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sexta-feira, 15 de abril de 2016

IGREJA NOIVA OU PROSTITUTA...


                                            IGREJA NOIVA OU PROSTITUTA...
Muitos desejam que a Noiva  fique envergonhada, triste e constrangida.
Mas, ela nada fez para assim estar. Então por que se envergonhar?
Essa Noiva é a Igreja de Cristo formada pelos salvos em Cristo, que tem o próprio Cristo como cabeça e o Espírito como Mestre.
Mas, o que aconteceu para que se chegasse nessa triste realidade onde muitos tentam mostrá-la como alguém triste? Como foi que uma Noiva antes respeitada e procurada por aqueles que buscavam paz e santidade, agora, se tornou motivo de piadas de mau gosto, escárnio e zombaria?

Veja as duas razões básicas que menciono:
1) Porque estão confundindo-a com uma prostituta (falsa noiva).

A prostituta em uma tentativa desesperada busca se parecer com a Noiva. Tentam usar os mesmos trajes, as mesmas formas de se expressar. Tenta demonstrar espiritualidade e comunhão com Deus. Diz que ama a Cristo e que O segue.
Mas, é um ledo engano. Por baixo de suas vestes bonitas e brilhantes se esconde a sujeira e a imundícia de quem somente deseja satisfazer seus desejos mais pecaminosos.
Quando abre sua boca diz palavras suaves e meigas, porém seu coração está cheio de engano e mentira. Demonstra falsa humildade e amor com a mesma facilidade com que assalta os bens alheios, a pretexto de um sacrifício de fé, que de fé mesmo nada tem.
Ela tenta se mostrar companheira apenas para surrupiar as últimas esperanças de quem já está ferido e prester a sucumbir.
Mas, mesmo assim, muitos não percebem seus ardis e imaginam que ela seja a embaixadora de Deus aqui nessa terra. Não conseguem enxergar suas artimanhas e suas reais intenções: destruição, morte e roubo.
Estão confundindo-a com alguém que não possui valores morais, escrúpulos, ética ou caráter. Estão confundindo-a com uma noiva que não conhece seu noivo, e que apenas finge que o ama.
Isso a entristece e a faz chorar.

2) Porque os que deveriam conhecê-la e discernir o falso do verdadeiro, a atacam.


Os que deveriam conhecê-la, na realidade não a conhecem de verdade, e isso ocorre porque a imensa maioria somente tem conhecimento ou experiência com as prostitutas que se fazem passar pela verdadeira Noiva.
E então a Noiva, pura e imaculada, se entristece com a ausência de sabedoria dos que deveriam conhecê-la e se juntam com a mesma implacabilidade daqueles que nunca a conheceram e talvez nunca a conheçam.

À partir dessas razões expostas, a sensação é de que tudo está perdido.
Não há mais jeito para os cristãos e a mensagem está contaminada e não pode mais ser propagada ou vivida. A Noiva não conseguirá mais seguir seu caminho de pureza e santidade e seu encontro com o Noivo tornou-se uma utopia.
E aliada a essa sensação, o esporte favorito tornou-se "massacrar cristãos", sem diferenciar ou se preocupar com os que servem a Deus e os que se infiltram no arraial para perturbar e transtornar o Evangelho.
Diante desse contexto atual, eu lhe pergunto: Se você não fosse cristão, teria algum respeito pela igreja evangélica? Muitos inclusive nem mais desejam ser chamados de evangélicos. Tentam criar nova nomenclatura e filosofias, mas essa não é uma opção sábia. A fuga nunca valoriza a convicção e os valores defendidos. A coragem de prosseguir na fé evangélica mesmo com todos dizendo o contrário, faz valer a recompensa final.
Concordo que os escândalos tem sido devastadores. Mesmo igrejas (denominações) íntegras estão sendo agora vistas com desconfiança. Atacar o irmão e esmagar a irmã é moda agora...
A questão é que todo mundo se tornou um alvo legítimo.
Talvez a dimensão mais triste seja a de todas as vidas inocentes que cercavam os que caíram e fracassaram tão escandalosamente.
Estou pensando aqui em congregações inteiras que precisam continuar, após descobrirem que seu líder vivia enganosamente em imoralidade e desonestidade. E aqui entendo muitos irmãos que decidem não mais congregar regularmente. Tenho que me dobrar a esse argumento de defesa. Mas, esse não é o remédio correto para esse mal.
Pense também nos membros do corpo docente e nos alunos deixados para trás por um presidente, diretor ou líder de algum campus que trouxe descrédito ao nome de Cristo.
E o que dizer do cônjuge e filhos que tem de apanhar os cacos por causa do descuido egoísta de seu marido e pai que roubou e usou inapropriadamente os recursos da igreja a seu bel prazer? E não se esqueçam dos companheiros de equipe, dos obreiros, cujo futuro agora é incerto, porque seu líder vivia uma mentira.
O fato é que devemos estar vivendo os últimos dias. E claro que estamos! Mas isso não significa que não faremos nada além de cruzar os braços e aguentar de cara feia os golpes, ou simplesmente desistir de congregar. De jeito nenhum!
Por que digo isso? Porque é fácil focalizarmos apenas e somente o óbvio, ou seja, a maldade patente, e esquecer-se dos poucos fatos que contrabalançarão a sensação de estarmos sucumbindo.
Pelo menos três deles me vêm a mente:

a) As Escrituras predizem e nos advertem sobre esses tempos.
Está descrito o problema da invasão do adultério e do divórcio na igreja ou a promiscuidade sexual entre os cristãos como sendo "epidêmicos". Mas isso descreve os nossos dias, sem dúvida alguma.
Houve pessoas no ministério pastoral que caíram em seus dias, mas os números não foram nada comparados aos que temos hoje. Ademais, os escândalos não eram tão prevalecentes na igreja como são hoje.
Claramente, como predizem as Escrituras, o erro está em elevação, e irá crescendo a um grau maior quanto mais perto chegarmos da volta de Cristo. Precisamos atentar para esse fato predito na Bíblia.

b) A Porcentagem real daqueles que caem no ministério pastoral é bem pequena.
Você pode até pensar que estou louco em afirmar isso. Mas, será bom nos lembrarmos de que para cada pessoa cujo fracasso moral aparece nos noticiários e manchetes, há milhares de outros que permanecem mensageiros fiéis de Cristo, diligentes e puros.
A vasta maioria daqueles que prometeram anos atrás servir ao Senhor e seguir a verdade ainda o está fazendo hoje.
Uma perspectiva realista manterá equilibrada em nosso modo de pensar e otimistas em nossa visão. Quando começarmos a acreditar que estamos totalmente sozinhos na batalha, o adversário se aproveita de nós.
Costumo chamar essa visão de "síndrome de Elias". Lembra-se quando o profeta caiu em depressão, fugiu e orou para que Deus lhe tirasse a vida. Sem hesitação, Deus interrompeu essa festa de autocomiseração e informou que ainda havia outros sete mil, como Elias, que não se haviam dobrado diante de baal. Isso fez algo pelo profeta solitário, exausto, ao perceber que a porcentagem dos infiéis no ministério era de fato de pouca monta.
Ajudar-nos-á manter isso em mente quando alguns dos nossos heróis no ministério fracassarem e caírem.
Alguns podem ser culpados de pecados crassos, mas a maioria não chegou nem perto de dobrar os joelhos diante de baal.
Lembre-se disso enquanto continua em frente.

c) A imperfeição humana inclui ministros
Quando Deus chama indivíduos para a sua vinha, chama pessoas pecaminosas.
Nem mesmo um deles pode reivindicar a perfeição.
Cada um é inadequado em si mesmo, fraco e instável por natureza.
Você questiona isso?
Uma breve recapitulação de personagens bíblicos ajudará:
Pedro, o porta-voz dos doze, abertamente e sem hesitação negou seu Senhor apenas horas após prometer que permaneceria fiel mesmo que todos os outros se fossem.
João Marcos desertou Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária, numa hora crucial em que eles precisavam de toda ajuda que pudessem conseguir.
Demas, "amando o presente século", abandonou Paulo e fugiu para Tessalônica.
Diótrefes, um dos primeiros líderes da igreja, tornou-se chefe da igreja auto-nomeado.

A lista seria incompleta se limitássemos apenas a personagens do NT:

Jonas, profeta amuado, após finalmente ter pregado em Nínive, demonstrou preconceito, ira e egoísmo.
Geazi, servo de Elizeu, era materialista e cobiçoso.
O rei Davi, adulterou, assassinou e agiu com hipocrisia no caso de Bate-seba.
Isaías confessou ser um homem de impuros lábios.
Arão  promoveu a construção do bezerro de ouro para adoração idólatra.

E tantos outros exemplos bíblicos que poderia mencionar para corroborar esse ponto.
A suma é: ninguém é imune a imperfeição, nem mesmo um dos que foram citados, nem você, nem eu. Pode-se acontecer a eles, pode acontecer conosco.

Portanto, está na hora de nos conscientizarmos de quem somos: Irmãos em Cristo. Nós, somos a Igreja, a Noiva.
Não se envergonhe do que você é. Não se constranja diante das notícias propagadas a respeito dos que caem ou fracassam.
Há muitos como você e eu que continuam firmes.
Cristo, o Noivo, deseja apresentar a Noiva gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível (Ef. 5:27).
Esse padrão nunca será abaixado para a Igreja.

A restauração do respeito pela Igreja repousa sobre nós. Não se junte aos que vivem a desrespeitá-la.

Continuemos a trabalhar em prol do Reino de Deus.
Não confunda a Noiva com as prostitutas que se apresentam em vestidos núpcias.
Não se deixe enganar.
A Noiva verdadeira continua reluzente e fiel a espera de seu Noivo.

Separe o precioso do vil.
Tenha discernimento e prudência com o que propaga ou transmite.
A batalha continua...
A Noiva diz: Maranata, Ora vem Senhor Jesus...
Apóstolo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


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