Subscribe:

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ESTUDO SOBRE NAMORO DE UM VERDADEIRO CRISTÃO...


                              ESTUDO SOBRE NAMORO DE UM VERDADEIRO CRISTÃO...
“Portanto, quer comais quer bebais, o façais outra qualquer coisa, fazer tudo para a glória de Deus.” - I Cor. 10:31
Introdução
Não estamos no tempo da bíblia, quando, desde cedo, o futuro parceiro era geralmente conhecido. A escolha dos pais era fundamental e a independência do casal era limitada.
Também não estamos no tempo do século passado no Brasil. Nesta época realizaram longos encontros familiares que eram primordiais antes que qualquer seriedade poderia ser contemplada entre o casal. O acompanhamento dos pais nas decisões do namoro era comum.
Estamos agora no terceiro milênio, e também estamos no Brasil. Hoje temos a televisão com a influência dos filmes e das novelas que promovem libertinagem e liberalidade. Temos a migração dos jovens para grandes centros, uma prática que veio a facilitar uma independência maior de ambos os sexos. Temos agora carros e vários meios de transporte público que promovem a mobilidade. Também estamos num país niilismo que não ajuda ninguém a definir parâmetros para relacionamento qualquer. A modernidade e o avanço tecnológico têm contribuído muito para liberalizar e confundir a sociedade ao ponto de não saber mais quais são os papéis fundamentais do namoro.
Mas, o Criador que criou os céus e a terra, junto com o homem e a mulher, também trouxe a mulher ao homem e instituiu o casamento (Gên. 1:26; 2:18-24). Se o Senhor Deus olha até às aves do céu, Ele tem interesse no relacionamento íntimo dos que Ele criou na Sua imagem. O namoro, e tudo que sai deste relacionamento, pode ter as bênçãos do Senhor. Este Criador sábio, compreensivo e compassivo estabeleceu limitações pelas quais o relacionamento e entre o homem a mulher pode desfrutar o alvo e ter as bênçãos pelo qual Ele o instituiu. Pelo fato de necessitar um período de desenvolvimento e amadurecimento nos participantes do casamento, existe o que chamamos “o namoro”.
O criador da nova natureza por Cristo fez que ela zelasse por princípios que produzem as boas obras que alegram o Senhor em tudo (Romanos 8:14, 15). Os participantes que estão se preparando para o casamento instituído pelo Criador querem se preparar saudavelmente para a glória de Deus. O que eles desejam é um namoro Cristão.
Deus não tem ficado ocioso ou negligente para cumprir o desejo da nova natureza que Ele mesmo criou por Cristo. Ele tem dado o manual que inclui os parâmetros de vida que O agrada. Esse manual é a bíblia. A bíblia, que é proveitosa para toda a boa obra, é o único meio pelo qual Deus instrua o seu povo (II Tim 3:16, 17; João 15:3, “Vós e já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”). As instruções que ela possa dar sobre o assunto de namoro cristão chamaremos: princípios bíblicos.
Através de um estudo bíblico podemos achar princípios bíblicos para dirigir o namoro Cristão. Pela Palavra de Deus podemos ter todas as ferramentas que dirigem nossas ações, sejam sozinhas ou na companhia de outro, seja por pouco tempo ou nos compromissos permanentes.
Os princípios bíblicos para namoro Cristão que queremos estudar são:
1. A Primazia - O Senhor em primeiro lugar
2. A Instrução dos Pais - A Honra aos Experientes
3. O Jugo Igual - Um Olhar ao Futuro
4. O Procurar - O Papel de Cada Um
5. A Amizade - O Primeiro Relacionamento
6. A Pureza - As Paixões do Coração
7. O Contato - A Natureza Explosiva do Físico
8. A Submissão - O Elemento Chave no Relacionamento
Com estes oito princípios bíblicos, o namoro Cristão pode ser dirigido para cumprir o desejo dAquele que instituiu o matrimônio e amor (I João 4:8). Se pelo menos estes oito princípios são implantados no relacionamento do namoro pelos cristãos, cada um saberá “possuir o seu vaso em santificação e honra” (I Tess 4:4).
Estabelecendo princípios bíblicos podemos dispensar uma lista comprida do que se pode ou não se pode fazer. As nossas ações devem ser dirigidas por verdades bíblicas e não por regras que o homem ou uma igreja possa delinear.
A Primazia - O Senhor em Primeiro Lugar
O relacionamento que queremos desenvolver, mesmo sendo diante e entre os homens, é primeiramente diante de Deus. Devemos enfatizar em primeiro lugar que tudo foi criado para a glória de Deus (Romanos 11:36; Apoc 4:11). O casamento, e os relacionamentos que precedem deste compromisso, foram criados por Deus, não pelos homens. Sendo criados por Deus, os relacionamentos que precedem o casamento, são para redundar para a Sua glória (Gên. 2:7, 18-25; I Cor. 10:31, “fazer tudo para a glória de Deus”). É o desejo de Deus que tudo aquilo que simboliza o Seu relacionamento com os salvos seja “em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (Col. 3:17, 23, “e tudo quanto fizerdes, fazer ou de todo o coração, como o ao Senhor, e não aos homens”). Deus tem o direito de ser honrado pela sua criação em todos os seus relacionamentos.
A Glória de Deus é o Alvo, O Namoro é a Semente, O Casamento é a Planta, O Lar é o Fruto.Se o homem foi feito por Deus e se a mulher foi feita para o homem (Gên. 2:18, “Far-lhe-ei uma ajudara idônea para ele”), e, se Deus instituiu o casamento, as emoções de um homem para uma mulher são criadas por Deus também. O desejo para ter um parceiro idôneo com qual alguém pode realizar o desejo de companheirismo, é de Deus também e pode desfrutar para a Sua glória. Deus não só criou a instituição de casamento como também desenvolveu no homem o desejo de desfrutar alegremente de tal instituição. Deus tem direito de ser honrado pelas emoções que ele criou no homem e na mulher.
O pecado no homem é o que desequilibra o nosso desempenho em agradar o Senhor em tudo. Em vez de glorificar o Senhor em tudo, o pecado em nós procura nos influenciar a vivermos contra os desejos de Deus (Romanos 8:7, “a inclinação da carne é a e inimizade contra Deus, pois não é sujeita a lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser”). O problema primordial não é o nosso ambiente, o nosso poder aquisitivo, a nossa personalidade, a nossa linhagem familiar ou a nossa ignorância. O problema principal nosso é no nosso coração (Mat. 15:19, “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”; Jer. 17:9; Romanos 8:8, “os que estão na carne não podem agradar a Deus”). O coração do homem natural não quer dar a Deus os seus direitos.
Pela graça de Deus, a salvação por Cristo é implantada no coração do homem pecador. Essa salvação evidencia-se pelo arrependimento dos pecados e a fé em Cristo Jesus como o único e suficiente Salvador. Por Cristo, a nova natureza é conhecida (I Cor. 5:17, “eis que tudo se fez novo”). Por Cristo, os desejos de agradar a Deus em qualquer tipo de relacionamento podem ser realizados (Fil. 4:13, “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”). Pela nova natureza os direitos de Deus são desejados pelo homem novo.
A luta cristã é árdua e constante podendo ser vencida somente por uma morte constante à carne e pela obediência crescente da Palavra de Deus (Col. 3:1-14; II Pedro 3:18, “crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”). O que vamos ser casados, somos no namoro.
O namoro Cristão é possível, mas, somente pelos cristãos. Somente os cristãos tenham a nova natureza que não pode pecar (I João 5:18, “todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus regenerado conserva se a si mesmo, e o maligno não lhe toca”). Somente os cristãos têm o homem interior que tem “prazer na lei de Deus” (Romanos 7:22). Mesmo que os princípios bíblicos para namoro Cristão pode ser benéficos para os que não são cristãos, os únicos que podem cumpri-los com prazer, são os cristãos.
O fato que o Senhor é o nosso Criador deve nos instruir que devemos a primazia a Ele em tudo. O namoro que procura por Deus em Seu devido lugar vigiará da conversa quando estão juntos. Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm, farão parte dos seus diálogos.“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”, (I Cor. 15:33). Para estimular um bom namoro com conversa sadia seria sábio, no seu tempo oportuno, conversar sobre a vida passada de cada participante para criar um conhecimento maior de um com o outro. Sabendo que a vida casada é uma vida dividida com outro, convém que seja conversada a família e as experiências que Deus usou para formar a personalidade de cada um. As esperanças de cada um poderia formar o assunto de conversa também. Sabendo que o casamento é a união de dois, convém saber se os dois têm sonhos e esperanças que podem ser compartilhadas. As opiniões políticas, crenças doutrinárias, métodos de criar filhos, o papel no lar de cada participante - essas são algumas sugestões de assuntos a serem conversados durante o namoro para os que querem colocar o Senhor em primeiro lugar.
O namoro que procura por Deus em Seu devido lugar vigiará os lugares frequentados durante o namoro. É sabedoria resistir os ambientes que não são propícios para criar um relacionamento que glorifica o Senhor. O corpo do Cristão “é o templo do Espírito Santo” (I Cor. 6:19). Lugares onde a carne é exaltada não são lugares propícios para um relacionamento ser nutrido que quer glorificar o Senhor. Lugares com ambientes favoráveis para uma conversa saudável são bons para aquele relacionamento ser amadurecido que quer glorificar o Senhor em primeiro lugar. Pode ser dito: tanto mais público o lugar menos oportunidade há para a carne tentar o Senhor. Lugares benéficos para conversa sadia seria o próprio lar, parques, restaurantes, a igreja ou a casa de amigos maduros. Não devemos ser ignorantes ou ingênuos dos ardis de Satanás para que não sejamos vencidos por ele (II Cor. 2:10, 11; I Pedro 5:8, 9).
O namoro que procura dar a primazia escolherá bem os amigos que o acompanharam. Os melhores amigos para um relacionamento salutar ser desenvolvido são os que operem com os mesmos princípios do namoro Cristão. A figueira não pode produzir azeitonas, nem a videira figos e nem uma fonte dar água salgada e doce (Tiago 3:12; Mat. 5:18, “Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons”). Os maus amigos não nos ajudam viver para a glória de Deus, mas, os que querem servir o Senhor são muito úteis em desenvolver um relacionamento salutar (Amós 3:3, “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”). Não seria desrespeitoso a admitir aos alguns amigos nossos que não convém para nós termos muita amizade com eles, pois queremos dar ao Senhor a primazia.
O namoro que procura por Deus em Seu devido lugar vigiará dos pensamentos particulares. O que é concebido em nosso coração e alimentado em nossa mente logo dará à luz à ação (Tiago 1:13-16). Se pudermos guardar o nosso coração, a nossa vida será preservada. O coração é fonte de todos os procedimentos da vida (Prov. 4:23). Do namoro Cristão que coloca o Senhor em primeiro lugar em tudo, nascerá um casamento Cristão que, por sua vez, criará um lar Cristão.
Entendendo que o Senhor criou no Cristão uma nova natureza por Cristo estes devem a Ele a superioridade em tudo. O namoro que prioriza o Senhor dará importância à Sua obra. A leitura bíblica fará parte deste namoro. A oração particular e conjunta será participação constante do casal que quer usar o namoro para a glória do Senhor. A frequência fiel nos cultos da igreja será uma atividade séria dos que querem um namoro Cristão. A participação na obra do Senhor pelas visitas evangélicas, as ofertas, as orações, os cultos especiais e uma santidade particular será o anseio dos que querem ter um saudável namoro Cristão. Enfim, tudo que pode ser útil em conformar-nos a imagem de Cristo é válido.
A Instrução dos Pais - A Honra aos Experientes
Talvez muitos tenhamos a ideia que o namoro é assunto de somente dois. A sociedade pode dar o entender que a independência completa é o alvo da vida de dois. Pode aparecer sábio que um relacionamento limitado aos conselhos, aos desejos, as experiências e as sugestões de somente dois é desejável. Porém, a bíblia não nos dá margem a aceitarmos essas ideias imaturas e nocivas ao namoro Cristão.
O princípio que a bíblia nos ensina é: “O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão” (Prov. 13:1). O conselho da lei é: “O que ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será morto. E quem amaldiçoará a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto” (Êx. 21:15, 17). O princípio eterno de Deus escrito na lei de Deus para o seu povo é que o filho honre a teu pai e a tua mãe (Êx. 20:12; Deut 5:16).
A obediência a esse princípio divino entregue ao seu povo no Velho testamento e repetido aos cristãos no Novo testamento (Efés. 6:1-3; Col. 3:20, “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor.”) é acompanhada com gloriosas bênçãos (“para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te dá o SENHOR teu Deus”, Deut 5:16; “Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”, Efés. 6:3; Prov. 3:1, 2). Um filho que ouve bem à instrução do pai e está atento para conhecer a prudência da doutrina que ele lhe ensina, é o filho que tem na sua cabeça um diadema de graça e ao redor da sua vida uma coroa de glória (Prov. 4:1-9). O filho que não se esqueça da lei do seu pai é o filho que acha graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem (Prov. 3:1-4). Pelas bênçãos gloriosas que acompanham o namoro que dá ouvidos aos pais, somos instruídos que o namoro Cristão não é melhor apenas ‘a dois’, mas tanto mais conselho dos pais melhor.
A desobediência a esse princípio divino entregue ao povo de Deus no Velho testamento e repetido os cristãos no Novo testamento é acompanhada com sérias maldições. Pela Lei de Moisés, o filho contumaz (que tem grande teimosia - Dicionário Aurélio Eletrônico) e rebelde, depois de ser castigado pelos pais mas ainda não quer obedecer a voz de seu pai e a voz de sua mãe, deve ser levado aos anciãos da cidade e apedrejado por todos os homens da cidade (Deut 21:18-21). O filho que desprezar a seu pai ou a sua mãe é maldito (Deut 27:16). Pela citação dos exemplos da Lei de Moisés deve ser entendido que não estamos procurando uma volta à observação da lei de Moisés em nossas vidas hoje. Simplesmente queremos entender os princípios e desejos eternos dAquele que não muda. A cerimônia da lei não é procurada, mas, os princípios de Deus que foram estipulados na lei. Estes podem ser de grande valia ao Seu povo ainda nos dias de hoje. A sabedoria de Agur estipula o fim inglorioso do filho que zomba do pai ou despreza a obediência à mãe (Prov. 30:17). Um sinal dos últimos dias que são trabalhosos, ou dias difíceis, é que os homens serão soberbos, blasfemos e desobedientes a pais e mães (II Tim 3:1-5). Pelas sérias maldições que acompanham o namoro Cristão que não atende aos conselhos dos pais somos instruídos que o namoro Cristão não melhora ‘a dois’ pois, menor quantidade de conselho dos pais, pior.
Entendendo o fim inglorioso daquele que despreza a instrução do pai, e, reconhecendo as bênçãos gloriosas que acompanham os que a honram seus pais podemos concluir que honrar os pais é muito proveitoso. Talvez existam os que querem dizer que a honra devido dos filhos aos pais é somente enquanto os filhos são pequenos e não durante o tempo do namoro. Mesmo que essas instruções divinas sejam mais vezes aplicadas às criancinhas no lar, podem ser também aplicadas a honra dos filhos crescidos aos pais.
A honra dos filhos aos pais é relacionada à obediência deles. O amor e a obediência estão inter-relacionados com a honra devida (Mal 1:6-11). Jesus ensinou aos seus discípulos: “Se me amais, guardai os meus mandamentos”, (João 14:15). Se o filho realmente ama seus pais ao ponto de honrá-los, ele vai levar o conselho dos pais ao ponto de não só considerá-lo, mas, atendê-lo.Entendendo que o amor dos filhos aos pais deve durar enquanto os pais vivem, concluímos que os palpites, sugestões, conselhos e instruções que os pais dão são sabedoria e entendimento para o filho.
Enquanto o filho está no lar há uma obrigação para o filho obedecer aos pais, até nas questões de namoro. Quando o filho não está mais no lar não há mais obrigação do pai sobre o filho em corrigi-lo, mas há uma obrigação honrosa na parte do filho atender à instrução do pai. A responsabilidade da decisão está na mão do filho que está fora do lar, porém, a honra de atender à instrução dos pais pelos filhos fora do lar continua até depois da morte dos pais (Prov. 22:28, “Não removas os antigos limites que teus pais fizeram”).
Alguém pode perguntar: por que são úteis os conselhos dos pais? Podemos responder essa pergunta em várias maneiras.
Primeiramente, a lógica revela o proveito de dar ouvidos aos conselhos dos pais. Os pais têm um cuidado objetivo e muito mais intenso pelo filho do que o próprio filho pode ter por si mesmo. Esse cuidado está sentido na declaração da mãe de Lemuel, no assunto do relacionamento romântico que o filho procurava, quando ela declara: “Como, filho meu? e como, filho do meu ventre? e como, filho dos meus votos?”, (Prov. 31:2). Os pais são muito mais experimentados na vida do que os próprios filhos e por isso é o útil para os filhos dar ouvidos aos conselhos dos seus pais. Eles percebem a influência positiva ou negativa que um relacionamento pode impor no seu filho. Eles têm observado o filho antes que o próprio filho tinha consciência de si e conhecem-no melhor. Jamais os pais buscariam algo nocivo para o seu lar ou para os lares dos seus filhos. É lógico que é útil os filhos atenderem os conselhos dos pais, até nos assuntos de relacionamentos amorosos, porque Deus estipulou que é sabedoria para os filhos atenderem os conselhos dos pais (Prov. 13:1).
Em segundo lugar, o proveito em dar ouvidos aos conselhos dos pais é revelado biblicamente. Pureza sexual é um proveito que granjeará o filho que aceita as palavras dos seus pais (Prov. 2:1, 12, 16; 5:11). Paz, vida longa e dias abençoados são as bênçãos bíblicas que o filho terá quando não esqueça das palavras da lei dos seus pais (Prov. 3:1,2; 7:1-5). O filho que guarda o mandamento do teu pai e não deixa a lei da tua mãe terá um guia quando caminha, um guarda quando deita, e um companheiro constante quando acorda (Prov. 6:20-24). Esses conselhos bíblicos foram dados pela inspiração divina para o Cristão em geral mas são relatados a nós como conselhos de um pai para os seus filhos. Seria estupidez tremenda para um filho pensar, por já estar na idade de namoro, que ele é isento de uma responsabilidade séria de ouvir os conselhos dos seus pais. Seria ignorância aberta para qualquer filho de qualquer idade pensar que não há mais proveito em atender à instrução dos pais.
A bíblia nos dá uns exemplos positivos que mostram filhos atendendo aos conselhos dos seus pais no assunto de namoro. Um exemplo para um filho ouvir a instrução dos seus pais é Jacó. A Rebeca moveu a Isaque, seu marido, a enviar Jacó, seu filho, à família dos seus parentes com instruções sérias sobre o namoro (Gên. 27:41-28:4). Pelo que a bíblia indica, Jacó atendeu aos conselhos dos seus pais e tomou a Rachel, filha de Labão, irmão da Rebeca, como esposa (Gên. 29:10-18). A sua situação foi abençoada. Um exemplo para uma filha ouvir a instrução de quem tinha autoridade sobre ela é Rute. Mesmo sendo adulta e uma viúva, Rute submeteu-se à autoridade do lar da sua sogra Noemi (Rute 1:17,18). Mesmo sendo experimentada na vida, a Rute procurou a permissão de Noemi antes de sair de casa (Rute 2:2). As notícias do seu dia foram relatadas fielmente a sua sogra (Rute 2:19). Os conselhos de Noemi para achar um namorado bom para Rute foram seguidos cuidadosamente em amor (Rute 3:3-5). Pelo que a bíblia indica, Rute foi grandiosamente abençoada. Se quisermos o fim abençoado que esses tinham, podemos seguir os exemplos, conselhos, sugestões e instruções que os nossos pais nos dão sobre toda parte da nossa vida, inclusive o namoro.
A bíblia nos dá um exemplo negativo que mostra o fim de um filho que não atendeu aos conselhos dos seus pais no assunto de namoro. Este exemplo é Sansão. O Sansão quis seguir o conselho do seu próprio coração que era movido pela sua paixão carnal. Apesar dos conselhos dos pais, ele insistiu no seu próprio desejo (Juízes 14:1-3). É verdade que a rebeldia de Sansão foi usada para a glória de Deus, mas, o próprio Sansão não foi abençoado. Examinando a vida de Sansão entendemos que fisicamente ele foi muito forte, mas moralmente foi fraquíssimo. Seria melhor para ele se tivesse atendido cuidadosamente os conselhos dos seus pais. Se não queremos o fim inglorioso de Sansão devemos atender aos conselhos daqueles que nos amam mais do que qualquer outra pessoa no mundo.
Os namorados que atendem à instrução dos seus pais relativo ao namoro Cristão precisarão de deixar de lado a ideia da independência completa. Pensando melhor, se a independência completa é a liberdade de fazer o que bem quer, a bíblia não ensina tal independência para ninguém a não ser Deus. Devemos todos ser sujeitos uns aos outros de uma forma ou outra (I Pedro 5:5). A liberdade verdadeira não é aquela sensação de não ter nenhum limite. A liberdade verdadeira é o poder de tomar voluntariosamente o jugo de Deus ou melhor, por vontade própria, se submeter à Sua vontade.
O Jugo Igual - Um Olhar ao Futuro
A lei da ceifa é muito importante lembrar até no namoro. A lei da ceifa diz que ceifaremos o que plantamos, “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gal. 6:7,8; Romanos 2:6-10). A lei da ceifa diz que ceifamos depois que plantamos, “o que semeia na sua carne, da carne ceifará” (Gal. 6:8; Romanos 2:6-10). A lei da ceifa diz que ceifaremos muito mais abundante além do que plantamos, “o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção” (Gal. 6:8); “E outra caiu em boa terra, e deu fruto: com a sem, o outra sessenta e outra a trinta” (Mat. 13:8; Prov. 1:31). Sem dúvida alguma, existem sérias consequências futuras das decisões e ações feitas hoje.
É sabedoria olhar antes ao que é necessário para completar os nossos alvos. Não queremos que ninguém olha ao nosso casamento e família e, com desdém, dizer: “este homem começou e não pude acabar. Este pôs os alicerces mas não pude terminar.” (Luc. 14:29,30). Espero que todos que estudem o que a Bíblia ensina sobre namoro nunca chegarão a não terminar com êxito o que começou para a glória de Deus.
Para não ceifar frutos amargosos, e, para não fazer o papel de um tolo, convém que olhamos ao futuro dos nossos relacionamentos atuais. O nosso olhar deveria incluir a pessoa com quem pretendemos nos casar. Devemos olhar bem além da paixão do momento e considerar as consequências futuras das nossas decisões e ações de hoje. Se olharmos bem, e, se consideramos seriamente, podemos comer do trabalho das nossas mãos com uma mulher abençoada ao nosso lado, com filhos tementes a Deus à roda da nossa mesa e a expectativa abençoada de ver os filhos dos nossos filhos (Sal. 118:1-6).
Devemos considerar qual é a vontade de Deus para as nossas associações, quer sejam sociais, religiosas, familiares políticas ou amorosos. Devemos lembrar que o Senhor Deus deseja ser glorificado em todas as coisas (Romanos 11:36; I Cor. 1:31). Então, devemos considerar Seus princípios para estas interações sociais que têm pretensões românticos.
O namoro Cristão que respeita o princípio de velar para um jugo igual, preocupará na fé da pessoa com quem quer namorar. Mesmo que a fé é algo pessoal e individual, o namoro Cristão quer o amadurecimento da sua fé pelo relacionamento que leva para o casamento.
• Nunca deve ser contemplado por um Cristão a namorar alguém que não é Cristão fiel. O desejo e mandamento de Deus para a separação é claro. Por isso Ele pergunta, através do seu profeta Amós, ao seu povo de Israel: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3:3). Por isso Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, pergunta aos irmãos em Corinto: “que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?” (II Cor. 6:14-16). Por isso Paulo, em amor pela verdade, instruiu a igreja em Roma: “noteis os que promovem dissensões de escândalos contra a doutrina que arrependestes; desviai-vos deles” (Romanos 16:17). Para o Cristão fiel ser ao seu Senhor, ele vai odiar as trevas em vez de namora-las.
• Um bom testemunho de Cristo pede separação do mundo. Por isso Isaías escreve: “Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela, purificai-vos, os que levais os vasos do SENHOR” (Isaías 52:11). Paulo escreva a mesma coisa a igreja em Éfeso: “E não sejais seus companheiros” “E não comuniques com as obras infrutuosos das trevas, mas antes condenai-as” (Efés. 5:9,11).
Naturalmente não queremos chamar algo que desejamos e admiramos de ímpio. Dizem que o amor é cego mas a verdade é: o nosso coração é enganoso, mais do que todas as coisas. É mais do que isso. O coração nosso também é perverso. É ainda pior. Não conseguimos nem conhecer o limite da perversidade do nosso próprio coração (Jer. 17:9; Mat. 15:19). Por isso a Bíblia nos diz que o homem que confia no seu próprio coração é insensato (Prov. 28:26). O homem sábio é aquele que teme ao Senhor e anda na sabedoria da Palavra de Deus. Mesmo que o nosso coração quer aceitar o mal pelo bem, a Palavra de Deus nos diz: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (I Cor. 15:33). Com a bíblia na nossa mão e o seus princípios escritos em nosso coração não podemos andar ignorantes ao respeito qual é a vontade de Deus neste assunto.
A lógica porque um jugo igual, ou melhor, uma fé igual é tão importante no namoro Cristão.Se considerarmos algumas coisas básicas creio que não vai ser difícil entender porque Deus quer que o teu povo se relaciona no namoro com uma só fé.
• Não devemos entrar em um laço desigual pois isso nos impedirá de amar o Senhor como Ele quer que nós o amemos. Deus não se alegra com um coração dividido. Ele pede que O amemos de todo nosso coração, e de toda a nossa alma, e de todo o nosso entendimento, e de todas as nossas forças (Mar 12:30). Deus sabe que se nós tivéssemos amizades do mundo, chegaremos a odiar Ele quem deve receber todo o nosso amor (Mat. 6:24, “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.”). Talvez achamo-nos vacinados à essa realidade, mas o tempo mostrará que os princípios de Deus são tão imutáveis quanto Ele (Mal 3:6; Tiago 1:17).
• Não devemos entrar em um laço desigual pois isso impedirá a nós termos a paz verdadeira. A paz verdadeira é fruto do Espírito Santo (Gal. 5:22) e não fruto de intenções sinceras, manipulações emocionais e nem de filosofias bem articuladas. O que é da carne se corromperá (Mat. 7:18; Gal. 6:7). A paz verdadeira vem por exercícios espirituais (Fil. 6:6-9). Um jogo desigual impediria a prática desses exercícios espirituais e, portanto, impedirá a realização da paz verdadeira.
• Não devemos entrar em um laço desigual pois isso impedirá o casal de ser completamente um. Num casamento tudo o que uma pessoa é, influenciará o seu relacionamento com o outro. A conversação, a comunhão, as atividades, a vestimenta, os costumes, a alimentação desejada, as férias, a adoração ... Tudo isso é influenciado pelo que somos (Gên. 2:24). A união desigual fará que a conversação terá rumos não iguais, costumes irregulares, objetivos inconstantes, etc. A união que um casal tem é refletida pelas palavras do apóstolo Paulo à igreja em Corinto: sociedade, união, concórdia, parte, consenso (II Cor. 6:14-16). Aquela união desigual será impedida de ter concórdia, consenso, união e parte nos assuntos de maior importe, ou seja, aquilo que é eterno. Uma união de um jugo desigual pode ser comparado a prostituição espiritual pois aquilo que pertence a Deus está sendo usado numa união não espiritual (I Cor. 6:15-20). Um segredo para ter paz e harmonia no lar é fazer tudo juntos. Porém, se não existe união no assunto da fé, como pode atingir a harmonia desejada nos assuntos que transcendem o presente?
• Não devemos entrar em um laço desigual pois isso nos impedirá de obedecer a bíblia. A bíblia pede que os pais instruem os filhos na doutrina e admoestação do Senhor (Efés. 6:4; Deut 6:5-9). Uma união desigual fará que os nossos alvos de treinar os filhos no que diz a bíblia sejam bloqueados e desanimados. Deus, em misericórdia, pode trazer bem do mal, mas não devemos tentar a Deus em desobedece-lo e pedir as Suas bênçãos sobre a nossa desobediência.
• Não devemos entrar em um laço desigual pois isso afetará as futuras gerações nossas. No casamento o casal ajunta-se com as famílias dos seus cônjuges para o resto das suas vidas. As tradições não cristãs da família do não convertido serão assimiladas na família do Cristão. Essas tradições afetam todas as áreas da vida do casal (férias, aniversários, programas de televisão, revistas de leitura, maneiras de disciplinar os filhos, o uso do dinheiro no lar, a importância de adoração correta, etc.) Para entender o efeito que uma esposa ou esposo não Cristão possa ter no casal dar uma lida na passagem que explica o porquê Salomão foi levado à idolatria (I Reis 11:1-7).
Os exemplos bíblicos para ter um jugo igual na fé é tocado, não só pelos referências já vistas acima que incluíram a separação cristã, mas também pelos conselhos dados as viúvas que quiseram se casar novamente. Se falecer o marido de uma mulher cristã ela fica livre para casar com quem quiser, “contanto que seja no Senhor” (I Cor. 7:39). A lei, que revela os princípios eternos de Deus, instrui o povo de Israel de não dar as suas filhas aos filhos dos que não eram judeus e nem deveriam tomar as filhos dos outros para casarem com os teus filhos. A razão de não ter esses filhos o filhas de quem não eram cristãos era declaradamente: “pois fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deusas; e a ira do SENHOR se acenderia contra a vós, e depressa vos consumiria” (Deut 7:1-4). Não somos judeus e, sendo cristãos, não somos mais debaixo a Lei de Moisés, porém, se queremos nos separar a Deus e servi-lO como um povo peculiar e especial dEle, vigiaremos com cuidado e temor tudo o que pode agradar a Ele melhor. Que este temor nos levará a não ter um jugo desigual na fé.
O namoro Cristão respeitando o princípio de velar para um jugo igual poderia preocupar pelaraça da pessoa com quem quer namorar. Por causa de casamento ser um desafio no melhor dos casos, tudo o que fará o casamento melhor e mais fácil convém a pensar. A bíblia conta exemplos de raças mistas no casamento que eram abençoados e também amaldiçoados. Portanto não podemos estabelecer uma lei nessa área de pensamentos como podemos enfatizar na área da fé. Mas quando falamos de um jugo desigual pode entrar na questão da raça também.
Abraão fez questão que a esposa do Isaque fosse da sua terra e da sua parentela (Gên. 24:1-4). Em tempo, Isaque chamou seu filho Jacó e mandou que ele voltasse a terra do pai da tua mãe e tomar de lá uma mulher das filhas dos seus parentes (Gên. 28:1-2). As primeiras esposas de Esaú eram filhas de heteus (Gên. 26:34). Por serem de raça e fé diferentes, isso foi uma amargura de espírito aos seus pais (Gên. 26:35). Depois Esaú pegou filhas do seus avós para consertar o mal feito (Gên. 28:8,9). De certa a razão de ter um casamento da mesma parentela e do mesmo povo era porque estes eram da mesma fé.
Mas a bíblia não mostra somente casamentos abençoados entre a mesma raça. José, do Velho Testamento, foi dado uma filha do sacerdote em Egito . É evidente que este foi um casamento político, mas foi um casamento de raça desigual da mesma forma (Gên. 41:45). A Rute e Boaz eram da mesma fé mas não da mesma raça (Rute 1:4; 4:9,10). Timóteo tinha uma mãe judia e um pai grego (Atos 16:1) e isso não impedia que ele fosse usado no serviço do Senhor.
Entendemos que não existe um mandamento geral na bíblia para nós nos casar com a nossa própria raça. Mas é sabedoria considerar a cultura e outros aspectos da raça de quem casamos para ver se haja possibilidades viáveis a ajuntar os dois em uma vida idônea ao Senhor.
Podemos concluir enfaticamente que uma fé igual no namoro Cristão é mandada e exemplificada. Podemos resumir dizendo que as consequências de longo tempo precisam ser consideradas antes de fazer uma decisão ou ação no tempo presente. A mesma fé e a mesma raça poderiam significar os mesmos alvos, objetivos, os costumes, e, assim, resultará em paz no relacionamento prolongado.
O Procurar - O Papel de Cada Um
No namoro o homem e a mulher estão embarcando num relacionamento que antes não conheciam. Pode ser que os dois precisam uma instrução em saber qual é o papel de cada um no namoro Cristão. A pretendente pode iniciar o relacionamento? O namorado precisa abrir as portas do carro pela namorada? As posições do namorado e da namorada são iguais?
A oração dos cristãos judeus para os seus filhos era: “Para que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas à moda de palácio;” (Sal. 144:12). Este pedido representa que os moços sejam diferente do que as moças e que cada com tem uma posição determinada para serem abençoados. As “plantas crescidas” mostram força, robustez, utilidade e beleza. As “pedras de esquina lavradas” representam as características de beleza e o utilidade que é resultado de uma preparação prévia. As posições no namoro são iguais em que existe uma séria responsabilidade para os dois praticarem respeito um para com outro em particular e diante da sociedade em geral.
Mesmo que os dois têm a mesma responsabilidade de viver vidas santas para com o Senhor e vidas úteis para com a sociedade, os dois têm posições diferentes que prepara-os para posições importantes no futuro. Falo da posição no lar de esposo e de esposa. Os princípios das responsabilidades de cada um no namoro são iguais às posições que o casal terá no lar.
O papel do homem no lar é para ser o cabeça do relacionamento. É estipulado claramente que “o homem é a cabeça da mulher” (I Cor. 11:3; Efés. 5:23). Pelo homem ser o cabeça da mulher, sobre os seus ombros cai a necessidade de ele ser o primeiro responsável, o líder e o exemplo para o namoro. O namoro já é um relacionamento sério em qual o namorado deve exercitar a posição que terá permanentemente no lar. No lar ele será o provedor principal, o protetor e aquele que inicia os projetos do lar. O namoro, em toda a pureza, é uma boa oportunidade para o homem mostrar-se capaz nessas posições.
I Tim 4:12, “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no Espírito, na fé, na pureza.”
O papel da mulher no lar é ser uma ajudadora idônea ao marido (Gên. 2:18). A mulher tem o papel importante de ajudar o homem realizar-se para a glória de Deus. Essa ajuda pode ser dada em várias maneiras quais como: companheirismo, conselhos e sugestões, amparo etc. A posição de ser uma ajudadora implica uma posição secundária ao cabeça no lar. A sua posição se resume na palavra “submissão”. Essa é uma posição de honra. A mulher é identificada na posição que a igreja tem para com Cristo (Efés. 5:22,23). Quando a mulher no lar é submissa, o relacionamento, que o Senhor designou para o lar, é atingido. Quando não existe a submissão existe uma competição não saudável e uma frustração de planos e de sonhos. Essa submissão no namoro somente deve ser ao ponto que o respeito e a submissão aos pais não sejam comprometidos. Nessa posição de ajudadora do homem a namorada expressa-se nas ações de uma virtuosa e prudente serva.
I Pedro 3:3-6, “O enfeite delas não seja o exterior ... Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; como Sara obedecia Abraão, chamando-lhe Senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.”
Um exemplo bíblico das posições existentes no namoro se vê no namoro de Jacó e Raquel (Gên. 29:1-30). Quando Jacó quis entrar no relacionamento de namoro com Raquel ele preencheu as mesmas posições no namoro que ele tinha depois no lar. Jacó exercitou liderança no relacionamento (Gên. 29:10, “revolveu a pedra de sobre a boca do poço e deu de beber as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe”, v. 11, “E Jacó beijou a Raquel”). Foi o Jacó que fez o trabalho manual necessário para poder ter a sua namorada como esposa, exercitando também as qualidades de paciência e a temperança no relacionamento, pois, esperou 14 anos para poder ter a sua amada (Gên. 29:18,30). O Rachel na sua parte no relacionamento esperou com paciência enquanto seu namorado fez o necessário para ganhar ela. Deste relacionamento entendemos o papel de cada um no relacionamento do namoro Cristão.
Outro exemplo bíblico que temos das posições existentes no namoro está no exemplo de Boaz e a Rute. O Boaz tomou a iniciativa para com a Rute (Rute 2:1-16), decidiu sobre o andamento do relacionamento (Rute 3:9-13) de foi diante dos autoridades para cuidar dos detalhes do casamento (Rute 4:1-12). A Rute seguiu os conselhos da sua sogra Noemi (Rute 3:1-7) e esperou pacientemente para o seu namorado cumprir a sua parte no relacionamento. Mesmo que os costumes do povo judeu na época da Rute são diferente do povo brasileiro temos princípios saudáveis para o papel de cada um no relacionamento de namoro Cristão de hoje.
Outro exemplo bíblico que temos das posições existentes no namoro está no exemplo de José e a Maria. O José, como o primeiro responsável pelo relacionamento tomou a iniciativa de proteger o caráter da sua namorada. Isso, ele fez quando soube que Maria estava grávida, algo, neste caso excepcionalmente, for permitido para cumprir as Escrituras para com o nascimento de Cristo (Mat. 1:19). Entendemos que José sustentou e protegeu a sua namorada, junto com a qualidade de submissão a Deus, no relacionamento de namoro, uma qualidade que ele continuou exercitando no próprio casamento (Mat. 1:25; 2:13,14).
Atividades que podem ser praticadas durante o período do namoro, para reforçar as posições que cada um tem, seria propício. Por exemplo, um período de leitura bíblica e oração é muito proveitoso. Quando o homem toma essa iniciativa, quando o casal estiver junto, tal atividade reforça a sua posição de líder no relacionamento de namoro. Se esse hábito saudável começa durante o namoro é muito provável que seguirá no casamento. A adoração pública na igreja dará uma oportunidade de crescer nos papéis que cada participante no namoro tem também. Adicionalmente, as horas que os namorados estão se visitando podem ser bem aproveitadas jogando jogos de mesa. A namorada pode também preparar uma refeição para o namorado e a sua família ou a dela. Com certeza isso ajudaria ela a se preparar para a posição que ela terá no lar. Se a situação permite os namorados poderiam também convidar os seus amigos e/ou membros da família para participar de uma refeição especial. Estas atividades podem ser feitas para que o casal cresça nas posições que cada um tem.
Resumindo este ponto lembramo-nos:
as virtudes das posições do relacionamento permanente do casamento
devem ser evidentes anteriormente no relacionamento social de namoro.
A Amizade - O Primeiro Relacionamento, e, A Pureza - As Paixões do Coração
Temos estudado os pontos que são sabedoria para estabelecer ANTES de começar um relacionamento. Agora queremos pensar nos pontos que podem nos ajudar a começar o próprio namoro Cristão.
Quando consideramos o primeiro namoro é importante avaliar a piedade e personalidade da pessoa pretendida de uma distancia antes de fazer uma séria aproximação. Gastando um tempo em pensar bem deste ‘pretendido’ pode ser um tempo bem utilizado. Considere estes pontos: se você está querendo colocar o Senhor em primeiro lugar é natural que desejará um companheiro que faça o mesmo; se você está dando honra à experiência dos seus pais, será importante que o companheiro o faça também; se você acha bíblico os papéis distintos no relacionamento, será justo que o companheiro concorda distes também; se você quer alguém da mesma fé e cultura exigirá que o companheiro seja assim como quer.
Todas essas considerações podem ser vistas já pela observação no âmbito de amizade. Não precisa de um namoro sério para observar a personalidade e caráter de alguém. Jesus disse que pelos frutos conhecerá a árvore (Mat. 7:17,18). Devemos ser honestos e concordar com a Palavra de Deus nessas observações que fazemos. Devemos entender que uma pessoa insensata não é uma escolha sábia. Devemos entender que uma pessoa insensata vai ser um companheiro insensato. Devemos já ser convictos que os únicos namorados bons são aqueles que vivem corretamente para com Deus e a Palavra de Deus. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? (Tiago 3:11,12).
E vale a observação: Se não fizermos amizades ou sociedades de confiança com o mundo, não começaremos a gostar um indivíduo do mundo.
Devemos ser preceptivos da vida, da conversa, da roupa, dos hábitos pessoais e públicos, das maneiras, dos amigos, da ética e da espiritualidade daqueles que fazem parte da nossa vida familiar, escolar, profissional e eclesiástica. Se uma criança se dará conhecer pela suas ações, se a sua obra for pura e reta tanto mais saberemos dos jovens e dos adultos pela suas ações (Prov. 20:11)!
Na procura de um companheiro tenha o cuidado de não forçar o assunto. Continua buscando o Senhor em primeiro lugar (Mat. 6:33). Deus tinha uma maneira especial para trazer a Eva para o Adão (Gên. 2:21,22), a Rachel para o Jacó (Gên. 29:9), e a Rute para o Boaz (o Livro de Rute). Certamente Ele cuidará das necessidades dos fiéis em respeito ao matrimônio hoje também. Toma Prov. 3:5,6 e Prov. 16:3 como guias para o preenchimento das suas necessidades.
• Provérbios 3:5,6, “Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.”
• Provérbios 16:3, “Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamento serão estabelecidos.”
No tempo em que espera para Deus providenciar o seu namorado, procure de ser puro de coração. É necessário cuidar dos nossos corações. Todas as nossas ações são determinadas pelo nosso coração (Mat. 15:19, “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição e, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”; Tiago 1:14, “Mas cada um é tentado o, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.”). Tempo gasto no exame de nós mesmos com a palavra de Deus é tempo gasto proveitosamente e ;pode nos determinar melhor nosso futuro companheiro permanente. Devemos entender que as intenções do coração influenciam tudo o que fazemos. Por isso devemos pensar “nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Col. 3:1,2). Se cuidaremos dos pensamentos, cuidaremos automaticamente das ações do corpo.
No cuidar do nosso coração, seria importante determinar primeiramente o porquê que queremos namorar. Pode ser que você estranha deste indagação mas existem muitas razões para namorar entre o povo. Será que o seu egoísmo leva você a querer namorar uma determinada pessoa? Será que você sente pressão da sua família ou dos seus amigos para sair e namorar? Será que alguém está querendo ser independente e precisa namorar para mostrar isso a todo mundo? Alguns talvez querem namorar para mostrar a sua virilidade. Será que você está querendo namorar para agradar ao Senhor? Por que você quer namorar? Essa razão é valida comparando-a com a Palavra de Deus?
Para colocar o coração no lugar correto, falo como aos cristãos, teme ao Senhor Deus (Ecl. 12:13) que é de odiar todo caminho falso (Jó 28:28; Sal. 77:10; 119:104). Se estivermos meditando na palavra de Deus o nosso caminho será próspero e com virtude (Sal. 1:2-3; Fil. 4:6-8). Com toda essa consideração dos nossos corações e do nosso ‘pretendido’, não devemos nos esquecer que ceifaremos o que semeamos (Gal. 6:9).
Para ajudar o namoro ser mesmo cristão, e a nossa amizade ser melhor, abstenha-se de pensamentos e ações não puras; gasta tempo conversando de coisas de boa fama; adore a Deus juntos em público e não procurem ser sozinhos por tempo prolongado.
Existem na bíblia exemplos de pureza e a falta de pureza de coração nos relacionamentos íntimos. José no Egito recusou a insistência da impura mulher do seu senhor. Ele até deixou-se ser maltratado pelo bem, mas a sua insistência de fazer o que estava correto trouxe-lhe honra e as bênçãos de uma boa testemunha (Gên. 39:7-21). Quando apareceu as paixões imundas no coração do Davi, ele não reprimiu-as, mas se entregou a elas. Este pequeno momento de descuido trouxe-lhe morte, maldição e perda de muitas bênçãos na sua vida e na vida dos seus filhos (II Sam 11-12). A Rute esperou no Senhor para Ele cuidar das suas necessidades íntimas. Ela manteve-se em companhia mista em pública e não deu oportunidade de escândalo nenhum. Deus a abençoou ricamente (O livro de Rute).
Cuide tão bem das suas amizades quanto os seus pensamentos e verá que um companheiro digno aparecerá em tempo oportuno.
O Contato - A Natureza Explosiva do Físico
Na carne habita o pecado (Romanos 7:17-23) e o pecado é iniquidade (I João 3:4; 5:17). Iniquidade é tudo aquilo que é contra a lei de Deus.
O homem e a mulher que viverão para a glória de Deus nos seus relacionamentos procurarão a separar-se do pecado. O pecado é cometido quando, pela tentação, a nossa concupiscência é excitada. Uma vez que a concupiscência é ativada, logo vem o próprio pecado. E com o próprio pecado, o fim do pecado vem. O fim do pecado é a morte (Tiago 1:14,15). A morte é mais do que o fim da vida pois pode ser a morte de uma boa consciência, de boas maneiras, de bons relacionamentos, do casamento e da própria presença eterna com Deus.
Pela obra de Deus, pelo Espírito Santo testificar de Cristo pelas Escrituras, o homem pecador vem ao arrependimento e a fé. Assim o pecador convertido é feito santo diante de Deus. Sendo feito uma nova criatura, tudo se fez novo e agora, salvo, tem prazer na lei de Deus (Romanos 7:23; II Cor. 5:17).
Mesmo que o cristão tem a nova natureza espiritual, que não peca (I João 5:18), ele continua com uma velha natureza integrada na sua carne (Romanos 7:23). Essa natureza pecaminosa é influenciada por tudo o que o homem vê, toca, escuta, cheira, saboreia e imagina.
Por causa da natureza pecaminosa em nós, e pelo namoro apresentar pessoas do sexo oposto em situações de proximidade intima, convém considerar o poder da carne em nosso vestir e em nosso tocar.
Porque usamos roupas?
Pode aparecer infantil propor tal pergunta, mas convém racionar um pouco do propósito de roupa. As pessoas que creem que seres humanos são primatas complexas dirão que usamos roupas apenas para proteger-nos dos elementos, o sol, frio, chuva etc. Outras pessoas podem pensar que usamos roupas mais para mostrar a individualidade da pessoa do que qualquer outra razão.
Mesmo que as roupas protegem-nos dos elementos adversos e também verdadeiramente declaram a nossa individualidade, a primeira razão do uso de roupas é tratada no jardim de Éden. A Adão e Eva eram sem roupa nenhuma antes do pecado mesmo que eram pessoas individuais (Gên. 2:25). Depois do pecado, ainda sem um clima adverso, sentiram o uso de roupas convenientes. Tudo isso nos diz uma coisa: usavam roupas por causa da presença do pecado e a consciência da santidade de Deus.
A natureza do pecado é contra a santidade de Deus. Eles estando sem roupa como pecadores, tinham medo e vergonha que os aventais ajudaram aliviar (Gên. 3:7). Mesmo sem outras pessoas presentes, a consciência ofendida ditava que Deus em santidade era presente e a roupa, por isso era necessária. A presença do pecado neles e a consciência da santidade de Deus pediram o uso de roupa. Menos a admissão da iniqüidade do pecado, e menos a consciência da santidade de Deus menor entendimento da necessidade da roupa e menor a apreciação da modéstia. Mais reconhecimento da iniquidade do pecado e mais a consciência da santidade de Deus maior o entendimento da necessidade da roupa e maior o valor da modéstia (Jó 28:28; Prov. 1:7)
Deus, agindo com a sua graça misericórdia para como Adão e Eva, não dispensou o uso de roupas. Ele até fez as roupas serem mais modestas e úteis pois Ele fez túnicas de pele por eles e os vestiu (Gên. 3:21). O uso de roupas continua enquanto continua a presença do pecado e a consciência da santidade de Deus.
Por Deus vestir o homem pecador com túnicas, ele mostrou o seu desejo que o homem estivesse coberto em público. A carne, porém, quer se exibir (I João 2:16; Êx. 32:6,25; Atos 19:16). A carne cobiça contra o Espírito e o espírito contra a carne (Gal. 5:17). A carne sempre, por natureza normal, age oposto do Espírito (Romanos 7:19-23).
Por causa de a natureza pecaminosa existir no Cristão, é necessário ele cuidar do seu olhar em roupa provocadora tanto quanto o seu próprio uso consciente de roupa decente. O homem no jardim do Éden, seguido seu raciocínio e era satisfeito usando somente aventais. Porém Deus pensou diferente e vestiu-os com túnicas, um vestimenta mais completa e sábia.
Não pode ser descartada a verdade que a roupa declara uma mensagem definida. Por isso os policiais usem uniformes e por isso o cristão deve andar com modéstia.
O que devemos dizer sobre aquela roupa que destaca o formato do corpo? Devemos dizer que ela não incita a sensualidade da carne? Se observarmos a mídia veremos a importância da roupa para estimular certos fins. As novelas que fatalmente falam do triângulo amoroso, tem uma ou outra que está procurando atrair a atenção de um homem, e essa usa aquela roupa que revela o seu corpo. Nada melhor para estimular a libertinagem ou a rebelião. Nos comerciais de cerveja os atores usem a roupa que estima a sensualidade para declarar liberdade e independência e alegria carnal. Contrariamente, os políticos que estão procurando a vender uma posição de ética e responsabilidade, usem uma roupa modesta. Como então deve ser a roupa do povo que quer declarar retidão, seriedade com a Palavra de Deus e ser uma luz nas trevas? A roupa, por não ser neutra, deve ser empregada para glorificar Deus juntamente com a boca e as ações.
Resumimos: O namoro que quer ser cristão zelará pela roupa decente, modesta e moderada para cuidar dos intenções do seu coração e portanto as ações no namoro.
Tudo o que estimula a concupiscência da carne dos olhos e a soberba da vida não é de Deus mas do mundo (I João 2:16).
Quem tem o direito a tocar? E intimidade é para quem?
Se obedecemos a influência da sociedade que é exercitada sobre nós pela televisão nos seus programas e comerciais, a pressão dos nossos amigos e a inclinação dos nossos desejos naturais responderemos que o direito de trocar sensualmente é simplesmente com aquele que nós nos amamos. Porém, o nosso assunto é namoro cristão e não o namoro moderno. Se vamos glorificar a Deus com tudo que fazemos, o nosso namoro tem que dobrar-se aos princípios bíblicos. A bíblia não é muda ao respeito a quem temos direito a tocar. A bíblia não é silenciosa a mostrar detalhadamente quem é livre para praticar a intimidade.
Hebreus 13:4 diz: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.”
Este versículo nos ensina que aquele tocar, abraçar, acariciar, beijar, apertar, sim, tudo o que é incluído com a intimidade, deve ser praticado somente no relacionamento do matrimônio. Envolver-se com intimidade, fora das limites do matrimônio, é considerado prostituição ou adultério. É aberto o debate aquele ponto em qual o tocar, a abraçar, o acariciar, o beijar e o apertar tornem-se ações de intimidade, mas, deve ser estipulado quando aquele ponto é superado, existe naquele momento a intimidade reservada somente para o matrimônio.
A carne inflama-se até por uma palavra (Tiago 3:5, “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posto entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.”). São “os lábios da mulher estranha” que “destilam favos de mel” quais os homens sábios devem-se guardar para não cair no seu poder (Prov. 5:3; 6:24). Se a carne inflama-se até por uma palavra, quanto mais inflamar-se-á por um contato com desejos apaixonados?
A nossa carne é tentada quando a concupiscência é atraída pelo tocar sensual. Uma vez que a concupiscência é concebida, o pecado nasce, e logo vem a morte de tudo que é e agradável a Deus (Tiago 1:13-16). Do coração procedem os maus pensamentos e a prostituição (Mat. 15:19). Portanto os que guardam os seus corações, guardam-se dos maus pensamentos e da prostituição. Portanto o conselho é: Não erreis, meus amados irmãos. Reserva o seu tocar sensual para o casamento.
Por causa da forte possibilidade da prostituição, o cristão não casado, é aconselhado, quando tenha desejos de paixão, ou a distanciar-se desses desejos (Prov. 4:14,15, Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo”; II Tim 2:22, “Foge também das paixões da mocidade”; veja o exemplo de José - Gên. 39:11,12), ou, a casar-se. Biblicamente, é no âmbito do casamento que o abraçar, o beijar, o acariciar e o apertar se acham expressão e não no âmbito do namoro (I Cor. 7:1,2,9, “se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abraçar-se”). Se a sua virgindade é tratada com indignamente, ou se for necessário, procure o casamento. Eis a solução bíblica da paixão (I Cor. 7:36). Não use o namoro para isso.
Pode o namorado dizer: “Mas, eu sou o namorado dela”. Pode o noivo dizer: “Mas, eu sou o noivo dela”. Porém, a bíblia nos estipula o poder sobre o corpo do outro não é do namorado ou do noivo, mas do marido (I Cor. 7:4, “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”). Não devemos nos iludir em supor que o namoro ou o noivado nos dá os mesmos direitos do casamento. O direito de tocar, apertar, beijar, ou acariciar sensualmente pertence somente com aquele com qual somos já casados (Gên. 20:6).
A piedade pessoal no namoro é um escudo forte contra as paixões da concupiscência (I Tess 4:1-7). Convém que apresentamos os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos 12:1). O corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo (I Cor. 6:13). O relacionamento com piedade no trato, em lugares saudáveis, com os amigos e/ou parentes responsáveis, vestindo-se de roupa adequada, fará um namoro da qual ninguém se arrependa. O tempo para restringir o tocar íntimo é curto em comparação ao tempo longo esperado que rogamos que Deus nos dê no casamento. Convém nos guardar o relacionamento em santificação.
A Submissão - O Elemento Chave no Relacionamento
Mat. 26:39, “Meu Pai, se é possível, passa de me este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.”
Definida
Para falar de um assunto, devemos entender o que significa a palavra usada para descrever tal assunto. Por isso queremos entender o que significa a palavra submissão tanto na Palavra de Deus quanto em nosso dicionário de linguagem portuguesa. Uma palavra grega usada umas 38 vezes no Novo Testamento e traduzida sujeitar-se, submeter e subordinar no Novo Testamento significa: subordinar em obediência (#5293, Strong’s). No Dicionário Aurélio Eletrônico, submeter significa: V. t. d. 1. Reduzir à obediência, à dependência; sujeitar, subjugar. 2. Dominar, vencer. V. p. 6. Sujeitar-se, entregar-se, render-se. 7. Obedecer às ordens e vontade de outrem. Sinônimos seriam os verbos: deferir-se, consentir-se, resignar, não resistir, e os adjetivos: brando, gentileza, humildade.
Mas como mostra o nosso versículo chave, a submissão não quer implicar que a pessoa submissa não tem opinião própria, ou se tenha, não pode expressai-la. Se não existisse uma opinião própria, em verdade não teria nada a submeter. Por isso, a atitude suprema de submissão é espelhada na vida de Cristo. I Pedro 2:21-25 revela a submissão puro. Cristo tinha uma opinião sobre o sofrimento dele, e expressou-a: “Meu Pai, se é possível, passa de me este cálice”. Todavia, ele submeteu a sua opinião à vontade do seu pai, “não seja como eu quero, mas como tu queres.” (Mat. 26:39). Nisso podemos saber que a submissão tem opinião, e pode expressa-la, mas, é pronto a render-se à a atitude do outro em completa obediência.
A Sua Importância
É fácil perceber a importância de submissão. No contexto da igreja é importante que tenha a união entre os membros. A igreja, como a família, é uma união que necessita submissão entre os membros. Nem todo mundo é o olho, ou o ouvido, o olfato, o pé, etc. porém Deus colocou os membros diferentes no corpo para ter ordem. Para ter essa ordem os membros diferentes sujeitem-se um ao outro (I Cor. 12:14-19, “se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?”; Hebreus 13:17, “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles”; I Pedro 5:5, “sede todos sujeitos uns aos outros”).
Alguém comparou a importância da submissão comparando-a em várias maneiras: tão importante quanto o fermento que faz crescer a massa, o tempero que dá sabor a toda a comida, o prego que fixa a construção, o óleo que lubrifica e preserva a máquina, o talento que harmoniza a peça musical e a cola que faz as peças variadas aderem um ao outro para completar o projeto. Quer dizer, sem a submissão, nada funciona bem, inclusive o namoro.
A atitude e a prática de submissão no namoro, e depois no lar, é o que afasta qualquer competição não saudável entre as posições. A submissão coloca, no lugar da competitividade, um ambiente de amor e bem estar.
A submissão traz a imagem de Cristo no relacionamento do namoro. Cristo, “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas se esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;” (Fil. 2:6-8) e por essa obra de obediência, podemos conhecer a salvação eterna das nossas almas. O relacionamento que procura ter a qualidade de submissão é o relacionamento que prega a Cristo, assim ocupando-se em grandes obras.
A importância da submissão é entendida também quando se estuda o assunto de adoração. Adoração envolvem as ações de servir, prostrar-se, e temor com reverência. Essa ação de servir e prostrar-se é observada na atitude da esposa piedosa diante do seu marido. Também é observada na ação de amor do homem piedoso para com a sua esposa (I Pedro 3:5-7).
Alguém perguntou se pode se submeter em exagero. Quando a submissão traz um compromisso de princípios piedosos e padrões morais, ou cria uma consideração excessiva à uma pessoa, uma submissão mal colocada é criada. A nossos submissão não nos deve levar à em escravidão do imoral. Isso séria de substituir a nossa prioridade a submeter nos somente a Deus em uma submissão a um homem, uma ideia, uma emoção ou a uma ação. Seria igual a servir outros deusas. Um relacionamento saudável e constante com a Palavra de Deus fará que a nosso submissão fique equilibrada e pura.
Quem Deve Praticar A Submissão?
A ideia de submissão comparada a quem deve executá-la:
• Crianças aos pais: Luc. 2:51, Cristo, “era-lhes sujeito.”; Efés. 6:1, “filhos, sede obedientes a ... pais”
• Jovens aos anciãos: I Ped. 5:5, “vós jovens, sede sujeitos aos anciãos”
• Servos aos Chefes: I Ped. 2:18; Tito 2:9, “Exorta os servos a que se sujeitem a seus senhores”
• Cidadãos aos principados: Tito 3:1, “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades”
• Cidadãos às leis humanas: I Ped. 2:18, “Sujeitai-vos, pois a toda a ordenação humana”
• Crentes a Deus: Tiago 4:7, “Sujeitai-vos, pois, a Deus”
• Todos uns aos outros: Efés. 5:21; I Ped. 5:5, “e sede todos sujeitos uns aos outros”
• A criação ao homem: Heb. 2:8, “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés.”
• A igreja a Cristo: Efés. 5:24, “como a igreja está sujeita a Cristo”
• A mulher na igreja: I Cor 14:34; I Tim 2:11, “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.”
• Todas as coisas a Cristo: I Cor 15:27,28, “Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés”
• Cristo a Deus Pai: I Cor 15:28, “o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou”
Podemos resumir então que a submissão é um elemento importante a ser exercitado por todos em todos as classes da sociedade, e por isso, não deve ser esquecida no relacionamento do namoro. Porém, deve ser lembrado que no namoro, antes do casamento, a mulher é submissa primeiramente não ao namorado, mas a seu pai. De pouco em pouco, aquela submissão que ela tenha para seu pai é transferida ao seu marido depois do casamento. No namoro, a namorada sujeita-se ao namorado ao ponto que ela não fere os princípios do seu pai ou os de Deus.
Os Efeitos da Insubordinação
Como obediência é um sinônimo de submissão, rebeldia é um sinônimo da falta de submissão. O apóstolo Paulo resistia a responsabilidade de obedecer à chamada exterior pela natureza (Romanos 1:19) e a chamada interior pela lei no seu coração (Romanos 2:14,15). Essa falta de subordinação é descrita como recalcitrar contra aguilhões (Romanos 9:5). Tal ação não trouxe as bênçãos de Deus mas era uma ação dura na vida de Paulo, “duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões”. Um efeito da rebeldia é sempre a falta de paz. Quando Moisés feriu a rocha em vez de falar a ela, ele não praticou a submissão. Deus categorizou o problema como incredulidade e a falta de santificar o nome do Senhor publicamente (Núm. 20:11,12). A sua ação trouxe um duro castigo, “por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.” O efeito negativo da insubordinação pode ser de longa duração.
A falta de submissão trouxe destruição e vergonha para Sansão (Juízes 14:1-3; 16:30); problemas, repreensão e estresse para Jonas (Jonas 1:1-17); arrependimento para os que não quiseram ouvir conselhos divinos (Prov. 5:12) junto com a destruição de vida (Prov. 1:24-33), e a destruição do lar para a mulher tola (Prov. 14:1).
A obediência, sem um espírito de submissão, também não é aconselhável. Zípora, a esposa de Moisés, não quis submeter à ordenança da circuncisão para com seu filho. Uma esposa pode impedir as bênçãos de Deus no seu lar. Deus quase matou Moisés pela falta da obediência da sua esposa neste assunto (Êx. 4:18-26). No fim, Zípora obedeceu a palavra do Senhor, mas não como uma espírito de submissão, e disso é o que nós lembramos dela.
Uns Exemplos de Submissão
Sara mostrou submissão em seu relacionamento com Abraão (I Pedro 3:6, “Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor”; Essa senhoria de Abraão é entendida em que Sara fazia o que ele pediu dela, Gên. 12:12,13; 18:6). Rute, em submissão à Noemi, sua sogra, trouxe alívio financeiro para sua casa e uma bênção para sua progenitura (Rute 2:2;3:1-5; 4:13-17). Ester, em submissão ao seu tio Mardoqueu, depois de se casar com o rei Assuero, pleiteou em favor dos judeus (Ester 5:1-3). Essa submissão mostrava o respeito que ela tinha pela sua família e foi usada para ser um instrumento poderoso na mão do judeus sobre seus inimigos (Ester 8:7-11). Essa bênção que veio através da submissão é relembrada ainda hoje entre judeus pela festa de Purim (Ester 9:21,28). Poderemos ainda pensar de Rebeca e Maria, mãe de Jesus, cada uma mostrando submissão a Deus, seus pais, e seus maridos. Podemos aprender que as bênçãos vieram sobre as vidas dessas mulheres, e as vidas de todos que foram relacionados com elas,
enquanto elas exercitaram-se em submissão verdadeira.
Talvez entendemos melhor agora como a oração de Cristo é um ótimo exemplo de submissão. Mat. 26:39, “Meu Pai, se é possível, passa de me este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.”
Conclusão
Resumindo, podemos dizer que a submissão é um elemento chave no relacionamento do namoro. O namorado e a namorada que praticam primeira e particularmente a sua submissão a Deus pela obediência à Palavra de Deus na fase das suas vidas chamado namoro, terão as bênçãos de Deus sobre o seu relacionamento no que se faz no casamento. O casamento então trará um ambiente para continuar crescendo nesta virtude...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

0 comentários:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.