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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

MEU CORAÇÃO DÓI, POIS A SOLIDÃO MATA LENTAMENTE...


                      MEU CORAÇÃO DÓI, POIS A SOLIDÃO MATA LENTAMENTE...
Para entender o que a Bíblia fala (Ef 2. 14-19)
a) Segundo Paulo, a “parede da inimizade” que Jesus derrubou consiste em um distanciamento que o pecado provoca entre a pessoa e Deus (Is 59.2) e, por consequência, entre as pessoas. Vamos nos tornando estranhos entre nós, porque já não nos conhecemos bem. Já não nos damos a conhecer, para que os outros não saibam exatamente quem somos.
b) É como se fôssemos construindo paredes de isolamento entre nós. A princípio, elas nos parecem confortáveis, pois já não precisamos mais suportar as outras pessoas, com seus defeitos. Ao final, para preservar nossa intimidade, nossa imagem de “gente boa”, estamos tão isolados que começamos a sofrer, sem perceber.
c) Vale notar que a parede da separação, hoje em dia, já não é a parede do ódio; as paredes pós-modernas são feitas de indiferença. Esta é mais mortal que o ódio, porque é invisível.
Hora de Avançar
“Penso que um momento devocional nos levaria a constatar que estamos sós porque temos evitado (ou afastado) os outros e fugido das dores da comunhão, acomodados em nossa privacidade pós-moderna. Porém também nos levaria a lembrar que “na casa de meu pai” se vive em comunidade. E que transformações positivas adviriam de um “levantar-me-ei e irei ter com meu pai”.
Para pensar
A sociedade em que vivemos nos fornece todas as condições para uma vida isolada. Socialmente, as amarras estão enfraquecidas: as pessoas podem ser e fazer o que desejarem, contanto que não prejudiquem os outros. Comportamentos, costumes, valores, comida, o que desejarem. Praticamente, podem morar sozinhas num apartamento e não sair de lá, pedindo comida e outros bens e serviços, entregues na sua porta. Não precisa nem se encontrar com o vizinho. Nunca. Se deixarmos, vamos nos acomodando a esse “conforto”. E nossa cabeça, nossa personalidade irá se ajustar. No momento em que precisarmos de ajuda, dos outros, já nem saberemos como pedir, como chegar a eles. 
O que disseram
“Apenas  levo para meus momentos de oração, como gritos proféticos; como palavra de Deus para mim, a dizer: ‘a solidão existe; ela é real, é mortal e está perto. Não deixe o convívio dos amigos; não abandone a família; não se afaste da igreja’. E diz a todos nós: ‘construam algo juntos, lutem juntos, sofram juntos, chorem juntos, orem juntos. E a solidão não terá poder sobre vocês’.
Para responder
a) É possível vencer a solidão? Como?
b) Comente o seguinte versículo: João 17.21 — a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. O que Jesus está pedindo, realmente? Por que ele volta seu pensamento para o mundo, quando fala de comunhão?
c) Qual é a nossa parte, a nossa tarefa, nessa busca por pertencimento, por unidade, por comunhão, por fazer-nos “família de Deus”? Como nossa oração pode nos fortalecer em nossos propósitos (“levantar-me-ei e irei ter com meu pai”) de nos harmonizar com a oração de Jesus? Essa oração seria o mesmo que dizer: “venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim em mim como no céu”?
Eu e Deus
Quero crer na igreja. Sei que esse corpo vivo de Cristo é matéria de fé; é coisa para crer. É matéria para aquela fé que crê e age (de Tiago). Quero ser igreja, por decisão e por fé. Quero lutar essa luta da comunhão; aprendendo a fazer-me família de Deus. Quero aprender a orar por isso; pedindo ao Pai que supra minhas muitas deficiências, e que me ajude a vencer o conformismo, a acomodação e o enganoso conforto da solidão...

Bispo.Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

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