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sexta-feira, 8 de maio de 2015

QUANDO DEUS PROMETE...


                                                  QUANDO DEUS PROMETE...
Atos 2.39
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quanto Deus nosso Senhor chamar.
As promessas de Deus são eternas e atos de sua extrema bondade, mas, também, de sua soberania. Elas nos são feitas para que se cumpra em nossas vidas o Seu propósito e não para que as usemos de acordo com as nossas vontades.

Esta talvez seja a principal dificuldade pela qual nós passamos, já que não conseguimos entender isto e, então, começamos a ficar tristes, chateados, revoltados, pois não conseguimos vislumbrar que elas não existem para a nossa satisfação pessoal, ou para atender os nossos desejos egoístas, e sim para que o plano de Deus traçado para nós se concretize.
Dentro desse contexto é preciso que façamos uma reflexão e atentemos para o fato de que, dentro de sua total soberania, Deus dotou o homem do poder da livre-escolha, ou seja, em vez de nos criar com sendo robôs, como autômatos, Ele nos conferiu a graça de fazermos as nossas opções, segundo os nossos próprios julgamentos.
Isto fica muito claro, quando lemos o livro de Gênesis capítulo 2, versículos 16 a 17, quando Deus deu a ordem ao homem dizendo que ele poderia comer as frutas de qualquer árvore do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem do mal, e foi mais além, voltando a afirmar para que não comesse a fruta daquela árvore, pois no dia que o fizesse, certamente morreria.
Aqui estamos vendo de forma muito clara o Senhor dando ao homem a opção da escolha. Ele poderia muito bem fazer alguma coisa impedindo o acesso do homem àquela árvore, mas não, preferiu conceder o livre-arbítrio.
Todos nós conhecemos bem o final da história, o homem fez a escolha errada.
Entretanto, este ato de opção errada, de desobediência, nunca impediu que Deus continuasse como seu propósito de salvação do homem.
Isto nos leva à conclusão de que as nossas decisões podem cooperar ou prejudicar a consecução dos Seus propósitos e, consequentemente, no cumprimento das promessas que Deus tem para nós.
Quando o Senhor rejeitou a oferta de Caim e aceitou a de Abel, Ele não estava preterindo um em favor do outro, muito pelo contrário, Ele arrazoou com Caim mostrando a ele que a sua oferta seria aceita, caso ele mudasse o seu comportamento, porém Caim fez a escolha errada, deixou-se dominar pelo ódio, pela ira e acabou matando o seu irmão.
O que precisamos entender é que aquilo que estamos buscando, aquilo que estamos planejando, aquilo que estamos querendo, precisa estar em sintonia com o que Deus quer para nós.
Quando tomamos as decisões que vão contra à vontade de Deus, estamos, por consequência, ficando mais longe daquilo que Ele nos prometeu.
O que estamos vendo é que as nossas decisões, as nossas atitudes, as nossas escolhas afetarão, sem dúvida, as promessas que Deus tem para nós.
O final que Deus projetou para Sansão não foi aquele que nós conhecemos. Porém, tendo em vista, as escolhas feitas por aquele homem, todo o projeto que Deus tinha para a sua vida, desde o ventre de sua mãe, foi afetado de forma definitiva.
Onde estamos querendo chegar? Estamos querendo chamar a atenção para o fato de que as promessas de Deus são ações da Sua soberania e que, por isso, elas se cumprirão em nossas vidas totalmente de acordo com este poder soberano, mas as nossas decisões podem afetá-las de forma inexorável.
Muito de nós vivemos reclamando o não cumprimento de determinadas promessas em nossas vidas, porém, seria importante refletimos a respeito das opções que andamos fazendo, pois como estamos vendo, dependendo do caminho que poderemos estar tomando, elas poderão ficar cada vez mais longe de nós, e o pior, poderão ser jogadas por terra e, junto, todo um plano que Deus tem preparado para nós.
Portanto, as promessas de Deus cumprem aquilo que o Senhor, de maneira antecipada, já determinou em nosso favor, porém precisamos tomar o cuidado de fazermos as escolhas certas, de estarmos andando dentro da Sua vontade, para que não venhamos a ficar lamentando um final não planejado por Ele...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.


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