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quarta-feira, 15 de maio de 2013

O PREÇO DA TRAIÇÃO...


                                                       O PREÇO DA TRAIÇÃO...


A profecia que quero estudar com você hoje está em Zacarias 11:12 e foi feita em torno do ano 487 AC “E eu disse-lhes: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido; e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata”.
Normalmente o leitor da Bíblia tem entendido deste texto uma profecia ligada a Cristo, e o preço da traição; mas há algo mais do que isto neste verso de Zacarias. O que o profeta está dizendo tem implicações nos dias dele e também nos dias de Cristo.
Em primeiro lugar, vamos analisar o que Deus queria dizer ao seu povo com este recado. “Falando na pessoa do principal pastor, Zacarias se endereça ao inteiro rebanho de Israel, exigindo deles um salário. O problema é a completa falta de reconhecimento do povo para com o seu pastor. Não importa o quanto deveria receber; deixou isto a critério do povo, para que ele demonstrasse seu critério de justiça, o pagamento do seu salário” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol.2, p. 238).
Em outras palavras, Zacarias está experimentando o povo de Israel. Ele deseja ver qual era o sentimento para com aquele que tinha o dever de conduzir a parte espiritual do povo. Ele começa a sua mensagem profética dizendo que, “se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido”.
Hoje em dia essa é uma situação delicada. Aqueles que pregam a palavra do Senhor com exclusividade devem viver de recursos vindos dessa missão. Devem ser amparados financeiramente para que tenham o suficiente e para viveram dignamente com suas respectivas famílias.
Na profecia, Zacarias está pedindo que as pessoas deveriam avaliar o seu  trabalho e dar uma remuneração. E o que foi que eles deram? Trinta moedas de prata. O equivalente a uns doze dólares. Este era o preço de um escravo (Êxodo 21:32).
Mas, ao darem essas trinta moedas de prata, o que o povo de Israel, estava querendo dizer? Eles estavam mostrando a desconsideração por Deus e pelos enviados dEle. Essa verdadeira esmola refletia a miséria espiritual que vivia o povo de Israel naquela época. O nosso investimento mostra o valor que nós damos as coisas. Naquilo que você acha que tem valor, você investe dinheiro e tempo. Naquilo que para você não tem valor, nenhum dinheiro será investido. As suas ofertas mostram o valor que você está dando às coisas espirituais.
O profeta deixa o pagamento do seu salário de acordo com o sentido de justiça do seu povo. E parece que as coisas de Deus e os mensageiros dEle não tinham nenhum valor. E uma das coisas mais duras que os lideres espirituais tem que suportar hoje em dia é a ingratidão do seu próprio povo.
Esta é a primeira aplicação desta profecia, mas há uma segunda, que costumeiramente é a mais falada entre nós. Teve o cumprimento cerca de 500 anos depois de ser proferida.
Os lideres do templo estavam incomodados com o trabalho que Jesus estava realizando em Jerusalém e cidades vizinhas. Em todas as partes, pessoas falavam dos feitos de Jesus. As multidões corriam atrás do novo Mestre. A inveja e o ciúme começaram a tomar conta do coração dos sacerdotes do Templo.
“Anás foi sumo sacerdote juntamente com Caifás, seu genro. No tempo de Cristo, o ofício sumo sacerdotal tornara-se extremamente instável, porquanto eram destituídos sumos sacerdotes ao sabor do capricho das autoridades romanas… mesmo sendo deposto pelos romanos, e o seu genro nomeado em seu lugar, Anás, era considerado pelos judeus o líder inconteste. No ano que o Senhor Jesus foi crucificado, no entanto, José Caifás já era o presidente oficial do sinédrio, bem como o sumo sacerdote legal, por nomeação dos  romanos” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol. 1, p.152).
Caifás, portanto, era o líder colocado pelos romanos, porém Anás era o líder reconhecido pelos judeus. Ambos estavam envolvidos no plano de silenciarem a Jesus. Eles temiam o povo. Não queriam fazer nada que provocasse um tumulto ou revolta popular. Enquanto esses líderes imaginavam como eliminar a Jesus, um dos Seus discípulos, tomado pelo desejo de tirar proveito pessoal de toda e qualquer situação, os procurou com o objetivo de apresentar-lhes um plano. Ele entregaria a Jesus, sem nenhum tumulto. O plano foi traçado, o preço acertado e Judas saiu feliz. O plano, na visão dele, era perfeito. Jesus seria entregue, porém, segundo imaginava, o Cristo se revelaria com poder, escapando facilmente dos captores.
As trinta moedas de prata foram dadas a Judas, que era o tesoureiro do grupo. “Trinta moedas de prata, era o preço que se pagava a um trabalhador comum, por quatro dias de trabalho. Era o preço que costumeiramente se pagava por um escravo” (S.D.A.B.C. vol.5, p.508).
Trinta moedas retratavam o valor que os líderes locais davam a Jesus Cristo. Esta profecia foi cumprida na sua plenitude com Jesus. As trinta moedas retratavam a semelhança do salário que foi oferecido a Zacarias, o que demonstrava a ingratidão de um povo, para com o seu líder espiritual. Jesus veio para o que era seu, e os seus não O receberam (João 1:11).
Amigo ouvinte, o que foi feito com Cristo a quase dois mil anos atrás, continua a ser feito em nossos dias. Há muita gente vendendo a Jesus, por muito menos que trinta moedas de prata. Há gente vendendo Jesus por um gole de cerveja ou champanhe. Há outros que O trocam por um minuto de curiosidade com drogas, ou por uma aventura fora do casamento. Jesus continua sendo trocado por nada ou quase nada.
Que valor você tem dado a Jesus? Que importância você está dando ao seu Salvador? Quanto de tempo e dinheiro você está investindo nas coisas de Deus?
Pense seriamente nisso lembrando que você deve crer no Senhor Deus para estar seguro. Crer nos profetas dEle para prosperar...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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