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quinta-feira, 23 de maio de 2013

SERMÕES VARIADOS, PREGANDO A PALAVRA DE DEUS...



                                 SERMÕES VARIADOS, PREGANDO A PALAVRA DE DEUS...

  (I Reis 19:16-21)

Há de se esperar de alguém que aspira o ministério pastoral que: 
a) Seja realmente chamado por Deus  (v. 16)
            Não é o pastor quem escolhe “ser pastor”, mas Deus quem o escolhe para esta obra.  Jesus deixa claro isto em João 15:16 Vós não me escolhestes... mas eu vos escolhi a vós...  O Senhor da Igreja é quem escolhe e dá o dom ao servo para exercer este ministério (Efésios 4:10 e 11).
 b)  Seja predisposto ao trabalho árduo  (v. 19)
            Elias encontrou o profeta escolhido por Deus no árduo trabalho de arar a terra.  Igualmente, o ministério exige, sempre, árdua labuta.  Jesus mesmo usou metáforas de trabalhos árduos para referir-se ao ministério: apascentar ovelhas, lançar mão do arado, pescar, cingir-se de madrugada, etc.  Na carta-testamento de II Timóteo, o apóstolo Paulo refere-se várias vezes ao seu próprio sofrimento e conclama seu filho na fé a participar dos sofrimentos inerentes ao ministério (1:8, 12, 2:3, 4:5).
 c) Dê prioridade ao Senhor e sua obra  (v. 20)
            Podemos comparar a atitude de Eliseu com a do homem que declarou a Jesus:  Senhor, eu te seguirei;  mas deixa-me primeiro despedir-me dos que estão em minha casa  (Lucas 9:61).  Este diferencia-se de Eliseu porque desejava buscar a aprovação da família  (a palavra usada para “despedir” tem o significado de “buscar consentimento”).
 d) Seja humilde para servir ao próximo  (v. 21)
            Durante sete anos Eliseu serviu a Elias.  Em II Reis 3:11, mesmo depois da partida de Elias, Eliseu continuava a ser lembrado como aquele que deitava água nas mão de Elias.  Jesus deixou-nos exemplo ao lavar os pés dos apóstolos.  O ministério pastoral exige humildade para servir.          

2)  CRENTES QUE FAZEM DIFERENÇA   (II Reis 2:4-11)
            Há uma quantidade de cristãos nominativos, que nenhuma diferença faz a favor do Evangelho.  Percebamos nas atitudes de Eliseu como um cristão pode constituir-se nalguém que faz diferença onde vive.
 a)  Seguindo seu mestre de perto  (vs. 4 e 6)
            Eliseu fez questão de permanecer junto de Elias durante todo o tempo.  Diferentemente dos “filhos dos profetas”, ele acompanhou seu mestre até o fim.  Igualmente, o cristão autêntico, que diferencia-se neste mundo, segue Jesus de perto.  Em Lucas 22, na narrativa da prisão de Jesus, no verso 54 lemos:  “e Pedro seguia-o de longe”.  Em seguida, o evangelista nos afirma das três negativas de Pedro para com Jesus.  Hoje, muitos há que seguem Jesus de longe e o resultado disso é escândalo para o Evangelho.
 b)  Imitando o modelo de vida de Cristo  (v. 9)
            Eliseu pediu “porção dobrada” do espírito de Elias.  Podemos entender nisto o desejo do discípulo de ser tão ou melhor do que seu mestre.  Que ousadia!  Mas o desafio que a Palavra de Deus nos coloca é justamente este:  imitar a Cristo, sendo dignos da nomenclatura “cristãos” (vide I Cor 11:1).  “A Bíblia nos ensina a nos contentarmos com o que temos, mas nunca com o que somos” (J. Blanchard).
 c)  Fazendo uso do poder de Cristo  (v. 14)
            Eliseu apropriou-se da capa de Elias e, imediatamente, usufruiu do mesmo poder que habitava em Elias ao ferir as águas do Jordão com a capa.  Em conseqüência disto os discípulos de Elias, que aguardavam ao longe, logo notaram que Eliseu fora investido pelo mesmo poder (v. 15).  Igualmente, Jesus dá-nos poder, o poder do Seu Nome!  O crente que faz diferença neste mundo é alguém que usufruiu deste poder, a exemplo da Igreja apostólica em Atos (vide Atos 3:6, 16, 16:8).
             Para que Eliseu chegasse ao ponto de ocupar a função profética antes desenvolvida por seu mestre, Elias, foram necessários sete anos de intensa convivência e aprendizado, resultando num ministério tremendamente importante na vida de Israel durante décadas.  Somos desafiados como crentes em Jesus a seguí-lo de perto, ter comunhão com Ele, conhecer sua palavra e seu modelo de vida, imitá-lo, fazer a sua obra, representá-lo como seus embaixadores.          

3)  REMOVENDO A AMARGURA   (II Reis 2:19-22)
             Jericó era uma bela cidade, tinha de tudo para oferecer uma vida feliz aos seus habitantes.  Entretanto, seu povo era infeliz em virtude das “águas amargas”.  A Bíblia informa que suas águas eram péssimas (v. 19). Igualmente há vidas preciosas na Igreja do Senhor que, embora agraciadas com beleza, inteligência e capacidade, padecem da “amargura de coração”.
a) Amargura: um mal que aflige crentes!
            Convivemos em comunidade e não é raro que conflitos, desavenças, ressentimentos, se desenvolvam e contaminem o coração do crente com amargura.  Daí a Bíblia conter fatura de admoestações acerca da necessidade de “tirar do nosso meio toda amargura” (Efésios 4:31), de “não deixar que a raiz de amargura brote e contamine” (Hebreus 12:15).  O motivo pelo qual precisamos afastar a amargura de nós é claro: esterilidade.
b) O resultado da amargura:  esterilidade  (v. 19)
            Assim como em Jericó, cidade tão “agradável”, conforme o testemunho de seus habitantes, a amargura das águas impedia a felicidade do seu povo e o crescimento da cidade, a amargura de coração remove a alegria inerente ao servo do Senhor e o priva de frutificar na obra de Cristo.  Uma alma amargurada perde até mesmo a alegria de cultuar ao Senhor! (“Se você não tem alegria na vida cristã, existe vazamento em algum lugar no seu Cristianismo” Billy Sunday).
            Outro aspecto a destacar é a capacidade que a amargura enraizada tem de contaminar outras vidas:  “e que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hebreus 12:15).  A esterilidade resultante da amargura tende a alastrar-se pela Igreja do Senhor!  É um mal terrível!  O que fazer contra isso?
c)  É preciso recorrer ao Senhor para purificar-se  (v. 21)
            Os habitantes de Jericó recorreram à pessoa certa.  Através de Eliseu, o Senhor operou operou o milagre da purificação daquelas águas.  É preciso recorrer à ajuda do Senhor para purificar nossas almas, nossos corações de ressentimentos e amarguras,  de ofensas que já deveriam ter sido perdoadas, de mágoas sem fundamento, de raízes que insistem em brotar e que roubam nossa alegria.
             Recorra ao Senhor e confesse a Ele a amargura que sente, a tristeza, o ressentimento, a dificuldade em perdoar...  Seja sincero diante dEle e, humildemente, peça-lhe ajuda.  Deus, então, removerá a amargura do seu coração.       

4)  A MAIS TERRÍVEL DAS BATALHAS  (II Reis 3:6-25)
                        Os reis de Israel, Judá e Edom se uniram para combater contra Moabe, que revoltara-se contra o domínio de Israel.  Três reis contra um - parecia fácil a vitória.  Porém, a vida lhes reservava uma surpresa, um obstáculo com o qual não poderiam lidar.  Você, também, mais cedo ou mais tarde, terá que reconhecer, se ainda não o fez, o maior embate da sua história.  Sua força, inteligência e recursos materiais não lhe bastam para ganhar esta luta:  a morte sempre vence os que insistem em enfrentá-la com estas armas.  O que fazer, então, para vencer a batalha contra a morte?
 a) Deus está ao alcance dos que o buscam  (v. 14)
            Não havia água para as tropas aliadas e a conclusão do rei Jeorão, de Israel, foi de que a derrota para os moabitas seria inevitável (v. 10).  Entretanto, ali estava Josafá, rei de Judá, homem que conhecia a Deus e que naquela situação desesperadora requisitou um profeta de Deus.  Avisaram-no de que Eliseu poderia ser encontrado naquela região e assim o fizeram.  Igualmente, Deus está ao alcance daqueles que o buscam e propenso a socorrê-los (vide Isaías 55:6).  Mas há uma condição para isto:
            - É PRECISO BUSCÁ-LO COM FÉ E HUMILDADE!  Deus não socorreu aos aliados por causa de Jeorão (v. 13), pois este era ímpio, idólatra.  Deus respondeu por meio de Eliseu em virtude de Josafá realmente confiar nEle (v. 14).
            E o que Deus faz por aqueles que o buscam, crédulos e humildes, para lhes dar vitória nesta batalha contra a morte?
b) Deus providenciou um rio de água da vida (v. 20)
            A ordem dada pelo profeta era que fizessem poços naquele vale.  Em nome do Senhor ele prometeu que, mesmo sem chuva, aqueles poços se encheriam de águas no dia seguinte (v. 17).  Quer surpresa, sem vento, sem chuva, conforme Deus falara, surgiu a tão preciosa água.  Jesus revelou-se como “a água da vida” (João 4:10, 7:37 e 38) e é a fé nEle que nos possibilita vencer nesta terrível batalha.  Jesus é o milagre de Deus para nos tornar vitoriosos e não somente sobre a morte, resultado do nosso pecado, mas também sobre o inimigo de nossas almas. 
            E o que Jesus fez para nos garantir esta vitória?
 c) A função do sangue na nossa vitória  (v. 23)
            A Bíblia ensina sobre o valor do sangue derramado por Jesus na cruz, em sacrifício por nós, para salvação de quem crê  (Mateus 26:28, Atos 20:28, Romanos 5:8 e 9).  Este foi o plano traçado por Deus na eternidade para nos salvar.  Interessantemente, as águas que jorraram naquele vale da terra de Edom tinham “cor de sangue”.  Isto levou os moabitas a pensarem que as águas estavam tingidas pelo sangue derramado pelos exércitos aliados que teriam se auto-destruído (v. 22).  Afoitamente, os moabitas correram em busca dos depojos, tornando-se presas fáceis.  A cor de sangue das águas possibilitou a esmagadora vitória.  O sangue derramado na cruz é que garante nossa vitória (Romanos 8:37).
            - A DIFERENÇA ENTRE JEOVÁ E O DEUS MOABITA  (vs. 26 e 27):  A batalha encerrou-se com um incidente terrificante.  O rei Moabita, Mesa, adorador do deus Canos, desesperado pela ineficiência do seu deus, decidiu sensibilizá-lo, matando seu filho primogênito sobre o muro da cidade, em sacrifício.  Isto indignou os soldados aliados.  Que diferença...  Jeová foi quem deu seu Unigênito para morrer na cruz para nos salvar!  Basta crer e invocá-lo em oração e Ele vai ouvi-lo.
             Seja vitorioso diante desta batalha contra a morte.  Creia no poder do sangue de Jesus, confesse-o como Senhor e Salvador.  Este é o caminho para tornar-se vitorioso  (“O céu pagará qualquer prejuízo que possamos sofrer para ganhá-lo, mas nada poderá pagar o prejuízo de perdê-lo” Richard Baxter).        

5)  A PROVIDÊNCIA DIVINA  (II Reis 4:1-7)
             Quantos de nós, crentes, podemos testemunhar de como Deus é fiel em suprir nossas necessidades?  Posso me lembrar de inúmeras vezes quando provei de quão fiel é Deus em suas promessas e digo “amém” à observação de Davi:  “nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Salmo 37:25).  Neste episódio do ministério de Eliseu encontramos um exemplo de como Deus age para sustentar seus servos.
a)  O sustento dos servos do Senhor é garantido  (v. 1)
            Aquela mulher viúva de um “filho de profeta” e seus dois filhos puderam recorrer a Eliseu na certeza de que seriam socorridos.  Afinal, o chefe daquela família fora homem temente a Deus, um servo do Senhor.  E a Bíblia diz que Deus cuida daqueles que a Ele servem e nele confiam  (vide Mateus 6:25-31,  10:29-31).  A oração é nosso recurso para encontrar auxílio divino (João 14:13, Filipenses 4:6).  Há um elemento fundamental para gozar da providência divina, sem ele as bênçãos ficam impedidas de nos alcançar: a fé.
b) Deus honra a fé dos seus servos  (vs. 4 e 6)
            O Deus Eterno se agrada da fé de seus servos (Hebreus 11:6) e a mulher que procurou Eliseu em busca de ajuda demonstrou fé diante da palavra do profeta.  Pediu emprestadas vasilhas aos visinhos e, exatamente como falara Eliseu, encheu-as de azeite miraculosamente multiplicado. A multiplicação do azeite durou até que a última das vasilhas fosse cheia;  nem mais, nem menos.
            Assim costuma Deus fazer conosco:  Ele honra nossa fé.  Jesus enfatizou esta questão, inclusive censurando seus discípulos pela “pequena fé” (Mateus 14:31).  Em Mateus 8:13 Jesus disse ao centurião que buscava cura para seu servo:  “vai-te, seja feito conforme a tua fé”.  Em Mateus 9:29 e 30  Jesus curou dois cegos dizendo:  “Faça-vos conforme a vossa fé”.  No capítulo 17 de Mateus o Senhor ensina das possibilidades de uma “fé do tamanho de um grão de mostarda”(v. 20).  Deus sustenta seus servos, na medida em que confiam nEle!
             Sirva ao Senhor fielmente.  Confie nEle e prove da fidelidade de Deus em prover nossas necessidades vitais.  Louvado Seja Deus porque, mesmo quando dormimos, Ele trabalha por nós e provê Seus filhos das bênçãos que precisamos;  sobretudo, daquelas que o dinheiro não compra (vide Salmo 127:2). 
     
  
6)  UMA SERVA DE DEUS APROVADA  (II Reis 4:8-37)
             Por não conhecermos o nome da mulher desta história nós a chamamos de Sunamita, face ter morado em Suném, cidade que ficava entre o Monte Carmelo e a cidade de Samária.  Nesta mulher agraciada com um filho mediante um milagre, visto que seu marido era de idade avançada (v. 14), encontramos características fundamentais à mulher cristã aprovada por Deus.
a) UMA DISPOSIÇÃO PARA SERVIR  (vs. 8 a 10)
            Sendo uma mulher rica, esta serva do Senhor dispunha-se a hospedar o profeta Eliseu em sua casa, gentilmente.  Bondade, benevolência e hospitalidade são qualidades inerentes às servas de Cristo.  Seu desejo de servir era tão acentuado que chegou a prover um quarto exclusivo ao profeta (v. 10).  Assim nos acostumamos a ver as mulheres cristãs agindo para com o Senhor Jesus:  servindo-o com seus bens (Mateus 27:55, Lucas 8:2 e 3).  Além da disposição em servir na obra do Senhor encontramos outra característica cristã na Sunamita:  o discernimento.
b) A SABEDORIA NO DISCERNIMENTO  (v. 9)
            Aquela mulher foi quem alertou seu marido:  “eis que tenho observado...”, disse ela, “e eis que este... é um santo homem de Deus”.  Ela teve olhos para notar que Eliseu não era uma pessoa comum;  observando-o reconheceu a presença do Espírito de Deus sobre ele.  Igualmente, a mulher cristã precisa ser sábia em observar e discernir a verdade e a vontade de Deus.  Tocante é a experiência narrada por João acerca do encontro de Maria Madalena com Jesus, à porta do sepulcro (João 20:15 e 16).  Chorava Maria Madalena por não ter encontrado o corpo de Jesus quando este lhe apareceu:  “Maria!”.  Ele falou e, imediatamente, ela o reconheceu:  “Raboni”.  A mulher cristã pode receber de Deus sabedoria e capacidade para discernir Sua vontade. 
            A Sunamita nos apresenta ainda outra virtude da mulher cristã aprovada: seu contentamento.
c) O CONTENTAMENTO (v. 13)            Eliseu queria recompensar a Sunamita, porém, esta nada quis lhe pedir!  Embora nenhum filho tivesse, recusou perdir-lhe alguma coisa.  E olhe que Eliseu lhe ofereceu qualquer tipo de auxílio.  Podemos entender assim sua resposta:  “Eu estou contente com o que tenho”.  Da mesma forma a Palavra nos aconselha a fugir da ambição:  “Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes...” (Hebreus 13:5).  Que grande virtude!  Há ainda outra qualidade a destacar na Sunamita: sua confiança em Deus.
d) CONFIANÇA EM DEUS (v. 23)
            Ao ver seu filho morto a Sunamita não se desesperou, nem se revoltou, nem murmurou.  Pelo contrário, disse ela a seu marido:  “Tudo vai bem”.  Diante do infortúnio, decidiu recorrer ao profeta.  Ela não ficou a lamentar o ocorrido, mas partiu em busca de uma solução junto ao homem de Deus.  Eis aí mais uma das características da mulher cristã aprovada, a confiança no poder sem limites do nosso Deus.  Na adversidade, não lamenta, mas busca auxílio no seu Deus.
             Foi por estas qualidades que o Senhor abençoou a Sunamita, fazendo dela uma bênção até hoje.  O capítulo 8 de II Reis conta que esta mulher foi peregrinar junto com seu filho na terra dos filisteus, recomendada por Eliseu.  Passados sete anos, ao retornar, encontrou sua propriedade invadida.  A providência divina possibilitou que o rei de Israel estivesse a ouvir de Geazi, servo de Eliseu, a história dela quando chegou a Sunamita para requerer justiça.  Diante de tão grande testemunho o rei julgou com plena justiça sua causa.  Que o Senhor encha nossas Igrejas de mulheres com poderosos testemunhos de fé.      
  
7)  LIDANDO COM AS ADVERSIDADES  (II Reis 4:18-37)
             Eliseu é um bom exemplo de como devemos lidar com as adversidades.  Alguns anos antes o profeta prometera à Sunamita um filho.  Posteriormente, este filho faleceu e a mulher foi ter com o profeta.  A maneira como Eliseu lidou com o problema nos ensina lições preciosas. 
a)  OS SERVOS DO SENHOR ESTÃO SUJEITOS À ADVERSIDADES (v. 27)
            Eliseu foi pego de surpresa com a fatalidade.  Deus lhe encobrira o fato.  Repentinamente o profeta foi obrigado a lidar com um grave problema: a mãe aos seus pés, amargurada, a questionar a promessa que o mesmo profeta lhe fizera acerca do menino.  Isto nos ensina que, como crentes, estamos sujeitos às interpéries, às adversidades da vida.  No entanto, nunca esqueçamos que Deus tem propósitos nas nossas adversidades (Romanos 8:28).
b) ADVERSIDADES NOS ENSINAS A ORAR E A CONFIAR NO SENHOR (v. 33)             Eliseu nos deu um grandioso exemplo de confiança e persistência na oração.  O grave problema que tinha a resolver não o desesperou.  Ao contrário, orou e perseverou em buscar no Senhor a solução:  que o menino revivesse.  A Palavra de Deus nos conclama a agir assim:  “pedi... buscai... batei...” (Mateus 7:7),  “não andeis ansiosos... antes em tudo sejam conhecidos os vossos pedidos diante de Deus pela oração...” (Filipenses 4:6). Quando Deus nos consente uma adversidade, Seu propósito é nos ensinar a confiar nEle.
c) NOSSA VITÓRIA TESTEMUNHA DO PODER DO SENHOR  (v. 37)
            O menino reviveu às custas da oração persistente de Eliseu e, em conseqüência, o fato tem sido narrado como demonstração do poder de Deus.  Em II Reis 8, encontramos o servo de Eliseu sendo chamado à presença do rei de Israel para narrar os feitos do profeta após 7 anos deste ocorrido.  A história contada por Geazi ao rei lhe causou profunda impressão (v. 5).  Da mesma forma nossas vitórias sobre as adversidades servem de testemunho para glória do nosso Deus.
            A maneira correta de lidar com as adversidades é, fugindo da murmuração, confiar no Senhor e aprimorar-se na oração fervorosa e persistente.  Além da edificação espiritual com a qual saímos da adversidade, nossa vitória testemunha do poder do Senhor.              

8)  A TENTAÇÃO DO GANHO FÁCIL  (II Reis 5:20-27) 
            Geazi, o servo de Eliseu, achou que poderia facilmente lucrar, desde que corresse até Naamã e lhe contasse uma boa e comovente história.  Ele não precisaria de toda a prata, ouro e vestidos que o general sírio trouxera e que o profeta recusara, bastariam um pouco de prata e duas vestes.  A conseqüência terrível que esta atitude de Geazi trouxe para si nos serve de alerta contra esta tentação a que estamos sujeitos.  Cuidemos de não cometer os seguintes equívocos: 
a) PENSAR QUE ‘TER’ É MAIS IMPORTANTE  (v. 20)
            Freqüentemente estamos sujeitos a pensar como Geazi, que o mais importante é ter a prata e as vestes, do que ser “irrepreensível e sincero” (Filipenses 2:15).  O Senhor Jesus lidou com esta tentação quando o Diabo o levou ao alto de um monte e, mostrando-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, disse-lhe:  “Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:8 e 9).  A resposta de Jesus foi que somente a Deus devemos adorar e só a Ele servir.  Não importa o prejuízo financeiro e material que isto traga, primeiro devemos buscar o Rei e Sua justiça (Mateus 6:33).  Lembre-se de que o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e por isso muitos crentes trazem sofrimentos terríveis para suas vidas! (I Timóteo 6:10).
b) COMPROMETER O NOME DO SENHOR  (v. 26)
            O senhor de Geazi lhe perguntou:  “Porventura não foi contigo o meu coração...?  Era isto ocasião para receberes prata e roupa...?”  Geazi usara o nome de seu senhor para ludibriar Naamã.  O crente tem um Senhor, Jesus Cristo e, toda vez que cai em tentação, está comprometendo o Nome do seu Senhor!  Eis aí o escândalo.  É preciso resistir à tentação do ganho fácil para que o Nome do Senhor não seja blasfemado.
c) AS TERRÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS DO CAIR EM TENTAÇÃO  (v. 27)
            Geazi herdou a lepra de Naamã e sua descendência também colheu das conseqüências. São as muitas dores, com as quais alguns que se desviaram da fé, foram traspassados, segundo o apóstolo Paulo em I Timóteo 6:10.  Nesta mesma carta o apóstolo escreve, no capítulo 1, sobre os que “naufragaram na fé”.  Geazi naufragou quando caiu na tentação do ganho fácil.  Isto tem que servir de alerta para você!
            Cuide-se para não cair nesta tentação.  Lembre-se de que todos estamos sujeitos a cair (I Coríntios 10:12), mas que Deus mesmo está disposto a auxiliar-nos (I Coríntios 10:13)...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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