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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A CURA DE NAAMÃ...


                                                            A CURA DE NAAMÃ...


2 Reis 5:14,15 - Desceu ele, pois, e mergulhou-se no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne dum menino, e ficou purificado. Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; chegando, pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel;  
1.    Julgamos Naamã por seu orgulho, mas precisamos conhecer seu contexto;
Em 2 Reis 5:1 podemos ver pelo menos quatro características desse homem – “Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; era homem valente, porém leproso”.

1.1.  Tinha uma vida próspera – Como chefe do exército Sírio, Naamã tinha certamente suas regalias e seus benefícios, além de desfrutar de um bom salário. Era um cargo que muitos gostariam de ter, uma vida que muitos desejavam viver.

1.2. Era um homem respeitado – Além disso, Naamã tinha uma boa reputação. Algo que o fazia respeitado em sua sociedade. Ninguém gosta de carregar o fardo de um nome sujo ou de uma má fama, todos querem reconhecimento, todos gostariam de ser como Naamã, um homem respeitado.
 1.3. Era homem valente – Naamã nem era servo do Deus de Israel, mas era mais valente do que muitos adoradores do Senhor dos Exércitos. A valentia e ousadia desse General Sírio somadas às outras duas características faziam dele quase que um homem que aparentemente não precisava de mais nada, mas havia uma quarta característica. 1.4. Porém, leproso – A Bíblia começa descrevendo todas as suas qualidades e de repente somos surpreendidos por um porém, isto é, uma limitação. Muitas pessoas falam bem em público, conhecem bastante de um assunto, possuem muitos amigos, porém, há um espinho na carne. Todo ser humano possui um porém; No caso de Naamã era sua lepra. Essa doença atrapalhava seu convívio familiar, social e até mesmo militar. De que adiantava ter um bom salário, se seu dinheiro não podia pagar um tratamento de pele? De que adiantava ter um bom salário e não poder desfrutar com a família? De que adiantava ter dinheiro e não poder dormir com a própria esposa? Do que adiantava ser respeitado, possuir o reconhecimento das pessoas, se ninguém tinha coragem de lhe abraçar? Do que adiantava ter uma boa reputação se seus amigos tinham medo do contato físico, medo de ficarem leprosos? Do que adiantava sua valentia, todos seus quesitos, se ainda era um homem afastado da sociedade? Naamã precisava de um milagre, precisava de uma cura.

2.    Ele precisava da cura, mas não era da física e sim da interior

Quando pensamos na cura de Naamã parece óbvio aos olhos humanos que ele precisava ser curado de sua lepra, mas Deus não queria um ex-leproso arrogante, mas um ex-leproso curado de suas feridas internas, dos traumas e da arrogância de sua lepra interior. Por isso Deus usa de uma missionária desconhecida que comenta de sua terra, um lugar de profeta, de homem de Deus, onde o Senhor opera maravilhas. Naamã resolve buscar mais uma alternativa, como muitos têm buscado. Várias pessoas passam primeiro pela macumba, pelo espiritismo, pelo catolicismo, pelo misticismo, quando enxergam uma luz no fim do túnel e ao encontrarem com Jesus, têm suas vidas transformadas pelo Poder de Deus. 
 O Senhor começa o tratamento de Naamã, que viaja até Israel e esperava ser tratado pelo menos como era na Síria, com o mínimo de respeito, com o mínimo de pompa, mas o profeta Eliseu nem sequer o atendeu do lado de fora e tampouco o convidou para entrar. A falta do tratamento VIP fez com que Naamã expusesse sua dor de cotovelo, foi quando começou a questionar se não poderia se banhar em rios melhores, como Abana e Farpar, rios de Damasco, alegando serem melhores do que todas as águas de Israel. Mas Deus sabia qual era o tratamento correto. Achamos que sabemos o que é melhor para nós, mas os caminhos do Senhor são mais altos que os nossos, bem como os Seus pensamentos. O Rio correto era o Jordão. Jordão significa “aquele que desce”. Naamã não precisava de rios mais limpos, ele precisava descer, precisava se humilhar e por isso desceu a primeira vez, veio a cura da arrogância, desceu a segunda, veio a cura da ira, desceu a terceira, veio a cura do ímpeto, desceu a quarta, veio a cura dos traumas, desceu a quinta, veio a cura do ódio, desceu a sexta, veio a cura da amargura, desceu a sétima, veio a cura do orgulho. 
3.    A cura de Naamã

Foi uma cura sobrenatural. Naamã precisava descer “naquele que desce” a fim de ser humilhado, pois somente os que são humilhados podem ser exaltados. Foi a mão de Deus limpando primeiro o interior do copo e em seguida o exterior. Foi uma cura fora do normal, assim como o Deus de Israel é fora do normal, é um Deus que faz o sol parar, a sombra retroceder, cego enxergar, paralítico andar e leproso descer.

Jeremias fala a respeito do remédio e do médico em Jr 8:22 e indaga sobre a cura. Jeremias enxerga que, não há problemas com o Médico, afinal, Jesus nunca falhou, nunca houve um caso que não pudesse resolver. Jeremias percebe que o problema não é o Remédio, existe um bálsamo em Gileade, existe um remédio para sarar nossas feridas, esse bálsamo curou Jacó, curou José, curou Moisés, curou Jefté, curou muitos homens, então onde está o problema? Jeremias pergunta. Se o problema não é o remédio, se o problema não é o Médico, o problema é o paciente. Quando a pessoa não quer a cura, nada acontece, mas você pode receber o mover de Deus neste momento e sair transformado pela Glória de Deus.
4.    Naamã conhece o Deus verdadeiro

Os deuses da Síria (baal, astarote e dagom) não puderam cura-lo, pois os deuses deles, são 
prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Todavia, o Deus de Israel, o Deus Todo Poderoso, tem boca e fala com você neste momento, é um Deus vivo que faz a Palavra dEle arder em em seu coração, é um Deus que tem olhos e enxerga a sua tribulação, o seu sofrimento e as perseguições e injustiças cometidas contra ti; É um Deus que tem ouvidos e ouve a sua súplica, o seu clamor, a sua oração; É um Deus que tem nariz e cheira o aroma, o perfume das suas orações (Sl 141:2) e que por ser um cheiro agradável, Ele se levanta do Trono, colocando-se de pé onde você está, pois tem pés e anda, inclusive um deles está aí agora na sua casa, na sua igreja, no seu trabalho; Mas sobretudo é um Deus que tem mãos e apalpa, pois Sua mão não está encolhida para que não possa salvar e abençoar (Is 59:1). Naamã conhece e reconhece o Deus verdadeiro: “Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel” (2 Rs 5:15)...
BISPO/JUIZ.PHD.THD.DR.EDSON CAVALCANTE

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