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domingo, 5 de janeiro de 2014

NEM OS LOUCOS ERRARÃO OS CAMINHOS DO CÉU, POIS NELES A PUREZA DE ESPÍRITO...


NEM OS LOUCOS ERRARÃO OS CAMINHOS DO CÉU, POIS NELES A PUREZA DE ESPÍRITO...

E vós sabeis o caminho para onde eu vou.  Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?  Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
João 14:4-6
Introdução
Sendo uma pessoa, como Jesus poderia se autodescrever como sendo o caminho? Como identificar o caminho através da vida de uma pessoa?
Alguns crentes afirmam que Jesus é a resposta, mas qual é a pergunta? Está escrito que Jesus é a porta, mas o que significa isso?
Sabemos que tudo isso são figuras de linguagem usadas para trazer entendimento aos homens através de metáforas e que a compreensão direta e objetiva disso tudo se dará somente com a revelação do Espírito Santo em nosso interior.
  Vejamos, portanto o que seria este “Caminho de Jesus”.
Em 1ª João 2:6 está escrito: “aquele que diz que permanece nele, esse deve andar assim como ele andou.”
 1.    O Caminho Alto
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”.  Isaías 55:8,9
Esta é uma consciência que deve estar profundamente enraizada dentro de nós e, certamente, estava firmada na vida de Jesus.
 Em uma ocasião, o Senhor disse que o seu juízo era verdadeiro porque não julgava as coisas de si mesmo, mas segundo a mente do Pai - leia João 8:13-16. Quando disse isso, Jesus estava afirmando que não pensava nem andava por si mesmo, mas que todas as coisas em sua vida eram conduzidas pela revelação que o Deus Pai lhe trazia através da relação de intimidade com o Espírito Santo.
 Todos nós temos hoje a oportunidade e a capacidade de andarmos nessa dimensão de vida com Deus. I Coríntios 2:15, 16 diz: “Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois, quem conheceu a mente do Senhor, que a possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo”.
Que coisa impressionante! Está ao nosso alcance. É só uma questão de entendimento e, sobretudo fé.
O que a Bíblia está nos dizendo é que se formos homens e mulheres espirituais, quer dizer, não carnais, estaremos sob a influência dos pensamentos altos de Deus e invariavelmente andando em seus altos caminhos.
Não basta sabermos que Deus possui caminhos e pensamentos mais altos que os nossos quando recebemos a consciência de que podemos desfrutar desses pensamentos e caminhos abundantes do sobrenatural.
Sobrenatural é aquilo que está sobre o natural, ou seja, está acima dos pensamentos e caminhos naturais de nossa fraca humanidade. A Palavra viva de Deus nos diz que podemos ter pensamentos altos e por isso podemos também ter caminhos altos e andar segundo os caminhos de Jesus.  
2.    O Caminho Santo
“E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, será somente para o seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco”.  Isaías 35:8
Uma marca sempre presente na relação de Deus com seu povo é a exigência de que esse povo seja separado dos demais.
Nosso Deus é Santo, ou seja, Ele é diferenciado de qualquer outra divindade, não existe nenhum outro deus semelhante a Ele.
Da mesma forma, há esta exigência de santidade para todos os seguidores de Deus e Jesus cumpriu esse quesito de forma extraordinária.
A chamada à santidade é, portanto estendida a todos os crentes, indistintamente. Mas o que ocorre é que a santidade não pode ser classificada, “neo-testamentáriamente”, como uma coleção de normas e doutrinas a serem seguidas, mas por um caminho pelo qual devemos enveredar.
Essa compreensão deve abrir nosso entendimento a fim de que saiamos da maneira normativa de vivermos a Palavra, pois a Palavra deve ser encarnada assim como aconteceu com Jesus. O Mestre era o Verbo encarnado (João 1:14) e não um observador fiel aos preceitos contidos na Lei de Moisés, os Fariseus é que eram assim.
Observar a Lei de Deus é algo aparentemente bom e justo, mas não é este o projeto do Senhor para esta dispensação na Terra, e consequentemente este não é o modelo de santidade que está a nossa disposição nas regiões celestiais.
Nossa santidade está relacionada á nossa fé e disposição em seguir pelo caminho proposto pelo Senhor Jesus. Logo ali em cima eu citei o texto de 1ª João 2:6 que diz: “ aquele que diz que permanece nele, esse deve andar assim como ele andou.”, ou seja, tudo o que devemos fazer é andar nele, no Caminho e segui-lo. É muito simples! Tão simples que fica difícil de se entender como alguém pode se tornar mestre em um assunto como este.  Irmãos é só seguir o Mestre e a santidade virá. Siga o Caminho, pois ele é santo e não você. A Bíblia está nos esclarecendo que não sou eu, nem você, nem o pastor o santo, mas o caminho é que é santo. Diz ali que até mesmo o louco vai andar nele e não irá errar. Irá andar em santidade todo aquele que não se desviar do Caminho Santo.
Muito mais poderíamos discorrer sobre isto, mas no momento é o que basta. 
3.    O Caminho Novo e Vivo
“pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne”. Hebreus 10:20
Este texto fala de entrarmos corajosamente num lugar profundo da presença de Deus, o ápice da Glória divina. O Santo dos Santos é o coração de Deus, o centro dos projetos e das emoções do Pai Celestial; um lugar escondido, secreto e ao mesmo tempo acessível aos filhos.
Infelizmente, não são todos os crentes que se dispõem a tal aventura. Entrar no coração de Deus é mergulhar numa nova dimensão espiritual, é passar a ver as coisas por uma nova ótica, a ótica do sobrenatural, ou seja, aquilo que está acima e além da compreensão filosófica, teológica, enfim, natural.
Nesse lugar novo, recebemos um batismo revolucionário, pois ele nos eleva a compreensões bem mais altas do que qualquer coisa que já tenha sido discutida ou estudada ainda que pela mais elevada sabedoria e ciência humana já revelada nas mentes mais privilegiadas e notáveis que existiram ou venham a existir neste planeta.
Estamos falando aqui das coisas elevadas de Deus; o Deus dos altos caminhos e das altas revelações. E o lugar de onde essas joias são transportadas e descarregadas ao coração humano é o coração de Deus, o Santo dos Santos.
É importante notar que esse lugar é chamado de Santo dos Santos porque é reservado somente para Santos, por isso, é indispensável que o crente tenha consciência de seu chamado e predestinação para a santidade pessoal.
A marca mais profunda se encontra nas palavras novo e vivo. Ali está escrito que há um caminho com estas características: novidade e vida.
Jesus disse que deixava um novo mandamento aos seus discípulos: o de se amarem mutuamente. Somente o apóstolo João citou esta ordem do Senhor pelo menos sete vezes em seus escritos. Entendo que a palavra nova tem a intenção também de manutenção, ou seja, manter-se sempre nova a ideia e a atitude do amor entre os irmãos. E aqui neste texto que estamos estudando é a mesma coisa: o caminho se renova sempre. É um caminho vivo e por isso não está estático, enraizado, travado, bitolado, engessado ou coisas desse tipo... deu pra entender?
O caminho por ser vivo, se renova sempre e precisamos sempre estar atentos a isso. Corremos o risco constante de sistematizarmos a visão de Deus e sua Palavra.
Um exemplo disso foi, quando há alguns séculos, uma junta de eruditos se reuniu para consolidar o Cânon, aqueles homens imprimiram e colocaram capa na chamada Palavra de Deus. A Bíblia é sem dúvida a Palavra de Deus, mas você pode concordar comigo que Deus, sendo infinito, não pode ser fechado entre algumas centenas ou milhares de páginas. A prova mais evidente do que estou citando aqui são as palavras de João no último versículo de seu evangelho que diz: “Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritos”.
 Esta é a grandeza de nosso Deus. Ele não pode ser simplesmente encaixotado, encapado entre páginas. Deus é infinito, Ele é simplesmente imprevisível. Deus não se deixa enlaçar por uma sistemática, por uma tradição ou coisas desse tipo. Lemos a Bíblia porque ela é a Palavra de Deus e ali estão contidos os testamentos que o Senhor deixou registrados para a humanidade, mas nossa relação com o Senhor não deve se restringir a uma tradição apenas. Veja o que está escrito em Isaías 29:13: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca, e com seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim. O seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em coisas aprendidas por rotina”.
Numa outra versão o versículo termina dizendo “em coisas que aprenderam maquinalmente”.
Isso é a verdade de Deus! Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor, está escrito. Essa deve ser a grande marca de nossas vidas, conhecer ao Senhor. Uma parte de Deus é revelada por sua Palavra Escrita, mas há ainda mais a ser mostrado. Quando conhecemos ao Senhor somente através das tradições, o conhecemos de maneira imperfeita, pois as tradições são humanas e não mudam. Quando recebo algo que alguém aprendeu de Deus, recebo algo da parte desse alguém e não diretamente de Deus. Não há nada de errado nisso, mas ao conhecer o Senhor, pela pregação do Evangelho devo me dedicar em conhece-lo pessoalmente. Assim, poderemos ter a convicção de estar bebendo diretamente da fonte.
É possível provar o argumento do quanto uma tradição infecta e acaba sendo nociva no caso da pregação do Evangelho de Jesus citando o exemplo dos missionários norte-americanos. Uma das maiores acusações feitas contra a pregação do Evangelho contemporâneo é a de que esses missionários levavam além da pregação cristã, costumes e tradições do estilo de vida americano que acabaram influenciando e modificando definitivamente diversas culturas e povos.  
Em muitas igrejas no Brasil é comum vermos os pregadores usarem ternos e gravatas, ainda que sejamos um país muito quente. Isso é sem dúvida influência dos primeiros pregadores que trouxeram o evangelho dessa forma ao nosso país. Nas questões musicais, doutrinárias, enfim, quase tudo no evangelho recebido pelo Brasil foi trazido por missionários e pregadores americanos e estão impregnados de conceitos culturais daquele país.
A Palavra de Deus está além dessas coisas humanas, e elas não são ruins por si só, mas quando são colocadas no mesmo nível das doutrinas bíblicas acabam se tornando parte do Evangelho, manchando assim a revelação.
É fundamental então que todos compreendam que o Caminho de Deus é novo e vivo, ou seja, não é como alguém te contou um dia, mas pode se manifestar de diferentes maneiras em diferentes culturas. Jesus é negro na África, Loiro na Dinamarca, Moreno no Brasil, é capitalista, socialista, neoliberalista ou até mesmo comunista. Ele simplesmente é o que é onde quer que tenha sido revelado! Não podemos ficar restritos àquilo que nos disseram apenas, isso é só o começo, devemos mergulhar na novidade e na vida do Caminho do Senhor para que possamos desfrutar de tudo aquilo que Ele tem para as nossas vidas...
BISPO/JUIZ. MESTRE E DOUTOR EM ÊNFASE E DIVINDADES DR.EDSON CAVALCANTE


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