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terça-feira, 8 de julho de 2014

O SOFRIMENTO NOSSO DE CADA DIA...


                  
                             O PORQUÊ DO SOFRIMENTO NA VIDA DO CRENTE...
O SOFRIMENTO NOSSO DE CADA DIA
1 Pedro 4
Com certeza você já ouviu alguma dessas perguntas:
“Se existe sofrimento, Deus pode existir?”
“Se Deus é bom e também onipotente, por que, então, existe o mal no mundo?”
"Porque o justo sofre?"
Essas e outras perguntas existem porque temos muitas dificuldades em entender o sofrimento, especialmente quando falamos em sofrimento na vida de um cristão.
O sofrimento entrou no mundo pelo pecado. Hoje a natureza geme por causa do pecado. Os filhos de Deus gemem por causa do pecado. Por isso: O sofrimento atinge a todos.
O sofrimento é variado: Ele pode ser físico, através de uma dor ou doença. Mas o sofrimento também pode ser na emoção, na alma e no psicológico: medo, ansiedade, humilhação, desprezo, solidão, perda de um ente querido, remorso, a destruição do casamento podem causar grande sofrimento. O sofrimento emocional pode ser tão profundo como a dor física.
Fato é que o sofrimento é muito complexo: abrange a mente, as emoções, o físico e o espírito.
Gostaria de elencar algumas verdades Bíblicas sobre sofrimento:
1 - Deus não nos poupa do sofrimento, mas caminha conosco pelo sofrimento – Is 43:1-3; Sl 23:4; Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.
2 - Deus trabalha as circunstâncias dolorosas da nossa vida e as canaliza para o nosso bem (Gn 50:20; Rm 8:28); Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
3 - Deus transforma as circunstâncias adversas em benefício para nós (Sl 84:5-6); Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,6 o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva
4 - Mesmo que as circunstâncias não mudem, Deus mesmo é a razão da nossa alegria – (Hc 3:17-18); 17 Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, 18 todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação.
5 - Podemos nos alegrar nas próprias tribulações (Tg 1:2; Rm 5:3-5). 3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;
O apóstolo Pedro no capítulo 4 de seu primeiro livro abordar o sofrimento do cristão sob uma perspectiva prática e vitoriosa. Assim ao olhar para este texto quero trazer alguns princípios sobre como podemos passar vitoriosamente pela tempestade chamada sofrimento.
Pedro tem algumas lições a nos ensinar:
1° ENTENDENDO OS PROPÓSITOS DO SOFRIMENTO
1. O sofrimento nos ajuda a vencer o pecado – v. 1-3
Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 3 Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias
O sofrimento faz com que o pecado perca o seu poder em nossa vida. Enquanto o sofrimento endurece o ímpio, amolece o coração do crente. O exemplo do sofrimento de Cristo ajuda o crente a enfrentar o sofrimento com a mesma disposição. O crente não é melhor do que o seu Senhor. Se mundo perseguiu a Cristo, vai infligir sofrimento a nós também.
O sofrimento nos leva a entender que os prazeres do mundo e as paixões da carne não compensam. O sofrimento leva-nos a desmamarmos do mundo.
2. O sofrimento nos ajuda a testemunhar de Cristo – v. 4-6
4 Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, 5 os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos; 6 pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus
Os amigos não salvos se maravilham quando o crente não deseja participar das coisas que eles participam. Mesmo sofrendo o crente canta, louva, adora e agradece a Deus.
Jó nas cinzas glorifica a Deus e diz: “O Senhor Deus deu e o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor” Jó 1:21
Isso é um testemunho poderoso. Paulo e Silas na prisão cantam (Atos 16:25). Isso impactou os prisioneiros. Estevão mesmo apedrejado, tem um brilho no rosto. Cristo mesmo pregado na cruz tem palavras de amor nos lábios.
3. O sofrimento nos ajuda a manifestar amor pelos irmãos – v. 7-8
7  Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.8 Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.
O sofrimento produz em nós uma sensibilidade mais aguçada. Passamos a ver a vida e os outros com outros olhos. Tornamo-nos mais amáveis e generosos. O sofrimento nos ajuda a abrir o bolso, o coração e a casa para ajudar os irmãos.
O sofrimento nos torna mais solidários. Grandes campanhas humanitárias são promovidas por pessoas que passaram por grande dor e sofrimento.
2° TENDO A ATITUDE CERTA
1. Entender que o sofrimento não é incompatível com a vida cristã –v. 12
12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;
O crente não pode estranhar o sofrimento como se fosse algo incompatível com a vida cristã. O crente até mesmo tem que esperar as provações.
Vivemos num mundo caído e hostil. Vivemos cercados de uma hoste de inimigos infernais que nos espreitam. Vivemos oprimidos pelo pecado que tenazmente nos assedia. Se o mundo perseguiu a Cristo, não perseguiria a nós também? Lembro-me de uma frase que li certa vez: “Quando a igreja for mais fiel ela será mais perseguida”.
“Todo aquele que quiser viver neste mundo piedosamente, será perseguido” (2 Tm 3:12). “Irmãos não vos maravilheis se o mundo vos odeia” (1 Jo 3:13).
2. Entender que o sofrimento é para nos provar e não para nos destruir – v. 12
12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo
O fogo ardente é o fogo da fornalha. É o cadinho onde o metal é purificado. O fogo só destrói a escória, enquanto purifica mais o metal.
O Salmo 66:10 diz: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata”.
Satanás queria destruir a Jó com o sofrimento, mas Deus queria revelar-lhe sua soberania. Satanás queria esbofetear Paulo com o espinho na carne, mas Deus queria quebrantá-lo para que não se ensoberbecesse.
3. Entender que é possível enfrentar o sofrimento com alegria – v. 13
13 pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.
Jesus ensinou: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5:11-12).
O apóstolo Paulo demonstrou alegria apesar dos problemas (Fp 1:12).
• Ele cantou na prisão (At 16:22-33).
• Paulo demonstrou alegria apesar dos difamadores (Fp 1:15-17).
• Paulo demonstrou alegria apesar da morte (2 Tm 4:6-8).
Paulo se alegrava no sofrimento porque entendia que: as coisas espirituais estão acima das materiais; o futuro tem mais valor que o presente e o eterno mais do que o temporal (2 Co 4:16-18). Ele sabia que Deus está no controle de cada situação (Rm 8:28).
Tiago diz que devemos ter motivo de toda a alegria o passarmos por diversas provações (Tg 1:2-4).
4 - O crente precisa entender que o sofrimento nos une profundamente a Cristo – v. 13
13 pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.
O sofrimento para o crente significa partilhar das suas aflições passadas – quando sofremos hoje, sofremos da forma que Cristo sofreu, com o mesmo propósito com que Cristo sofreu.
Os apóstolos consideram um privilégio sofrer por amor a Cristo (At 5:40,41). Paulo diz: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1:29).
O sofrimento para o crente significa partilhar da sua glória futura – Precisamos olhar para o sofrimento presente pela ótica da glória futura. O caminho para a glória é estreito. Há espinhos. Há cruz. Há dor. Mas “os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com as glórias por vir a serem reveladas em nós” (Rm 8:18). “A nossa leve e momentânea tribulação, produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4:17).
No céu, nossas lágrimas serão enxugadas, nossa dor passará. Não haverá nem luto, nem pranto, nem dor (Ap 21:4).
Esta é a grande esperança cristã. O céu explicará para nós todo o mistério do sofrimento.
3° MANTENDO A PACIÊNCIA NO SOFRIMENTO
1. Devemos entregar-nos a Deus – v. 19
19 Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.
A palavra “encomendar” é um termo bancário que significa “depositar em confiança”. Pedro está exortando a todos os crentes que sofrem a entregar suas almas (vidas) aos cuidados de Deus.
Deus nos criou e ele é totalmente capaz de cuidar de nós. Pedro nos mostra neste texto que Deus não é apenas fiel, mas também soberano. Por isso, digno de toda confiança. Confie em Deus no sofrimento! Alegre-se nele apesar das circunstâncias
2. Devemos continuar praticando o bem – v. 19b
9 Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem
O sofrimento não deve nos endurecer nem nos deixar apáticos. Ao contrário, nossa entrega a Deus leva-nos à ação.
Devemos semear ainda que com lágrimas.
Devemos amar, ainda que rejeitados.
Devemos abençoar ainda que amaldiçoados. Devemos orar, ainda que perseguidos.
CONCLUSÃO
Como crentes em Cristo, precisamos crer que o sofrimento é uma prova de um Pai amoroso, e não um ardil para nos destruir. O sofrimento não é anormal nem estranho. O sofrimento é o caminho da glória, uma oportunidade para ser bem-aventurado e para glorificar a Deus.
O sofrimento é uma oportunidade para nos entregarmos a Deus e fazermos o bem aos outros, dando testemunho da nossa fé.
Algumas vezes vemos mais através de uma lágrima do que através de um telescópio.
Deus sussurra conosco na hora da alegria e grita conosco na hora da dor.
Calvário é a grande prova que Deus dá de que o sofrimento segundo a vontade divina sempre conduz à glória...
Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

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