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terça-feira, 24 de junho de 2014

O CORDEIRO PERFEITO...


                                                       O CORDEIRO PERFEITO...
O projeto de Deus para a vida do homem é muito simples. A figura que Deus sempre usou desde os primeiros dias foi a do Cordeiro; a ênfase sempre foi ao Cordeiro. Quando Deus falou com Caim e Abel, Ele queria uma dádiva. Caim oferece o fruto da terra, Abel oferece o cordeiro.
O texto está relacionado com Abraão e Isaque. Abraão já idoso, casado com Sara também idosa, e um dia Deus promete um filho ao casal. Nasceu o menino Isaque. Algum tempo depois, Deus pede a Abraão que sacrifique Isaque. Aquilo foi um fato notório que marcou não só a vida de Abraão, mas de todo o povo de Israel até os nossos dias. Era seu único filho e Deus lhe pediu para que o sacrificasse.
A pergunta feita por Isaque: – ”Onde está o cordeiro?”
No momento que Abraão sobe com Isaque para imolá-lo ao Senhor, Isaque diz: ”A lenha e o fogo estão aqui, o altar está pronto, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”
Em todos os momentos do projeto de Deus para o homem, nos momentos mais decisivos, a figura do Cordeiro estava sempre em evidência, não só no texto que lemos. Quando Jacó vai oferecer alguma coisa a seu pai, enquanto Esaú, que tinha o direito da primogenitura foi para longe buscar uma caça para fazer o guisado que o ” velho ” Isaque queria, a mãe de Jacó diz para ele ir depressa apanhar o cordeiro ( estava no quintal, no redil ) para que matemos o Cordeiro.
A figura do cordeiro usada por Deus
Na experiência de Abraão com Isaque, observamos a figura do Cordeiro. Isto significa Deus marcando o homem na sua individualidade, ou seja, Deus e o homem individualmente. Num segundo momento, desta vez com Jacó, notamos mais uma vez a presença do Cordeiro, no entanto como simbologia para a transmissão da herança patriarcal: Isaque estava transmitindo para Jacó a herança do patriarcado.
A terceira experiência na qual podemos observar a presença do cordeiro é quando da saída do povo de Deus do Egito, após cativeiro de 400 anos naquelas terras. E veio a orientação: “mata o Cordeiro, coloca o sangue na verga e nos umbrais das portas e coma o Cordeiro”: aqui está a orientação a respeito do Cordeiro. Israel já era um povo liberto, mas era necessário o Cordeiro. A figura do Cordeiro vem se solidificar quando Jesus vem ao mundo e é visto e apontado por João Batista no Jordão quando ele diz: – “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O Cordeiro foi morto. Jesus veio ao mundo, morreu na cruz e estabeleceu uma nova ordem de coisas.
Agora há salvação para o homem, todos os que aceitassem, que participassem do Cordeiro, quando Jesus pega o pão e o vinho e usa a figura desses elementos para simbolizar Sua morte até que Ele viesse. Aqui já é a instituição da Igreja, da universalidade, do Evangelho, a graça do Senhor derramada sobre o mundo para salvar o homem e o entendimento de que Deus usa a figura do Cordeiro em todos os instantes para marcar a vida daqueles que ele ama.
”Onde está o cordeiro?”
A Igreja está entrando em seu terceiro milênio. Embora a contagem feita pelo homem não seja precisa, neste momento o que interessa para a Igreja é que ela tem toda a compreensão de que o relógio de Deus marca com precisão um momento que é da Igreja: o momento em que Jesus vai buscá-la; é a saída da Igreja deste mundo. Não estamos determinando dia ou hora, mas Jesus fala de uma geração que não passará, e é a geração dos fatos que tem acontecido nas últimas décadas.
A Igreja vai sair deste mundo? Vai ser arrebatada? Sim, claro. Todos os profetas, apóstolos e o próprio Jesus, apontaram para este acontecimento, mostraram que o lugar da Igreja não é aqui. O arrebatamento é o projeto de Deus para o homem. Mas ainda fica a pergunta: ”Onde está o Cordeiro?”
Abraão era a marca da obediência, da fé que ia se instituir para a eternidade, que levaria o homem a conhecer a salvação através de Jesus (o Cordeiro). Na vida de Jacó a marca era a herança patriarcal (Abraão, Isaque, Jacó). E mais tarde na bênção da saída do povo de Israel do Egito. Nesse momento a marca não deveria ser esquecida jamais, ou seja, o sangue do Cordeiro na verga das portas e também como alimento da família; Israel era agora um povo liberto, uma grande nação, um povo com identidade que ia para sua própria terra.
Jesus veio ao mundo (o Cordeiro), o tempo passou, a luta da Igreja transcorreu em diversas épocas e agora se prepara para o arrebatamento. As evidências e os sinais estão presentes, mas onde está o Cordeiro? Será que está nos grandes ajuntamentos, nas liturgias, nas dispersões, nas máscaras que o homem faz para enganar? O Cordeiro está com aqueles que estão ouvindo Sua voz!
Quem está ouvindo a voz do Cordeiro?
O apóstolo Paulo escreve que ao toque da última trombeta a Igreja será arrebatada. Então  conhecer os toques da trombeta é fundamental para a Igreja que vai subir. O toque será ouvido individualmente A Igreja (Obra) está mostrando uma coisa diferente que o mundo não pode mostrar porque é necessário que ela ouça e esteja sintonizada e em condições de ouvir o toque da trombeta.
A Palavra diz que nos momentos finais a trombeta tocará. Os sinais estão aí, o primeiro, o segundo e o terceiro toques ninguém ouviu, mas o quarto toque a Igreja tem que estar atenta para ouvir, pois este toque está relacionado com a eternidade, com o encerramento do projeto de Deus com a Igreja aqui no mundo.
Mas como ouvir a trombeta? Onde está o Cordeiro? Nos tempos do Velho Testamento a trombeta era feita do chifre do carneiro. Para a confecção do instrumento, era necessário que o carneiro (Cordeiro) estivesse morto. Fazendo uma analogia com os dias atuais, quem não conhece o sacrifício de Jesus, quem não tem experiência com a morte e ressurreição dEle, não vai ouvir o toque da trombeta. Não é simplesmente ir à igreja, ouvir um louvor ou uma mensagem mas, sim, ouvir o som da eternidade, difícil de ser ouvida num mundo conturbado como hoje.
O toque da trombeta
Para ouvir o toque da trombeta é necessário estar identificado com a morte do Cordeiro, saber porquê Jesus morreu e ressuscitou, ter experiência com este fato, saber que Ele veio para derramar Seu sangue, que para nós significa o derramamento de Seu Espírito (VIDA) sobre nós.
A mesma experiência que Abraão teve quando ia imolar Isaque, pois o Cordeiro estava ali presente vivo. A experiência de Jacó que também tem a presença do Cordeiro vivo no quintal (obediência). A experiência do povo na saída do Egito o Cordeiro estava presente em cada família. Agora, na saída da Igreja o Cordeiro está presente.
A Igreja tem que estar preparada, em vigilância. Será apenas um toque, como “num abrir e fechar de olhos”. O toque da trombeta está identificado com a morte do Cordeiro, pois para a fabricação do instrumento era necessário que o carneiro (Cordeiro) estivesse morto. Em seguida o chifre era levado ao fogo para retirada das impurezas internas e externas como restos de carne e odor, caracterizado hoje como o cheiro de morte (pecado).
A  forma do chifre era modificada duas vezes: primeiro para ser limpo. E em seguida, para ser usado, o sacerdote fazia um orifício para a passagem do ar que deveria ser proporcional ao tamanho do chifre. Fazendo uma alusão aos dias de hoje, isto significa a preparação do homem para ser usado como trombeta de Deus.
Deus retira os vestígios do pecado do homem limpando-o por dentro e por fora, e o molda como servo Seu. E como é o toque da trombeta? A trombeta é o próprio Cordeiro, o sopro é do Espírito, o som é a Palavra do Pai. O Cordeiro está na Trindade presente no meio da Igreja, o orifício é o canal que liga o coração do homem à eternidade de Deus. Deus fala e o homem reconhece a voz do Espírito Santo.
Só a Igreja conhece o som da trombeta
Israel usava as trombetas para vários tipos de anúncios ao povo por meio de toques curtos, prolongados e alternados entre outros. Como os toques eram como códigos, o inimigo não conhecia de modo nenhum o significado do som que a trombeta ecoava.
O toque da trombeta ainda hoje é o mesmo. Mas somente quem estiver afinado, sintonizado com o Cordeiro vai ouvir a trombeta, seja o toque de recuar, avançar, preparar para a guerra etc. A Obra do Espírito vive este exercício diariamente. O toque da trombeta, a voz do Pai através do Cordeiro que dá o sopro da vida (Seu Espírito), os dons espirituais são códigos usados pelo Senhor para falar com Sua Igreja. Este é o momento mais extraordinário da vida da Igreja.
Deus usa o homem como a Sua trombeta, e por isso a palavra diz: “…se separares o precioso do vil, serás a boca de Deus ” (a limpeza do chifre). Quando nós começamos a entender isso, constatamos que se o cheiro da morte saiu, agora vem o sopro da vida (a morte do Cordeiro. A ressurreição tem que estar na vida da Igreja).
Este é o anúncio feito pela Igreja (a trombeta é a boca de Deus) dos momentos solenes e especiais. Onde está o Cordeiro? Será que Ele está em sua casa? Na sua vida? Na obediência? Nos lugares incertos do homem? Nas badalações? Nas festas profanas? Onde está o Cordeiro? Quantos estão preparados nesta hora?
Vivemos um momento profético. Diz a Palavra que: “…o sopro da boca do Senhor enganará o adversário”. O inimigo não sabe o momento da vinda do Senhor porque ele não conhece os sinais (códigos).
Os códigos estão sendo emitidos todos os dias no meio da Igreja. O momento é de definição pessoal, pois a trombeta está pronta para ser usada. A Igreja conhece o código da trombeta, que é a Revelação, é aquilo que para muitos é um mistério  nesta última hora. O mundo e o dono do mundo não vão ouvir porque não conhecem os mistérios da Igreja.
A Igreja sabe que o Cordeiro está presente quando existe obediência; ou num momento de dificuldade, aflição e até mesmo num momento de libertação...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfases e Divindades Dr. Edson Cavalcante

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