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sábado, 7 de junho de 2014

ESTUDO PROFUNDO SOBRE O LIVRO DO PROFETA SOFONIAS (O SENHOR PROTEGE)...


                  ESTUDO PROFUNDO SOBRE O LIVRO DO PROFETA SOFONIAS ( O SENHOR PROTEGE )...
AUTOR
A tradição judaica aponta o profeta Sofonias como autor. O nome Sofonias significa “O Senhor Protege”. Sofonias faz parte de uma família de alta posição em Judá, com parentescos de linhagem real; a declaração inicial do autor afirma sua posição social (1.1), o que é uma característica incomum entre os profetas do Senhor. Sofonias era da quarta geração de Ezequias, rei temente a Deus. Além das informações contidas no início do livro, nada mais foi descoberto sobre ele. Se Miquéias lidou cuidadosa e compassivamente com os problemas do povo comum de Judá, os pronunciamentos de Sofonias revelam intimidade muito maior com os círculos da corte e com as questões políticas da época. Provavelmente estava familiarizado com os escritos dos profetas do século VIII, como Isaías e Amós, cujos pronunciamentos são refletidos em suas mensagens.
 Apesar do profeta utilizar um vocabulário sacerdotal em diversos pontos (1.4-5,7-9; 3.4,18), não há evidencias conclusivas que indiquem ter sido Sofonias oficialmente ligado ao Templo.
 DATA DE COMPOSIÇÃO
Sofonias profetizou em Judá, durante o reinado de Josias (640-609 a.C.). Contudo há algumas duvidas quanto a seu ministério profético ter sido realizado em período anterior ou posterior à grande reforma religiosa realizada por Josias em 621 a.C. As denuncias do profeta contra o sincretismo religioso, misturando adoração ao Senhor com a idolatria e adoração a Baal apontam para uma data anterior a reforma. Sua profecia deve ter ocorrido logo no inicio do governo de Josias, quando ainda vigoravam as terríveis e cruéis condições de vida criadas durante os reinados dos iníquos Manassés e Amom, e antes da morte do rei assírio Assurbanipal, em 627 a.C., tempo em que a Assíria ainda conservava grande poderio, embora já sentindo a aproximação de tempos difíceis. O que se pode afirmar com certeza é que, Nínive ainda não havia sido destruída (2.13-15). Consequentemente a mensagem do profeta foi proferida antes de 612.
 Sofonias era da mesma época de Jeremias, de Naum e talvez de Habacuque.
 CONTEXTO DA ÉPOCA
As cinco décadas de apostasia de Manassés (697-642 a.C.) custaram muito caro para Judá espiritualmente, e os israelitas jamais se recuperaram delas totalmente. Uma geração inteira só conheceu um rei, Manassés. Com o incentivo oficial o culto a Baal foi restituído e outras práticas religiosas dos cananeus, que nunca foram esquecidas desde o êxodo do Egito, mil anos antes.
 Uma vez que Josias ascendeu ao trono quando ainda era menino, Judá foi governado até 622 (2 Rs 22.1) por uma regência de sacerdotes e oficiais da corte. Quando assumiu o reino de fato, Josias conseguiu realizar sua “faxina” no templo e eliminar os deuses estrangeiros, seus ídolos e sacerdotes, ele o fez em nome de uma restauração das condições da aliança (2 Rs 23.24-25). Uma reforma semelhante fora executada por Ezequias cerca de oitenta anos antes (2 Rs 18.4). Em ambos os casos, a aparente fraqueza da monarquia assíria contribuiu para que pequenos reinos como Judá tentassem afirmar sua independência política e religiosa.
 TEMAS E CARACTERÍSTICAS
O tema principal de Sofonias é a vinda do Senhor, quando Deus castigará severamente as nações, dentre as quais se inclui Judá. Retrata o horror violento dessa experiência penosa com a mesma linguagem figurada expressa que se acha em outros profetas.
 A expressão “o dia do Senhor” foi usada pelos profetas para indicar o tempo em que a situação atual será substituída pela ordem determinada por Deus. A maioria dos oráculos da literatura profética representa um movimento em direção a essa condição ideal.
 Um tema menos obvio, mas que é mencionado em todo o livro de Sofonias é o reconhecimento por parte do profeta, da importância da aliança do Senhor com seu povo. Embora o profeta nunca use a palavra “aliança”, algumas passagens ecoam detalhes de encontros e provisões da aliança ocorridos anteriormente. Certamente os lamentos contra Judá refletem a ira do Senhor contra aqueles que negligenciam as obrigações da aliança.
 Sofonias inicia com uma mensagem universal de julgamento (1.2-3) e termina com um oráculo de salvação, em que tanto as nações (3.9) quanto o remanescente revitalizado de Israel (3.12-13) são conduzidos para um relacionamento salvífico com o Senhor (3.19-20).
 PROPÓSITO DA MENSAGEM
O propósito da profecia de Sofonias era iniciar uma mudança em Judá ao anunciar o juízo divino sobre a iniquidade. Aliado à intenção divina de castigar veio o anúncio de sua intenção de restaurar Judá. O centro da mensagem de Sofonias é o dia do Senhor, que segundo o profeta não tardará a chegar. Sua acusação contra Judá incluía a denúncia dos oficiais corruptos e a rebelião contínua contra Deus.
 O julgamento contra Judá é iminente. O profeta foi vago quanto à forma que viria esse julgamento. Não fala se haverá cerco, exílio, ou invasão estrangeira.
 No dia do Senhor a justiça será feita. Esse é um momento positivo para as vítimas, mas um dia de terror para os opressores. Os senhores irão servir aos antigos vassalos; os pobres serão exaltados acima dos ricos que os exploram; o povo voltará a buscar o Senhor; e haverá trevas ao meio-dia. Essa inversão é um tema comum na literatura profética que trata do dia do Senhor.
 No dia do Senhor, Deus castigará severamente as nações. O profeta retrata o horror violento dessa experiência penosa com a mesma linguagem figurada expressada em outros oráculos proféticos.
 Sofonias corretamente tentou causar temor em seus ouvintes no tocante ao dia do Senhor, e apela para que se arrependam. Ele salientou que através de tal julgamento a misericórdia do Senhor livrará a quem Ele quiser livrar. O remanescente puro, uma vez libertado, cantará os louvores do justo Senhor.
 ESBOÇO DE SOFONIAS
Introdução 1.1
A identificação do autor 1.1
O tempo do escrito 1.1
I. O dia do julgamento contra Judá 1.2-13
O julgamento sobre toda a criação 1.2-3
Contra os líderes religiosos 1.4-7
Contra os líderes políticos 1.8-9
Contra os líderes do comércio 1.10-11
Contra os descrentes 1.12-13
II. O dia do Senhor 1.14-18
Próximo e se aproxima rapidamente 1.14
Um dia de indignação 1.15-16
A terra inteira para ser destruída 1.18
III. Um chamado ao arrependimento 2.1-3
Um chamado para congregar 2.1-2
Um chamado pra buscar o Senhor 2.3
IV. O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2.4-15
Aos da borda do Mar: filisteus 2.4-7
Aos do oriente: Moabe e Amom 2.8-11
Aos do sul—Etiópia 2.12
Aos do Norte—Assíria 2.13-15
V. O dia do Julgamento contra Jerusalém 3.1-7
Contra os líderes 3.1-4
O Senhor é justo, no meio dela 3.5
Jerusalém não mudou 3.6-7
VI. Um remanescente fiel 3.8-20
Falar com pureza e honestidade 3.8-13
Os juízos são afastados, e os inimigos são exterminados 3.4-15
O Senhor se regozijando 3.16-17
O povo restaurado 3.18-20...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

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