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quinta-feira, 21 de maio de 2015

PAI NÃO SOU DIGNO DE SER CHAMADO DE TEU FILHO...


                          PAI NÃO SOU DIGNO DE SER CHAMADO DE TEU FILHO...
Quando falamos de ovelha perdida da Casa de Israel ou filho pródigo, de imediato, conforme aprendemos e é domínio, temos a personificação de alguém afastado dos caminhos de Deus Pai e Jesus Cristo, ou seja, alguém que já conheceu a Palavra e se desgarrou da igreja terrena, física, local, enfim.
Tenho constantemente lembrado em tudo que escrevo neste site no tocante às Sombras das Coisas Futuras, das maravilhas da interpretação revelada do Velho Testamento, segundo o que o Espírito Santo concede.
Mostrando a diferença entre a interpretação da letra da lei do Velho Testamento e a interpretação revelada contida na mesma lei, porque, se vivermos pela interpretação da letra, sem a revelação, estará debaixo do jugo de maldição e sem misericórdia, conforme os judeus cumpriam e ainda cumprem, somando hoje as igrejas denominadas evangélicas que vivem pela lei e estão sem a graça de Deus em Jesus Cristo, mesmo pregando Jesus.
Em Cristo, pelo Espírito da Graça, temos a interpretação revelada que mostra o que está encoberto, oculto em mistérios dentro da lei, em tudo o que se lê no Velho Testamento.
Por isso, tudo o que está escrito na lei do Velho Testamento se cumprirá, não pela interpretação da letra no limite natural, mas, pela interpretação revelada, até que tudo se cumpra.
Dito isso, passarei ao tema que veio ao meu entendimento pelo Espírito Santo.
No Evangelho de Lucas, capítulo 15 todo, temos a exposição das parábolas da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho pródigo.
Parábola significa comparação, um paralelo. Uma narração que traz verdades espirituais ou morais.
O Senhor Jesus diz em Lucas 19:10: 
" Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. "
1 Pedro 2:25, diz: 
" Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas, agora, tendes voltado ao Pastor e Bispo da vossa alma. "
João 10:27, diz: 
" As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem. "
As ovelhas perdidas da Casa de Israel CONHECEM A VOZ DO SEU PASTOR E DE SEU DEUS. 
Pergunto: Como pode alguém RECONHECER A VOZ DAQUELE QUE É O SEU PASTOR E DEUS? 
Para isso necessário um CONHECIMENTO PRÉVIO, ANTERIOR.
Ilustrando: 
Você fica dez anos longe do convívio da família, tendo pais e irmãos.
Um dia, andando pelas ruas você ouve a voz de alguém atrás de você dizendo: "Como está você?"
Imediatamente você RECONHECE que a voz é de seu pai. Vira de frente para essa pessoa e, ali está seu pai.
A voz lhe era viva dentro de você, há alguma coisa dentro de você que testifica que a voz é de seu pai, estava ali, aguardando uma nova fagulha para reavivar algo que estava quieto e "aparentemente morto", mas, a voz desse pai tem poder de abrir os olhos, de ressuscitar o que estava morto. Aleluias!
A fé é um DOM DE DEUS. Não é de si mesmo, mas tem origem em Deus. 
Ninguém crê, verdadeiramente, senão através da fé, que é um DOM DADO POR DEUS.
Guarde isso: 
- Só existe uma única e verdadeira Casa do nosso Deus e Pai, a celestial, a Casa de Israel. 
- Só existe uma única e verdadeira Jerusalém, a celestial, a Casa de Israel. 
- Só existe uma única e verdadeira Sião, a celestial, a Casa de Israel.
Voltando ao início no Livro de Gênesis, Deus criou o homem e não o santificou, mas abençoou-o. 
O homem não era chamado de filho, pois, para ser filho precisava ser santo, santificado. 
Desde a criação, já havia uma separação (conforme estudo) entre Deus e o homem, pois, um filho de Deus, habita e vive em estado de glória e em incorrupção e, não, em lugar corruptível, conforme é o natural terreno.
Antes do pecado o homem já estava em estado de corrupção, corpo corruptível.
O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 15: 47, 48 e 49, diz: 
" O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. 
Qual o terreno, tais são também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. 
E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. "
Onde a diferença entre o primeiro e o segundo homem? Seu local de origem.
Mais 
João 8:23, diz: 
" E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. "
Se, mesmo sem pecado, o homem não era filho de Deus, como compreender que, em Cristo, o homem pecador, perdoado e reconciliado, pode ser chamado filho de Deus?
O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO (2 Coríntios 5:18), traz ao entendimento que, em Cristo, o homem volta à original situação com Deus Pai e o reino celestial, ou seja, VOLTA A SER FILHO SANTIFICADO E VOLTA AO LAR ORIGINAL. Aleluias!!!
Glórias ao Deus de toda a sabedoria e terrível em feitos, aleluias!
As ovelhas perdidas da Casa de Israel estão neste mundo, local de perdição, morte e DECISÃO ETERNA.
Jesus diz que VEIO BUSCAR O QUE SE PERDEU, ou seja, LEVAR DE VOLTA PARA O LOCAL DE ONDE SAIU.
Quando algo se perde, HÁ UM LOCAL DE ORIGEM.
Deus Pai e Jesus Cristo têm apenas uma morada e lugar de habitação eterna, nunca mudou.
No Evangelho de João 18:36, Jesus diz: 
" Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui. "
No texto destaque dessa exposição, Evangelho de Lucas, capítulo 15, atento para os versículos 7, 10, 18, 19 e 21. 
O arrependimento de um pecador provoca festa nos céus. 
O versículo 7 diz que a alegria pelo pecador arrependido é maior do que os demais justos que não necessitam de arrependimento.
Quem são esses "demais", "outros", justos que não necessitam de arrependimento? E, quais são os "outros justos" que precisam de arrependimento?
A Palavra diz que todos os que estão neste mundo vivem debaixo de condenação, que não há um único justo ou justificado e, somente através do Cordeiro de Deus se alcança a justificação e salvação, podendo, só assim, ser chamado filho de Deus.
Onde estão esses justos que não necessitam de arrependimento ou de reconciliação? No Reino de Deus.
No versículo 18 e 19, o filho que se afastou da Casa do Pai, diz que irá ter com o pai e dizer: " ... Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado de filho; faze-me como um dos seus jornaleiros. "
O filho diz que pecou contra o céu. Se pecou contra o céu é porque tem relação com esse lugar, ou seja, seu ato de afastar da casa do pai ofende e desonra aos que habitam na glória.
Ainda, diz que não é digno de ser chamado de filho.
Uma pausa ... 
Quando o alimento não é Palavra de Deus e, sim, as coisas dessa vida, esse alimento são as bolotas que os porcos comem, conforme o versículo 16. 
Este mundo corruptível nada oferece de alimento que traz verdadeira vida e verdadeira honra.
Adendo 1: Fazendo o caminho de volta.
Há perguntas que surgem e, até ensinos bíblicos que consideram o tempo de passagem nessa terra muito curto para que uma decisão seja tomada, comparando com a eternidade, dando impressão de que Deus estaria sendo injusto e, por isso, a perdição eterna deixa de ser verdadeira.
Esses ensinos, por isso, induzem ou afirmam que não haverá eternidade para os que não aceitaram a salvação em Jesus Cristo.
Em certas igrejas chamadas evangélicas, como bem entendeu um irmão ao qual enviei a mensagem abaixo, as interpretações bíblicas são parecidas com espiritismo.
Transcrevo a breve mensagem que enviei para esse irmão sobre o contexto e, que traz referência ao filho pródigo. O título que veio para tal breve mensagem é: Fazendo o caminho de volta.
Eis a mensagem ao irmão: 
" ... Fazendo o caminho de volta. 
Paz, da parte de Deus Pai e de nosso Salvador Jesus Cristo, o Rei da Glória. 
É verdade, há muita dissimulação espírita em ministérios evangélicos. 
Quando acabei de ler seu email abaixo, veio assim ao meu entendimento: 
No reino dos céus, diante da glória de Deus e o Filho Amado, vivendo na dimensão da eternidade, esses anjos, decidiram deixar essa eternidade em rebelião e desobediência ao Senhor Deus. 
Com corpos gloriosos e sem corrupção, mas, com arbítrio, conhecedores daquilo que nossa limitada compreensão humana jamais alcançará, somente se Deus permitir conhecer como poucos conheceram antes do fim de tudo, mesmo assim, esses anjos, deixaram ao Deus vivo. Viviam na eternidade e abriram mão dela.
Qual o juízo para esses que tinham a plenitude da revelação e conhecimento?
Consegue entender o que estou querendo apresentar? 
E nós aqui?
Quando uma pessoa recebe a revelação da Verdade de Deus Pai e do Cordeiro, nosso Salvador, e, mergulhando na Palavra cada dia mais, o mundo morre, os nossos olhos olham para cima e aguardam a redenção desse corpo corrupto.
A revelação do Espírito Santo de Deus em nós começa fazer o caminho de volta, ou seja, o arbítrio dos anjos para rebelião dentro da eternidade, é progressivamente transformada em nossos corações em obediência e desejo de ir embora daqui.
Conforme a parábola do filho pródigo, deixou Casa do Pai e foi para uma terra distante comer bolotas de porcos. 
Neste mundo somos isso, por mais limpinhos que sejam nossos pratos e mais "sofisticada" que seja a comida natural, física, e a comida natural espiritual, a sabedoria humana, sabedoria deste mundo, científica.
Crente se alimenta pelo espírito, e só encontra vida quando a Palavra de Deus entra, entra cada vez mais e o Espírito Santo enche a morada de glória e a dimensão da revelação diz no entendimento do crente: Que mundo feio eu vivo, meu lugar não é aqui ... eu desejo a Casa do meu Pai, aguardando ansioso o dia da sua redenção desse corpo corruptível.
Então, dentro da eternidade Deus criou um "tempo contado" para uma decisão com "juízo eterno".
Aqui é o lugar da decisão eterna. Por isso esse mundo foi criado dentro da eternidade.
Mas, chegará o momento que isso terá fim e, a eternidade prosseguirá, pois jamais parou. 
Prosseguirá por causa da terrível e perfeita obra do nosso Deus que jamais cometeu injustiça.
Aqueles que viviam na eternidade (anjos) decidiram pela rebelião e morte (destituídos e condenados) eternamente sem Deus.
Aqueles que vivem por um tempo determinado (homens) neste mundo, decidirão ou não pela obediência, e vida (reconciliados e justificados) eternamente com Deus...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante



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