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domingo, 29 de junho de 2014

A CADA DIA SOU MAIS GRATO A TI MEU SENHOR...


                            A CADA DIA SOU MAIS GRATO A TI MEU SENHOR...
 Seja grato Deus ontem, hoje e amanhã (Lucas 17.11-19)
Síntese: Muitos pessimistas acham que a comemoração de aniversário é uma contagem regressiva, pois é o mesmo que celebrar um ano a menos de vida. Porem encontrei uma definição mais bíblica que diz que, “Fazer aniversário é olhar para trás com gratidão e para frente com fé”. Isso é gratidão, ou seja, o reconhecimento por um benefício recebido. Todos nós devemos viver em gratidão. Devemos ser gratos pelas nossas vidas. Mas devemos ser gratos a quem?
Lucas 17.11-19 (NVI)
Contexto Imediato: Jesus está indo para Jerusalém quando encontra pela divisa entre Samaria eGaliléia 10 leprosos. Cura todos, porem só um volta para lhe agradecer. Mais uma vez um estrangeiro, um samaritano, serve de exemplo para o povo de Deus.
Idéia Central do Texto: Uma vez que a cura da lepra era esperada como sinal messiânico, Jesus prova ser o próprio Cristo que não faz acepção de pessoas.
Tese do Sermão: Devemos ser gratos a Deus.
Propósito Específico: Fazer com que todos tenham um sentimento de gratidão por tudo que Deus fez por nós, principalmente pela salvação.
Título: Seja grato a Deus ontem, hoje e amanhã
ser gratos, pois Deus atende aquele que clama. Um bom exemplo disso esta na passagem de Lucas 17.11-19 (NVI) que nos relata a cura de dez leprosos.
1.      Porque Deus atende aquele que clama (Vs. 11-13)
A caminho de Jerusalém, Jesus passou
Oração Interrogativa: Mas por que devemos ser gratos a Deus?
Oração de Transição: Devemos pela divisa entre Samaria e Galiléia. Ao entrar num povoado, dez leprosos dirigiram-se a ele. Ficaram a certa distância e gritaram em alta voz: ‘Jesus, Mestre, tem piedade de nós!’ ”.
No texto de Lucas 9.22 Jesus anuncia a seus discípulos que morreria e ressuscitaria após três dias. No verso 44 ele volta a falar sobre sua morte a seus discípulos e já no verso 51 inicia uma longa jornada até Jerusalém. O texto de Lucas 17.11 nos diz que Jesus continuava a sua viagem até Jerusalém, local onde cumpriria a sua missão, ou seja morrer numa cruz (Lucas 20.46). Pelo meio do caminho, entre Samaria e Galiléia Jesus entra em uma aldeia cujo o nome não é mencionado. Talvez porque o que realmente importa aqui são os moradores desta aldeia. Mas quem são estes moradores?
Tudo indica que nesta aldeia morava um grupo de pessoas atacadas pela doença da lepra, ou seja, aquilo que hoje conhecemos como hanseníase. As vítimas viviam em uma espécie de comunidade. Isso porque segundo a lei (Levítico 13.14) eram considerados impuros e ficavam separados da população em geral, pois “A lepra se tornou um tipo de pecado, asqueroso, propagador e incurável”.[1] A alimentação era regrada, a condições de higiene precárias e a aparição de outras doenças e até depressão era algo presente nestes locais. Assim viviam com a esperava de receber somente uma visita, “A morte era a visitante e libertadora mais constante, pois ali havia doenças que seguiam seus cursos fatais…”.[2]O sofrimento e a humilhação era algo constante, pois “O leproso não podia manter relações com as pessoas sãs…e devia gritar de longe: ‘imundo, sujo’, sempre que alguém se aproximava dele, Lv 13.45”.[3] Este era um alerta ao desavisados que não podiam se aproximar da aldeia.
Algo me chamou muito atenção no verso 13, pois os leprosos gritaram: “Jesus, Mestre, tem piedade de nós!” ao invés de gritar: “imundo, sujo”. Diferente do que era comumente realizado, os leprosos pediram por piedade, ou seja, pediram ajuda. Podemos pensar que estes leprosos só queriam um pouco de dinheiro ou alimento, mas antes de pedirem por auxilio disseram: “Mestre”. Isto deixa claro que reconheciam quem era Jesus. Provavelmente já tinham ouvido sobre ele e sobre a sua grande compaixão por todos em precisão. Aqueles homens já não tinham mais esperança de cura. A única coisa palpável que tinham era a certeza da morte que eliminaria toda a dor e sofrimento. Porem Jesus mesmo de longe se tornou a nova esperança. Sabiam que Jesus participava do problema de todos os que sofriam os mais diferentes males. Sabiam que aquele que por ali passava curava movido por sua misericordia e não para ostentar-se.
A necessidade nos faz buscar a Deus. A dor, vazio interior,           doenças ou qualquer outro tipo de sofrimento faz com que deixemos de lado todo orgulho e soberba e clamemos por ajuda a Deus que nos atende sem nada nos cobrar. Você está vivendo um momento difícil em sua vida? Está enfrentando problemas financeiros, familiares ou até mesmo de saúde como enfrentavam os leprosos? Se sua resposta foi sim, clame a Deus, pois ele atende aquele que o clama com humildade. A morte talvez é a sua esperança, mas saiba que Jesus é a esperança de vida. Saiba que ele é mais do que um viajante que passou neste mundo, pois Jesus é o próprio caminho que nos tira da aldeia do pecado.
Oração de Interrogativa: Reconheço a minha necessidade e já clamei por ajuda, mas ainda não fui auxiliado. Por que?
Oração de Transição: Porque Deus atende aquele que obedece.
2.      Porque Deus atende aquele que obedece (Vs. 14-16)
“Ao vê-los, ele disse:‘Vão mostrar-se aos sacerdotes’. Enquanto eles iam, foram purificados. Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano”. (Verso 14-16)
Era procedimento normal depois da cura da lepra a apresentação aos sacerdotes como observamos em Levítico 14.2-3: “Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote, E o sacerdote sairá fora do arraial, e o examinará, e eis que, se a praga da lepra do leproso for sarada”. Porem estes homens foram ordenados da seguinte forma por Jesus: “Vão mostrar-se aos sacerdotes”. Observamos Jesus dar uma ordem aos leprosos sem que antes estes estivessem curados. Não conheciam eles a lei? Claro que conheciam a lei. Podemos dizer até que já eram especialistas no assunto. Por que então se dirigiram ao encontro dos sacerdotes? Em obediência a Jesus, pois provavelmente já tinham ouvido falar de suas curas e conheciam a sua reputação. Sabiam que fazendo o que Jesus ordenou seriam atendidos.
Ryle diz que: “… quando somos obedientes, obtemos auxílio”.[4] A obediência dos leprosos foi a chave para o bem. “Sempre faremos bem em obedecer, como dóceis crianças, ao preceitos de Cristo” diz Ryle em seu comentário.[5] Deus se alegra em ver as suas criaturas vivendo em obediência aos propósitos inicias da criação. Muitos clamam no momento de precisão e dor, mas não fazem aquilo que Deus ordena. Como um pai poderá agradar um filho que o desobedece constantemente? Agrada-lo nesta na desobediência não é certo e nem mesmo didático. Se presenteamos os nossos filhos quando se comportam de forma incorreta ensinamos paralelamente que aquilo é o certo. Só presenteamos os nossos filhos quando merecem. Mas esta obedediência deve ser interior e não exterior, ou seja, deve ser espontânea e não religiosa.
No verso 16 o escritor ênfatisa: “Este era samaritano”.  Algo chamou muita a atenção de Lucas, pois somente um dos obedientes retornou para agradecer, e este era um samaritano e não um judeo. Para entendermos isso precisamos fazer uma breve definição dos samaritanos.
Quando o Reino do Norte foi derrotado de vez pelos assírios, em 721 a.C., vários judeos foram levados ao exílio e vários estrangeiros trazidos a Samaria (2 Reis 17.24). Consequentemente estes estrangeiros se casaram com os israelitas dando origem aos samaritanos. Esta mistura ia além do âmbito físico, pois religiosamente estes samaritanos possuíam caracteristicas semelhantes, mas não as mesmas dos judeos. Um bom exemplo disso era o templo que possuiam que não se situava em Jerusalém, pois o Monte Gerizim era para eles o verdadeiro local de adoração e não Jerusalém. Para os judeos eles eram contaminados fisicamente assim como religiosamente não fazendo parte do povo de Deus. A inimizada era aberta entre estes eles. Esta rivalidade continuou no tempo de Jesus. Mas como Jesus via estas distições? Para Deus havia diferença entre estes povos? Eram os judeus melhores do que os samaritanos aos olhos de Deus?
Jesus disse: “Vós sois os que vos declarais justos perante os homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque aquilo que é altivo entre os homens é uma coisa repugnante à vista de Deus” (Lucas 16.15). Sabemos que muitos judeus obedeciam a lei, mas de forma exterior, pois não entendiam que a lei foi criada para o homem e não o homem para a lei. Os judeus eram como aquela criança que come espinafre porque querem ser obediente aos seus pais, mas que na verdade detesta espinafre. Come resmungado e se queixando e no fim pensa, “fui obediente”. Deus jamais considerará as suas boas ações como obediência, a não ser que isso seja realizada com alegria. A obediência nasce internamente, ou seja, procede do coração. O samaritano não era judeu, mas diferente dos outros nove leprosos voltou para agradecer, pois foi obediente ao seu coração. Ele deixou para ver os sacerdotes um pouco mais tarde, pois deveria cumprir o grande mandamento: “Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Dt 6.5).
Oração de Interogação: Existe outro motivo para a minha gratidão a Deus?
Oração de Transição: Sim, pois Deus atende aquele que reconhece o seu filho.
3.      Deus atende aquele que reconhece o seu filho (Verso 17-19)
“Jesus perguntou: ‘Não foram purificados todos os dez? Onde estão os outros nove?’ Não se achou nenhum que voltasse e desse louvor a Deus, a não ser este estrangeiro?” Então ele lhe disse: “Levante-se e vá; a sua fé o salvou”.
Observamos no primeiro ponto que todos os leprosos estavam dispostos a implorar por ajuda, mas nem todos estavam dispostos a louvar a Deus. Jesus realizou perguntas retóricas por estar “…profundamente preocupado com o fato de que seu pai celestial não recebeu o louvor que lhe correspondia”.[6] Isso não quer dizer que os outros não estivessem gratos pela cura, pelo contrário aquilo era o que mais queriam que acontessese. Todos criam em Deus e na possibilidade de uma cura miraculosa, “…pois do contrário, não teriam atendido às instruções de Jesus”.[7] Porem “A fé precisa constar algo mais do que crença no poder de Deus, para operar milagres”.[8] O samaritano reconheceu Jesus como sendo algo maior do que um “mestre”.
Certo homem encontrou-se com um amigo, que era um grande e reconhecido poeta, e pediu-lhe:
-Olá, meu amigo… Que bom encontrá-lo. Estava pensando justamente em você. Vou vender o meu sítio, que você conhece tão bem. Poderia redigir para mim o anúncio do jornal? O poeta, prontamente, apanhou o papel e escreveu:
“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda“.
- Ficou ótimo, meu amigo. Eu sabia que ninguém poderia fazer um anúncio melhor que você. Obrigado. Meses depois, os dois se reencontraram e o poeta perguntou ao homem se já havia conseguido vender o sítio. Ele então respondeu:
- Nem pense mais nisso, meu amigo. Quando cheguei em casa e li o anúncio para a minha esposa, descobrimos que somos donos de um pequeno paraíso.
Este homem só reconheceu que morava em um paraíso depois que seu olhos foram abertos pela poesia. Assim também aconteceu com o samaritano que ao perceber que estava curado “Prostrou-se aos pés de Jesus”. Esta expressão quer dizer “encurvar-se com rosto em terra” e normalmente é associada à adoração a Deus. A atitude do samaritano expressa mais do que uma demonstração de amor, respeito ou gratidão por alguém. Amo minha esposa, mas nem por isso me curvo com o rosto no chão quando para demostrar isso. Tenho respeito pelo meu chefe, mas não me lanço no chão quando estou diante dele. Sou grato por tudo que meus pais fizeram por mim durante toda minha vida, mas nunca me prostrei diante deles. A ação do samaritano significava reconhecer Jesus como senhor. Por isso Jesus disse ao samaritano: “Levante-se e vá; a sua fé o salvou”.
Por causa da compaixão de Deus, seu único filho nos foi enviado a este mundo para pagar a nossa dívida. Para nos limpar da lepra chamada pecado. A morte de Jesus Cristo na cruz é o motivo que leva a ser grato, pois não merecíamos este favor de Deus. Por isso devemos ser gratos a Deus, pois Ele nos dá tudo o que precisamos. Você já reconheceu a sua necessidade de receber o perdão? Já clamou a Deus por salvação? Muitos reconhecem Jesus como Senhor de suas vidas. Reconhecem Jesus como o filho de Deus que veio ao mundo para resgatar os pecadores das mãos de Satanás. Mas esse reconhecimento deve ser mais do que palavras. Observamos isso claramente em Isaías 29.13: “Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens”. Você tem vivido em gratidão e adoração? Tem demonstrado isso através de sua própria vida?
Conclusão
Nada pior do que uma pessoa ingrata. Você talvez conheça alguém assim. Você talvez até seja uma pessoa ingrata. Mas observamos que temos muitos motivos para sermos gratos.
Uma mulher fazia compras numa feira-livre, quando um comerciante deu uma laranja para a sua filha. Querendo demonstrar para o feirante que havia ensinado seus filhos a serem agradecidos, a mãe perguntou à criança:
- Como é que se diz, minha filha?
- Descasca! – respondeu a menina.
Essa garota mesmo tendo sido ensinada sobre a importância do agradecimento continuava ingrata. Você pode ter entendido quais são os três maiores motivos de nossa gratidão a Deus, mas se não os reconheces, não passará de uma pessoa ingrata. Para que isso aconteça:
Reconheça que esta doente: Muitos acham que não precisam de Deus por terem saúde plena, um família estruturada ou por ter muitos bens materiais. Mas na verdade todos nós somos como leprosos para Deus. Como assim, leprosos? Bem a Bíblia diz que que todos nós somos pecadores e para Deus o pecado é como uma doença que contamina todo a alma do individuo.
Reconheça que precisa de Deus: Os leprosos estavam afastados de todos e de tudo, vivendo como lixos humanos. Isso porque o leproso era considerado como morto. O homem anda afastado de Deus por conta do pecado vivendo uma vida pobre e miserável. Para Deus o pecador pode até estar vivo fisicamente, mas morto espiritualmente.
Reconheça que Jesus é a única ajuda: Somente o humilde pede por ajuda. Os leprosos clamaram por compaixão, pois tinham a plena noção de que precisavam de ajuda. Você já pediu a ajuda de Deus ou ainda acha que não precisa de auxilio? Tiago 4.10 nos dá a seguinte certeza sobre a humildade: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará”...

Bispo. Capelão/Juiz. Mestre e Doutor em Ênfase e Divindades Dr. Edson Cavalcante

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