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sábado, 30 de agosto de 2014

JUSTIÇA DIVINA, ESSA É INFALÍVEL...


                                       JUSTIÇA DIVINA, ESSA É INFALÍVEL...
Romanos 3.21-26
INTRODUÇÃO
1.    A justiça é um dos atributos morais de Deus no qual ele revela a retidão em tudo o que determina e faz. Num contexto jurídico a justiça conserva a igualdade entre os cidadãos. Ou seja, na transgressão da lei os culpados devem ser punidos justamente. Deus julga segundo a sua lei.
Quem determinou a lei de Deus?
1.    Nenhum ser poderia ter determinado a lei de Deus a não ser ele mesmo. A lei de Deus é co-eterna com ele. Uma vez que a justiça é o próprio Deus os critérios que ele julga estão nele mesmo.
2.    Uma lei que fosse determinada por outro ser seria uma declaração de uma justiça maior do que a justiça que está no próprio Deus – o que é um absurdo.
Os nossos pecados foram punido pela justiça de Deus?
1.    Sendo justo em tudo que faz, Deus não poderia conviver com o pecado. O pecado é abominável aos olhos justos de Deus, pois zomba da lei dele. Quando pecamos podemos ser enganados por um senso de impunidade, achando que Deus não liga para um deslize naquilo que determinou para não fazer.
2.    Numa demonstração de tolerância Deus não castiga o pecado imediatamente. Por isso Paulo pôde entender que o Senhor permite um período de impunidade, porém sem deixar de castigar o erro (Romanos, 3:25). Diferente da nossa justiça a aplicação da justiça de Deus é realizada segundo a sua longanimidade.
3.    Em Cristo a justiça de Deus foi cumprida. Nele foi derramado o cálice da ira de Deus sobre o pecado. Assim, a justiça de Deus pôde ser evidenciada sobre o mundo. Pois as nossas transgressões foram castigadas no seu Filho. Ele não deixou brecha para que alguém diga: Deus não é justo, pois não castiga as minhas falhas! Aqueles que dizem essa loucura não conhecem a revelação de Deus, ou rejeitam conscientemente o perdão de Deus.
De que modo a justiça de Deus em Cristo afeta as nossas vidas?
I. A JUSTIÇA DE DEUS NOS DEU A BENÇÃO DA SUA PRESENÇA (vv.23,25)
1. Onde há pecado não pode existir a glória de Deus. Por isso todos nós estávamos carentes da glória de Deus. Não podíamos ter acesso a sua presença sem que o pecado nos tornasse dignos de morte. Pois todos pecaram e estão sem a glória de Deus.
2. Nessa situação Deus providenciou o meio para que pudéssemos ter acesso a sua presença. Ele providenciou alguém que pudesse sofrer a nossa punição. Cristo rasgou o véu que fazia separação entre nós e o Deus Santo. Hoje, somos abençoados com a certeza do livre acesso a presença do Pai.
II. NO CUMPRIMENTO DA JUSTIÇA DEUS SE REVELOU DEUS JUSTO (v.26a)
1. Em Cristo Deus revelou a justeza do seu caráter. Desde o momento em que o homem pecou Deus planejou como resgatar o homem sem ferir a sua justiça (Gênesis, 3:15). Pois, caso não houvesse a punição do pecado ele não poderia ser justo diante dos nossos erros. Ele não podia fazer vista grossa ao pecado, assim poria em risca a sua justiça.
2. O Deus que nos resgatou do pecado é justo. Ele revelou isso através do seu Filho. Em Cristo todos nesse mundo podem confiar no Deus que é justo em todo o seu proceder.
III. PELA FÉ NA JUSTIÇA DE CRISTO FOMOS DECLARADOS JUSTOS (v. 26b)
1. Além de ter sido declarado justo, Deus também justificou aqueles que depositaram a sua confiança em Cristo. Pela fé podemos gozar uma vida de completa justiça aos olhos de Deus. Embora tenhamos pecados nessa existência, podemos ter a certeza de que não há mais condenação sobre nós (Romanos, 8:1).
2. Toda acusação, do diabo, dos nossos inimigos não podem reduzir a nossa justiça diante de Deus. Precisamos descansar na segurança que temos diante do Pai. Não há nada que possa mover Cristo da sua posição à destra de Deus. Assim, nada pode nos mover da presença do nosso Senhor.
CONCLUSÃO
Deus sempre agirá com justiça em tudo o que faz sobre nós. Cabe-nos descansar na certeza de que ele não erra em tudo o que faz. Pois seu ser nunca provou a injustiça. Amém...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ciência da Religião Dr. Edson Cavalcante.

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