele espera de mim: “Marta, estás ansiosa e afadigada como muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas10: 41e 42);
12- Fazer um coisa por vez. Agir EM FUNÇÃO DO TEMPO, na medida do tempo, e da oportunidade que Deus der, e não só em função da necessidade ou do alvo a alcançar: em ritmo fisiológico, agradável, salutar, sem a contraproducente ansiedade, impaciência e afobação. Pos a ansiedade é sobrecarga inútil: “... Qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado a sua estatura?” (Mateus6: 27). Não pretender, pois ir adiante de Deus, em nossos projetos, e em sua realização (pecado de impaciência e ansiedade), nem atrás Dele (pecado de procrastinação, atraso), mas sim andar “pari-passu”, a par, com Ele, como fazia Jesus neste mundo;
“Disseram-lhe, pois, seus discípulos: Sai daqui e vai para a Judéia... Disse-lhes, pois, Jesus: “Ainda não é chegado o meu tempo...”. ““... Eu não subo ainda a esta festa, porque ainda o meu tempo não está cumprido” (João7: 3, 6, 8).
13- É bom fazer planos para o futuro, do futuro, mas dependendo de Deus em Sua direção e apoio (Tiago4: 15 – “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”).
Mas sem preocupação, ansiedade, inquietude, vivendo bem o presente, na luz que tenho no momento: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus6: 34).
14- Zelar pelo bem da alma e pelo bem do corpo: ambos devem ser usados como instrumentos de nosso Senhor. Seguindo as leis de Deus na Natureza, devemos alimentar-nos corretamente, e dar ao nosso corpo tanto o exercício, que ele puder suportar bem, como o descanso suficiente, por longas caminhadas a pé, sono farto, e, quando necessária, recreação TEMPERANTE, útil, edificante e sadia:
“Vinde vós, aqui apare a um lugar deserto, e repousai UM POUCO”.
“Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer” (Marcos6: 31); “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos”.
“Porque fostes comprados por bom preço, glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Corintios6: 19 e 20). (Convêm relembrar que tais promessas ou afirmações de benções concedidas, cabem somente aos verdadeiros cristãos, os que de fato aceitaram o governo de Cristo sobre suas almas).
15- Cultivar fiel mordomia (administração) do tempo, dos bens materiais, no trabalho e no repouso, sabendo que se formos fiéis no pouco, Ele sobre o muito nos colocará, em mui preciosas recompensas, e glória, imperecíveis:
“Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus25: 23).
16- Só o cristão verdadeiro tem poder de Deus para praticar o bem, e suplantar quaisquer contrariedades, o desanimo, as tristezas, as frustrações, a angustia, enfim toda sorte de emoções e pensamentos negativos. Pois trás em si motivos eternos de alegria e satisfação, possuindo Deus com Pai; Jesus Cristo como Salvador; o Espírito Santo como hóspede permanente, sendo discípulo de Cristo, salvo para toda a eternidade, destinado a glória e a felicidade sem fim. Só ele esta em condições de “ajuntar tesouros nos Céus”, e de aumentar seus galardões, por fidelidade a Deus em quaisquer circunstancias, mesmo antes insucessos ou perdas no campo dos valores passageiros dessa peregrinação: “Não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos: alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos Céus” – disse Jesus aos seus discípulos, ensinando-os a buscar alegria nos maiores valores da vida, em vez de se ocuparem com coisas vãs ou pouco úteis.
17- Substituir, pois, pensamentos e emoções negativas, por pensamentos e emoções positivos:
18- Substituir TRISTEZA por ALEGRIA, mesmo nas tentações ou provações: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por varias provações, sabendo que a provação da nossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (ou fortaleza para perseverar) – (Tiago1: 2, 3).
Quanto mais sofrermos por Cristo (não por nossos pecados), dentro dos propósitos de Deus, por amor a realização da Sua vontade, tanto melhor: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2Corintios4: 17).
Mas não basta resignar-nos às circunstancias de sofrimento; é necessário saber e poder extrair motivos de gozo nelas, buscando servir e glorificar a Deus em qualquer nelas, buscando servir e glorificar a Deus em qualquer situação como faziam os apóstolos quando perseguidos ou maltratados: (Atos5: 41): “Retiram-se, pois, da presença do Conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus”. O divino Mestre já dizia: “Bem aventurado os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus; bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa”.”Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” – (Mateus5: 10, 12).
Buscar continuamente em Deus nossa alegria, não em motivos fúteis: “Regozijai-vos sempre no Senhor” (Filipenses4: 4), buscando na sua aprovação e direção os nossos prazeres, negócios, solução de problemas, tudo quanto fizermos na vida, pois só Ele é a fonte de felicidade, satisfação completa e permanente (2Corintios12: 9 e 10).
“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então sou forte.”
19- Substituir SENTIMENTO DE ÓDIO ou de MÁGOA, por espírito de PERDÃO e de AMOR: “Não vos vingareis a vós mesmos, amados, mas daí lugar a ira, porque está escrito: Minha é a vingança; Eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, da-lhe de comer; se tiver sede, da-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça” (Romanos12: 19, 20).
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus22: 39). O meu mandamento é este: “Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” (João15: 12).
20- Em vez de pensar nos PREJUIZO que os OUTROS NOS CAUSAM, pensemos no BEM que podemos fazer-lhes: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos12: 21).
E a infidelidade de outros, ainda que nos prejudique esta vida, não nos rouba o galardão eterno de Deus, se lhe formos nós fiéis; antes poderá concorrer para aumentá-la, se nossa reação O glorificar, em espírito de perdão aos que fazem mal a nós.
21- Substituir o MEDO pela FÉ que opera por AMOR “(Galatas5: 6: Porque em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera por amor). “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor” (1João4: 18). “Porque temeis, de pouca fé?”(Mateus8: 26). “O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem” (Hebreus13: 6).
22- Substituir AVAREZA, ou apego aos bens materiais, passageiros, pelo CONTENTAMENTO com o que Deus nos dá: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes, porque Ele disse: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus13: 5)”.
Substituir, pois, a cobiça do desnecessário, e supérfluo, pelo cultivo de gratidão a Deus pelo essencial que Ele nos concede, “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai” (Efésios5: 20).
23- Em vez de DESÂNIMO cultivar ENTUSIASMO: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (João16: 33). Considerar que a infidelidade dos outros não é motivo de nos desanimar, pois não diminuirá nosso eterno galardão, formos nós fiéis ao nosso Senhor.
Ver, pois, a vida como Deus a vê, não sob IMPRESSÃO PESSIMISTA, mas OTIMISTA, se é que você é salvo mesmo, pois Ele não está desanimado, mas vitorioso eternamente:
“É-me dado todo o poder no céu e na terra – disse Jesus (Mateus18: 8). E mais: “Não temas, Eu sou o primeiro e o ultimo, e o que vivo e fui morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre, Amem. E tenho as chaves da morte e do Hades” (Apocalipse1: 18).
Se apenas a minoria dos homens se salvar e o que quiser servir, ainda assim milhões de milhões de anjos o honram servindo-O em fidelidade: “Vi, e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciões, cujo nome era de milhões e milhões ...proclamando em grande vós: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Apocalipse5: 11,12). “E milhares de Milhares”.
24- Substituir FRUSTRAÇÃO por FÉ na providencia de Deus, que quando fecha uma porta no caminho que seus servos pretendiam seguir, é para lhes abrir outra melhor: “... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Romanos8: 28). Juntamente e não isoladamente, resultarão no bem dos salvos, que por isso também podem ter certeza de nunca mais perderem a salvação, que é vida eterna. O apóstolo Paulo afirmou: “Não digo isto por necessidade, porque aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância, em toda a maneira e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundancia, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses4: 11 – 13).
Amar os caminhos a que Deus me leva, e em que me conduz, mais que os escolhidos por mim, que os Dele são melhores.
25- Substituir a ANSIEDADE por ORAÇÃO e FÉ Naquele que nos ampara e tranqüiliza, “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1Pedro5: 7).
“Não estejais inquietos por coisa alguma, antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas com ação de graças. E a paz de Deus , que excede todo o entendimento, guardará os vosso corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses4: 6 e 7). Vale ler o que Cristo ensinou em Mateus6: 25- 34, sobre a ansiedade.
26- Resolver a ANGUSTIA pela SOLUÇÃO DE DEUS. “Não veio sobre vós tentação, senão humana, mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1Corintios10: 13). Buscar a solução que mais agrade a Deus para o problema que suscitar angustia (se o pensamento estiver confuso, aplique o método de altera-lo exposto no parágrafo 10).
27- Vencer o TÉDIO com SERVIÇO a Deus: “Andai com sabedoria para os que estão de fora, remindo o tempo” (Colossenses4: 5).
28- Extinguir o SENTIMENTO DE CULPA por CONFISSÃO DE PECADOS e FÉ NO PERDÃO que Deus promete aos que se fizeram seus filhos em Cristo, quando pecam e se confessam em falta. Quanto a condenação eterna estão para sempre já perdoados: “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos8: 1). Quanto a castigos disciplinares de filhos, ficam também perdoados mediante confissão, em sincera demonstração de arrependimento: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1João1: 9). “Porque se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados. Mas quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (1Corintios11: 31, 32).
29- Em vez de pensamentos IMPUROS, cultivar pensamentos PUROS: “Bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus5: 8).
30- Em vez do habito de fazermos mau juízo precipitado dos OUTROS, ENTREGAR OS DEFEITOS ALHEIOS AO JUIZ SUPREMO, cuidando antes em corrigir-nos de nosso próprios defeitos.
“E porque reparas tu no arqueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?”Hipócrita, tira primeiro a trave que esta no teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus7: 3, 5).
“Há um só legislador e um juiz que pode salvar e destruir; Tu, porem, quem és que julgas outrem?” (Tiago4: 12).
Devemos, pois buscar primeiro nosso próprio equilíbrio, para, depois, na medida do que pudermos e for oportuno e conveniente, ajudar os outros a se livrarem de seus defeitos, se são irmãos em Cristo; pregando-lhes o Evangelho se são incrédulos: “Que pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2Timoteo4: 2).
31- Buscar PRIMEIRO NOSSO EQUILIBRIO PESSOAL, para em equilíbrio, AJUDAR OS OUTROS a alcançarem o mesmo. “Porque se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem”. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria; E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, afim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra” (2Corintios8: 12; 9:7-8).
32- Em vez de preocupar-nos em alcançar BOM SUCESSO, ocupar-nos em ser FIÉIS A DEUS. Da viúva pobre, que ofertou apenas duas moedas, dissera Jesus: “Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Marcos12: 43, 44). A recompensa de Deus é proporcional a fidelidade, não ao sucesso. É a lição das parábolas dos talentos e das minas (Mateus25: 14- 30; Lucas19: 11- 27)...
BISPO/JUIZ.DR.EDSON CAVALCANTE